R$ 260 milhões em projetos sob a gestão da FAU em mais de 20 anos de parcerias entre UFU e Petrobras

Foto: Marco Cavalcanti No centro do cerrado e no coração do Brasil, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) participa há mais de duas décadas de projetos para exploração de petróleo e gás no Brasil. A parceria estratégica entre UFU e a Petrobras consolida-se como um ativo fundamental para a soberania tecnológica do país para o setor. Gerida pela Fundação de Apoio Universitário (FAU), essa colaboração conecta a excelência acadêmica às demandas da indústria, transforma laboratórios em hubs de inovação, forma a elite da engenharia brasileira e fortalece a nacionalização de equipamentos. Um dos primeiros projetos disruptivos e de inovação tecnológica firmados via Faculdade de Engenharia Mecânica (FEMEC/UFU) ocorreu em 2002, ele foi coordenado pelo pesquisador Américo Scott. O projeto chamava “Otimização de Ferramentas Destruidoras de Partes de Colunas Utilizadas em Poços de Petróleo”. O desafio era desenvolver um equipamento capaz de simular a operação da broca destrutiva usada pela Petrobras. A nova ferramenta ainda ofereceu capacidade de homologar a fabricação desse tipo de broca, tornando-a mais resistente. “Para chegarmos a esse desafio, foi um longo caminho. Encontrei a oportunidade de trabalhar com a parte operacional da Petrobras. Passamos alguns dias na plataforma, identificamos um desafio e juntos desenvolvemos o projeto que foi defendido na direção da empresa, o que chamamos de abordagem bottom-up. Esse foi o que considero o grande diferencial para o projeto ter continuidade administrativa e ser aprovado”, explica o pesquisador da engenharia mecânica da universidade. A colaboração evoluiu de forma exponencial, ganhando mais desafios e confiança da direção de diversos setores e do centro de pesquisa da Petrobras que passou a buscar soluções nos laboratórios da UFU. As parcerias somam quase R$ 260 milhões. Já passaram pela gestão da FAU quase 100 projetos, dos quais 31 seguem ativos, movimentando cerca de R$ 145 milhões em pesquisas na fronteira do conhecimento. As pesquisas circulam por diversas unidades acadêmicas demonstrando a capacidade da UFU em responder aos desafios complexos do setor de energia: • FEMEC: Lidera o portfólio com 81 projetos. • FEQUI: Conta com 11 projetos, mantendo a tradição iniciada em 2009. • FEELT: Contribui com 4 projetos de engenharia avançada. • FAUED: Integra a rede com 1 projeto estratégico. Gerir um investimento desta magnitude exige mais do que administração: precisa deexcelência em governança, segurança jurídica e agilidade operacional. A FAU atua como o núcleo de governança de projetos estratégica desta parceria, garantindo que o recurso aplicado pela Petrobras seja traduzido, com total transparência e compliance, em resultados científicos mensuráveis. “A gestão da FAU funciona como uma retaguarda estratégica. Nós colaboramos com o pesquisador na burocracia e garantimos que os prazos e normas corporativas sejam cumpridos com assertividade jurídica necessária. Nosso papel é viabilizar essa conexão, incentivando inclusive a comunidade acadêmica a enxergar o potencial comercial de suas pesquisas”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU”. Os investimentos vão muito além da tecnologia entregue. Eles provocam efeito positivo em cascata no qual a educação e a economia são diretamente beneficiadas. Há uma formação de elite com a participação de estudantes em projetos reais, qualificando–os com equivalência a um profissional sênior. “Além do conhecimento científico e tecnológico, os estudantes desenvolvem habilidades como liderança, comunicação e trabalho em equipe, chegando ao mercado de trabalho com uma formação diferenciada. A Petrobras representa, na prática, um dos melhores exemplos da indissociabilidade entre ensino pesquisa e extensão”, completa Ana Marta de Souza a diretora da FEMEC,unidade acadêmica com maior número de projetos para o setor. No geral, ganha a universidade, que reinveste parte dos recursos na modernização laboratorial, na fabricação de equipamentos exclusivos ou na aquisição de itens de ponta para os laboratórios da UFU. As parcerias ainda criam ambientes para diálogos constantes entre o que é ensinado em sala de aula e os desafios reais do setor de energia. Isso ajuda a UFU a manter seus currículos atualizados com as exigências da Indústria 4.0, garantindo que o ensino seja pertinente e aplicado. “A parceria com a Petrobras é a prova viva de que o conhecimento produzido na universidade tem valor de mercado. Cada projeto que sai do laboratório e vira solução aplicada pela indústria fortalece nosso ecossistema de inovação e mostra para o pesquisador que sua pesquisa pode, sim, gerar impacto econômico e tecnológico concreto. Na Agência Intelecto, trabalhamos justamente para que essa ponte entre ciência e setor produtivo seja cada vez mais estruturada, protegendo a propriedade intelectual gerada e ampliando as possibilidades de transferência de tecnologia para novas parcerias”, destaca Luciana Carvalho, Diretora de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFU. Com esse fluxo, as parcerias atuam como aceleradoras de competências, e a constante modernização de gestão da FAU acompanha a movimentação cada vez mais alinhada aos prazos e fluxos mais dinâmicos e assertivos. “Isso estimula a buscarmos inovação de gestão e o ecossistema na criação de spin-offs universitárias. Estamos reforçando o desenvolvimento de um espírito empreendedor, essencial para o desenvolvimento regional de Uberlândia e do estado”, completa Rafael Visibelli. A mais recente inovação na gestão, aplicada na FAU foi a aprovação do novo estatuto elaborado especialmente para manter a Fundação ainda mais preparada para escalar novos modelos de negócios e parcerias. “Esse é um aprendizado “invisível”, é nisso também que nós da FAU nos empenhamos; conexão e gestão eficientes, sem falar do contato direto com uma gigante do setor incentivando os alunos a enxergarem o potencial comercial de suas pesquisas” destaca o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 10/09/2026 ás 13h40
Pesquisadores de instituições apoiadas pela FAU ampliam presença na Demanda Universal

O resultado da Demanda Universal 2026 da FAPEMIG evidencia não apenas o volume de projetos aprovados dentro do limite financeiro da chamada, mas também a forte mobilização da comunidade científica atendida pela FAU. Pesquisadores de diferentes áreas dedicaram-se à construção de propostas competitivas em uma das principais chamadas de fomento à pesquisa de Minas Gerais. Ao todo, 46 projetos com indicação de gestão da FAU foram aprovados dentro do limite financeiro, somando cerca de R$ 7,9 milhões. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de pesquisas em diferentes áreas da ciência, da tecnologia e da inovação no estado. Em comparação com a edição anterior, quando 19 propostas com indicação de gestão da Fundação foram contempladas, o resultado representa um crescimento superior a 140%. Os projetos aprovados reúnem pesquisadores de instituições atendidas pela FAU, com destaque para a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que concentra a maior parte das propostas contempladas. Mais do que os números, o resultado reflete o trabalho de pesquisadores e equipes ao longo de todo o processo de preparação das propostas, que envolve definição de objetivos, estruturação do projeto, elaboração do orçamento, formação da equipe, adequação às regras da chamada e submissão. “Esse resultado representa, acima de tudo, o esforço dos pesquisadores e a confiança das instituições que atendemos. A aprovação de um projeto é consequência de um processo que começa muito antes da divulgação do resultado e exige planejamento, dedicação e articulação entre diferentes atores”, destaca Rafael Visibelli, diretor da FAU. Além das propostas contempladas dentro do limite financeiro, outro resultado merece destaque. Diversos projetos foram classificados como Prioridade 2 (P2), condição atribuída pela FAPEMIG às propostas aprovadas fora do limite financeiro da chamada e que não puderam ser priorizadas diante da alta demanda qualificada. Para a FAU, esses resultados também geram aprendizados importantes para o aprimoramento das estratégias de apoio aos pesquisadores. A atuação do Setor de Fomento e Captação ocorre desde o monitoramento das oportunidades até o suporte técnico durante a preparação das propostas, com orientações relacionadas à interpretação dos editais, documentação, orçamento e procedimentos para indicação da Fundação como gestora. “Nosso objetivo é aproximar cada vez mais os pesquisadores das oportunidades de financiamento e fazer com que esse contato aconteça ainda na fase de construção da proposta. Quanto antes conseguimos analisar a chamada e identificar dúvidas sobre orçamento, documentação e regras de submissão, mais efetivo pode ser o nosso apoio. Os resultados também nos ajudam a entender onde podemos avançar e como preparar melhor as próximas submissões”, afirma Joseli Fernanda Nappi, coordenadora de Fomento e Captação da FAU. O acompanhamento permanece após a divulgação dos resultados, com orientação nos procedimentos necessários à contratação e, posteriormente, na gestão administrativa e financeira dos projetos contemplados. A FAU também reconhece o esforço dos pesquisadores cujas propostas não ficaram dentro do limite financeiro nesta edição. Os resultados e pareceres podem contribuir para a revisão, o aprimoramento e a preparação de futuras propostas, transformando a experiência desta edição em aprendizado para novas oportunidades. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 03/09/2026 ás 11h00
Pesquisa responde aos desafios da infraestrutura nacional com tecnologia para monitoramento inteligente de pontes e viadutos

Imagem: Turma de alunos da engenharia civil, acompanhados pelos professores durante a pesquisa sobre o novo método de monitoramento estrutural de pontes e viadutos. Quando o país enfrenta um problema, ele vira desafio para pesquisadores, professores e alunos, e a sala de aula muda de lugar. As recentes interdições de pontes e viadutos, iguais ao fechamento preventivo da Ponte Quinca Mariano, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, somados aos alertas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre estruturas em situação crítica, colocaram a segurança da infraestrutura nacional no centro dos debates. A urgência em dar uma resposta para a sociedade levou o órgão a publicar nova norma para tentar resolver o assunto e padronizar o setor. O tema abriu novo capítulo prático na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de Uberlândia (FECIV/UFU) e o grupo de pesquisa de Durabilidade e Análise Estrutural (DurAE). Alunos e professores montaram uma réplica estrutural de ponte para incrementar, com Inteligência Artificial, um método tradicional de monitoramento. A iniciativa reafirma o protagonismo da UFU ao levar para dentro faculdade os temas mais urgentes da atualidade. É a articulação entre ensino, pesquisa e extensão para capacitar profissionais altamente especializados e solucionar problemas reais da sociedade. O objetivo deles é aplicar inovações para resolver antigos desafios estruturais de forma ainda mais eficiente. O projeto está em estágio avançado e oferece um sistema de monitoramento inteligente onde a estrutura avaliada poderá ser avaliada à distância, aplicando tecnologia com gêmeos digitais (Digital Twins). “Gestores públicos, prefeituras e síndicos enfrentam o desafio de atender as normas que exigem, mais rigor técnico, equipamentos especializados com inovação tecnológica para auxiliar os profissionais que já fazem essas inspeções, mas que hoje precisam de estar no local, sejam perto da cidade ou em regiões isoladas e distantes”, acrescenta o professor e pesquisador Antônio Carlos dos Santos. O sistema funciona por meio de sensores que permitirão ter uma cópia idêntica da estrutura em ambiente virtual. Pelo computador, o técnico poderá acompanhar o comportamento da ponte ou do viaduto, em tempo real, enquanto o sistema realiza a leitura da performance dos materiais e entrega o diagnóstico preditivo. “A nossa missão é oferecer segurança técnica por meio de ciência aplicada. Ao utilizar sensores inteligentes e modelos computacionais avançados, conseguimos gerar alertas preditivos que indicam a necessidade de intervenções pontuais. Isso não apenas garante a segurança da edificação, como também reduz drasticamente os custos operacionais de manutenções corretivas tardias, podendo ainda ser aplicado em prédios e condomínios”, destaca o pesquisador Antônio Carlos dos Santos. Apoiadora das instituições federais de ensino, a Fundação de Apoio Universitário (FAU) atua como elo estratégico para conectar a academia ao setor produtivo, convertendo pesquisa em soluções aplicadas; impulsionar a transferência de tecnologia. Na prática é ajudar a levar soluções encontradas no laboratório para a aplicação nos setores público e privado. Desta forma, a FAU organiza a prestação de serviços e compõe equipes conjuntas entre pesquisadores e empresas parceiras, neste caso, da engenharia civil. “O objetivo não é concorrer com o mercado, mas fortalecê-lo, disponibilizando a infraestrutura, equipamentos especializados e a acreditação científica da UFU”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. Um exemplo dessa forma de atuação está na presença em eventos promovidos pela sociedade. Essa tecnologia e outras mais, serão destaques no estande da FAU no Uberlândia Summit, que acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro. “Estamos transformando trabalhos acadêmicos em soluções aplicadas. A FAU garante a segurança jurídica e a eficiência na gestão desse fomento, permitindo que o conhecimento científico chegue onde é necessário: na preservação de vidas e na segurança das estruturas das nossas cidades”, reforça Crisley Faria de Almeida do setor de projetos da FAU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/08/2026 ás 13h47
Soberania Tecnológica: FAU e FACOM/UFU se unem para viabilizar a aplicação de pesquisas de alto impacto sustentável

Foto: Professor e pesquisador da faculdade de computação da UFU, Anderson Santos Em meio a uma corrida geopolítica por terras raras e à escassez de chips no mercado global destinados quase exclusivamente às Big Techs, a inteligência artificial virou sinônimo de alto custo e de dependência externa. Esse cenário cria um bloqueio tecnológico que deixa órgãos públicos, hospitais e empresas fora da transformação digital. Na Faculdade de Computação (FACOM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), uma ferramenta busca transformar essa realidade ao otimizar o processamento de grandes volumes de dados exigidos pelas IAs. Desenvolvida pelo professor e pesquisador Anderson Santos, a arquitetura, denominada RIS-Kernel foi publicada na revista Scientific Reports (Nature Portfolio) uma das mais prestigiadas do setor. A tecnologia permite que modelos complexos de linguagem operem em hardware padrão, eliminando a exclusividade dos milionários aceleradores gráficos (GPUs) dos supercomputadores, ou gigantescos espaços em “nuvens”. A descoberta científica promete um altíssimo impacto ao democratizar o uso de ferramentas avançadas. Enquanto pesquisadores do mundo todo buscam alternativas para reduzir o impacto ambiental da inteligência artificial, a solução desenvolvida na UFU transforma computadores em potentes ferramentas de IA. “Estamos falando em superar as limitações técnicas atuais causadas pela dependência de bibliotecas que exigem memória quadrática, além de modelos e tamanhos de parâmetros incrivelmente grandes e pesados”, acrescenta o pesquisador Anderson Santos. O trabalho por trás do novo modelo vem sendo refinado desde 2012, coroado com a prova de conceito publicada no final do ano passado com apresentação marcada em conferência nos Estados Unidos. Dentro do plano de modernização da gestão, que vem sendo implantada pela FAU, destaca se aqui a capacidade ampliada de atuar como uma “caçadora de talentos” tecnológicos e uma tradutora da inovação auxiliando o pesquisador a se conectar com o mercado e atrair novas parcerias. O que se estende para a UFU e demais Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs), apoiadas pela Fundação. “Estamos indo aos laboratórios, ouvindo os pesquisadores e identificando tecnologias que prometem revolucionar a indústria no país em todas as áreas que possuem alto potencial de impacto social e econômico para conectar a comunidade acadêmica direto com o mercado”, comenta Fernanda Nappi, do Setor de Fomento e Captação de Recursos da FAU. Na prática, a nova arquitetura viabilizará o uso de equipamentos até 60% menos caros do que os supercomputadores tradicionais, permitindo que hospitais, por exemplo e, órgãos públicos, bem como empresas processem dados localmente. A inovação tem um objetivo claro: democratizar o uso de ferramentas de Inteligência Artificial complexas para a modernização de serviços. Essa inovação, fruto da pesquisa na FACOM/UFU, tem o potencial de dar um salto qualitativo nos serviços prestados por prefeituras e estados, além de favorecer a competitividade de empresas brasileiras com menor investimento e maior competitividade. Entre as aplicações destacam-se projetos-piloto em hospitais públicos para investigar surtos de infecção hospitalar por meio da análise ágil de centenas de prontuários. Além de soluções para segurança pública, otimização de trânsito (como “ondas verdes”), logística e processos industriais tornando os serviços mais eficientes, atualizados e com a indústria brasileira mais competitiva. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 06/08/2026 ás 17h00
Instituições apoiadas pela FAU terão reforço para startups que vão de diagnóstico de maturidade à aceleração de startups

Foto: Reitoria UFU A novidade vem com recursos na ordem de mais de R$ 2 milhões de edital da Secretária de Educação de Minas Gerais (SEED/MG) que serão usados para apoio direto de aceleração às startups. O resultado desse edital estava sendo bastante esperado pelos empreendedores de Startups, especialmente ligadas aos setores do agro, saúde e indústria 4.0 no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O projeto intitulado ‘Acelera TAP’ será coordenado pela diretoria de inovação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, colocou a Universidade na liderança entre as instituições aprovadas na chamada pública. Ele oferecerá reforço estratégico desde odiagnóstico de maturidade às trilhas de mentoria alinhadas às vocações regionais e aceleração de startups em ambiente promotores. O objetivo é de promover a interiorização e a expansão de oportunidades tecnológicas.Ele será executado pela UFU que coordenará a rede que reúne sete ambientes promotores de inovação da mesorregião, ampliando a capilaridade e a interiorização das ações. Das sete Instituições de Ensino Superior e parques tecnológicos atendidos pelo projeto, três são apoiadas com suporte da Fundação de Apoio Universitário (FAU): o IFTM, por meio da Incubadora MÖBIUS (com atuação multicampi em seis municípios); a UFTM, por meio da Agência de Inovação (AGUIN) e da Incubadora Impulso; e o Parque Tecnológico de Uberaba fruto de parceria entre Embrapa, Epamig e Prefeitura de Uberaba. “A aprovação desse projeto vem em um momento de expansão e modernização da gestão da FAU que atua como o braço de segurança administrativa e fomento, garantindo que a captação de recursos e a retaguarda dos projetos ocorram com total agilidade e eficiência”, destaca Fernanda Nappi, do setor de expansão da FAU. O ‘Acelera TAP’ será estruturado em duas fases, com capacidade para atender pelo menos 30 startups em fase de validação e outras 15 em estágio de aceleração. O suporte vai muito além da mentoria: o programa prevê apoio financeiro direto de até R$ 100 mil para negócios em estágio inicial e até R$ 70 mil para empresas já consolidadas. O processo combina diagnóstico de maturidade baseado em Technology Readiness Level(TRL) e Lean Canvas, funil de seleção com critérios objetivos e trilhas de captação alinhadas às vocações regionais. O Ciclo culminará em um Demo Day, evento de conexão, onde as startups apresentarão suas soluções a uma plateia formada por investidores, empresas e representantes do poder público, abrindo portas definitivas para a consolidação de novos negócios no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. “A aprovação do Acelera TAP consolida a atuação da UFU como referência na articulação de redes de inovação em Minas Gerais. Mais do que apoiar startups individualmente, o programa fortalece um ecossistema regional integrado, que aproveita a presença multicampi das instituições parceiras para levar oportunidades de empreendedorismo inovador a diferentes municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba”, destaca a coordenadora do projeto, professora Luciana Carvalho, diretora de inovação e transferência de tecnologia da UFU. A execução atenderá também Instituições particulares de Ensino Superior como aUNIFUCAMP em Monte Carmelo, por meio do Instituto de Inovação do Coração do Cerrado (INOVACCER), UNIPAM, Uniube. No total serão R$ 2.309.088,48 aplicados para demonstrar a força, a capilaridade e a alta capacidade de execução em inovação tecnológica do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A seleção das Startups será realizada a partir da publicação de edital para ter início no próximo mês (agosto) e terá duração de 24 meses. Fique de olho em nossas redes sociais. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 30/07/2026 ás 17h17
Se prepare, vem aí nova edição da FAU Run com muito movimento, saúde e superação nas ruas de Uberlândia

Foto: Treinamento entre amigos. Lucas, Germano e Victor se preparam para a 3ª edição da FAU Run. A Fundação de Apoio Universitário (FAU) realiza, em outubro, mais uma edição da FAU Run. Como novidade desta edição, a corrida contará com percursos de 5 km e 10 km, oferecendo desafios para diferentes perfis de participantes. A iniciativa reforça o compromisso da FAU com a promoção do esporte, da saúde, da integração comunitária e do bem-estar. Mais do que uma competição, a FAU Run incentiva a prática esportiva em grupo e em família, valorizando a participação e o incentivo a um estilo de vida mais ativo. A corrida de rua se consolidou como uma das práticas esportivas mais acessíveis, democráticas e completas da atualidade. Com baixo custo de adesão, ela oferece alta adaptabilidade. No Brasil, a modalidade atrai cerca de 14 milhões de praticantes, o equivalente a 6,9% da população. Cada participante traz um foco para participar; seja acompanhar alguém, buscar lazer, lançar desafio entre amigos, intensificar o treino ou encarar uma meta pessoal. Germano Arantes é um dos que já estão se preparando. Para ele, a corrida era algo inimaginável quando descobriu, já em estágio avançado, que tinha esclerose múltipla. Então, ele buscou na atividade física para reduzir os sintomas da doença e a decisão gerou mais um resultado. “Não esperava chegar a essa motivação de participar da corrida da FAU, fui estimulado pelo meu professor da academia e meu preparador físico que vão participar e aqui estou eu, com novo foco!” destaca Germano. A popularidade das corridas de rua atende três pilares fundamentais para o desenvolvimento humano: saúde física, por promover fortalecimento muscular e ósseo, eleva o condicionamento cardiorrespiratório e auxiliar na manutenção do peso; saúde mental por estimular a liberação de endorfina e serotonina, garantindo a sensação de bem-estar e melhorando a qualidade do sono. O caso do Germano ilustra com clareza essa superação. Quando focou na meta de concluir o percurso da FAU Run, novos horizontes se abriram e a qualidade de vida melhorou mais rapidamente. A atividade física é o caminho de transformação diante dos desafios impostos pela esclerose múltipla. O que começou como uma busca por qualidade de vida evoluiu. “Eu não andava nem dois quarteirões; hoje já intercalamos o percurso em caminhar e correr. Já sei que posso e quero ir mais longe; quero também participar de uma Iron men”, comenta ele entusiasmado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física por semana e ainda orienta a avaliação médica prévia para exercícios mais pesados. “O treinamento orientado, planejado para a corrida é muito importante, entre vários riscos ele reduz, por exemplo, a chance de lesão muscular”, completa o preparador físico Lucas Queirós, preparador físico. Eventos como a FAU Run cumprem o papel de coroar esse processo de preparação, transformando o esforço dos treinos em momentos de superação e integração coletiva. Afinal, seja em família, em grupo ou em busca de uma conquista pessoal, o importante é começar, planejar e seguir em frente com mais qualidade de vida. Acompanhe nossas redes sociais, se prepare e fique de olho para os prazos das inscrições. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 23/07/2026 ás 16h03 Inscreva-se em: https://www.timeticket.com.br/evento/3-fau-run-corrida-da-inovacao-e-do-empreendedorismo-mouf3zyo
Protagonismo e Legado: Como a trajetória da FAU reescreve o futuro da instituição

Prof. Ataulfo Marques Martins da Costa, reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pelo período de 1980 a 1988. Foto: Milton Santos A iniciativa de criação de uma instituição para apoio universitário nasceu de professores da Universidade Federal de Uberlândia para viabilizar a gestão de projetos. Agora, a Fundação de Apoio Universitário (FAU) caminha para meio século de existência, aprimorando a excelência na prestação de serviços a cada novo setor. Neste novo tempo, a Fundação marca seu legado com o lançamento do Memorial. O objetivo vai muito além do resgate histórico: trata-se de um espelho de um ecossistema que se tornou a espinha dorsal do desenvolvimento científico e tecnológico para além das fronteiras de Minas Gerais. Nessa linha do tempo, o Memorial revisita as mais de quatro décadas de atuação e o salto de modernização vivido atualmente pela instituição. O Memorial apresenta uma trajetória marcada pelo pioneirismo, resiliência e construção estratégica de parcerias que somam oito instituições apoiadas em Minas, Goiás e Mato Grosso. Em Minas, além da Universidade Federal de Uberlândia, Instituto Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a Fundação Ezequiel Dias e o Hospital Universitário HC/UFU. Em Goiás, com a Universidade Federal de Jataí e em Mato Grosso com a Universidade Federal de Rondonópolis. “Esse alcance só é possível porque a fundação não se contentou em ser apenas uma administradora de recursos, mas tornou-se um hub de inteligência e gestão”, ressalta Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. A história da FAU caminha lado a lado com a evolução da pesquisa aplicada no Brasil. Enfrenta os desafios aprimorando sua gestão, desde o cenário de escassos registros digitalizados a assumir protagonismo atual. As mudanças implementadas vieram para fortalecer a relação entre a academia e o setor produtivo. Tudo isso sem romper a essência de uma Fundação de direito privado, sem fins lucrativos, que busca a eficiência constante associada à serviços a novas ferramentas para sustentabilidade financeira. O projeto, ao consolidar essa memória, permite reconhecer o papel de lideranças como Salma Nasser, primeira diretora executiva da Fundação. E, sucessivos gestores que, desde 1982 aceitaram o desafio de construir uma Fundação de altíssima complexidade e impacto nacional. A expertise acumulada ao longo de décadas, documentada no Memorial, revela como a FAU transformou a gestão de projetos em seu maior diferencial competitivo. A confiança gerada e aprovada anualmente por auditorias externas garantem a credibilidade necessária para gerir parcerias entre as instituições apoiadas e empresas nacionais. Essa autoridade institucional é fruto de uma experiência que o Memorial documenta com clareza. São mais de quatro décadas atuando como a “ponte” essencial entre o rigor científico dos laboratórios e a agilidade exigida pelo mercado. Outra ferramenta fortalecida ao longo dessa trajetória é a capacidade de traduzir a ciência em soluções práticas para a sociedade, DNA que a Fundação carrega desde a sua origem. A função de um memorial pode ser comparada à de uma bússola. Ao percorrer estas páginas, é possível reconhecer os diferentes desafios enfrentados pela FAU ao longo de sua trajetória, sem que sua missão institucional jamais perdesse o rumo. Cada gestão cumpriu um papel essencial nessa construção: no passado, o grande desafio era estruturar a Fundação; hoje, é expandir sua atuação, ampliando seu impacto e fortalecendo sua capacidade de responder às demandas da universidade e da sociedade. É justamente nesse ponto que passado e futuro se encontram. O novo Estatuto da FAU, aprovado pelo Conselho Curador em 16 de abril deste ano e registrado em cartório em junho, representa esse novo ciclo institucional. Mais do que uma atualização normativa, ele fortalece a governança, amplia as possibilidades de atuação da Fundação e estabelece as bases para uma instituição ainda mais conectada à inovação, à ciência, à educação e ao desenvolvimento do país. Nesse sentido, o Memorial revela quem a FAU é; o novo Estatuto aponta o caminho para onde ela pode chegar. “Ao fortalecer nossa governança, consolidamos a estrutura construída ao longo de mais de quatro décadas e honramos o legado de todos que contribuíram para essa história. Assim, preparamos a FAU para continuar conectando conhecimento, inovação e impacto para a sociedade nas próximas décadas”, destaca o diretor executivo, Rafael Visibelli. O Memorial da FAU não é um convite ao saudosismo. É a demonstração de que a Fundação reúne experiência, credibilidade e visão de futuro para continuar fortalecendo a conexão entre universidade e sociedade, transformando conhecimento em desenvolvimento e expandindo sua atuação em benefício da ciência, da inovação e do interesse público. Faça este passeio pela história da FAU: https://online.fliphtml5.com/faufundacao/MEMORIAL-FAU-FLIP-Wq51/#p=1 Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/07/2026 ás 17h43
IFTM transforma apreensões da polícia federal em empreendedorismo com sustentabilidade

Produtos resultados do programa: “Extensão que transforma”. Imagem acervo IFTM Imagine um álcool em gel feito a partir de whisky, ou vinhos em geleias? São apenas exemplos de resultados dos produtos do Programa “Extensão que Transforma”. O que antes era um passivo ambiental e um gargalo logístico para a Receita Federal, tornou-se um motor de inovação social. O programa “Extensão que Transforma” une ensino, pesquisa e sustentabilidade, provando que é possível transformar mercadorias apreendidas em ferramentas de emancipação para centenas de famílias. O exercício de oferecer qualidade de vida e soluções para a sociedade é um dos pilares das instituições federais de ensino superior. Quando esse compromisso se torna um programa acadêmico que une empreendedorismo e economia circular, o resultado é a criação de um ecossistema que educa e transforma realidade social. O programa “Extensão que Transforma” traz a parceria com a Receita Federal que faz a cessão de produtos apreendidos que seriam descartados ou incinerados. Com isso, um dos problemas da receita federal se transforma por meio de ações extensionistas, alinhadas com ações de ensino e pesquisa, e gera solução para algumas questões sociais e ambientais. “É a partir desse diagnóstico que nossas ações extensionistas atuam, entregando soluções que fazem a diferença na vida das pessoas. Além de gerar um impacto ambiental positivo ao dar um novo destino a materiais que seriam destruídos, esse programa fortalece a extensão verdadeiramente para além dos muros institucionais e cultiva em nossos alunos uma sólida cultura de responsabilidade social” completa a Pró-Reitora de Extensão, Cultura e Esporte de Desenvolvimento Institucional, Daniele Paoloni. A pró-reitoria de extensão atua como guardiã dessa rede. Anualmente um edital é convida associações devidamente reconhecidas pelas prefeituras e com histórico de atuação para participarem do programa. Os itens são divididos em categorias: vestuário, eletrônicos e bebidas antes de serem distribuídos para as associações para serem descaracterizados e retiradas as marcas de identificação antes de serem vendidos a preços populares. E, os itens falsificados passam viram base de pesquisas e são transformados em novos produtos, como acontecem com eletrônicos e vapes. As bebidas alcoólicas e perfumes viram álcool em gel e os vinhos em geleias. Cada etapa é monitorada e auditada para garantir transparência. Os estudantes e professores são convidados para serem ‘padrinhos’ que acompanham todas as etapas até a certificação dos trabalhos desenvolvidos. Eles formam equipes para auxiliar na descaracterização dos produtos e acompanham até a organização da venda final, feita a preços populares pelas associações, ou às famílias cadastradas. Para o aluno, a experiência vai muito além do currículo. O Programa “Extensão que Transforma” conta atualmente com o envolvimento de 22 associações não governamentais em seis cidades; além de Uberaba estão Uberlândia, Patos de Minas, Ituiutaba, Paracatu e Patrocínio. “Armazenar e garantir a segurança dos materiais apreendidos é um de nossos maiores desafios, gera custo elevado, não temos como descartar e muitas das vezes temos produtos que poderiam ajudar a vida de pessoas de baixa renda, como por exemplo a grande quantidade de roupa apreendida. Ver a transformação de todo esse material para uso legal é um grande alívio para todos nós”, completa o delegado da Receita Federal, Luíz Cláudio Martins. Acompanhe o site iftm.edu.br/extensaoquetransforma e participe do novo edital. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 16/07/2026 ás 14h32
Novo Estatuto reforça governança, autonomia e sustentabilidade da FAU

Conselho Curador da FAU Imagem: Acervo FAU Sempre com o foco no futuro, a atualização alinha a Fundação de Apoio Universitário (FAU) às melhores práticas nacionais das fundações de apoio (FAPs) e confere segurança jurídica para novas parcerias. A Fundação tem aprimorado sua gestão e, a nova estrutura estatutária foca em diretrizes de governança que vêm sendo aplicadas, com resultados de sucesso, por diversas fundações em todo o Brasil. As mudanças foram amplamente debatidas para fortalecer a autonomia da gestão, assegurar a continuidade de projetos estratégicos e ampliar a sustentabilidade financeira da instituição. A inovação consolida a Fundação em seu papel como motor de desenvolvimento científico e tecnológico. Elas foram amplamente discutidas e consultadas para fortalecer a autonomia da gestão, assegurar a continuidade de projetos estratégicos e ampliar a sustentabilidade financeira da instituição. A modernização da governança abre para um ciclo de maior agilidade, transparência e segurança jurídica. O objetivo é eliminar entraves burocráticos e garantir que o conhecimento produzido nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) flua com a máxima eficiência e velocidade para o mercado, alinhando a Fundação às necessidades das indústrias e da sociedade. As mudanças reforçam a identidade da fundação e tranquilizam a comunidade acadêmica quanto ao propósito da parceria. Ao eliminar “entraves burocráticos”, principal dor do pesquisador, ela eleva a especialidade dos setores de gestão da FAU no acompanhamento de projetos, tornando a governança mais aderente às necessidades do ecossistema. O objetivo da atualização é garantir maior agilidade no atendimento às instituições apoiadas e aos parceiros da iniciativa privada que compõe o ecossistema de inovação aberta, em Uberlândia e nas regiões de atuação da FAU. “Esta é uma mudança estrutural importante para a FAU, e tratá-la como um marco de modernização é o caminho ideal para a sua comunicação. O novo estatuto não é apenas um ajuste burocrático; ele confere à Fundação mais autonomia, agilidade e sustentabilidade financeira”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. A nova estrutura traz avanços significativos para o cotidiano da gestão. O reforço da atuação do Conselho Curador, que ganha maior protagonismo na nomeação de dirigentes. Essa autonomia assegura um controle institucional mais forte, conectado e transparente proporcionando estabilidade e previsibilidade na execução de projetos. Um dos pontos-chave é a implementação de mecanismos de continuidade automática na gestão, que evitam lacunas administrativas. A FAU gerencia parcerias milionárias de alto impacto, como as do setor de energia, e as mudanças garantem que elas sigam em pleno curso, independentemente de processos eleitorais internos. Sustentabilidade e Futuro. Além das mudanças na governança, a FAU passa a contar com novas possibilidades de atuação para fortalecer seu caixa. A nova redação permite a exploração comercial de ativos próprios, como imóveis e espaços de coworking. “Essa é uma medida importante para diversificar as fontes de receita e reinvestir integralmente na missão de apoiar a pesquisa, o ensino e a extensão com segurança jurídica”, complementa o diretor executivo. A adequação à Lei nº 13.019/2014 também figura entre as atualizações, conferindo mais segurança jurídica e robusta para novos convênios. Com essas mudanças, a FAU se posiciona de forma mais competitiva, pronta para ser a ponte ágil e eficiente entre a academia e os desafios da sociedade que busca inovação com mais velocidade. Atualmente a Fundação apoia 8 instituições em diversas regiões do país. Em Minas com a Universidade Federal de Uberlândia, Instituto Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a Fundação Ezequiel Dias e o Hospital Universitário HC/UFU. Em Goiás com a Universidade Federal de Jataí e em Mato Grosso com a Universidade Federal de Rondonópolis. O novo estatuto foi aprovado na 126ª Reunião do Conselho Curador da FAU, realizada em 16 de abril de 2026 e registrado em cartório no dia 26 de junho de 2026. Agora, publicado em nosso site https://fau.org.br/estatuto/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 09/07/2026 ás 15h25
FAU parabeniza PROAE da UFU pelos 10 anos de programas pela humanização e combate à evasão de estudantes

Imagem: Milton Santos Pró-reitora de Assistência Estudantil (PROAE) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) completa os 10 anos buscando programas de humanização e em acompanhar as inovações culturais e estilos de vida das novas gerações de alunos. “Hoje, não é só dinheiro no bolso; é o combate à LGBTfobia, ao racismo, o suporte à saúde mental, o apoio educacional e a promoção de atividades esportivas e de lazer, especialmente no cenário pós-pandemia”, destaca Luciana Saraiva, Pró-reitora PROAE. A eficiência acadêmica, especialmente para garantir o melhor rendimento dos estudantes, vai além de infraestrutura e laboratórios bem equipados. O impacto do ambiente universitário também coloca em xeque os programas que levam em conta a transformação de vidas. De acordo com o mais recente “Inquérito Nacional de Perfil Discente das IFES (ANDIFES), em média, 70% dos estudantes das universidades federais possuem renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. A mais recente implementação foi a ampliação do horário de atendimento do Restaurante Universitário (RU), do Campus Santa Mônica, o maior da UFU que desde final do ano passado (2025) aumentou significativamente o atendimento. Da data de abertura até o início deste mês (maio) cerca de 19 mil e 500 refeições adicionais foram servidas em jantares de sábado e refeições de domingo. Essa nova rotina, considerando o mês de janeiro (período de recesso/férias), impactou em um aumento de 34,5%, em relação ao mesmo período do ano passado. “A segurança alimentar e equilibrada nutricionalmente, gera oportunidade para que o estudante se dedique mais e com saúde às questões da educação durante o tempo que está na faculdade. O aluno não precisasse preocupar na busca pelo alimento. Reforçando, então auxiliá-lo no desenvolvimento do raciocínio, e cognitivo com maior tempo de qualidade escolar”, completa Lourdes Corrêa, coordenadora pedagógica. Os programas ainda são elaborados para apoio à e saúde mental. Por trás dos números da evasão ainda existe o chamado “sofrimento mental” comum da atualidade. O estudo sobre o perfil dos estudantes das universidades federais também revelou que mais de 83% deles relatam alguma dificuldade emocional como ansiedade, insônia e 18% dos graduandos já receberam diagnóstico de depressão durante o curso. O risco social sem os programas de apoio estudantil também foi alertado pela pesquisa, em algumas instituições, a chance de um aluno assistido se formar é até duas vezes maior que a de um aluno em vulnerabilidade que não recebe auxílio. Atualmente na UFU cerca de 1800 estudantes são atendidos de forma direta por alguns dos mais de 10 programas. Além da alimentação, suporte à saúde mental, apoio educacional e atividades e eventos esportivos e de lazer, ainda são oferecidos os auxílios moradia, creche, inclusão digital, mobilidade nacional e internacional, além de transporte intermunicipal e para eventos. “Os investimentos em assistência estudantil devem ser compreendidos como parte essencial da missão da universidade pública. Quando a UFU investe em permanência, ela não está apenas oferecendo um auxílio ou um serviço; ela está criando condições para que estudantes em diferentes realidades possam continuar seus estudos, concluir sua formação e transformar suas trajetórias de vida. Esse investimento retorna para a própria universidade e para a sociedade, porque reduz a evasão, melhora o desempenho acadêmico, fortalece a inclusão social e contribui para formar profissionais mais preparados e cidadãos mais conscientes”, destaca a Pró-reitora. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 18/06/2026 ás 15h00