FAU

Alta demanda para o curso de estatística aplicada desenvolvido na UFU revela carência no mercado

Entender de estatística para gerar maior aproveitamento das pesquisas eleva o nível de conhecimento na academia. Prova disso é que o curso de extensão promovido pelo Prof. Dr. Marcelo J.B. Silva, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal de Uberlândia (ICBIM-UFU) surpreendeu as expectativas. Nem bem iniciaram as aulas e houve a necessidade de formar nova turma. O curso de extensão, focado em estatística de bancada, é o primeiro na temática desenvolvido pela UFU, em parceria com a FAU. Ele foi idealizado para atender um dos grandes desafios dos pesquisadores. Ele trata do uso da estatística aplicada a experimentos de bancadas. Esse tipo de experimento é feito em laboratório e um dos limitantes é o pequeno n amostral. E esse curso trata exatamente disso. Ele elimina o risco de um dado mal interpretado comprometer meses ou anos trabalhos, ou até gerar resultados sem validade científica. Entender de estatística passa a ser o divisor de águas entre uma simples coleta de informações e a produção de conhecimento científico de alto impacto. Para pesquisadores e alunos, ela não é apenas uma ferramenta de cálculo, serve de “filtro de qualidade” que valida a descoberta. “O curso vem para melhorar a qualidade das pesquisas e na formação de pesquisadores mais críticos e mais seguros na análise dos dados”, destaca Françoise Vasconcelos Botelho, professora de Bioquímica do Instituto de Biotecnologia da UFU que faz parte da primeira turma do curso. O papel estratégico da FAU consiste na viabilização do curso, ficando a Fundação responsável pela gestão dos recursos e pelo suporte administrativo. Esse processo auxilia os pesquisadores a focar mais na aplicação do conhecimento e na elaboração da pesquisa, concentrando-se na condução do ensino. O recurso captado é também aplicado na infraestrutura digital, para a emissão de boletos e certificados. A grade curricular oferece 20 horas de imersão teórica e prática, com foco no domínio das ferramentas que garantem a integridade e a publicação dos estudos da pesquisa. “O mais importante, não substitui o raciocínio do pesquisador. Na prática, o conhecimento adquirido no curso vai impactar diretamente no desenvolvimento da pesquisa e na qualidade, trazendo mais segurança na escolha dos testes, evitando erros de interpretação, permite também avaliar melhor se o resultado é realmente relevante, não só do ponto de vista estatístico, mas também biológico”, destaca Françoise Vasconcelos Botelho. O curso superou as expectativas por oferecer ferramentas para facilitar a compreensão de se um resultado é estatisticamente significativo ou apenas obra do acaso. Os módulos ensinam a interpretar os valores, e a tratar dados fora do padrão sem comprometer a ética na pesquisa. “A ideia do curso é ensinar os fundamentos da estatística aplicada e como reconhecer parâmetros que auxiliem na veracidade de um resultado estatístico mesmo com o n amostral pequeno”, explica Marcelo José Barbosa Silva, pesquisador coordenador do curso. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 16/04/2026 ás 14:27

Parceria entre FAU e Receita Federal converterá produtos apreendidos em recursos para Cozinhas Solidárias da região

Visita da direção da FAU, Receita Federal, equipe da ProexC e vice-reitora da UFU à Comunidade das Torres A parceria para viabilizar a realização de um bazar dos itens apreendidos pela Receita Federal pode ser uma importante ferramenta não apenas para ajudar a equipar e fornecer alimentos às Cozinhas Solidárias. O projeto, realizado pela primeira vez neste formato e com suporte da Fundação de Apoio Universitário (FAU), poderá ampliar o alcance social e a adesão das comunidades atendidas pelos programas de segurança alimentar. “É uma iniciativa essencial para nossa região, que todos podem conhecer, apoiar e se inspirar para construir um futuro mais justo e equitativo. Assim, neste projeto com a Receita Federal, por meio da PROEXC, reforçamos nosso compromisso com ações que promovem segurança alimentar, cidadania e cuidado com a comunidade”, disse Naura Cristina do setor de expansão da FAU. O bazar, marcado para maio, contribuirá diretamente com a manutenção das cozinhas, desde a aquisição de gás e panelas industriais até a regularização jurídica de espaços que servem centenas de refeições diárias. A iniciativa faz parte do projeto de extensão e pesquisa desenvolvido pelo Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (CIEPS/PROEXC/UFU), que completa 20 anos de atuação. No final do ano passado (11/12) a equipe envolvida nesse projeto inédito, visitou a Comunidade das Torres. Um projeto que existe há sete anos envolvendo nove cozinhas onde são feitas cerca de 1300 refeições por dia. De acordo com a assistente social do programa, todo custo é assumido pela própria comunidade e com trabalho voluntário. Apoio da própria comunidade para abrigar as cozinhas. “Temos muitas carências além da quantidade e variedade de alimentos, especialmente de proteínas. Ainda temos a falta de manutenção de equipamentos e compra de utensílios. Daí a importância desse bazar dessa oportunidade gerada pela Receita Federal, essa proposta vai ser muito importante para nós”, destaca Lilian Machado de Sá, assistente social das cozinhas solidárias de Uberlândia. O atendimento completa a sociedade nos municípios onde a UFU tem Campus instalado. Os programas são baseados nos princípios da Economia Popular Solidária. A FAU será a responsável pela gestão financeira dos recursos arrecadados no bazar, e pela transferência dos recursos na aplicação de ações do programa das Cozinhas Solidárias. Além de garantir a segurança alimentar, o projeto oferece assessoramento jurídico para regularização dos espaços junto ao Governo Federal e acessar outrosprogramas de fomento. O bazar oferecerá uma variedade de itens, como equipamentos de pesca, roupas, utensílios domésticos e produtos eletrônicos. A parceria com a Receita Federal reforça as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. A parceria com a Receita Federal, para a realização do bazar fortalecerá as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. Os recursos poderão impulsionar o programa que leva assessoramento e combate à fome.  (cola delegado da RF Luís Cláudio Martins sobre a participação social da RF ao possibilitar essa ação Combate à fome e combate à violência) Todo o recurso arrecadado será transformado em suporte e infraestrutura, convertendo itens apreendidos pela Polícia Federal em dignidade alimentar para as famílias ais vulneráveis de Uberlândia e região. O atendimento completa a sociedade nos municípios onde a UFU tem Campus instalado. Os programas são baseados nos princípios da Economia Popular Solidária. A FAU será a responsável pela gestão financeira dos recursos arrecadados no bazar, e pela transferência dos recursos na aplicação de ações do programa das Cozinhas Solidárias. Além de garantir a segurança alimentar, o projeto oferece assessoramento jurídico para regularização dos espaços junto ao Governo Federal e acessar outrosprogramas de fomento. O bazar oferecerá uma variedade de itens, como equipamentos de pesca, roupas, utensílios domésticos e produtos eletrônicos. A parceria com a Receita Federal reforça as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. A parceria com a Receita Federal, para a realização do bazar fortalecerá as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. Os recursos poderão impulsionar o programa que leva assessoramento e combate à fome.  (cola delegado da RF Luís Cláudio Martins sobre a participação social da RF ao possibilitar essa ação Combate à fome e combate à violência) Todo o recurso arrecadado será transformado em suporte e infraestrutura, convertendo itens apreendidos pela Polícia Federal em dignidade alimentar para as famílias ais vulneráveis de Uberlândia e região. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 09/04/2026 ás 17:13

Pesquisa sobre superbactérias, em parceria com empresa de Uberlândia, abre novas fronteiras para o agro

Imagem: Doutoranda Carolyne Ferreira Dumont executando ensaios microbiológicos O mais recente caso de sucesso de parceria entre academia e setor produtivo na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), vem da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia / PPGCVET. A pesquisa ocorreu em parceria com a empresa Start Química e acaba de ser publicada na revista internacional ACS Ômega, em 18 de março deste ano (DOI: 10.1021/acsomega.5c08705). A pesquisa, intitulada “Sanitizantes tradicionais vs naturais/inovadores: desafio in vitro e in situ em bactérias multirresistentes”, foi liderada pela pesquisadoraProfa. Dra. Roberta Torres de Melo. Ela foi realizada com a participação de alunas de mestrado e doutorado do PPGCVET. A equipe contou ainda com a participação direta da gerente de PD&I da empresa parceira. O resultado poderágerar nova corrida por defensivos agrícolas mais eficazes e com menos comprometimento ambiental. “Os dados mostraram elevada eficiência de compostos orgânicos, oriundos do neem e da melaleuca, no controle de patógenos multirresistentes oriundos de ambiente hospitalar e de indústrias de alimentos. As expectativas para o setor são promissoras, especialmente porque já contamos com o andamento de pesquisas para iniciar o registro de dois produtos: um adjuvante agrícola e um higienizante para múltiplas superfícies. Como próximos passos, avançaremos com testes aplicáveis ao controle microbiológico no setor agro, visando validar e ampliar seu uso prático”, destaca a professora e pesquisadora Roberta Torres. A empresa, que já atua e em soluções de limpeza, assepsia e higienização em diversos setores, desde doméstico a hospitais e toda linha alimentícia e de bebidas, terá com a publicação um novo marco para o desenvolvimento de novos produtos. “O reconhecimento, amparado por resoluções internas da universidade e pelo Marco Legal de CT&I, insere a empresa no seleto grupo de indústrias brasileiras com produção científica de alto nível e abre portas para novos mercados e editais.”, destaca Maria Abadia Celestino, gerente de inovação da empresa. Mais do que prestígio, os artigos funcionam como uma prova de conceito e uma “carta na manga” para comprovar a maturidade tecnológica da empresa em editais de fomento e novos mercados. “Publicar um artigo científico em uma revista internacional é o sonho de todo pesquisador. E, esse sonho também se estende a nós, profissionais das indústrias, que buscamos ascensão de carreira e para as empresas que precisam registrar o que desenvolve no campo da inovação de produtos e processos com as universidades”, comenta a gerente de PD&I, Maria Abadia Celestino Para a equipe acadêmica, a experiência de tirar a pesquisa do papel e levar os resultados para a linha de produção é o maior ganho. “Como doutoranda, esse tipo de trabalho me permite reconhecer a aplicabilidade da pesquisa no mercado. Além de fortalecer minha rede profissional e aumentar as oportunidades de publicações, patentes e crescimento na carreira”, disse Carolyne Ferreira Dumont, aluna que participou da pesquisa.   O que antes era restrito aos laboratórios acadêmicos agora ganha as linhas de produção. “O benefício é duplo: a universidade gera conhecimento aplicado e a indústria, Start Química, ganha projeção nacional e internacional como polo de inovação. “Toda pessoa que contribui para a realização de um artigo científico precisa ter o devido reconhecimento como autora“, comenta Marina de Souza, da Divisão de Propriedade Intelectual da UFU. Investindo na inovação aberta, com projetos em parceria com laboratórios da universidade, a indústria, só com a faculdade de veterinária soma, em seis anos, 4 dissertações de mestrado, 8 alunos de iniciação científica e 2 projetos aprovados com agências de fomento. “Já temos produtos na área de alimentos e estamos agora, analisando para a agricultura no combate a fungos, todos ganham com a parceria; universidade, alunos, professores, sociedade e indústria”, destaca a gerente de PD&I da empresa parceira. O fluxo de inovação começa na identificação de um problema real da empresa. A partir daí, os pesquisadores propõem a solução com a gestão financeira da Fundação de Apoio Universitário (FAU). Uma vez executada e aprovada, a solução pode ser patenteada ou gerar artigos científicos com coautoria entre universidade e empresa, garantindo que o conhecimento gerado na UFU transforme a realidade econômica da região. A revista (ACS Ômega) possui fator de impacto 4,3, com classificação no estrato A2 pela CAPES, sendo uma das referências mundiais na área de Química e Ciências Aplicadas. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 02/04/2026 ás 17:30

Sisconec.TA 2026 eleva patamar da UFU e consolida a Rede Nacional de Tecnologia Assistiva e conecta inovação em todo o país

Sisconec.TA, Abertura do evento em Uberlândia Imagem: Milton Santos / Dirco UFU O Sisconec.TA 2026, realizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em parceria com a FUTEL/Prefeitura Municipal de Uberlândia e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresentou resultados diretos para a sociedade e direcionou novas ações para consolidação das pesquisas e transferência de tecnologia para pessoas com deficiência, pessoas com doenças raras e mobilidade reduzida. Durante dois dias, 20 e 21 de março, o evento reuniu 27 projetos da rede SiSAssistiva, além de projetos de empresas, startups e associações. Foi o primeiro grande encontro para a promoção das inovações realizações de negócios. Em um mesmo ambiente estiveram; pesquisadores, indústrias, startups, associações, pessoas com deficiência, atletas e o poder público, consolidando Uberlândia como referência para fortalecimento das políticas de inovação e inclusão social no Brasil. “Esse evento superou as expectativas, as tecnologias inovadoras apresentadas aqui, para a sociedade não ficaram simplesmente como mostra. Realizamos 25 oficinas, apresentamos resultados diretos para a população, e estamos integrando e articulando isso em todo o Brasil. E, o mais importante, participaram do evento os principais atores, que são as pessoas com deficiência”, disse Cleudmar Araújo, coordenador da Rede SisLab. Para fomentar as discussões a SEDES/MCTI trouxe as equipes de pesquisadores integrantes da rede assistiva, que compõem mais de 100 laboratórios do Brasil que atuam com TA, convidou startups, empresas e associações para a divulgação e discussão de novas ações para popularização das tecnologias. Estimam-se que foram apresentadas no evento mais de 100 inovações em T.A. O prefeito Paulo Sérgio, falou da vocação como “Cidade Inteligente”. “Nossa adesão ao programa Novo Viver Sem Limite, sendo Uberlândia o primeiro município de Minas Gerais a fazê-lo, reafirma nosso compromisso em apoiar o Cintesp.Br e a infraestrutura da cidade, como a Arena Sabiazinho e o Parque do Sabiá que continuarão a serem estruturados com tecnologias inovadoras desenvolvidas localmente, unindo esporte, lazer, vida diária, saúde, educação e mobilidade”, disse o prefeito na abertura do evento. O evento reuniu ainda, de maneira inédita para tratar do atendimento às pessoas com deficiência, organizações institucionais como a Associação de Municípios do Vale do Paranaíba, (AMVAP) que integra 24 municípios, a Fiemg regional, o Sesi e o Sebrae. “Tivemos a oportunidade de vivenciar, na prática, como a tecnologia, a pesquisa e a inovação contribuem de forma significativa para o avanço e a melhoria da qualidade de vida das pessoas, especialmente por meio das tecnologias assistivas”, salientou Nauara Cristina, do setor de expansão da Fundação de Apoio Universitário (FAU). No palco principal, foram realizados diversos painéis com técnicos de 4 Ministérios do Governo Federal, da administração municipal, da academia, de associações e sociedade. O evento deixou de ser apenas uma exposição de tecnologias para se tornar um fórum de pactuação política e social. “A tecnologia assistiva não deve ser um luxo, mas um direito acessível. Com esse evento, Uberlândia torna-se um farol para o Brasil ao unir academia, governo e indústria em prol da autonomia das pessoas com deficiência”, destacou Inácio Arruda, Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES) do MCTI. Ainda, no evento, foi lançado o site da Rede SisAssistiva com o mapa de toda a rede, (https://sisassistiva.org). “Isso tudo só foi alcançado com o descontingenciamento do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT). Com isso, foram aportados R$ 70 milhões para os projetos do SisAssistiva, além de R$ 11 milhões para implantação do Polo Nacional de Inovação e Manufatura Avançada de Produtos Assistivos (POLO.TA), lançado no evento, tem o objetivo de integrar diversos programas do governo federal na área de TA, como por exemplo, a rede Sisassistiva e os CAPTAS que são programas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “O polo nasce com um desafio, a certificação. Por isso, o Inmetro, a ABNT e Anvisa estão acompanhando esse processo. Hoje, mais de 80% das tecnologias assistivas não têm a certificação, e o Polo terá ainda um laboratório certificador vinculado ao Inmetro”, explica a diretora Sônia Costa, diretora da Diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva SEDES/MCTI. Para fortalecer ainda mais estas ações, o evento serviu para consolidar o Cintesp.Br/UFU na UFU, em parceria com o MCTI e CNPq, um investimento da ordem de R$ 3,5 milhões.  Ainda temos a praça da ciência que é a ‘cereja do bolo’, onde toda a sociedade irá interagir, crianças vão poder realmente curtir com aprendizado e ver o que é a ciência e a tecnologia de forma lúdica”, destaca Sônia Costa, Diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI. O tema central do evento foi a transformação da tecnologia assistiva; de pesquisa realizada em um campo de estudo isolado para um pilar de desenvolvimento econômico e humano e transformar ciência e produtos ao alcance da sociedade, que é a missão do SiSLAB/SEDES/MCTI laboratório integrador, sediado na UFU, e que faz a articulação de toda a rede. O reitor da (UFU) destacou o orgulho acadêmico de ver a Engenharia Mecânica e outras áreas da universidade produzindo soluções reais. “A colaboração com o setor público e privado é fundamental para que a pesquisa brasileira tenha impacto global, como uma janela para exportar o conhecimento gerado na UFU”, disse o reitor professor Carlos Henrique de Carvalho”. No final do evento os coordenadores dos laboratórios da Rede SisAssistiva se reuniram para encaminharem estratégias junto ao MCTI e a FINEP para a consolidação e sustentabilidade da Rede de laboratórios. “Agora eles, os coordenadores vão trabalhar para viabilizar uma associação para permitir ampliar os serviços, os apoios. Vamos buscar a institucionalização por meio de decreto ou como um projeto de lei, especialmente agora que temos o apoio da Comissão da Pessoa de deficiência na câmara dos Deputados”, conclui a diretora Sônia Costa. “O evento foi muito mais do que uma entrega do plano de trabalho. Ele mostrou resultados efetivos, hoje a rede sai daqui mais unida, mais forte, consolidada não só internamente, mas também externamente”, completa o coordenador da Rede, pesquisador da UFU, Cleudmar Araújo. Durante os dois dias

Parceria com Ministério Público do Trabalho leva inovação para o diagnóstico de Fibrose Cística no HC-UFU/Ebserh

Equipe do Centro de Referência de Fibrose Cística do HC-UFU/Ebserh: a coordenadora Marina Melo Gonçalves acompanhada pelas médicas Érica Mariano e Grazielle Vitorino Moreira. A inovação no atendimento do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/Ebserh) avançou para elevar a categoria de cetro de referência para se tornar um centro de excelência em atendimento a pacientes com fibrose cística. O objetivo ficou mais próximo com a aquisição do cloridrômetro, viabilizada pela Fundação de Apoio Universitário (FAU). O aparelho está é utilizando para ampliar a identificação da doença, antes mesmo dos primeiros sintomas. A fibrose cística, condição degenerativa de difícil diagnóstico e de alto risco de morte se for medicada tardiamente, o aparelho possibilita o diagnóstico precoce e preciso. A compra do equipamento supre uma carência de quase 10 anos do ambulatório dedicado à fibrose cística do HC-UFU/Ebserh. Sem o aparelho os pacientes de Uberlândia e região precisavam se deslocar até Belo Horizonte para fazerem o diagnóstico, a dificuldade prejudicava no tratamento e diagnóstico precoce. “Agora, qualquer pessoa com tenha suspeita de fibrosa cística, estando internado ou no atendimento ambulatorial, pode ter o pedido encaminhado para o ambulatório e ter seu teste realizado nas dependências do hospital”, acrescenta Marina Melo Gonçalves, coordenadora do Centro de Referência de Fibrose Cística HC-UFU/Ebserh. A conquista foi possível graças à parceria com o Ministério público do Trabalho (MPT). “O Ministério Público do Trabalho realizou a reversão de valores decorrentes de condenação judicial, em observância da Resolução Conjunta nº 10 de 29 de maio de 2024, para atendimento de uma importante demanda da coletividade. Neste caso, a Universidade Federal de Uberlândia entendeu por bem atender uma demanda do Hospital de Clínicas para aquisição do cloridrômetro, o que beneficiará toda a sociedade, melhorando sobremaneira a prestação do serviço de saúde na unidade hospitalar”, esclarece o promotor do MPT, Paulo Veloso. O teste do suor é considerado o “padrão-ouro” para a confirmação da doença. Ele é acionado quando a triagem neonatal (o teste do pezinho) apresenta alterações na enzima tripsina imunorreativa (TIR). Com essa aquisição, o Centro e Referência deu um passo decisivo na modernização do atendimento pediátrico. “Já estamos dando resposta imediata da aquisição do aparelho. Isso para mim, é a resposta mais importante, ela está sendo imediata. Permitimos o diagnóstico mais rápido, de uma doença que é grave, que não tem cura, mas tem tratamento”, destaca Grazielle Vitorino Moreira, pneumologista pediátrica do HC-UFU. O cloridrômetro, essencial para a dosagem de cloreto no suor, é a ferramenta definitiva para identificar a fibrose cística, doença genética que compromete os sistemas respiratório e digestivo. Além do diagnóstico inicial em bebês, o teste auxilia no controle do tratamento de pacientes já diagnosticados, e é encaminhado para o centro de referência no HC/UFU Ebserh. No caso de pacientes com a doença o teste auxilia no controle do tratamento, aumentando a qualidade de vida das pessoas. “Este exame, uma vez alterado para melhor nos pacientes que usam as novas medicações, reforça os protocolos de tratamento realizados pelo setor público”, acrescenta a pneumologista. A gestão do processo de compra pela FAU garantiu a chegada de um equipamento automatizado, preciso e humanizado. Agora, crianças de Uberlândia e de outros 27 municípios da região têm acesso a um exame ágil, indolor e não invasivo, garantindo maior qualidade de vida e esperança no tratamento. “A partir do momento em que nós incrementarmos com aparelhos modernos, com maior quantidade e variedade de profissionais, certamente vamos atingir a excelência do cuidado. Esse é o nosso maior objetivo, devolver para a população aquilo que nós, enquanto serviços públicos, recebemos como obrigação, que é estabelecer um cuidado público, gratuito e de qualidade”, conclui a coordenadora do Centro, doutora Marina Melo. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 19/03/2026 ás 15:00

Empresa de Uberlândia recém associada no Parque Tecnológico apresenta o potencial de inovação das unidades químicas e de economia circular

Comitiva da UFU em visita às fábricas do Grupo Lima & Pergherem Uberlândia A Fundação de Apoio Universitário (FAU) integrou a comitiva de quase 30 pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A Missão foi estratégica, o Grupo Lima & Pergher preparou um roteiro de visita em cinco das unidades fabris instaladas em Uberlândia, com o objetivo de estreitar laços entre a academia e o setor produtivo. Fizeram parte da comitiva o reitor, Prof. Carlos Henrique de Carvalho;, o ex-reitor Prof. Valder Steffen, a gerente de expansão da Fau Nauara Cristina, além de diretores de inovação, do Parque Tecnológico, da agência de patentes (Intelecto) e coordenadores de laboratórios da Faculdade de Mecânica e da Nanobiotecnologia. As visitas ocorreram no último dia (05/03). O Grupo Lima & Pergher, é uma das mais recentes empresas de alcance nacional a integrar oficialmente o portfólio do TecnoUFU(Parque Tecnológico). A empresa se destaca no mercado de limpeza, higienização com a fábrica da Start Química e com uma indústria de cosméticos. “Um grande passo para o Grupo Lima & Pergher desenvolver as inovações em todas as suas indústrias foi passar a integrar o Parque Tecnológico da UFU. Agora, com essa visita, estamos conversandomais com os pesquisadores para conheçam melhor nossas necessidades de parcerias em diversas áreas do conhecimento.”, disse Maria Abadia Celestino, gerente de inovação do Grupo Lima e & Pergher. A empresa, por meio do presidente fundador, Fábio Pergher sinalizou oportunidades em diversas frentes. “Atendemos vários setores da economia. Temos necessidade de pesquisadores para somarem ao nosso Centro de Tecnologia e Inovação para projetos em parceria para nossas linhas do agro, da veterinária, na aplicação do grafeno, no setor automobilístico e economia circular. Queremos ainda fortalecer o ensino e abrir portas para estágios e oportunidades de temas para mestrados e doutorados, por exemplo. Esta visita é um divisor de águas para um novo futuro mais inovador, agora com mais UFU em nossos projetos”, disse Fábio Pergher, presidente do Gupo. O roteiro incluiu a Start Química; a Repet (considerada a maior fabricante de frascos plásticos de Minas Gerais); as unidades de produtos à base de álcool e embalagens de creme dental; o Polo Cloro-químico; a Revalor (especializada em revalorização de plásticos) e a nova unidade da Start. “Foi muito importante para nós da FAU, estamos falando de estar no chão de fábrica, onde existem as demandas que são levadas para a academia. Nós apoiamos o processo até efetivar a inovação, atuando na gestão dos recursos, auxiliando na prestação de compras e aquisição de equipamentos. Isso permite que as equipes de pesquisa e inovação foquem na ciência e nos desafios para tornar economia brasileira cada vez mais competitiva. Conhecer o processo industrial de perto nos deixa ainda mais envolvidos”, destaca Nauara Cristina gerente de expansão da FAU. A visita também serviu para alinhar projetos de fortalecimento e formas de atrair jovens talentos para a universidade e para a indústria. “A Start já é uma grande parceira da UFU. Vislumbro linhas de pesquisa que podem estreitar ainda mais nossa relação. Vamos ampliar a formação de pessoas, da iniciação científica ao doutorado. A possibilidade de crescimento que discutimos hoje é gigantesca”, disse o reitor professor, Carlos Henrique de Carvalho. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 13/03/2026 ás 18:01

Parceria entre UFU, CEMIG e FAU impulsiona agenda climática com novo centro de formação modular

Imagem ilustrativa em 3D do futuro espaço físico da Sala Verde CEFEC em fase de implantação em contêiners didáticos no Campus da UFU em Monte Carmelo fruto de emenda parlamentar. Imagem: Sala Verde CEFEC O campus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Monte Carmelo, está prestes a se consolidar como referência em educação climática em Minas Gerais. Trata-se da implementação da Sala Verde CEFEC (Centro de Formação em Educação Climática), projeto que posicionará a UFU como o primeiro espaço mineiro dedicado exclusivamente à formação estruturada nessa temática, com chancela do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa está sendo viabilizada com o suporte operacional da Fundação de Apoio Universitário (FAU), por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED). A estrutura será composta por estruturas modulares em contêineres customizados, concebidos para promover educação climática, integração científico-tecnológica e apoio às diretrizes da Agenda 2030 da ONU. O investimento, na ordem de quase R$ 270 mil, contempla a instalação de três módulos; um de 6 metros e dois de 12 metros.As estruturas serão adaptadas para o funcionamento da Sala Verde, com infraestrutura técnica e pedagógica adequada às atividades formativas e científicas. O projeto prevê a conclusão das obras até o final deste ano. A FAU será responsável pela operacionalização dos recursos provenientes do Ministério da Educação (MEC) e pela viabilização administrativa e financeira da estrutura. O CEFEC contribuirá diretamente para o fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental e para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O acompanhamento técnico dos dados ambientais coletados, em conexão estratégica com a CEMIG, ficará vinculado ao Instituto de Ciências Agrárias (ICIAG) da UFU. O projeto contará com participação multidisciplinar de estudantes, professores, servidores e comunidade externa, sob a coordenação dos professores Dr. Vicente Toledo Machado de Morais Junior e Dr. Luciano Cavalcante de Jesus França. O propósito central é colaborar para a redução de impactos ambientais e apoiar estratégias de adaptação às mudanças climáticas por meio da educação, da ciência aplicada e da formação qualificada. Paralelamente à implantação da Sala Verde CEFEC, um importante acordo de cooperação entre CEMIG, FAU e UFU prevê investimentos financeiros distribuídos ao longo de quatro anos para projetos de pesquisa científica voltados a tecnologias de ponta e temas estratégicos da agenda climática contemporânea. As atividades serão desenvolvidas em duas relevantes Unidades de Conservação privadas: a RPPN Galheiro, no município de Perdizes, e a RPPN Usina Coronel Domiciano, em Muriaé e terão toda uma conexão com a Sala Verde e suas oficinas. Entre os principais estudos previstos destacam-se o monitoramento ambiental por sensoriamento remoto e drones, a análise espacial de fragilidade ambiental, o zoneamento de risco de incêndios florestais e o mapeamento de estoques de carbono na vegetação e no solo. O projeto também contemplará o levantamento de espécies da flora raras, ameaçadas de extinção e imunes de corte, além da geração de mapas temáticos, bases de dados geoespaciais, relatórios técnicos e artigos científicos para publicação em revistas nacionais e internacionais. As ações estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, com ênfase no ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 13 (Ação Contra a Mudança do Clima), ODS 15 (Vida Terrestre) e ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Para as instituições envolvidas, o acordo reafirma o compromisso com a produção de conhecimento científico robusto, a formação de profissionais qualificados e a promoção de soluções sustentáveis fundamentadas em evidências. “O CEFEC nasce com uma vocação muito clara: transformar dados ambientais em formação qualificada e tomada de decisão baseada em evidências. O que vamos fazer na prática é articular educação climática, ciência aplicada e gestão territorial. O mais importante é que esses dados não ficarão restritos à academia. Eles irão alimentar relatórios técnicos, artigos científicos e materiais didáticos, conectando a produção de conhecimento ao cumprimento da Política Nacional de Educação Ambiental e aos ODS”, destaca o professor Luciano França. Para o professor Vicente Toledo Machado de Morais Junior o caráter inovador da proposta coloca a UFU em posição relevante no monitoramento da preservação ambiental. “Estamos estruturando um verdadeiro laboratório vivo de educação e monitoramento climático. A Sala Verde CEFEC não será apenas um espaço físico modular; ela funcionará como um hub de dados ambientais em tempo real. Teremos integração com coleta contínua de variáveis microclimáticas temperatura superficial por sensores e análises associadas à dinâmica da vegetação, fortalecendo a base científica para estratégias de adaptação climática no estado.” Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 05/03/2026 ás 15:14

Pesquisadores da UFU entregam quase mil sensores de alta tecnologia para a Petrobras e barateiam o custo do monitoramento de equipamentos

Coordenador do Laboratório de Mecânica de Estruturas (LMEst-UFU), professor Aldemir Cavallini Jr apresentando o sensor wireless usado para o monitoramento de equipamentos instalados em uma plataforma de exploração de gás e petróleo Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) comemoram uma marca histórica: a entrega de 750 sensores com inovação tecnológica de ponta para a Petrobras. A inovação foi desenvolvida no Laboratório de Mecânica de Estruturas (LMEst-UFU), o dispositivo custa apenas um terço do valor do principal concorrente e representa um salto na segurança e eficiência da exploração de petróleo e gás natural em águas profundas. O segredo tecnológico do sensor fabricado no LMEst–UFU está muito além do tamanho. Os pesquisadores conseguiram romper desafios técnicos e superar as expectativas do mercado. Com a patente registrada, a transferência de tecnologia foi realizada para a empresa Cromatek, fornecedora da Petrobras, consolidando o modelo de parceria entre universidade e indústria. “Todos saem ganhando. Estamos nesse projeto desde 2018 e, neste terceiro aditivo, conseguimos chegar a um padrão de eficiência que supera os sensores existentes no mercado. Além de oferecer maior segurança no monitoramento de ativos, o cliente, no caso da Petrobras, fica com todos os dados registrados pelo sensor”, explica o professor Aldemir Cavallini Jr, coordenador do LMEst-UFU. Na corrida petróleo e gás natural em águas cada vez mais profundas, o pequeno dispositivo veio como peça-chave para garantir segurança e economia. Ele permite uma exploração mais robusta em áreas de altíssimo risco de explosão, as chamadas “zonas zero”. O sensor faz a leitura da vibração dos equipamentos de exploração, suporta condições ambientais severas, como salinidade e altas temperaturas, três anos de operação com uma única pilha e ainda possui um software que armazena e analisa os dados coletados. “Foi um grande passo. O equipamento é resistente e eficiente, permitindo que a empresa use os dados coletados para monitorar diferentes equipamentos e preveja falhas. O modelo disponível no mercado não permitia que as informações ficassem disponíveis dessa forma”, completa o professor. O LMEst-UFUé parceiro de longa data da Petrobras. Além dos sensores de vibração, os pesquisadores se especializaram em desenvolver soluções para o setor de petróleo e gás natural com diferentes sensores. A agenda da inovação não para: agora em fevereiro, uma equipe de pesquisa parte para alto mar. O objetivo da missão é instalar e testar novos sensores, agora voltados para a medição de pressão, monitoramento de ruído e da velocidade e direção de ventos em plataformas. Na corrida por inovações, o LMEst-UFU conta hoje com mais de 60 pesquisadores que recebem bolsas pelos projetos desenvolvidos. São equipes multidisciplinares que somam expertises no desenvolvimento de softwares e algoritmos de alta eficiência para o monitoramento de ativos. São novas tecnologias capazes de auxiliar as equipes de manutenção na avaliação da condição estrutural de equipamentos.“Nossos sensores são fixados em dutos e enviam alertas para o computador em terra antes que falhas nos equipamentos possam ocorrer”, detalha o professor Aldemir Cavallini Jr. Os pesquisadores também comemoram a marca superada de 50 artigos publicados em revistas internacionais e as 5 patentes em conjunto com a petrolífera brasileira. O próximo desafio já está traçado: o LMEst-UFU busca se tornar uma Unidade da Empresa Brasileira de Inovação Industrial (Embrapii). Ocredenciamento permitirá ampliar a captação de projetos e o acesso a recursos não reembolsáveis, atraindo novos parceiros industriais. Todos os projetos foram viabilizados pela Fundação de Apoio Universitário que executa a administração financeira e compras tanto nacionais quanto de insumos de outros países. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/02/2026 ás 17:02

Novas parcerias fortalecem o trabalho do Centro de incubação da UFU

Nova estrutura do Ciaem fica no Bloco 5L e é destinada a atividades empreendedoras Imagem: Milton Santos/DIRCO O Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (CIAEM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com mais de 20 anos de atuação, atinge um marco inédito: a ocupação máxima de suas 13 vagas, para empresas residentes e não residentes. Apenas em 2025, sete novas empresas foram incubadas, atuando em setores como educação, manufatura aditiva, software e biocombustíveis. “O principal critério para aprovação no edital é a inovação. A diversidade dos setores das novas empresas mostra a vitalidade do nosso ecossistema”, destaca a pesquisadora e professora Michelle Carrijo, coordenadora acadêmica do CIAEM.   A Fundação de Apoio Universitário (FAU) é uma das principais parceiras, contribuindo com a organização compartilhada de eventos, gestão financeira e atração de novos investimentos.  Atualmente, o CIAEM se consolida como um dos principais centros de incubação de Uberlândia voltados exclusivamente para empresas intensivas em inovação. “Ficamos muito felizes com esse marco. Apoiar o desenvolvimento sustentável da economia local e fortalecer o ensino e a pesquisa são nossos principais objetivos. Há mais de três anos, a FAU tem criado ações para somar e fortalecer esse ecossistema, sendo a parceria com a sociedade a principal delas”, comenta o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli.  As empresas aprovadas nos editais podem permanecer incubadas por até três anos. Nesse período, têm acesso a salas equipadas, espaços compartilhados, mentoria especializada e, principalmente, acesso aos laboratórios da UFU para pesquisas em parceria, pagando apenas uma taxa simbólica de incubação. “No ano passado, levamos as incubadas para eventos como; Uberlândia Summit e feira nacional do agronegócio em Uberlândia (FEMEC), onde elas puderam conhecer novas tecnologias, trocar experiências e apresentar seus produtos a potenciais clientes – oportunidades que talvez não tivessem fora da incubação”, relata Michelle.  O ambiente do CIAEM é ideal para transformar pesquisa em negócio. Duas das empresas instaladas em 2025 foram aprovadas no edital “Cientista Empreendedor” da FAPEMIG, recurso que permitiu ao próprio pesquisador da UFU investir na criação de startups. “O apoio do CIAEM, para o cientista empreendedor, é fundamental por oferecer suporte institucional, técnico e de gestão, reduzindo as barreiras entre pesquisa e inovação. Esse suporte amplia o alcance social dos projetos, como os financiados pela FAPEMIG, e potencializa a contribuição da universidade para o desenvolvimento tecnológico e social”, completa Vinícius Lemes Jorge, pesquisador do Laprosolda, laboratório da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU.  Com isso, o CIAEM vem fortalecendo uma trilha de sucesso para o ecossistema da inovação. A Biocerr, empresa de Monte Carmelo incubada no Centro, é um caso concreto. Ela atua com análises laboratoriais especializadas em bioinsumos para o agronegócio. “Dessa forma, a incubação no CIAEM não apenas viabilizou o início das atividades da Biocerr, como também acelerou sua inserção no mercado, fortaleceu a inovação tecnológica e consolidou um modelo sustentável de interação entre universidade, empresa e setor produtivo”, destaca Daniela Mendes, pesquisadora e sócia na Biocerr.  Na economia, a incubação tem impacto positivo e é um fator crucial para superar estatísticas desafiadoras. De acordo com o Sebrae, 54% das empresas brasileiras fecham antes de completar cinco anos, muitas por falta de planejamento. No CIAEM, os empreendedores aprendem desde operações contábeis e financeiras básicas até o planejamento estratégico e a participação em redes nacionais.  E, em 2024 o trabalho do Centro foi reconhecido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), que concedeu a certificação do Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimento nível 2. O Selo atesta a alta maturidade da incubadora em gestão e no apoio ao desenvolvimento de empresas inovadoras. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 12/02/2026 ás 15:22

Alunos da UFU transformam pesquisa em negócios para sustentabilidade ambiental para diversos setores da economia

Equipe do projeto “Empreendedorismo ambiental” em encerramento de atividade A ideia de tirar do papel as pesquisas desenvolvidas em sala de aula para oferecer soluções ambientais para o mercado surgiu da inquietação de um grupo de alunos ainda na graduação. Eles estão focados em empreender para sustentabilidade ambiental estão criando soluções ambientais viáveis para o mercado.  A iniciativa, que começou na Faculdade de Engenharia Ambiental, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ela já reúne quase 50 alunos de cursos como Computação, Engenharia Civil e Agronomia. A proposta é ousada: elaborar projetos de baixo custo ainda na graduação para aplicação em diversos setores econômicos – da análise hídrica com robôs autônomos à certificação ambiental para eventos.  “Nós temos pesquisas maravilhosas com potencial de mercado e ficam engavetadas, a proposta é dar nova identidade aos futuros profissionais, eles são despertados a enxergar meio ambiente em tudo e, como novo negócio para a sociedade e meio ambiente”, comenta Giulia Maronezzi, do curso de engenharia ambiental.   O grupo já desenvolveu nove projetos focados em reduzir impactos ambientais com viabilidade econômica. Entre as soluções, destaca-se uma tecnologia para análise hídrica em grandes áreas: um robô autônomo que mede contaminantes e qualidade da água com a mesma eficácia de uma sonda comercial, onde a principal diferença está no custo. “Enquanto uma sonda comercial pode custar até R$ 30 mil, nossa tecnologia promete a mesma eficácia por apenas R$ 2.500”, explica Giulia. Outros projetos incluem um plano de gerenciamento de resíduos, desenvolvimento de tijolos a partir de plástico de carcaças de computadores e processos para certificação ambiental de eventos. Outro projeto envolve a economia circular com o desenvolvimento de tijolo a partir do plástico duro usado nas carcaças de computadores e, até processos para certificação ambiental de eventos de diversas modalidades. “Nós precisamos formar profissionais a enxergar meio ambiente em tudo e do conhecimento adquirido aqui na universidade propor ambientais com viabilidade econômica”, enfatiza Giulia.  Agora, os alunos preparam a formalização da startup ProAmbitec, que futuramente pode integrar a incubadora de empresas da UFU e no Parque Tecnológico da universidade. O Grupo de Empreendedorismo Ambiental da UFU nasce com uma missão muito clara: transformar conhecimento científico em impacto real para a sociedade. “Nossos alunos têm desenvolvido projetos extraordinários em pesquisa e extensão, e entendemos que essas ideias não podem ficar restritas ao ambiente acadêmico, elas precisam chegar ao mundo, gerar soluções, promover desenvolvimento sustentável e beneficiar as pessoas. A constituição de uma spin-off acadêmica representa um passo decisivo nesse caminho. Por meio dela, os estudantes estão criando uma ponte entre universidade e mercado, permitindo que tecnologias, metodologias e inovações produzidas aqui ganhem escala, alcancem empresas, governos e comunidades, e contribuam efetivamente para os desafios ambientais do nosso tempo”, acrescenta Luciana Carvalho, professora e coordenadora do projeto.  Além da constituição da spin-off acadêmica, o Grupo de Empreendedorismo Ambiental da UFU iniciará um projeto colaborativo com o CIAEM, o TecnoUFU e o Centro de Empreendedorismo e Inovação, com o objetivo de desenvolver um planejamento de sustentabilidade ambiental para esses ambientes. “A iniciativa prevê ações estratégicas voltadas à gestão inteligente de recursos, redução de impactos ambientais, boas práticas de uso dos espaços e estímulo à cultura sustentável no ecossistema de inovação da universidade. Trata-se de um esforço integrado que reforça o compromisso da UFU com a inovação responsável e com a construção de ambientes acadêmicos e empreendedores mais sustentáveis”, destaca a coordenadora.  Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 05/02/2026 ás 17:10