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III Volta UFTM promete movimentar o calendário esportivo de Uberaba

Esporte, saúde e integração vão agitar Uberaba com a terceira edição da corrida de rua promovida pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Neste ano, o evento terá percurso de 6 km para a corrida e 3 km para a caminhada. A III Volta será realizada no domingo, 14 de junho, com largada prevista às 8h na Unidade Universidade da UFTM. Consolidado como um importante momento de integração entre a comunidade acadêmica e a população local, o evento deve reunir cerca de 300 participantes, entre atletas experientes e iniciantes, em uma prova que já vem conquistando espaço no calendário esportivo de Uberaba. A iniciativa busca incentivar a prática esportiva e promover hábitos saudáveis, valorizando o bem-estar e a qualidade de vida de pessoas com diferentes perfis e níveis de condicionamento.  A prova foi pensada para acolher todos os apaixonados por corrida de rua e esporte: dos veteranos, que buscam superar seus próprios tempos, aos iniciantes, que dão os primeiros passos no universo das competições. Para o professor Luiz Fernando Rodrigues, membro da comissão organizadora do evento, a Volta UFTM vai além da prática esportiva. “O evento é importante tanto para promover a integração entre os cursos envolvidos na organização quanto para aproximar a universidade da comunidade”, destaca. A proposta é transformar o percurso em uma grande celebração esportiva, aproximando a comunidade e fortalecendo o vínculo entre a universidade e a população. Com a realização da terceira edição, a Volta UFTM reforça o protagonismo de Uberaba no cenário das corridas de rua em Minas Gerais e amplia a presença da universidade em iniciativas de promoção do esporte e da qualidade de vida. A UFTM é uma das sete instituições federais de ensino superior apoiadas pela FAU, além do Hospital de Clínicas da UFU. São elas: Universidade Federal de Uberlândia, Instituto Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Fundação Ezequiel Dias (FUNED), Universidades Federais de Jataí e de Rondonópolis. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 12/06/2026 ás 12:43

FAU cresce junto com a UFU e contribui para resultados que elevam a Universidade nos rankings

A divulgação do Center for World UniversityRankings (CWUR), realizada no último dia 02/06, da posição da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)entre as instituições de ensino superior de todo o mundo foi celebrada por todo o ecossistema de inovação. Para a Fundação de Apoio Universitário é uma soma de esforços em um só propósito: fortalecimento das instituições apoiadas neste caso; da UFU. “A universidade identifica oportunidades acadêmicas e científicas; a fundação cria as condições para sua implementação. A universidade produz conhecimento; a fundação contribui para transformar esse conhecimento em projetos, programas, tecnologias e impactos sociais”, destaca o reitor da UFU, professor Carlos Henrique de Carvalho.  Na lista 2026 do anuário, a nota da UFU foi de 69,1. A pontuação conquistada coloca a UFU na 28ª posição em nível nacional. Ampliando para a América Latina e Caribe, significa estar em 46ª e ter referência no seleto grupo das “Top 6,1%” melhores instituições de ensino superior do planeta. E, entre as 21.291 universidades globais a UFU ocupa a 1.283 posição. Para os colaboradores da FAU essa conquista também foi comemorada e usada para avaliar a eficiência dos processos de inovações e modernização da forma degestão. A universidade é o cérebro (conhecimento/pesquisa), e a fundação é o sistema circulatório que viabiliza as parcerias com as comunidades interna e externa.  No papel da fundação, para que um projeto saia do laboratório e ganhe o mundo, ele precisa de agilidade, e a FAU participa como o motor estratégico para viabilizar com segurança e eficiência as parcerias com a sociedade e com a indústria nacional. “A cooperação baseada em confiança, transparência, governança compartilhada e objetivos comuns geram benefícios para ambas as instituições e, sobretudo, para a sociedade” complementa o reitor. Nos últimos anos, a FAU vem se modernizando para antecipar às necessidades da UFU. A fundação tem implementado processos de gestão que reduzem a burocracia e dão fôlego maior e segurança administrativa aos pesquisadores.  A gestão executiva da fundação tem focado no auxílio alinhando conformidade técnica à rapidez que o mercado exige e se transformar no braço direito do pesquisador para a produção científica. “Uma fundação sólida, tecnicamente qualificada e financeiramente sustentável pode ampliar significativamente a capacidade da universidade de captar recursos, estabelecer parcerias, gerenciar projetos complexos e responder com maior rapidez às demandas da sociedade”, completa o reitor da UFU, Carlos Henrique de Carvalho. De acordo com Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU,a modernização da gestão e conquista prêmios por eficiência refletem na credibilidade da fundação perante agências de fomento, empresas parceiras e a sociedade. “Nosso objetivo é fazer a FAU se manter como uma fundação robusta para termos nossas instituições cada vez mais potentes. Esse ciclo se torna virtuoso em confiança e competência, o que permite à universidade subir posições, atrair investimentos e, acima de tudo, cumprir seu papel de ser indutora do desenvolvimento regional, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. O resultado da UFU nos rankings nacional e internacional mostra o valor da união da robustez intelectual da universidade com a capacidade de entrega da FAU. É a ciência feita com qualidade, viabilizada com profissionalismo e celebrada com resultados que colocam a UFU em um patamar de destaque nacional.“As fundações de apoio surgiram para conferir maior agilidade administrativa e operacional à execução de projetos de ensino, pesquisa, extensão, inovação e desenvolvimento institucional. E, a sinergia com a universidade produz eficiência, sobreposição de esforços e conflitos institucionais, todos ganham e a sociedade ganha”, completa o reitor da UFU, Carlos H. Carvalho. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 11/06/2026 ás 19:32

Bazar transforma produtos apreendidos em esperança para Cozinhas Solidárias de Uberlândia

Imagem: Bazar Solidário realizado na sede da CDL em Uberlândia O Bazar Solidário, iniciativa da Fundação de Apoio Universitário (FAU), arrecadou recursos para o projeto de extensão Cozinhas Solidárias, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A ação contou com a parceria da Receita Federal, que apoiou a destinação de mercadorias apreendidas, e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberlândia, que cedeu o espaço para a realização do evento. A mobilização uniu diferentes instituições em torno do fortalecimento de uma iniciativa voltada à segurança alimentar e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Essa parceria com a FAU faz parte do programa da Receita que chama “Receita por Elas”, por todo o país destinamos mercadorias apreendidas, como roupas, eletrônicos e outros itens, para órgãos públicos e organizações da sociedade civil que apoiam mulheres em situação de vulnerabilidade. E aqui, nosso programa foi voltado para a manutenção e infraestrutura das nove Cozinhas Solidárias espalhadas por Uberlândia”, acrescentou o delegado da Receita Federal Luís Cláudio Martins.  A adesão da população superou as expectativas. Em poucas horas, mais de 300 senhas foram distribuídas, demonstrando o grande interesse do público pela iniciativa. Entre os itens mais procurados estavam produtos eletrônicos, como tablets e celulares, além de equipamentos de pesca e peças importadas para mountain bike, que se esgotaram rapidamente. Todos os produtos comercializados eram originais e foram vendidos com recibo emitido pela Receita Federal, garantindo a legalidade da compra. Além disso, os participantes puderam parcelar os pagamentos, o que contribuiu para ampliar o acesso aos produtos oferecidos. O bazar aconteceu no último sábado (30/05), foram arrecadados cerca de R$ 70 mil. O valor será revertido integralmente para fortalecer os trabalhos das 9 cozinhas Solidárias instaladas em bairros de alta vulnerabilidade social. Em toda a cidade elas oferecem muito mais que alimento, conseguem direcionar a população para projetos sociais e suporte para as mulheres atendidas gerarem segurança alimentar em casa e geração de renda. “Não estamos falando apenas de marmitas. Estamos falando de apoio a mulheres vítimas de violência, reforço escolar, auxílio a pessoas doentes e suporte a crianças especiais. Visibilizar essas ações é fortalecer a rede de proteção social da nossa cidade”, destaca Neiva Flávia de Oliveira, do projeto na UFU.   Para quem acompanha de perto a rotina das Cozinhas Solidárias, o impacto do bazar foi além dos recursos arrecadados. A iniciativa também ampliou a visibilidade do programa, permitindo apresentar à sociedade os resultados já alcançados e reforçar a necessidade de apoio para expandir as ações de enfrentamento à vulnerabilidade social em Uberlândia. “Essa arrecadação nos ajuda a realizar sonhos. É emocionante ver a comunidade se unindo para que possamos continuar sendo a luz no fim do túnel para tantas famílias”, acrescenta Eliane Lopes, coordenadora da cozinha no bairro Dom Almir. Esta foi a primeira experiência de parceria entre a FAU, a Receita Federal, a UFU e as Cozinhas Solidárias, demonstrando o potencial da articulação entre instituições em prol de iniciativas de impacto social. “O que nos atrai é o fator social do projeto. Nosso papel é garantir que cada centavo chegue às cozinhas, transformando esses bens em insumos, equipamentos e melhorias que mudam a rotina de quem mais precisa”, pontua Rafael Visibelli, diretor executivo da Fundação. O sucesso do bazar reforça a necessidade de continuidade e o desejo de ampliar a escala dessas ações. Com o consenso entre todas as instituições envolvidas, a meta agora é manter a regularidade do serviço, garantindo que o impacto da transformação de bens apreendidos continue sendo, acima de tudo, a promoção da dignidade humana. Novas campanhas serão programadas e divulgadas pela FAU para dar continuidade à venda dos itens que restaram. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 02/06/2026 ás 15:30

ESEBA da UFU transforma a educação básica em polo de inovação para o ecossistema

Imagem: Apresentação dos trabalhos e vencedores do Sumô Cup na recepção aos novos alunos do GEPIT A Escola de Educação Básica (ESEBA) vem se consolidando como centro de excelência ao associar o ensino básico e médio a uma metodologia exclusiva que inclui pesquisa, inovação e extensão, com a ciência aplicada na prática. Atualmente, a metodologia já é referência como polo de alfabetização e produção científicas, rompendo barreiras do ensino tradicional. Esse     programa foi implantado em 2014 com a criação do Grupo de Estudos, Pesquisas e Inovação Tecnológica (GEPIT) na ESEBA. O currículo da ação é estruturado em temas das grandes áreas do conhecimento do CNPq, com foco em Ciência, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade e com a formação STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). A nova metodologia é oferecida aos integrantes do Grupo, cuja idade varia entre 8 anos de idade até os alunos matriculados no 3º ano do ensino médio. A proposta é uma expansão escolar que transforma crianças e jovens em cientistas mirins, eles concorrem em maratonas nacionais e algumas ações estão em processo deanálise de patente pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). “Fui incentivada a aderir a todos os projetos e oportunidades que apareciam no GEPIT. Com a experiência adquirida e premiações dos nossos grupos consegui enriquecer meu currículo”, disse Alice Gonçalves aluna do 2º ano do ensino médio. Este ano, Alice comemora o convite que recebeu da Escola do Ensino Médio do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para realizar a prova para ingresso na unidade deles no Ceará.   O programa em questão rompe as barreiras da sala de aula, incentiva crianças e adolescentes para atuarem como pesquisadores desenvolvendo soluções reais para problemas da sociedade. “Nós não estamos apenas ensinando ciência, formamos alunos com mentalidade empreendedora e crítica; processo que coloca as crianças e adolescentes em pé de igualdade com pesquisadores veteranos que estão na graduação”, destaca a professora e uma das coordenadoras do GEPIT, Aline Carrijo de Oliveira. “Isso aqui é o que há de nova cultura na educação. Outras instituições no país, universidades, inclusive internacionais, já nos convidaram para ensinar a eles a metodologia, que é exclusiva nossa, da Eseba”, reforça Maísa Gonçalves da Silva, professora, fundadora e outra coordenadora do GEPIT. A comparação entre esses “cientistas mirins” e os cientistas graduandos pode ser percebida nos eventos de divulgação científica e nas competições que eles participam.Um exemplo disso foi o destaque no final do ano passado, quando 18 equipes do GEPIT participaram da sua primeira competição em robótica, na Sumô Cup (evento de robótica). No encerramento, as equipes do GEPIT ocuparam diversos lugares no pódio ao lado de alunos da Engenharia Elétrica da UFU. A SumoCup é um torneio tradicional realizado na Faculdade de Engenharia Elétrica da UFU, LASEC/FEELT. Ele desafia estudantes a construírem robôs que operam de forma 100% autônoma para empurrar o oponente para fora do ringue. Essa proposta na educação permite explorar conhecimento, consolidando o processo de ensino-aprendizagem como um “laboratório vivo”, onde a inovação tecnológica se encontra com a educação inclusiva”, destaca Maísa Gonçalves. A metodologia do GEPIT ainda incentiva o ingresso na universidade a partir das habilidades destacadas de seus pesquisadores. Luís Felipe Paim, ex-aluno da ESEBA e integrante também do GEPIT, hoje é acadêmico do segundo ano de sistemas da informação na UFU. “Além de desenvolvermos a pesquisa, aqui dentro do GEPIT ainda treinamos nossa comunicação. Não basta conhecermos o nosso projeto, o que ele faz e para que ele serve, precisamos nos comunicar com a sociedade, porque a maioria das pessoas não entende das tecnologias que são desenvolvidas”, acrescenta Luís Felipe. O GEPIT hoje é coordenado pelos professores Maísa Gonçalves Silva, da área de matemática da Eseba, Aline Carrijo de Oliveira, da área de Língua Portuguesa da Eseba, Vanessa Fonseca Gonçalves, da área de ecologia da Estes, Alex Medeiros de Carvalho e Éderson de Oliveira Passos, ambos da área de matemática da Eseba. Para os alunos entrarem na ESEBA é preciso concorrer a editais de sorteio. A escola implementou esse método para democratizar o ingresso de novos alunos. Contudo, o ingresso no GEPIT não é exclusividade de alunos da ESEBA, os candidatos internos e externos à escola apresentam um projeto para uma banca e a seleção é proporcional à disponibilidade de vagas por orientador. “Nós queremos que o GEPIT funcione em rede com outras instituições para podermos, com apoio de parceiros, levar essa metodologia para atender cada vez mais crianças e adolescentes e assim que eles possam ter acesso ao que temos aqui”, acrescenta a coordenadora e professora Aline Carrijo. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 28/05/2026 ás 12:25

UNIMED Uberlândia e UFU estreitam laços para viabilizar medicina do futuro e gestão de saúde

Imagem: Comissão de inovação da UNIMED com pesquisadores dos laboratórios de genética e Nanobiotecnologia da UFU A comissão de inovação da Unimed Uberlândia conheceu, no último dia 23 de abril, pesquisas em diferentes níveis de desenvolvimento que abordam diversas frentes de prevenção, cuidado e tratamentos com menores efeitos colaterais. Esta foi a primeira visita oficial de representantes de plano de saúde aos laboratórios de Genética e de Nanobiotecnologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A comitiva formada por integrantes das áreas de Inovação, tecnologia, Inteligência e Saúde teve como objetivo conhecer a capacidade de pesquisa e inovação da UFU e prospectar formatos de parcerias em projetos de inovação tecnológica. O que mais chamou a atenção foram os trabalhos desenvolvidos voltados aos diagnósticos precoces e exames laboratoriais com resultados imediatos. A corrida pela transição da medicina reativa, que trata as doenças já instaladas para a preditiva e de precisão está cada vez mais intensa. O novo modelo garante maior chance de cura e qualidade de vida aos pacientes, além de reduzir drasticamente os custos do setor de saúde com internações prolongadas e exames complexos. Estima-se que a prevenção e o diagnóstico precoce possam evitar gastos bilionários com complicações hospitalares e tratamentos reativos de alta complexidade. Após a visita, pesquisadores da UFU e diretorias da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (ProPP/UFU), juntamente com a comissão da Unimed prepararão um novo encontro para aprofundar as formas de interação e parcerias. O objetivo é desenhar caminhos práticos para que os temas de pesquisa eleitos pela empresa ganhem maturidade e escala com possíveis parcerias com a universidade. O processo contará com o suporte estratégico da FAU, que opera na gestão desses projetos. A parceria visa criar um fluxo ágil entre a bancada acadêmica e a aplicação prática na rede de atendimento da cooperativa. Uma das frentes apresentadas é a associação da UNIMED ao Parque tecnológico da UFU, o que colocará a empresa no ecossistema de inovação aberta e interação direta com laboratórios, unidades acadêmicas e pesquisadores da universidade. “Vamos agendar agora uma visita à empresa. Deve ser formada uma comissão de pesquisadores, diretores da ProPP e da FAU para apresentação mais detalhada de todas as possibilidades de parcerias para inovação tecnológica tanto na área da saúde ou tecnologia e gestão oferecidas pela UFU”, completou Carlos Ueira, pesquisador e diretor de pesquisa da UFU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 21/05/2026 ás 12:34

Pesquisa desenvolvida na UFU contra o “Mal do Século” pode ajudar no diagnóstico precoce de depressão e frear recorde de R$ 1 bilhão em afastamentos médicos

Imagem: Coordenador do laboratório de genética, Carlos Ueira com a equipe brasileira da pesquisa e Ana pesquisadora do Canadá Com recursos da FINEP e apoio da FAU, os pesquisadores do laboratório de genética da UFUestão na fase de desenvolvimento de um dispositivo portátil, semelhante ao glicosímetro. O equipamento terá a capacidade de oferecer diagnóstico precoce, visando reduzir sofrimento humano e custos previdenciários. A depressão já foi considerada uma das crises silenciosas na saúde mental. Em 2024, o INSSregistrou recorde de afastamentos de mais de 440 mil brasileiros, um aumento de 130% em uma década. O custo em benefícios ultrapassou R$ 1 bilhão. A descoberta no Laboratório de Genética da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) surge como uma esperança para o diagnóstico rápido e o tratamento preventivo. O projeto teve início em 2017, é coordenado pelos pesquisadores Carlos Ueira (Uberlândia), Ana Paula Mendes Silva (Canadá) e Breno Diniz (EUA). Em análises de microRNA circulantes no sangue de pacientes com depressão foi possível identificar um deles com potencial biomarcador para diagnóstico dessa patologia. Foi desenvolvido um teste utilizando qPCR(mesmo sistema usado para diagnóstico da COVID) e testado em pacientes. Além disso, os pesquisadores desenvolveram um biossensor para diagnóstico rápido. Ao todo, 116 participantes, entre pacientes e indivíduos saudáveis, tiveram o transcriptomasequenciado. Com base nesses resultados, foi desenvolvido um biossensor para diagnóstico rápido e de baixo custo (utilizando tecnologia semelhante ao do sistema usado para diagnóstico da COVID). “É importante destacar que esse biosensor apresentou estabilidade por até 40 dias e precisou de apenas 14 μL de plasma para gerar resultados em cerca de 30 minutos, reforçando seu potencial como uma ferramenta de diagnóstico rápido que pode ser utilizada diretamente no local de atendimento ao paciente”, acrescenta Ana Paula Mendes, pesquisadora de medicina molecular e coautora na pesquisa. A equipe utilizou moscas transgênicas da espécie Drosophila melanogaster como modelos biológicos para a validação de como esse biomarcador funciona dentro do corpo. Os resultados foram surpreendentes, as moscas que receberam os marcadores apresentaram o mesmo comportamento humano em estágio grave de depressão como, isolamento social e redução drástica na alimentação. “Conseguimos identificar o sinal biológico exato da depressão. O sensor não detecta apenas um sintoma, mas o marcador genético que confirma a patologia”,explica Carlos Ueira. Atualmente, o diagnóstico da depressão é somente clínico, baseado em questionário, e muitas vezes tardio, o que leva ao agravamento do quadro e aos altos índices de falta de concentração à exaustão. Além disso, o uso de medicamentos prescritos pelos médicos pode falhar e é bem comum a troca até encontrar um medicamento mais adequado ao paciente. “O uso do teste que desenvolvemos na UFU poderia ajudar no diagnóstico. Além disso, estamos pesquisando agora se ele poderá ser usado para o monitoramento do tratamento. Isso daria maior qualidade de vida para os pacientes e familiares. Também ajudaria na redução significativa dos custos com tratamento para os pacientes e para o SUS. Essa é uma pesquisa com resultados inéditos”, completa o pesquisador. Com recursos da FINEP o projeto evoluiu para o desenvolvimento de sensores eletroquímicos portáteis. O objetivo é chegar ao diagnóstico no consultório médico com um dispositivo semelhante ao glicosímetro, para que seja tão simples quanto medir a glicose. O sensor terá a capacidade de apresentar o resultado para o diagnóstico a partir de uma gota de sangue e em alguns minutos. A próxima fase é atrair parceiros para concluir os testes e finalizar a pesquisa e uma indústria para a fabricação e comercialização do dispositivo. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 15/05/2026 ás 15:54

FAU lançará ferramenta para ampliar o acesso de pesquisadores e ICTs às oportunidades de financiamento

Pesquisadores e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) apoiados pela Fundação de Apoio Universitário (FAU) passarão a contar com um novo canal de acompanhamento oportunidades de financiamento para pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. O “Boletim de Chamadas”, que será lançado pela instituição em maio, reunirá chamadas de 14 instituições e plataformas de fomento em todas as áreas do conhecimento. A divulgação será feita periodicamente por meio de uma Comunidade aberta no WhatsApp, ampliando o alcance e a agilidade na circulação das informações. Segundo Fernanda Nappi, coordenadora do setor de fomento e captação da FAU, a iniciativa pretende tornar o acompanhamento dos editais mais ágil e eficiente. “Queremos facilitar e ampliar o acesso às publicações de chamadas, que têm se tornado cada vez mais frequentes. Assim, reduzimos o risco de perda de prazos ou de oportunidades passarem despercebidas em meio ao grande volume de informações”, explica. A iniciativa também deve beneficiar especialmente jovens pesquisadores. Para Leonardo Campanine Sicchieri, pesquisador recém-doutor e professor da UFU desde 2025, “Ter todas as chamadas reunidas em um único lugar facilita muito a rotina do pesquisador. Isso economiza tempo e permite maior dedicação às atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de ampliar as chances de captar recursos.” Os pró-reitores de pesquisa da UFU, UFTM e IFTM, instituições apoiadas pela FAU, avaliam que a iniciativa é estratégica e fortalecerá a pesquisa, a pós-graduação e a inovação ao reunir oportunidades de financiamento em um canal acessível e organizado. Segundo eles, o Boletim contribuirá para otimizar o acompanhamento de editais e para a ampliação da submissão de propostas. O lançamento da ferramenta ocorre em um contexto de expansão dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). O descontingenciamento de R$ 20,7 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), anunciado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem impulsionado a publicação de novos editais e fortalecido programas ligados à Nova Indústria Brasil. Em Minas Gerais, a ampliação dos editais temáticos também acompanha o fortalecimento do financiamento à ciência e inovação. O repasse constitucional de 1% da receita corrente líquida do Estado tem garantido investimentos superiores a R$ 800 milhões anuais para pesquisa e inovação. Para receber os boletins e acompanhar novas oportunidades de financiamento, os interessados podem participar da comunidade de Fomento e Captação da FAU no WhatsApp e acompanhar os canais oficiais da Fundação nas redes sociais. Acesso à comunidade do WhatsApp pelo link:  https://chat.whatsapp.com/CPEYC7p4mRq99Y9yweTps5 Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 08/05/2026 ás 10:03

IFTM lançará o Programa “Rota do Fomento” em Uberaba para impulsionar captação de recursos para pesquisas e inovação

IFTM Uberaba Imagem: Acervo Institucional O  “Rota do Fomento” chega em Minas Gerais como um novo programa para somar ao movimento empreendedor e de pesquisa, pós-graduação e inovação do estado. Com lançamento marcado para a próxima semana (05/05), o programa consiste em uma campanha institucional para impulsionar a captação de recursos de fomento. Ele ainda oferecerá à comunidade acadêmica do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), informações e ferramentas para preparar o pesquisador na obtenção de financiamento para pesquisas. A campanha será lançada durante o II Encontro de Gestores de Pesquisa, Pós-graduação, Inovação e Empreendedorismo do IFTM, que será realizado no MoonHub, no Parque Tecnológico de Uberaba. Para esta missão, o IFTM conta com o suporte estratégico da Fundação de Apoio Universitário (FAU) para mapear e captar recursos públicos e privados, bem como para a execução de projetos, transformando pesquisas acadêmicas em soluções de mercado e impacto social. A iniciativa da pró-reitoria de pesquisa, pós-graduação, inovação e empreendedorismo do Instituto se destaca pelo caráter sistêmico e institucional. Mais do que um evento isolado para ser um movimento constante de democratização do acesso dos pesquisadores às possibilidades de captação recursos de fomento. A ação fortalecerá a posição de destaque da região, já reconhecida pelo sucesso das startups de Uberlândia e Uberaba, por exemplo. O “Rota do Fomento” contribuirá para a consolidação do ecossistema local e regional, entre os mais referenciados do Brasil. “A campanha na rota do fomento, faz parte do Programa Excelência em Pesquisa do IFTM, e objetiva aculturar, preparar e apoiar dos pesquisadores em submissões a oportunidades de fomentos, internos e externos. De um lado há muitas oportunidades de fomento, e de outro pesquisadores qualificados e com potencial para captações, destaca a Pró-reitora. A campanha irá abranger todos os dez campi do IFTM, nas regiões do triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e região central de Minas, e contará com a “Trilha da Captação”, que foi elaborada com seis módulos de caráter formativo, também de troca de experiências e esclarecimentos sobre editais em vigência” destaca a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFTM Uberaba, professora Érica Crosara. Na oferta de linhas de fomento, Minas Gerais é um dos estados que mais opera recursos da FINEP via BDMG. O principal objetivo é fazer do “Rota do Fomento” o caminho para alcançar com maior assertividade a aprovação dos projetos, reduzindo o risco das inovações caírem no pesadelo chamado “Vale da morte”, estágio onde as ideias morrem nas prateleiras da academia por falta de parcerias e recursos. No ano de 2025 foram prospectados cerca de R$ 12 milhões em recursos para pesquisa, pós-graduação e inovação e captados quase R$ 5 milhões. E para este ano, foi habilitada a proposta de expansão laboratorial no Edital FINEP (Proinfra 2025). Essa habilitação foi resultado deste caminho que vem sendo percorrido pelos gestores, na busca de fomentos externos, buscando ampliar as possibilidades de condução de pesquisas e inovação. “Nossa expectativa é ampliar o apoio ao pesquisador no processo de submissão, desde a ideação, escrita e identificação de oportunidades de recursos. Com isso, esperamos fomentar a cultura da captação e melhorar as pesquisas por meio de captação de fomentos”, completa a pró-reitora. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 30/04/2026 ás 08:00

Alta demanda para o curso de estatística aplicada desenvolvido na UFU revela carência no mercado

Entender de estatística para gerar maior aproveitamento das pesquisas eleva o nível de conhecimento na academia. Prova disso é que o curso de extensão promovido pelo Prof. Dr. Marcelo J.B. Silva, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal de Uberlândia (ICBIM-UFU) surpreendeu as expectativas. Nem bem iniciaram as aulas e houve a necessidade de formar nova turma. O curso de extensão, focado em estatística de bancada, é o primeiro na temática desenvolvido pela UFU, em parceria com a FAU. Ele foi idealizado para atender um dos grandes desafios dos pesquisadores. Ele trata do uso da estatística aplicada a experimentos de bancadas. Esse tipo de experimento é feito em laboratório e um dos limitantes é o pequeno n amostral. E esse curso trata exatamente disso. Ele elimina o risco de um dado mal interpretado comprometer meses ou anos trabalhos, ou até gerar resultados sem validade científica. Entender de estatística passa a ser o divisor de águas entre uma simples coleta de informações e a produção de conhecimento científico de alto impacto. Para pesquisadores e alunos, ela não é apenas uma ferramenta de cálculo, serve de “filtro de qualidade” que valida a descoberta. “O curso vem para melhorar a qualidade das pesquisas e na formação de pesquisadores mais críticos e mais seguros na análise dos dados”, destaca Françoise Vasconcelos Botelho, professora de Bioquímica do Instituto de Biotecnologia da UFU que faz parte da primeira turma do curso. O papel estratégico da FAU consiste na viabilização do curso, ficando a Fundação responsável pela gestão dos recursos e pelo suporte administrativo. Esse processo auxilia os pesquisadores a focar mais na aplicação do conhecimento e na elaboração da pesquisa, concentrando-se na condução do ensino. O recurso captado é também aplicado na infraestrutura digital, para a emissão de boletos e certificados. A grade curricular oferece 20 horas de imersão teórica e prática, com foco no domínio das ferramentas que garantem a integridade e a publicação dos estudos da pesquisa. “O mais importante, não substitui o raciocínio do pesquisador. Na prática, o conhecimento adquirido no curso vai impactar diretamente no desenvolvimento da pesquisa e na qualidade, trazendo mais segurança na escolha dos testes, evitando erros de interpretação, permite também avaliar melhor se o resultado é realmente relevante, não só do ponto de vista estatístico, mas também biológico”, destaca Françoise Vasconcelos Botelho. O curso superou as expectativas por oferecer ferramentas para facilitar a compreensão de se um resultado é estatisticamente significativo ou apenas obra do acaso. Os módulos ensinam a interpretar os valores, e a tratar dados fora do padrão sem comprometer a ética na pesquisa. “A ideia do curso é ensinar os fundamentos da estatística aplicada e como reconhecer parâmetros que auxiliem na veracidade de um resultado estatístico mesmo com o n amostral pequeno”, explica Marcelo José Barbosa Silva, pesquisador coordenador do curso. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 16/04/2026 ás 14:27

Parceria entre FAU e Receita Federal converterá produtos apreendidos em recursos para Cozinhas Solidárias da região

Visita da direção da FAU, Receita Federal, equipe da ProexC e vice-reitora da UFU à Comunidade das Torres A parceria para viabilizar a realização de um bazar dos itens apreendidos pela Receita Federal pode ser uma importante ferramenta não apenas para ajudar a equipar e fornecer alimentos às Cozinhas Solidárias. O projeto, realizado pela primeira vez neste formato e com suporte da Fundação de Apoio Universitário (FAU), poderá ampliar o alcance social e a adesão das comunidades atendidas pelos programas de segurança alimentar. “É uma iniciativa essencial para nossa região, que todos podem conhecer, apoiar e se inspirar para construir um futuro mais justo e equitativo. Assim, neste projeto com a Receita Federal, por meio da PROEXC, reforçamos nosso compromisso com ações que promovem segurança alimentar, cidadania e cuidado com a comunidade”, disse Naura Cristina do setor de expansão da FAU. O bazar, marcado para maio, contribuirá diretamente com a manutenção das cozinhas, desde a aquisição de gás e panelas industriais até a regularização jurídica de espaços que servem centenas de refeições diárias. A iniciativa faz parte do projeto de extensão e pesquisa desenvolvido pelo Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (CIEPS/PROEXC/UFU), que completa 20 anos de atuação. No final do ano passado (11/12) a equipe envolvida nesse projeto inédito, visitou a Comunidade das Torres. Um projeto que existe há sete anos envolvendo nove cozinhas onde são feitas cerca de 1300 refeições por dia. De acordo com a assistente social do programa, todo custo é assumido pela própria comunidade e com trabalho voluntário. Apoio da própria comunidade para abrigar as cozinhas. “Temos muitas carências além da quantidade e variedade de alimentos, especialmente de proteínas. Ainda temos a falta de manutenção de equipamentos e compra de utensílios. Daí a importância desse bazar dessa oportunidade gerada pela Receita Federal, essa proposta vai ser muito importante para nós”, destaca Lilian Machado de Sá, assistente social das cozinhas solidárias de Uberlândia. O atendimento completa a sociedade nos municípios onde a UFU tem Campus instalado. Os programas são baseados nos princípios da Economia Popular Solidária. A FAU será a responsável pela gestão financeira dos recursos arrecadados no bazar, e pela transferência dos recursos na aplicação de ações do programa das Cozinhas Solidárias. Além de garantir a segurança alimentar, o projeto oferece assessoramento jurídico para regularização dos espaços junto ao Governo Federal e acessar outros programas de fomento. O bazar oferecerá uma variedade de itens, como equipamentos de pesca, roupas, utensílios domésticos e produtos eletrônicos. A parceria com a Receita Federal reforça as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. A parceria com a Receita Federal, para a realização do bazar fortalecerá as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. Os recursos poderão impulsionar o programa que leva assessoramento e combate à fome. Todo o recurso arrecadado será transformado em suporte e infraestrutura, convertendo itens apreendidos pela Polícia Federal em dignidade alimentar para as famílias ais vulneráveis de Uberlândia e região. O atendimento completa a sociedade nos municípios onde a UFU tem Campus instalado. Os programas são baseados nos princípios da Economia Popular Solidária. A FAU será a responsável pela gestão financeira dos recursos arrecadados no bazar, e pela transferência dos recursos na aplicação de ações do programa das Cozinhas Solidárias. Além de garantir a segurança alimentar, o projeto oferece assessoramento jurídico para regularização dos espaços junto ao Governo Federal e acessar outros programas de fomento. O bazar oferecerá uma variedade de itens, como equipamentos de pesca, roupas, utensílios domésticos e produtos eletrônicos. A parceria com a Receita Federal reforça as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. A parceria com a Receita Federal, para a realização do bazar fortalecerá as Cozinhas Solidárias como uma rede vital de sobrevivência. Os recursos poderão impulsionar o programa que leva assessoramento e combate à fome.  (cola delegado da RF Luís Cláudio Martins sobre a participação social da RF ao possibilitar essa ação Combate à fome e combate à violência) Todo o recurso arrecadado será transformado em suporte e infraestrutura, convertendo itens apreendidos pela Polícia Federal em dignidade alimentar para as famílias ais vulneráveis de Uberlândia e região. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 09/04/2026 ás 17:13