FAU

O que a Demanda Universal 2026 pode ensinar a quem pretende submeter em 2027?

Os resultados do julgamento, as categorias de financiamento e os critérios de avaliação da Demanda Universal 2026 oferecem referências importantes para quem pretende submeter uma proposta em 2027. Conhecer esses aspectos ajuda a compreender como funcionou a seleção e quais pontos merecem atenção na preparação de uma nova proposta. 1. Aprovação técnica não significa classificação dentro do limite financeiro Considerando apenas a ampla concorrência, foram submetidas 3.072 propostas. Dessas, 2.083 alcançaram aprovação técnica (67,8%), mas apenas 333 ficaram dentro do limite financeiro da chamada — 10,8% do total submetido. As outras 1.750 foram classificadas como Prioridade 2 (P2), ou seja, aprovadas fora do limite financeiro. Nesta edição, para ser classificada, a proposta precisava alcançar pelo menos 70% da pontuação máxima em cada critério avaliativo. Assim, um desempenho elevado em determinados critérios não compensava uma pontuação insuficiente em outro. Alcançar essa pontuação mínima, entretanto, não garantia financiamento. A classificação dentro do limite financeiro também dependia da posição alcançada pela proposta e dos recursos distribuídos entre as categorias de financiamento e, nas categorias A e B, entre as Câmaras de Avaliação. O aprendizado para 2027: não basta observar a pontuação total. É importante compreender cada critério de avaliação e verificar se a proposta apresenta informações suficientes para alcançar um bom desempenho em todos eles. 2. A escolha da categoria de financiamento vai além do valor solicitado A chamada organizou as propostas em três categorias de financiamento. A escolha da categoria não dependia apenas do valor solicitado, mas também do perfil do coordenador, da composição da equipe e das características da pesquisa. Categoria Tipo de apoio Condições de enquadramento em 2026 A Projetos individuais Coordenador com título de doutor. Propostas entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. B Projetos em grupo Equipe com pelo menos três doutores, incluindo o coordenador. Os dois demais pesquisadores doutores deveriam estar vinculados a ICTs-MG. Propostas entre R$ 150 mil e R$ 450 mil. C Projetos individuais para aquisição de grandes equipamentos Coordenador com doutorado concluído a partir de 2016. Obrigatoriedade de solicitar pelo menos um equipamento com valor de aquisição superior a R$ 500 mil. Propostas entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões. Os limites financeiros incluem as bolsas solicitadas. A tabela apresenta as principais condições de enquadramento em 2026, sem substituir os demais requisitos de elegibilidade previstos na chamada. Um projeto que exigisse recursos superiores ao limite da Categoria A, por exemplo, não poderia ser enquadrado automaticamente na Categoria B, pois precisaria atender também às exigências relativas à equipe. Da mesma forma, a Categoria C não se destinava simplesmente a projetos de maior orçamento, mas a propostas com finalidade e requisitos específicos. O aprendizado para 2027: antes de escolher uma categoria, é necessário verificar se o projeto e seus participantes atendem a todas as condições de enquadramento, que deverão ser confirmadas na nova chamada. 3. A relevância da pesquisa, por si só, não garante uma boa avaliação A avaliação considerou aspectos como mérito científico e tecnológico, relevância da pesquisa, qualificação do coordenador e da equipe, adequação do orçamento e resultados esperados. Esses critérios mostram que uma proposta precisa ir além de uma ideia relevante. É necessário demonstrar o que será investigado, por que a pesquisa é importante, como será desenvolvida e quais resultados poderá produzir. Por exemplo, um projeto pode apresentar um problema de pesquisa relevante, mas ter sua avaliação comprometida se a metodologia não demonstrar como os objetivos serão alcançados. Da mesma forma, os recursos solicitados precisam estar relacionados às atividades previstas, e os resultados esperados devem ser compatíveis com a pesquisa proposta. Na Categoria A, a primeira etapa da avaliação foi realizada às cegas, com análise do mérito e da relevância do projeto, sem identificação do coordenador, da equipe ou da instituição. Isso reforça aimportância de apresentar um projeto que possa ser compreendido e avaliado pelo conteúdo, independentemente da trajetória acadêmica de quem o propõe. O aprendizado para 2027: conhecer os critérios de avaliação utilizados na edição anterior pode ajudar a identificar aspectos da proposta que precisam ser melhor fundamentados. Se você pretende submeter uma proposta em 2027, comece identificando em qual categoria sua pesquisa poderia se enquadrar, considerando as condições da edição anterior. Em seguida, consulte os critérios de avaliação de 2026 e observe quais aspectos do seu projeto precisam ser melhordesenvolvidos. Fonte dos dados: FAPEMIG, Chamada nº 01/2026 – Demanda Universal. Dados da ampla concorrência, considerando o 2º Resultado Parcial de Julgamento da Categoria A (11/08/2026) e o 2º Ato de Retificação do 1º Resultado Parcial de Julgamento das Categorias B e C (15/09/2026). Os quantitativos apresentados referem-se a esses atos e não representam o resultado final da chamada Autora: Joseli Fernanda Nappi Publicado em 27/10/2026 ás 09h50

Conquista histórica para a ciência brasileira: mobilização do CONFIES assegura reconhecimento da imunidade tributária nas importações

Decisão do Ministério da Fazenda fortalece a segurança jurídica das fundações de apoio e garante melhores condições para a aquisição de equipamentos e insumos essenciais à pesquisa científica e à inovação no Brasil. A conquista é resultado de uma mobilização coletiva das fundações de apoio e envolveu a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Procuradoria-Geral Federal, vinculada à Advocacia-Geral da União, a Receita Federal e a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda.  A divulgação da decisão ocorreu nesta quarta-feira (21), em Brasília em evento realizado no Ministério da Fazenda. Participaram da solenidade o ministro da Fazenda, Dario Durigan; a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; o advogado-geral da União, Jorge Messias; a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi; a presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitora da Universidade Federal de São Carlos, Ana Beatriz de Oliveira; e o presidente do Confies, professor Antônio Fernando Queiroz. Também esteve presente o professor Fernando Peregrino, presidente de honra do Confies e um dos precursores da mobilização pelo reconhecimento da imunidade tributária nessas operações. Representantes das fundações de apoio Fadex, Coppetec, FUJB, Finatec, Funape, FDMS, Fapex e Fundep também acompanharam o evento. Com a decisão, formalizada em parecer do Ministério da Fazenda, fica preservada a imunidade tributária das instituições públicas nas importações realizadas por intermédio de suas fundações de apoio, observados os requisitos legais. A conquista representa um avanço histórico para a pesquisa científica e reforça o protagonismo do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior (CONFIES) na articulação e defesa dos interesses da ciência brasileira. “Essa conquista vai muito além das fundações de apoio. Ela representa mais segurança jurídica, melhores condições para a continuidade das pesquisas e maior acesso a equipamentos e insumos essenciais ao desenvolvimento científico e tecnológico. É um avanço para todo o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do país e demonstra a importância de uma atuação articulada e representativa, como a realizada pelo CONFIES, na defesa de condições que permitam à pesquisa brasileira avançar e gerar resultados para a sociedade”, destaca Rafael Visibelli Justino, Diretor Executivo da FAU e Diretor Regional Sudeste do CONFIES. O entendimento reconhece que a execução operacional e financeira da importação pela fundação de apoio preserva a imunidade da instituição pública quando atendidos os requisitos legais. A instituição apoiada permanece como adquirente e destinatária dos bens, que se vinculam aos seus projetos e patrimônio. O parecer abrange instituições de ensino e pesquisa constituídas como autarquias ou fundações instituídas e mantidas pelo poder público, desde que preenchidos os requisitos da imunidade tributária recíproca. Também esclarece que a origem dos recursos, inclusive quando provenientes de fontes privadas, não afasta, por si só, a imunidade, desde que estejam juridicamente vinculados aos projetos institucionais e sejam observadas as condições aplicáveis. Esse reconhecimento, somado à Solução de Consulta nº 200, de 16 de outubro de 2026, contribui para enfrentar a insegurança jurídica e as limitações operacionais que comprometem o planejamento e a continuidade das pesquisas. A sistemática mantém as exigências de controle, transparência e prestação de contas. Para o Confies, a conquista demonstra a força da atuação conjunta das fundações de apoio, das instituições científicas e do poder público. Ao ampliar as condições para equipar laboratórios e executar projetos, o avanço fortalece a ciência brasileira e sua contribuição para a soberania nacional e o desenvolvimento do país. O processo teve início com a atuação do professor Fernando Peregrino, a partir da experiência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em articulação com suas fundações de apoio, FUJB e Coppetec. A iniciativa da UFRJ com a Coppetec, que formalizou consulta sobre a aplicação da imunidade tributária nessas operações, também está registrada nos documentos iniciais. Em continuidade ao processo ocorreu uma manifestação conjunta do Confies, da Andifes, do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e de unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa solicitou apoio ao aperfeiçoamento do ambiente jurídico e operacional das importações destinadas à pesquisa.  Sob a presidência do professor Antônio Fernando Queiroz, o Confies deu continuidade à representação dessa demanda coletiva e ao diálogo institucional para transformar uma dificuldade recorrente das fundações e das instituições apoiadas em uma solução de alcance nacional. O Conselho reconhece o acolhimento da pauta pelo ministro Dario Durigan e a contribuição da procuradora-geral Anelize Lenzi. Sua participação no 9º Congresso Nacional do Confies, realizado em setembro, em Brasília, permitiu aprofundar o debate sobre os fundamentos jurídicos da medida junto às fundações de apoio. A construção das iniciativas envolveu a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Procuradoria-Geral Federal, vinculada à Advocacia-Geral da União, a Receita Federal e a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda. Créditos: Cristiane de Paula Fonte: Confies.org Publicado em 22/10/2026 às 15h16

A Demanda Universal é para o meu projeto?

Entre as oportunidades de financiamento da FAPEMIG, a Demanda Universal se destaca por contemplar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação em diferentes áreas do conhecimento. Isso amplia bastante o universo de projetos que podem encontrar espaço na chamada, mas não significa que qualquer iniciativa se enquadre nela automaticamente. Para avaliar se essa modalidade é adequada à sua pesquisa, é importante considerar dois aspectos: a natureza do projeto e o perfil de quem irá coordená-lo. Em relação à natureza do projeto, a Demanda Universal contempla diferentes tipos de pesquisa, incluindo investigações voltadas à produção de novos conhecimentos, à compreensão de fenômenos e à análise de questões sociais, culturais ou históricas, bem como pesquisas que buscam desenvolver ou aperfeiçoar tecnologias e soluções para problemas concretos. Assim, projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação podem encontrar espaço na modalidade, independentemente da área do conhecimento. Para identificar a natureza do seu projeto, pense: o que pretendo investigar e que tipo de conhecimento ou resultado espero produzir com essa pesquisa? O segundo aspecto é o perfil de quem irá coordenar o projeto. Na edição de 2026, a Demanda Universal exigiu que o coordenador tivesse título de doutor e vínculo empregatício com uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação de Minas Gerais (ICT-MG), além de experiência e produção científica ou tecnológica relacionadas ao tema da proposta. Para uma primeira avaliação, vale verificar: você atende a essas condições? Sua trajetória de pesquisa tem relação com o projeto que pretende desenvolver? Esses requisitos servem como referência inicial, mas deverão ser conferidos na chamada de 2027, quando forem estabelecidas as novas condições de participação. Se sua pesquisa se aproxima da finalidade da modalidade e você atende, em princípio, às condições para coordená-la, a Demanda Universal pode ser uma oportunidade de financiamento para seu projeto. Comece identificando qual pesquisa você gostaria de apresentar na edição de 2027. Sua próxima proposta começa antes da chamada. Autora: Joseli Fernanda Nappi Publicado em 20/10/2026 ás 09h57

Quais oportunidades da FAPEMIG podem apoiar sua pesquisa?

Uma pesquisa pode começar de muitas formas: com uma pergunta que ainda precisa ser respondida, uma parceria que abre novas possibilidades, uma linha de investigação que podeavançar ou uma necessidade identificada ao longo de um trabalho já em andamento. Em algummomento desse percurso, o acesso a recursos pode ser decisivo para que a pesquisa tenhacontinuidade ou avance. Mas nem toda necessidade de recursos leva ao mesmo tipo de apoio. Um projeto de pesquisa, por exemplo, geralmente demanda recursos para aquisição de equipamentos, materiais de consumo e bolsas. Uma iniciativa de inovação pode demandar recursos para contratação de serviçosespecializados, realização de testes de protótipos ou validação de tecnologias. Já uma ação de divulgação científica pode envolver recursos para organização ou participação em eventos e parapublicação de artigos ou livros, incluindo despesas como taxas de publicação, inscrições, passagense diárias. Em Minas Gerais, uma das principais fontes de apoio aos pesquisadores é a FAPEMIG, que possui diferentes linhas de fomento, entre elas Pesquisa, Inovação e Divulgação Científica. A linha de Pesquisa reúne oportunidades para o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos. A de Inovação contempla iniciativas relacionadas ao desenvolvimento e à aplicaçãode tecnologias, à aproximação entre ICTs e empresas e ao fortalecimento de ambientes promotoresde inovação. Já a Divulgação Científica reúne oportunidades voltadas à circulação e à divulgaçãodo conhecimento produzido. Entre o final de 2025 e meados de 2026, a FAU monitorou oportunidades relacionadas àstrês linhas, mostrando a diversidade de formas de apoio disponíveis aos pesquisadores. Chamadas por linha de fomento LINHA DE FOMENTO​ CHAMADAS Pesquisa Demanda Universal; Programa Santos Dumont; Manutenção de Unidadesde Pesquisa MCTI – PROINFRA Inovação Novo-SEED 2026; Programa Centelha 3; Compete Minas; EVENTECH – Organização de Eventos de Inovação e Empreendedorismo Tecnológico; Laboratórios Certificadores; Cientista Empreendedor Divulgação Científica Organização de Eventos de Caráter Técnico-Científico – OET; Participação Coletiva em Eventos Técnico-Científicos – PCE Conhecer essas possibilidades ajuda a identificar quais oportunidades se aproximam das características e necessidades de cada iniciativa. Entre as oportunidades da linha de Pesquisa está a Demanda Universal. Na edição de 2026, foram destinados R$ 105 milhões à chamada, sendo R$ 60 milhões para a ampla concorrência. Por seu caráter abrangente, a Demanda Universal pode interessar tanto a pesquisadores eminício de carreira quanto àqueles com trajetória já consolidada. A cada edição, a FAPEMIG define as condições de participação, categorias e critérios aplicáveis. Antes mesmo de pensar em uma futura submissão, vale conhecer melhor a chamada, entender que tipo de projeto ela apoia e observar se ela se aproxima da pesquisa que vocêdesenvolve ou pretende desenvolver. No caso da Demanda Universal, as edições anteriores oferecem referências sobre como a chamada vem sendo estruturada e podem ajudar nesse primeiro olhar, sem antecipar as regras que serão definidas para 2027. Para quem pretende acompanhar oportunidades de financiamento, o Setor de Fomento e Captação da FAU disponibiliza o Boletim de Chamadas e mantém a Comunidade de Fomento e Captação, onde são compartilhadas chamadas e informações de interesse de pesquisadores e ICTs. Sua próxima proposta começa antes da chamada. Autora: Joseli Fernanda Nappi Publicado em 14/10/2026 ás 12h57

Ambiente de confiança e pertencimento foram os principais resultados sobre pesquisa de satisfação na FAU

Imagem: Colaboradora na Sala de Descompressão da FAU A Fundação de Apoio Universitário (FAU) concluiu, no mês de setembro de 2026, sua Pesquisa de Clima Organizacional 2026 em ambiente de trabalho. O levantamento ouviu os colaboradores sobre a experiência de trabalhar na instituição, as relações profissionais, a atuação das lideranças e as perspectivas em relação ao futuro da Fundação. A pesquisa foi realizada de forma anônima, garantindo total liberdade e segurança na análise das respostas. Dos 50 colaboradores convidados, 42 participaram da pesquisa, o equivalente a 84% de adesão. Em uma escala de 1 a 5 a Fundação alcançou média geral de 4,7, e o índice de favorabilidade foi de 93,8%. Quanto ao orgulho de pertencer e a confiança no futuro: A dimensão ‘Experiência e Vínculo’ com a FAU alcançou 96,8% de favorabilidade. Esse eixo avaliou aspectos como satisfação em trabalhar na Fundação, orgulho de fazer parte da instituição, significado atribuído ao trabalho, comprometimento e intenção de permanência. Outro resultado expressivo foi a percepção sobre o futuro: 100% dos participantes demonstraram uma visão favorável em relação ao futuro da FAU. Para o diretor executivo da Fundação, Rafael Visibelli Justino, os indicadores refletem uma construção coletiva e também ampliam a responsabilidade da instituição em relação aos próximos passos. “Mais do que os números, é muito significativo perceber que as pessoas se sentem parte da FAU e acreditam no que estamos construindo. Ao mesmo tempo, recebemos com muita responsabilidade os pontos de atenção apresentados. A pesquisa nos ajuda a reconhecer o que fazemos bem, mas, principalmente, a entender onde podemos evoluir.” A atuação das lideranças também aparece entre as fortalezas mapeadas pelo levantamento. Oeixo ‘Liderança e Gestão’ registrou 95,8% de aprovação, apontando relações acolhedoras e de bem-estar. Neste sentido foram avaliados aspectos como: disponibilidade para orientação e apoio, capacidade de escuta, clareza na comunicação, coerência nas decisões, reconhecimento e contribuição das lideranças para um ambiente de cooperação. Entre os indicadores, 100% dos participantes avaliaram favoravelmente a afirmação “Meu líder trata as pessoas com respeito”. A pesquisa também aprofundou o olhar sobre a cultura organizacional, ética, confiança e segurança nas relações profissionais, incluindo a abertura para sugestões e a percepção sobre a forma como a Fundação conduz suas atividades. Além dos indicadores quantitativos, os colaboradores tiveram espaço livre para relatar pontosos principais pontos positivos, destacar os que merecem atenção e sugerir novas ações. As contribuições irão subsidiar a definição de diretrizes e prioridades para o fortalecer ainda mais o ambiente de trabalho, preservando as conquistas e direcionar esforços para novas oportunidades de evolução. Para Sabrina Araújo, analista de RH da FAU, essa etapa é fundamental para transformar os resultados em ações concretas. “A pesquisa nos permite entender melhor como as pessoas vivenciam a FAU no dia a dia. Os resultados positivos mostram que temos uma base muito sólida. Nosso próximo passo é transformar essa escuta em melhorias que sejam percebidas pelos colaboradores na prática.” Com os resultados consolidados de 2026, a FAU passa a contar com um diagnóstico atualizado e robusto de seu clima organizacional, que servirá como referência contínua para aprimorar a evolução institucional nos próximos ciclos, além de registrar a percepção dos colaboradores.  Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 07/10/2026 ás 17h55

FAU viabiliza importações para pesquisa por meio de imunidade constitucional

Foto: Banco de Imagens A Fundação de Apoio Universitário (FAU), por meio do Setor de Compras e Importações, já conduziu aproximadamente 15 processos de importação amparados pela imunidade tributária constitucional. A iniciativa surgiu como alternativa diante do esgotamento da cota de isenção tributária do CNPq, prevista na Lei nº 8.010/1990, permitindo a continuidade de aquisições internacionais destinadas a projetos de pesquisa. Com a indisponibilidade da cota, a equipe da FAU buscou alternativas para evitar impactos na aquisição de insumos e equipamentos. O novo fluxo passou a considerar a imunidade tributária prevista no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal e foi estruturado a partir de referências de outras fundações de apoio e da expertise do despachante aduaneiro Bretas Broker. “Nosso desafio foi encontrar uma alternativa que permitisse dar continuidade às importações sem comprometer a segurança dos projetos. A partir do estudo de experiências de outras fundações, aprofundamos a análise do procedimento e estruturamos, dentro da FAU, um novo fluxo documental para viabilizar essas operações com cautela e responsabilidade”, explica Juliana Guimarães, gerente do Setor de Compras e Importações da FAU. Uma pauta nacional para as Fundações de Apoio A atuação da FAU está conectada a uma discussão que mobiliza Fundações de Apoio de todo o país. O tema integrou a programação do 9º Congresso Nacional do CONFIES, realizado em setembro, em Brasília, no eixo Soberania Nacional e Desenvolvimento Tecnológico. A plenária “As Fundações de Apoio, as importações em projetos e a soberania científica e tecnológica do Brasil” reuniu representantes de Fundações de Apoio, CNPq e órgãos jurídicos para discutir os desafios relacionados às importações destinadas à pesquisa e sua importância para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional. A discussão reforça a relevância de construir mecanismos que permitam às Fundações de Apoio viabilizar o acesso dos pesquisadores a equipamentos, insumos e tecnologias produzidos no exterior, conciliando agilidade, segurança jurídica e responsabilidade na gestão dos recursos. Como medida de gestão de riscos, a FAU prioriza, neste momento, insumos de menor custo relativo e com disponibilidade imediata para embarque. A estratégia busca proteger o orçamento dos projetos diante de eventual indeferimento do benefício fiscal e consequente incidência da tributação ordinária de importação. Para o Prof. Thiago Paluma, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a iniciativa evidencia a importância da atuação conjunta. “Quero reconhecer o empenho da FAU e de sua equipe na construção dessa alternativa. A partir dessa possibilidade, a Reitoria, a FAU e a Procuradoria Federal junto à UFU atuaram conjuntamente na análise do tema, buscando um caminho juridicamente seguro. O acesso a insumos, equipamentos e tecnologias do exterior é essencial para nossas pesquisas e para a formação dos estudantes de pós-graduação, reforçando a importância dessa parceria para o desenvolvimento científico da Universidade.” Para Rafael Visibelli, diretor-executivo da FAU, a iniciativa reforça o papel estratégico da Fundação no apoio à pesquisa. “Nosso papel é buscar caminhos seguros e eficientes para que a pesquisa continue avançando. Mais do que operacionalizar processos, queremos criar condições para que os pesquisadores possam se concentrar no que realmente importa: produzir conhecimento, inovação e impacto para a sociedade.” Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 30/09/2026 ás 16h26

R$ 260 milhões em projetos sob a gestão da FAU em mais de 20 anos de parcerias entre UFU e Petrobras

Foto: Marco Cavalcanti No centro do cerrado e no coração do Brasil, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) participa há mais de duas décadas de projetos para exploração de petróleo e gás no Brasil. A parceria estratégica entre UFU e a Petrobras consolida-se como um ativo fundamental para a soberania tecnológica do país para o setor. Gerida pela Fundação de Apoio Universitário (FAU), essa colaboração conecta a excelência acadêmica às demandas da indústria, transforma laboratórios em hubs de inovação, forma a elite da engenharia brasileira e fortalece a nacionalização de equipamentos. Um dos primeiros projetos disruptivos e de inovação tecnológica firmados via Faculdade de Engenharia Mecânica (FEMEC/UFU) ocorreu em 2002, ele foi coordenado pelo pesquisador Américo Scott. O projeto chamava “Otimização de Ferramentas Destruidoras de Partes de Colunas Utilizadas em Poços de Petróleo”. O desafio era desenvolver um equipamento capaz de simular a operação da broca destrutiva usada pela Petrobras. A nova ferramenta ainda ofereceu capacidade de homologar a fabricação desse tipo de broca, tornando-a mais resistente. “Para chegarmos a esse desafio, foi um longo caminho. Encontrei a oportunidade de trabalhar com a parte operacional da Petrobras. Passamos alguns dias na plataforma, identificamos um desafio e juntos desenvolvemos o projeto que foi defendido na direção da empresa, o que chamamos de abordagem bottom-up. Esse foi o que considero o grande diferencial para o projeto ter continuidade administrativa e ser aprovado”, explica o pesquisador da engenharia mecânica da universidade. A colaboração evoluiu de forma exponencial, ganhando mais desafios e confiança da direção de diversos setores e do centro de pesquisa da Petrobras que passou a buscar soluções nos laboratórios da UFU. As parcerias somam quase R$ 260 milhões. Já passaram pela gestão da FAU quase 100 projetos, dos quais 31 seguem ativos, movimentando cerca de R$ 145 milhões em pesquisas na fronteira do conhecimento. As pesquisas circulam por diversas unidades acadêmicas demonstrando a capacidade da UFU em responder aos desafios complexos do setor de energia: • FEMEC: Lidera o portfólio com 81 projetos. • FEQUI: Conta com 11 projetos, mantendo a tradição iniciada em 2009. • FEELT: Contribui com 4 projetos de engenharia avançada. • FAUED: Integra a rede com 1 projeto estratégico. Gerir um investimento desta magnitude exige mais do que administração: precisa deexcelência em governança, segurança jurídica e agilidade operacional. A FAU atua como o núcleo de governança de projetos estratégica desta parceria, garantindo que o recurso aplicado pela Petrobras seja traduzido, com total transparência e compliance, em resultados científicos mensuráveis. “A gestão da FAU funciona como uma retaguarda estratégica. Nós colaboramos com o pesquisador na burocracia e garantimos que os prazos e normas corporativas sejam cumpridos com assertividade jurídica necessária. Nosso papel é viabilizar essa conexão, incentivando inclusive a comunidade acadêmica a enxergar o potencial comercial de suas pesquisas”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU”.  Os investimentos vão muito além da tecnologia entregue. Eles provocam efeito positivo em cascata no qual a educação e a economia são diretamente beneficiadas. Há uma formação de elite com a participação de estudantes em projetos reais, qualificando–os com equivalência a um profissional sênior. “Além do conhecimento científico e tecnológico, os estudantes desenvolvem habilidades como liderança, comunicação e trabalho em equipe, chegando ao mercado de trabalho com uma formação diferenciada. A Petrobras representa, na prática, um dos melhores exemplos da indissociabilidade entre ensino pesquisa e extensão”, completa Ana Marta de Souza a diretora da FEMEC,unidade acadêmica com maior número de projetos para o setor.  No geral, ganha a universidade, que reinveste parte dos recursos na modernização laboratorial, na fabricação de equipamentos exclusivos ou na aquisição de itens de ponta para os laboratórios da UFU. As parcerias ainda criam ambientes para diálogos constantes entre o que é ensinado em sala de aula e os desafios reais do setor de energia. Isso ajuda a UFU a manter seus currículos atualizados com as exigências da Indústria 4.0, garantindo que o ensino seja pertinente e aplicado. “A parceria com a Petrobras é a prova viva de que o conhecimento produzido na universidade tem valor de mercado. Cada projeto que sai do laboratório e vira solução aplicada pela indústria fortalece nosso ecossistema de inovação e mostra para o pesquisador que sua pesquisa pode, sim, gerar impacto econômico e tecnológico concreto. Na Agência Intelecto, trabalhamos justamente para que essa ponte entre ciência e setor produtivo seja cada vez mais estruturada, protegendo a propriedade intelectual gerada e ampliando as possibilidades de transferência de tecnologia para novas parcerias”, destaca Luciana Carvalho, Diretora de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFU. Com esse fluxo, as parcerias atuam como aceleradoras de competências, e a constante modernização de gestão da FAU acompanha a movimentação cada vez mais alinhada aos prazos e fluxos mais dinâmicos e assertivos. “Isso estimula a buscarmos inovação de gestão e o ecossistema na criação de spin-offs universitárias. Estamos reforçando o desenvolvimento de um espírito empreendedor, essencial para o desenvolvimento regional de Uberlândia e do estado”, completa Rafael Visibelli. A mais recente inovação na gestão, aplicada na FAU foi a aprovação do novo estatuto elaborado especialmente para manter a Fundação ainda mais preparada para escalar novos modelos de negócios e parcerias. “Esse é um aprendizado “invisível”, é nisso também que nós da FAU nos empenhamos; conexão e gestão eficientes, sem falar do contato direto com uma gigante do setor incentivando os alunos a enxergarem o potencial comercial de suas pesquisas” destaca o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 10/09/2026 ás 13h40

Pesquisadores de instituições apoiadas pela FAU ampliam presença na Demanda Universal

O resultado da Demanda Universal 2026 da FAPEMIG evidencia não apenas o volume de projetos aprovados dentro do limite financeiro da chamada, mas também a forte mobilização da comunidade científica atendida pela FAU. Pesquisadores de diferentes áreas dedicaram-se à construção de propostas competitivas em uma das principais chamadas de fomento à pesquisa de Minas Gerais. Ao todo, 46 projetos com indicação de gestão da FAU foram aprovados dentro do limite financeiro, somando cerca de R$ 7,9 milhões. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de pesquisas em diferentes áreas da ciência, da tecnologia e da inovação no estado. Em comparação com a edição anterior, quando 19 propostas com indicação de gestão da Fundação foram contempladas, o resultado representa um crescimento superior a 140%. Os projetos aprovados reúnem pesquisadores de instituições atendidas pela FAU, com destaque para a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que concentra a maior parte das propostas contempladas. Mais do que os números, o resultado reflete o trabalho de pesquisadores e equipes ao longo de todo o processo de preparação das propostas, que envolve definição de objetivos, estruturação do projeto, elaboração do orçamento, formação da equipe, adequação às regras da chamada e submissão. “Esse resultado representa, acima de tudo, o esforço dos pesquisadores e a confiança das instituições que atendemos. A aprovação de um projeto é consequência de um processo que começa muito antes da divulgação do resultado e exige planejamento, dedicação e articulação entre diferentes atores”, destaca Rafael Visibelli, diretor da FAU. Além das propostas contempladas dentro do limite financeiro, outro resultado merece destaque. Diversos projetos foram classificados como Prioridade 2 (P2), condição atribuída pela FAPEMIG às propostas aprovadas fora do limite financeiro da chamada e que não puderam ser priorizadas diante da alta demanda qualificada. Para a FAU, esses resultados também geram aprendizados importantes para o aprimoramento das estratégias de apoio aos pesquisadores. A atuação do Setor de Fomento e Captação ocorre desde o monitoramento das oportunidades até o suporte técnico durante a preparação das propostas, com orientações relacionadas à interpretação dos editais, documentação, orçamento e procedimentos para indicação da Fundação como gestora. “Nosso objetivo é aproximar cada vez mais os pesquisadores das oportunidades de financiamento e fazer com que esse contato aconteça ainda na fase de construção da proposta. Quanto antes conseguimos analisar a chamada e identificar dúvidas sobre orçamento, documentação e regras de submissão, mais efetivo pode ser o nosso apoio. Os resultados também nos ajudam a entender onde podemos avançar e como preparar melhor as próximas submissões”, afirma Joseli Fernanda Nappi, coordenadora de Fomento e Captação da FAU. O acompanhamento permanece após a divulgação dos resultados, com orientação nos procedimentos necessários à contratação e, posteriormente, na gestão administrativa e financeira dos projetos contemplados. A FAU também reconhece o esforço dos pesquisadores cujas propostas não ficaram dentro do limite financeiro nesta edição. Os resultados e pareceres podem contribuir para a revisão, o aprimoramento e a preparação de futuras propostas, transformando a experiência desta edição em aprendizado para novas oportunidades. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 03/09/2026 ás 11h00

Pesquisa responde aos desafios da infraestrutura nacional com tecnologia para monitoramento inteligente de pontes e viadutos

Imagem: Turma de alunos da engenharia civil, acompanhados pelos professores durante a pesquisa sobre o novo método de monitoramento estrutural de pontes e viadutos. Quando o país enfrenta um problema, ele vira desafio para pesquisadores, professores e alunos, e a sala de aula muda de lugar.  As recentes interdições de pontes e viadutos, iguais ao fechamento preventivo da Ponte Quinca Mariano, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, somados aos alertas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre estruturas em situação crítica, colocaram a segurança da infraestrutura nacional no centro dos debates. A urgência em dar uma resposta para a sociedade levou o órgão a publicar nova norma para tentar resolver o assunto e padronizar o setor. O tema abriu novo capítulo prático na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de Uberlândia (FECIV/UFU) e o grupo de pesquisa de Durabilidade e Análise Estrutural (DurAE). Alunos e professores montaram uma réplica estrutural de ponte para incrementar, com Inteligência Artificial, um método tradicional de monitoramento.   A iniciativa reafirma o protagonismo da UFU ao levar para dentro faculdade os temas mais urgentes da atualidade. É a articulação entre ensino, pesquisa e extensão para capacitar profissionais altamente especializados e solucionar problemas reais da sociedade.  O objetivo deles é aplicar inovações para resolver antigos desafios estruturais de forma ainda mais eficiente. O projeto está em estágio avançado e oferece um sistema de monitoramento inteligente onde a estrutura avaliada poderá ser avaliada à distância, aplicando tecnologia com gêmeos digitais (Digital Twins). “Gestores públicos, prefeituras e síndicos enfrentam o desafio de atender as normas que exigem, mais rigor técnico, equipamentos especializados com inovação tecnológica para auxiliar os profissionais que já fazem essas inspeções, mas que hoje precisam de estar no local, sejam perto da cidade ou em regiões isoladas e distantes”, acrescenta o professor e pesquisador Antônio Carlos dos Santos.  O sistema funciona por meio de sensores que permitirão ter uma cópia idêntica da estrutura em ambiente virtual. Pelo computador, o técnico poderá acompanhar o comportamento da ponte ou do viaduto, em tempo real, enquanto o sistema realiza a leitura da performance dos materiais e entrega o diagnóstico preditivo. “A nossa missão é oferecer segurança técnica por meio de ciência aplicada. Ao utilizar sensores inteligentes e modelos computacionais avançados, conseguimos gerar alertas preditivos que indicam a necessidade de intervenções pontuais. Isso não apenas garante a segurança da edificação, como também reduz drasticamente os custos operacionais de manutenções corretivas tardias, podendo ainda ser aplicado em prédios e condomínios”, destaca o pesquisador Antônio Carlos dos Santos.  Apoiadora das instituições federais de ensino, a Fundação de Apoio Universitário (FAU) atua como elo estratégico para conectar a academia ao setor produtivo, convertendo pesquisa em soluções aplicadas; impulsionar a transferência de tecnologia.  Na prática é ajudar a levar soluções encontradas no laboratório para a aplicação nos setores público e privado.  Desta forma, a FAU organiza a prestação de serviços e compõe equipes conjuntas entre pesquisadores e empresas parceiras, neste caso, da engenharia civil. “O objetivo não é concorrer com o mercado, mas fortalecê-lo, disponibilizando a infraestrutura, equipamentos especializados e a acreditação científica da UFU”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU.  Um exemplo dessa forma de atuação está na presença em eventos promovidos pela sociedade. Essa tecnologia e outras mais, serão destaques no estande da FAU no Uberlândia Summit, que acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro. “Estamos transformando trabalhos acadêmicos em soluções aplicadas. A FAU garante a segurança jurídica e a eficiência na gestão desse fomento, permitindo que o conhecimento científico chegue onde é necessário: na preservação de vidas e na segurança das estruturas das nossas cidades”, reforça Crisley Faria de Almeida do setor de projetos da FAU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/08/2026 ás 13h47

Soberania Tecnológica: FAU e FACOM/UFU se unem para viabilizar a aplicação de pesquisas de alto impacto sustentável

Foto: Professor e pesquisador da faculdade de computação da UFU, Anderson Santos Em meio a uma corrida geopolítica por terras raras e à escassez de chips no mercado global destinados quase exclusivamente às Big Techs, a inteligência artificial virou sinônimo de alto custo e de dependência externa. Esse cenário cria um bloqueio tecnológico que deixa órgãos públicos, hospitais e empresas fora da transformação digital. Na Faculdade de Computação (FACOM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), uma ferramenta busca transformar essa realidade ao otimizar o processamento de grandes volumes de dados exigidos pelas IAs. Desenvolvida pelo professor e pesquisador Anderson Santos, a arquitetura, denominada RIS-Kernel foi publicada na revista Scientific Reports (Nature Portfolio) uma das mais prestigiadas do setor. A tecnologia permite que modelos complexos de linguagem operem em hardware padrão, eliminando a exclusividade dos milionários aceleradores gráficos (GPUs) dos supercomputadores, ou gigantescos espaços em “nuvens”. A descoberta científica promete um altíssimo impacto ao democratizar o uso de ferramentas avançadas. Enquanto pesquisadores do mundo todo buscam alternativas para reduzir o impacto ambiental da inteligência artificial, a solução desenvolvida na UFU transforma computadores em potentes ferramentas de IA. “Estamos falando em superar as limitações técnicas atuais causadas pela dependência de bibliotecas que exigem memória quadrática, além de modelos e tamanhos de parâmetros incrivelmente grandes e pesados”, acrescenta o pesquisador Anderson Santos. O trabalho por trás do novo modelo vem sendo refinado desde 2012, coroado com a prova de conceito publicada no final do ano passado com apresentação marcada em conferência nos Estados Unidos. Dentro do plano de modernização da gestão, que vem sendo implantada pela FAU, destaca se aqui a capacidade ampliada de atuar como uma “caçadora de talentos” tecnológicos e uma tradutora da inovação auxiliando o pesquisador a se conectar com o mercado e atrair novas parcerias. O que se estende para a UFU e demais Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs), apoiadas pela Fundação. “Estamos indo aos laboratórios, ouvindo os pesquisadores e identificando tecnologias que prometem revolucionar a indústria no país em todas as áreas que possuem alto potencial de impacto social e econômico para conectar a comunidade acadêmica direto com o mercado”, comenta Fernanda Nappi, do Setor de Fomento e Captação de Recursos da FAU. Na prática, a nova arquitetura viabilizará o uso de equipamentos até 60% menos caros do que os supercomputadores tradicionais, permitindo que hospitais, por exemplo e, órgãos públicos, bem como empresas processem dados localmente. A inovação tem um objetivo claro: democratizar o uso de ferramentas de Inteligência Artificial complexas para a modernização de serviços.  Essa inovação, fruto da pesquisa na FACOM/UFU, tem o potencial de dar um salto qualitativo nos serviços prestados por prefeituras e estados, além de favorecer a competitividade de empresas brasileiras com menor investimento e maior competitividade. Entre as aplicações destacam-se projetos-piloto em hospitais públicos para investigar surtos de infecção hospitalar por meio da análise ágil de centenas de prontuários. Além de soluções para segurança pública, otimização de trânsito (como “ondas verdes”), logística e processos industriais tornando os serviços mais eficientes, atualizados e com a indústria brasileira mais competitiva. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 06/08/2026 ás 17h00