FAU parabeniza PROAE da UFU pelos 10 anos de programas pela humanização e combate à evasão de estudantes

Imagem: Milton Santos Pró-reitora de Assistência Estudantil (PROAE) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) completa os 10 anos buscando programas de humanização e em acompanhar as inovações culturais e estilos de vida das novas gerações de alunos. “Hoje, não é só dinheiro no bolso; é o combate à LGBTfobia, ao racismo, o suporte à saúde mental, o apoio educacional e a promoção de atividades esportivas e de lazer, especialmente no cenário pós-pandemia”, destaca Luciana Saraiva, Pró-reitora PROAE. A eficiência acadêmica, especialmente para garantir o melhor rendimento dos estudantes, vai além de infraestrutura e laboratórios bem equipados. O impacto do ambiente universitário também coloca em xeque os programas que levam em conta a transformação de vidas. De acordo com o mais recente “Inquérito Nacional de Perfil Discente das IFES (ANDIFES), em média, 70% dos estudantes das universidades federais possuem renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. A mais recente implementação foi a ampliação do horário de atendimento do Restaurante Universitário (RU), do Campus Santa Mônica, o maior da UFU que desde final do ano passado (2025) aumentou significativamente o atendimento. Da data de abertura até o início deste mês (maio) cerca de 19 mil e 500 refeições adicionais foram servidas em jantares de sábado e refeições de domingo. Essa nova rotina, considerando o mês de janeiro (período de recesso/férias), impactou em um aumento de 34,5%, em relação ao mesmo período do ano passado. “A segurança alimentar e equilibrada nutricionalmente, gera oportunidade para que o estudante se dedique mais e com saúde às questões da educação durante o tempo que está na faculdade. O aluno não precisasse preocupar na busca pelo alimento. Reforçando, então auxiliá-lo no desenvolvimento do raciocínio, e cognitivo com maior tempo de qualidade escolar”, completa Lourdes Corrêa, coordenadora pedagógica. Os programas ainda são elaborados para apoio à e saúde mental. Por trás dos números da evasão ainda existe o chamado “sofrimento mental” comum da atualidade. O estudo sobre o perfil dos estudantes das universidades federais também revelou que mais de 83% deles relatam alguma dificuldade emocional como ansiedade, insônia e 18% dos graduandos já receberam diagnóstico de depressão durante o curso. O risco social sem os programas de apoio estudantil também foi alertado pela pesquisa, em algumas instituições, a chance de um aluno assistido se formar é até duas vezes maior que a de um aluno em vulnerabilidade que não recebe auxílio. Atualmente na UFU cerca de 1800 estudantes são atendidos de forma direta por alguns dos mais de 10 programas. Além da alimentação, suporte à saúde mental, apoio educacional e atividades e eventos esportivos e de lazer, ainda são oferecidos os auxílios moradia, creche, inclusão digital, mobilidade nacional e internacional, além de transporte intermunicipal e para eventos. “Os investimentos em assistência estudantil devem ser compreendidos como parte essencial da missão da universidade pública. Quando a UFU investe em permanência, ela não está apenas oferecendo um auxílio ou um serviço; ela está criando condições para que estudantes em diferentes realidades possam continuar seus estudos, concluir sua formação e transformar suas trajetórias de vida. Esse investimento retorna para a própria universidade e para a sociedade, porque reduz a evasão, melhora o desempenho acadêmico, fortalece a inclusão social e contribui para formar profissionais mais preparados e cidadãos mais conscientes”, destaca a Pró-reitora. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 18/06/2026 ás 15h00