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Pesquisa responde aos desafios da infraestrutura nacional com tecnologia para monitoramento inteligente de pontes e viadutos

Imagem: Turma de alunos da engenharia civil, acompanhados pelos professores durante a pesquisa sobre o novo método de monitoramento estrutural de pontes e viadutos. Quando o país enfrenta um problema, ele vira desafio para pesquisadores, professores e alunos, e a sala de aula muda de lugar.  As recentes interdições de pontes e viadutos, iguais ao fechamento preventivo da Ponte Quinca Mariano, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, somados aos alertas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre estruturas em situação crítica, colocaram a segurança da infraestrutura nacional no centro dos debates. A urgência em dar uma resposta para a sociedade levou o órgão a publicar nova norma para tentar resolver o assunto e padronizar o setor. O tema abriu novo capítulo prático na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de Uberlândia (FECIV/UFU). Alunos e professores montaram uma réplica estrutural de ponte para incrementar, com Inteligência Artificial, um método tradicional de monitoramento.   A iniciativa reafirma o protagonismo da UFU ao levar para dentro faculdade os temas mais urgentes da atualidade. É a articulação entre ensino, pesquisa e extensão para capacitar profissionais altamente especializados e solucionar problemas reais da sociedade.  O objetivo deles é aplicar inovações para resolver antigos desafios estruturais de forma ainda mais eficiente. O projeto está em estágio avançado e oferece um sistema de monitoramento inteligente onde a estrutura avaliada poderá ser avaliada à distância, aplicando tecnologia com gêmeos digitais (Digital Twins). “Gestores públicos, prefeituras e síndicos enfrentam o desafio de atender as normas que exigem, mais rigor técnico, equipamentos especializados com inovação tecnológica para auxiliar os profissionais que já fazem essas inspeções, mas que hoje precisam de estar no local, sejam perto da cidade ou em regiões isoladas e distantes”, acrescenta o professor e pesquisador Antônio Carlos dos Santos.  O sistema funciona por meio de sensores que permitirão ter uma cópia idêntica da estrutura em ambiente virtual. Pelo computador, o técnico poderá acompanhar o comportamento da ponte ou do viaduto, em tempo real, enquanto o sistema realiza a leitura da performance dos materiais e entrega o diagnóstico preditivo. “A nossa missão é oferecer segurança técnica por meio de ciência aplicada. Ao utilizar sensores inteligentes e modelos computacionais avançados, conseguimos gerar alertas preditivos que indicam a necessidade de intervenções pontuais. Isso não apenas garante a segurança da edificação, como também reduz drasticamente os custos operacionais de manutenções corretivas tardias, podendo ainda ser aplicado em prédios e condomínios”, destaca o pesquisador Antônio Carlos dos Santos.  Apoiadora das instituições federais de ensino, a Fundação de Apoio Universitário (FAU) atua como elo estratégico para conectar a academia ao setor produtivo, convertendo pesquisa em soluções aplicadas; impulsionar a transferência de tecnologia.  Na prática é ajudar a levar soluções encontradas no laboratório para a aplicação nos setores público e privado.  Desta forma, a FAU organiza a prestação de serviços e compõe equipes conjuntas entre pesquisadores e empresas parceiras, neste caso, da engenharia civil. “O objetivo não é concorrer com o mercado, mas fortalecê-lo, disponibilizando a infraestrutura, equipamentos especializados e a acreditação científica da UFU”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU.  Um exemplo dessa forma de atuação está na presença em eventos promovidos pela sociedade. Essa tecnologia e outras mais, serão destaques no estande da FAU no Uberlândia Summit, que acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro. “Estamos transformando trabalhos acadêmicos em soluções aplicadas. A FAU garante a segurança jurídica e a eficiência na gestão desse fomento, permitindo que o conhecimento científico chegue onde é necessário: na preservação de vidas e na segurança das estruturas das nossas cidades”, reforça Crisley Faria de Almeida do setor de projetos da FAU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/08/2026 ás 13h47