FAU

IFTM transforma apreensões da polícia federal em empreendedorismo com sustentabilidade

Produtos resultados do programa: “Extensão que transforma”.

Imagem acervo IFTM

Imagine um álcool em gel feito a partir de whisky, ou vinhos em geleias? São apenas exemplos de resultados dos produtos do Programa “Extensão que Transforma”.

O que antes era um passivo ambiental e um gargalo logístico para a Receita Federal, tornou-se um motor de inovação social. O programa “Extensão que Transforma” une ensino, pesquisa e sustentabilidade, provando que é possível transformar mercadorias apreendidas em ferramentas de emancipação para centenas de famílias.

O exercício de oferecer qualidade de vida e soluções para a sociedade é um dos pilares das instituições federais de ensino superior. Quando esse compromisso se torna um programa acadêmico que une empreendedorismo e economia circular, o resultado é a criação de um ecossistema que educa e transforma realidade social. 

O programa “Extensão que Transforma” traz a parceria com a Receita Federal que faz a cessão de produtos apreendidos que seriam descartados ou incinerados. Com isso, um dos problemas da receita federal se transforma por meio de ações extensionistas, alinhadas com ações de ensino e pesquisa, e gera solução para algumas questões sociais e ambientais. “É a partir desse diagnóstico que nossas ações extensionistas atuam, entregando soluções que fazem a diferença na vida das pessoas. Além de gerar um impacto ambiental positivo ao dar um novo destino a materiais que seriam destruídos, esse programa fortalece a extensão verdadeiramente para além dos muros institucionais e cultiva em nossos alunos uma sólida cultura de responsabilidade social” completa a Pró-Reitora de Extensão, Cultura e Esporte de Desenvolvimento Institucional, Daniele Paoloni.

A pró-reitoria de extensão atua como guardiã dessa rede. Anualmente um edital é convida associações devidamente reconhecidas pelas prefeituras e com histórico de atuação para participarem do programa. 

Os itens são divididos em categorias: vestuário, eletrônicos e bebidas antes de serem distribuídos para as associações para serem descaracterizados e retiradas as marcas de identificação antes de serem vendidos a preços populares. E, os itens falsificados passam viram base de pesquisas e são transformados em novos produtos, como acontecem com eletrônicos e vapes. As bebidas alcoólicas e perfumes viram álcool em gel e os vinhos em geleias.  

Cada etapa é monitorada e auditada para garantir transparência. Os estudantes e professores são convidados para serem ‘padrinhos’ que acompanham todas as etapas até a certificação dos trabalhos desenvolvidos. Eles formam equipes para auxiliar na descaracterização dos produtos e acompanham até a organização da venda final, feita a preços populares pelas associações, ou às famílias cadastradas. Para o aluno, a experiência vai muito além do currículo. 

O Programa “Extensão que Transforma” conta atualmente com o envolvimento de 22 associações não governamentais em seis cidades; além de Uberaba estão Uberlândia, Patos de Minas, Ituiutaba, Paracatu e Patrocínio. “Armazenar e garantir a segurança dos materiais apreendidos é um de nossos maiores desafios, gera custo elevado, não temos como descartar e muitas das vezes temos produtos que poderiam ajudar a vida de pessoas de baixa renda, como por exemplo a grande quantidade de roupa apreendida. Ver a transformação de todo esse material para uso legal é um grande alívio para todos nós”, completa o delegado da Receita Federal, Luíz Cláudio Martins.

Acompanhe o site iftm.edu.br/extensaoquetransforma e participe do novo edital.

Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)
Publicado em 16/07/2026 ás 14h32

Compartilhe

Search
Categorias

Últimos Posts