Imagem: Apresentação dos trabalhos e vencedores do Sumô Cup na recepção aos novos alunos do GEPIT
A Escola de Educação Básica (ESEBA) vem se consolidando como centro de excelência ao associar o ensino básico e médio a uma metodologia exclusiva que inclui pesquisa, inovação e extensão, com a ciência aplicada na prática. Atualmente, a metodologia já é referência como polo de alfabetização e produção científicas, rompendo barreiras do ensino tradicional.
Esse programa foi implantado em 2014 com a criação do Grupo de Estudos, Pesquisas e Inovação Tecnológica (GEPIT) na ESEBA. O currículo da ação é estruturado em temas das grandes áreas do conhecimento do CNPq, com foco em Ciência, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade e com a formação STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). A nova metodologia é oferecida aos integrantes do Grupo, cuja idade varia entre 8 anos de idade até os alunos matriculados no 3º ano do ensino médio.
A proposta é uma expansão escolar que transforma crianças e jovens em cientistas mirins, eles concorrem em maratonas nacionais e algumas ações estão em processo deanálise de patente pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). “Fui incentivada a aderir a todos os projetos e oportunidades que apareciam no GEPIT. Com a experiência adquirida e premiações dos nossos grupos consegui enriquecer meu currículo”, disse Alice Gonçalves aluna do 2º ano do ensino médio. Este ano, Alice comemora o convite que recebeu da Escola do Ensino Médio do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para realizar a prova para ingresso na unidade deles no Ceará.
O programa em questão rompe as barreiras da sala de aula, incentiva crianças e adolescentes para atuarem como pesquisadores desenvolvendo soluções reais para problemas da sociedade. “Nós não estamos apenas ensinando ciência, formamos alunos com mentalidade empreendedora e crítica; processo que coloca as crianças e adolescentes em pé de igualdade com pesquisadores veteranos que estão na graduação”, destaca a professora e uma das coordenadoras do GEPIT, Aline Carrijo de Oliveira.
“Isso aqui é o que há de nova cultura na educação. Outras instituições no país, universidades, inclusive internacionais, já nos convidaram para ensinar a eles a metodologia, que é exclusiva nossa, da Eseba”, reforça Maísa Gonçalves da Silva, professora, fundadora e outra coordenadora do GEPIT.
A comparação entre esses “cientistas mirins” e os cientistas graduandos pode ser percebida nos eventos de divulgação científica e nas competições que eles participam.Um exemplo disso foi o destaque no final do ano passado, quando 18 equipes do GEPIT participaram da sua primeira competição em robótica, na Sumô Cup (evento de robótica). No encerramento, as equipes do GEPIT ocuparam diversos lugares no pódio ao lado de alunos da Engenharia Elétrica da UFU. A SumoCup é um torneio tradicional realizado na Faculdade de Engenharia Elétrica da UFU, LASEC/FEELT. Ele desafia estudantes a construírem robôs que operam de forma 100% autônoma para empurrar o oponente para fora do ringue.
Essa proposta na educação permite explorar conhecimento, consolidando o processo de ensino-aprendizagem como um “laboratório vivo”, onde a inovação tecnológica se encontra com a educação inclusiva”, destaca Maísa Gonçalves.
A metodologia do GEPIT ainda incentiva o ingresso na universidade a partir das habilidades destacadas de seus pesquisadores. Luís Felipe Paim, ex-aluno da ESEBA e integrante também do GEPIT, hoje é acadêmico do segundo ano de sistemas da informação na UFU. “Além de desenvolvermos a pesquisa, aqui dentro do GEPIT ainda treinamos nossa comunicação. Não basta conhecermos o nosso projeto, o que ele faz e para que ele serve, precisamos nos comunicar com a sociedade, porque a maioria das pessoas não entende das tecnologias que são desenvolvidas”, acrescenta Luís Felipe.
O GEPIT hoje é coordenado pelos professores Maísa Gonçalves Silva, da área de matemática da Eseba, Aline Carrijo de Oliveira, da área de Língua Portuguesa da Eseba, Vanessa Fonseca Gonçalves, da área de ecologia da Estes, Alex Medeiros de Carvalho e Éderson de Oliveira Passos, ambos da área de matemática da Eseba.
Para os alunos entrarem na ESEBA é preciso concorrer a editais de sorteio. A escola implementou esse método para democratizar o ingresso de novos alunos. Contudo, o ingresso no GEPIT não é exclusividade de alunos da ESEBA, os candidatos internos e externos à escola apresentam um projeto para uma banca e a seleção é proporcional à disponibilidade de vagas por orientador. “Nós queremos que o GEPIT funcione em rede com outras instituições para podermos, com apoio de parceiros, levar essa metodologia para atender cada vez mais crianças e adolescentes e assim que eles possam ter acesso ao que temos aqui”, acrescenta a coordenadora e professora Aline Carrijo.
Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)
Publicado em 28/05/2026 ás 12:25




