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FAU amplia atuação no ecossistema de inovação com setor de Fomento e Captação de Recursos

Fernanda Nappi, responsável pelo Setor de Fomento e Captação de Recursos da FAU. Imagem: Larissa Alcantara Franco A Fundação de Apoio Universitário (FAU) inicia 2026 com um passo estratégico para fortalecer o ecossistema de pesquisa e inovação: a criação do Setor de Fomento e Captação de Recursos. A nova área centralizará atividades de impacto direto na captação de recursos e apoio aos pesquisadores das instituições apoiadas, ampliando os serviços prestados pela FAU. A FAU atende a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e mais 6 Instituições Federais, dentre elas o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) e a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Além do Hospital de Clinicas da UFU/EBSERH. O novo setor será responsável por campanhas de estímulo à participação de pesquisadores em editais, suporte na elaboração e submissão de propostas, comunicação estratégica e pela organização de eventos que ampliem a conexão entre Fundação, agências de fomento, e pesquisadores, além da elaboração de um banco institucional de projetos. O objetivo é de fortalecer a competitividade das propostas e a relação da FAU com esses agentes. À frente do setor estará Fernanda Nappi, ela reúne experiência em laboratórios da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU na formatação de propostas, gestão de projetos e relacionamento com pesquisadores e agências de fomento. Entre as metas para este ano estão a realização de oficinas, a divulgação sistemática de editais e chamadas públicas, além da promoção de conferências online com instituições de fomento e Instituições federais de referência em aprovação e gestão de projetos. “A curto prazo esperamos ampliar a captação de recursos, isso significa mais financiamento para bolsas, pesquisas e infraestrutura e, do ponto de vista acadêmico e científico, significará o fortalecimento na formação de estudantes, da qualidade da pesquisa e estímulo à inovação e desenvolvimento tecnológico”, reforça Fernanda. As ações fazem parte do ciclo expansão que vem sendo implementado pela direção executiva da FAU em posicionamento de destaque nacional, com prêmios de gestão. No ano passado o aumento de novos projetos captados foi de mais de 11% (quase um por dia). Em 2025 os projetos também apresentaram maior complexidade gerando um acréscimo de mais de 30% em recursos captados. Atualmente a Fundação gerencia mais de 1200 projetos, que estão em andamento. “O setor oferece suporte técnico especializado a pesquisadores, em articulação com a Reitoria e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFU, acompanhando tendências de fomento e apoiando a elaboração de propostas. Essa iniciativa fortalece a atuação proativa da FAU e amplia a competitividade dos projetos, contribuindo para o desenvolvimento científico e institucional”, destaca o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)Publicado em 13/01/2026 ás 17:18  

Ventos fortes, temperatura e chuvas fora da média: pesquisador da UFU participa de pesquisa nos Andes para monitorar mudanças climáticas

Expedição do Terrantar nos Andes. Arquivo pessoal professor Eduardo Senra Pesquisas sobre o comportamento térmico e hídrico dos solos das regiões frias da terra estão sendo realizadas em parceria entre a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). O grupo de pesquisadores, que inclui Eduardo Senra do Instituto de Ciências Agrárias da UFU, campus Monte Carmelo e coordenado pelos professores Carlos Schaefer e Márcio Francelino da UFV que estudam as áreas frias da Antártica e Região Andina desde 2003. São cerca de 30 pesquisadores de diversas universidades, com recursos FAPEMIG e CNPq. O pesquisador Eduardo Senra, integra uma rede de mais de 30 pesquisadores do projeto Terrantar e contam atualmente com cerca de 40 sítios de monitoramento dos solos na Antártica e na região Andina.  O professor da UFU retornou de uma expedição no início deste mês, da montanha Auzangate, próximo à Cusco, no Peru, além de ter feito parte de uma expedição à Antártica no início do ano. O Terrantar também estuda as relações ecológicas, do ciclo do carbono e da hidrologia associada aos solos. “Tudo está conectado”, explica Eduardo Senra pesquisador do Instituto de Ciências Agrárias da UFU/Campus Monte Carmelo. Um dos focos da pesquisa é o permafrost, camada de solo permanentemente congelada por pelo menos dois anos consecutivos. Por ser sensível as variações climáticas e armazenar matéria orgânica, essa formação funciona como uma espécie de controle natural do clima. O monitoramento é crucial para avaliar o impacto ambiental do aquecimento do planeta. “Já observamos uma tendência de aquecimento comum a todos os ambientes, mas com taxas variadas, que pode chegar a quase dois graus em uma década. É um valor considerado alto para o período de 10 anos de trabalho”, destaca o pesquisador Eduardo Senra. Segundo o professor, considerando o espaço de tempo da pesquisa, os resultados obtidos até agora, embora apontem um aumento da temperatura, ainda não são suficientes para um prognóstico definitivo, mas apontam riscos consideráveis de interferências em outros ecossistemas do planeta. “A região da cabeceira andina da Bacia Amazônica é responsável por pelo menos 8% do balanço hídrico da bacia, e pelo o fluxo de sedimentos. Então, tem um papel muito importante para preencher e fertilizar as planícies fluviais do Amazonas; interfere na fauna, na flora e em toda a dinâmica fluvial naquele ambiente”, destaca Eduardo. O Cerrado do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba também podem sofrer com as mudanças que ocorrem nos Andes. “Nós somos conectados pelo ciclo hidrológico; boa parte das nossas chuvas são de origem amazônicas, a atmosfera conecta tudo. No futuro, mantido esse ritmo de aquecimento e esses desequilíbrios, afetará também a fisiologia da floresta”, alerta Eduardo Senra. A médio e longo prazos, os resultados das pesquisas podem contribuir com subsídios para políticas públicas mais eficientes, com localização estratégica de recursos focados na preservação ambiental, além de impactar positivamente na educação. “A divulgação das pesquisas para a sociedade e o trabalho em sala de aula desse conteúdo atualizado  dá estímulos ao estudo, com uma visão disruptiva aplicável em qualquer área”, destaca o professor de solos e sistemas agroflorestais da UFU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 08/01/2026 ás 14:15

BioHq3 – Insetos, da coleção “Biologia em Quadrinhos” da UFU, recebe Menção Honrosa em prêmio nacional

João Agreli, Rosangela Dantas de Oliveira, organizadores do BioHq3, e Sertório de Amorim e Silva Neto, diretor da EDUFU, durante a entrega da Menção Honrosa, no 11º Prêmio ABEU, em São Paulo. Imagem: Arquivo ABEU O BioHq3: Insetos, o terceiro volume da coleção Biologia em Quadrinhos, recebeu Menção Honrosa na categoria Ciências da Vida. A premiação ocorreu durante o 11º Prêmio da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), no último dia 25 na cidade de São Paulo.  A obra faz parte de uma coleção de livros de divulgação científica que tem como objetivo principal apresenta resultados de pesquisas na área de Biologia de forma mais lúdica, usando a linguagem as HQs. O Prêmio destacou o esforço da Editora da Universidade Federal de Uberlândia (EDUFU) em promover a divulgação científica de forma criativa e acessível.  O BioHq3, publicado pela EDUFU, faz parte do projeto “Biologia em Quadrinhos”, organizado por João Agreli, Rosângela Dantas de Oliveira e Solange Cristina Augusto, que contou com o apoio da FAU em todas as edições. A Menção Honrosa da Associação Brasileira das Editoras Universitárias é um reconhecimento importante, atesta a qualidade científico-literária e eleva seu valor no cenário das publicações universitárias brasileiras.    O livro apresenta 10 histórias em quadrinhos divulgam algumas das pesquisas desenvolvidas na UFU, abordando temas como a evolução dos insetos e os serviços ecossistêmicos prestados por esses seres, como o controle biológico e a polinização. O objetivo do projeto “Biologia em quadrinhos” é popularizar a Ciência e oferecer mais ferramentas de ensino para um público que vai da educação básica a professores e estudantes de artes. “O prêmio da ABEU (associação que reúne as editoras universitárias brasileiras) é um justo reconhecimento da grande qualidade das publicações da nossa Editora, que tem a FAU como uma importante parceira. Por outro lado, é uma vitrine importante para o trabalho realizado pelos professores e professores da UFU, os verdadeiros premiados na ocasião.”, destaca Sertório de Amorim e Silva Neto, diretor da editora da UFU.   O BioHq3: Insetos contou também com o suporte da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP-UFU), da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Projeto Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “É importante destacar que a premiação celebra a capacidade da UFU não apenas na produção de conhecimento de excelência, mas também na inovação da forma de compartilhá-lo, contribuindo para um ensino de Ciências mais dinâmico e inclusivo”, destaca a pesquisadora e coordenadora Solange Cristina Augusto.   O Prêmio da ABEU é um reconhecimento importante, que reconhece e valoriza os livros produzidos e editados pelas universidades, incentivando a qualificação das edições e a excelência do conhecimento veiculado.   Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/12/2025 ás 17:30

Delegado e técnicos da Receita Federal visitam instalações da usina termoquímica da UFU que transformará cigarros em energia elétrica

Equipe da Receita Federal com o professor Solidônio, em visita à Usina Termoquímica no Campus Gloria da UFU, em Uberlândia. A visita ocorreu na última quarta-feira (26/11) e fez parte do calendário de atividades da Receita Federal para iniciar o acordo de parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) no projeto da Usina Termoquímica, que está sendo construída no Campus Glória, em Uberlândia. Ela já foi apresentada ao superintendente da Receita Federal, e agora foi a vez do delegado, de técnicos e representantes de todos os setores envolvidos na fiscalização, apreensão e destino de cargas ilegais.    A iniciativa irá consolidar uma parceria inédita no país: a destinação de cargas apreendidas de cigarros ilegais para geração de energia elétrica de forma sustentável. “A Receita Federal em Minas já tem parcerias para destino das cargas de cigarros apreendidos com uma empresa de outro estado, para produção de adubo, o que onera muito com a logística e transporte. Além disso, nem todos os derivados da caixa de cigarro são aproveitados. Então, para nós, é de grande interesse a parceria com a UFU e de forma indireta, a Receita Federal entra nesse ciclo de energia renovável”, acrescenta Luís Cláudio Martins Henriquez, Delegado da Receita Federal, Uberlândia.     A usina deve ser concluída até o final do ano e iniciar as operações em 2026. Ela terá capacidade inicial de gerar energia elétrica equivalente ao consumo de até 800 casas populares, processando 300 quilos de cigarros por hora. O excedente poderá ser aproveitado pela Universidade ou integrado ao sistema de distribuição de energia elétrica do estado.  “É muito bom vermos um produto que antes era destruído ser transformado em energia elétrica sem poluir o meio ambiente e, ainda, resolver o problema dos estoques de cigarro que lotam os depósitos da Receita Federal”, acrescenta Kênia Marina Guimarães Silva, chefe da Divisão de Programação e Logística da Receita Federal em Minas Gerais.  O projeto soma investimentos do Governo de Minas, Fapemig, Finep e Embrapii com apoio dos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Os valores ultrapassam R$ 20 milhões, sob gestão da Fundação de Apoio Universitário (FAU), e incluem recursos para a instalação do Parque Tecnológico. “A usina, ao lado do Parque Tecnológico, poderá dar maior oportunidade para as empresas, também interessadas na rota do lixo, a se instalarem aqui e desenvolverem novos equipamentos ou tecnologias para máquinas térmicas, por exemplo. Estamos estudando outras possibilidades de resíduos; já existe demanda, inclusive de empresas fora do país, para iniciar tratativas com Parque Tecnológico para futuros testes aqui no laboratório, na área de tratamento de resíduos”, destaca o coordenador da usina.  A usina posiciona a UFU e a FAU na vanguarda da transição energética, transformando um passivo ambiental e fiscal em solução inovadora, sustentável e com potencial de replicação em todo o país. Ela servirá como modelo para atender demandas futuras na rota da transição energética. “Estamos falando da geração de energia elétrica em regime de 24h, inclusive para Data Centers, a partir da gaseificação dos resíduos sólidos urbanos diariamente produzidos em nosso país”, completa Solidônio Carvalho.  Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 04/12/2025 ás 17:02

FAU recebe visita de analistas da FINEP e pesquisadores do Cintesp.br/UFU para fortalecimento de parcerias em projetos de inovação

Equipe de analistas da FINEP,e de pesquisadores do Cintesp.Br/UFU em vreunião na FAU com diretor executivo e analistas do setor de projetos. A visita dos analistas da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ocorreu (11/10). Ela fez parte da agenda dos analistas da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Eles acompanham presencialmente a execução dos projetos apoiados pela agência com o objetivo de colaborar e estreitar relacionamentos.   A agenda foi acompanhada por uma equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Referência em Inovação Tecnológica Assistiva da UFU (Cintesp.Br/UFU), que atualmente desenvolve quatro projetos com recursos da financiadora.   A FINEP está vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), uma das principais agências apoiadoras dos projetos da Universidade Federal de Uberlândia. Só com o Cintesp.Br/UFU a financiadora é parceira em 4 projetos, um deles para construção de um centro de referência em doenças raras e tecnologias assistivas.  A comitiva foi recebida pelo diretor executivo da FAU, gerente e equipe do setor de projetos. Foi apresentada a infraestrutura, o crescimento e a atuação da fundação no apoio à pesquisa. “Nós não estamos aqui para identificar problemas, mas para viabilizar os projetos, conhecer as pessoas à frente deles, esclarecer dúvidas e sermos parceiros nessa construção. Nosso sucesso é o sucesso da instituição”, enfatizou Marcelo Alves Lopes, analista operacional da FINEP.  Durante o encontro, foram destacados os índices de crescimento da FAU, sua abrangência e os prêmios nacionais em Boas Práticas de Gestão recebidos do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior (Confies) ao longo dos últimos três anos. “Fiquei impressionado com a estrutura da fundação, com pessoas interessadas, entusiasmadas e buscando esclarecer dúvidas. Esse é o primeiro passo para um projeto dar certo: ter pessoas envolvidas”, complementou o analista.   O diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli, reforçou a importância do reconhecimento por parte de um dos principais parceiros da universidade. “A visita coroa um ciclo de amadurecimento da nossa gestão. Mostrar nossa capacidade operacional à FINEP fortalece a confiança e abre portas para novos investimentos”, afirmou.  Dados do último relatório de gestão da FAU, referente ao ano passado, reforçam a capacidade da instituição: mais de mil projetos acompanhados em 2024, superando R$ 500 milhões em recursos geridos, com aprovação sem ressalvas em auditoria do Ministério Público do Estado.  Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/11/2025 ás 17:04

COP 30 – Parceria inédita da FAU com Embaixada da França apresenta primeiros resultados em painel na COP 30

A apresentação de um dos trabalhos que fazem parte da parceria da Fundação de Apoio Universitário (FAU) com a embaixada da França foi feita pela professora Rejane Magiag Loura, do Departamento de Tecnologia da EA-UFMG. Ela destacou os avanços e os resultados do projeto financiado pela Embaixada da França e gerido pela FAU. “Foi um debate bastante rico, onde podemos apresentar para diversos municípios brasileiros as atividades que estamos desenvolvendo, criando a possibilidade de interação e divulgação do projeto”, destacou a professora da UFMG Natália Aguiar coordenadora do projeto.   Ela aconteceu na última quarta-feira (19/11), durante a COP 30 em Belém, no painel sobre Planos Locais de Ação Climática para Municípios de Pequeno e Médio Porte. “A participação da professora   levando resultados de parcerias da fundação reforça a importância de fortalecer iniciativas que impulsionam políticas climáticas locais e ampliam o impacto das ações desenvolvidas com apoio da FAU”, comenta Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU.  O projeto, com duração de dez meses, será finalizado em abril de 2026 e executado em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD-MG) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O projeto, ao reunir dois atores centrais da resiliência climática no estado, permitirá que os municípios beneficiários selecionem as ações prioritárias de acordo com seu contexto. Com a competência em âmbito estadual da Semad, esse primeiro projeto tem potencial para abrir perspectivas para implementar o método em outros municípios mineiros, a fim de garantir que o máximo possível de cidades com planejamento climático”, destaca a conselheira técnica sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas da Semad, Bárbara Crepet.  O objetivo do projeto é A FAU foi a fundação escolhida pela embaixada francesa para fazer a gestão dos recursos, 100.000 € (cem mil euros). Serão atendidos os municípios de: Monte Carmelo, Pará de Minas, Araxá, Raul Soares, Naque, Nova Serrana, Belo Oriente, Itamarandiba, Três Corações Taiobeiras, Congonhas e Varginha  A parceria internacional, para este tipo de estudos, foi a primeira do gênero feita pelo setor de expansão implementado na FAU. Ela faz parte do planejamento estratégico que vem sendo desenvolvido para otimizar os serviços prestados e ampliar as parcerias entre a Fundação e Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). “Ele vem como apoio e ferramenta importante na estruturação da tramitação dos projetos de extensão das nossas instituições apoiadas, é para oferecer maior agilidade nos processos com atendimento específico em orientar os professores sobre o preenchimento de planilha Doa, os termos de aceite, dos pareceres dos projetos, fazendo isso de acordo com cada tipo de projeto vigente”, completa a coordenadora do setor, Nauara Cristina Gomes Vieira Viana.   O projeto consiste em uma cooperação em ação climática para os municípios de Minas Gerais. O objetivo do projeto é acompanhar até dez municípios de Minas Gerais na elaboração de ¨Planos Municipais de Ação Climática (PLAC), em conformidade com as diretrizes da SEMAD-MG e a metodologia desenvolvida por pesquisadores da UFMG. Os técnicos municipais serão capacitados para elaborarem o Plano Municipal de Ação Climática. Ele terá as diretrizes os agentes públicos se adequarem e estarem preparados para mitigar os efeitos da crise climática nos seus territórios.  As atividades do projeto acontecerão em duas etapas; a primeira conta com apoio da população, técnicos e demais atores que acompanham o ecossistema do município atendido, para fazer o diagnóstico sobre os problemas enfrentados para o melhor entendimento do que se passa. A segunda etapa, com a avaliação dos riscos climáticos, será definir as ações para enfrentamento e preparação de todos para o enfrentamento dos impactos ambientais de maneiras diferentes. As ações estão previstas par começarem em outubro com a realização de oficinas nas cidades atendidas. “É importante que a sociedade seja mobilizada, porque a crise climática não é algo que acontece isoladamente lá no Polo Norte. Vivemos esses efeitos, e precisamos falar sobre o que que se passa em cada território. Ele será um documento orientador para que o município conheça os problemas relacionados a crise climática nos seus territórios, para poder enfrenta-los”, completa a pesquisadora da UFMG, Natália Aguiar Mol, coordenadora do projeto. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 19/11/2025 ás 17:04

FAU abre a primeira unidade fora de Uberlândia

Moon Hub, Centro de Inovação – Uberaba/MG Imagem: divulgação rede social FAU. A abertura do escritório da Fundação de Apoio Universitário (FAU) na cidade de Uberaba faz parte do planejamento estratégico que vem sendo implementado ao longo dos dois últimos anos. A expansão consolida a ampliação dos serviços prestados às Instituições Federais de Ensino Superior e à sociedade e foi aprovada, por unanimidade pelo Conselho Curador da instituição na reunião de sexta-feira passada (14/11).   A iniciativa da direção da FAU além de oferecer maior interação e agilidade no atendimento às instituições apoiadas em Uberaba também trará impacto positivo no atendimento aos pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia, responsável pela grande maioria do fluxo de projetos geridos pela Fundação.   O escritório será instalado no Centro de Inovação Moon Hub, em Uberaba, e tem como objetivo aproximar, ainda mais, das duas instituições que apoia na cidade: a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), com uma unidade da EMBRAPII, voltada para soluções agroalimentares. “Esse novo espaço representa um passo estratégico importante para estarmos ainda mais próximos dos pesquisadores da UFTM e do IFTM, fortalecendo nossa atuação e apoio à ciência, à inovação e reforça nosso compromisso com o desenvolvimento regional”, destaca o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli.    Na cidade de Uberaba a FAU gerencia mais de 200 projetos para o IFTM e a UFTM, totalizando mais de R$ 52,8 milhões em recursos administrados pela fundação. “A proximidade é um fator chave que potencializa a eficiência e a eficácia da parceria entre a fundação de apoio e o IFTM, resultando em um melhor desempenho das atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação”, completa Marlúcio Anselmo Alves coordenador Polos IFTM.  Com base nos projetos em execução e nas recentes aprovações por agências de fomento como FAPEMIG, FINEP e EMBRAPII, a projeção de receitas para os próximos dois anos é de aproximadamente R$ 2 milhões, indicando um crescimento sólido e a necessidade de uma presença da FAU mais forte na região. “Nós ficamos muito contentes e otimistas com essa notícia de um escritório da FAU em Uberaba. Nós completamos dois anos de parceria com a Fundação na gestão de projetos FINEP, projetos da Fapemig e de outras fontes de recursos. O apoio dela tem sido importante e, tem nos atendido de forma excelente. Essa parceria tem forte tendência em aumentar com presença desse escritório”, comenta Júlio Gonçalves Pro Reitor ProPP/UFTM.  Espaço de convivência do Centro Inovação Uberaba Centro Inovação Uberaba Imagem: divulgação rede social FAU. O novo espaço, dentro do Centro de Inovação Moon Hub, representa a realização de um desejo antigo e um importante passo estratégico para a fundação, que estará mais próxima dos pesquisadores da Universidade e do Instituto Federais do Triângulo Mineiro. A FAU é credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para apoiar instituições federais de ensino superior e ainda é associada à Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior (CONFIES) e tem se destacado entre as fundações. Este ano, a Fundação conquistou o 4º lugar no Prêmio Boas Práticas de Gestão, somando quatro prêmios concedidos pelo Conselho. Entre os projetos, destaca-se o COÉ Coworking, criado na sede em Uberlândia para integrar o ecossistema de inovação da cidade e promover maior conexão entre pesquisa e empreendedorismo. Além disso, a FAU passou a ser signatária do Pacto pela Inovação, criado no município para fortalecer o desenvolvimento e a economia regionais.  Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/11/2025 ás 17:27

Cultura e arte: FAU participa da abertura da sala de cinema da UFU no Campus Santa Mônica

Exibição de estreia na sala de cinema UFU Imagem: Milton Santos – DIRCO/UFU A sala de cinema da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está localizada no bloco 3C, no Campus Santa Mônica. A abertura da agenda foi com direito a pipoca e um mergulho no conceito, plástica, formato, história e tudo mais que o cinema nacional pode oferecer para o fortalecimento da educação, celebrando a sétima arte como ferramenta de educação e cultura.   A sessão de abertura celebrou a sétima arte com parte da história do cinema nacional retratada pelo filme sobre a vida de Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, um dos uberlandenses que se tornou ícone da cultura brasileira. Foi uma viagem no tempo por meio de depoimentos do próprio artista.   A produção, composta por imagens de arquivo majoritariamente em preto e branco e depoimentos do próprio artista, conduziu o público em uma viagem no tempo. O espaço, com capacidade para 80 espectadores, ocupa o antigo auditório da Biblioteca Central. Ele foi inaugurado no final do ano passado e passou por adequações de acessibilidade, conforto e som, neste caso com um investimento de aproximadamente R$ 15 mil gerido pela FAU. “Agora a UFU tem uma sala dedicada exclusivamente à exibição de filmes. Vamos trabalhar com cinema nacional, regional, produção local e cinematografias mundiais, o que agrega muito ao conhecimento oferecido pela UFU”, destaca Wilmar Martins Jr. coordenador da sala.  Temos muitas ações no âmbito do audiovisual, na história, no jornalismo, nas artes, se tornando uma ferramenta importante para a formação. “Ainda que não tenhamos o curso de cinema, o conteúdo exibido aqui trará mais oportunidade de conhecimento para várias unidades acadêmicas, especialmente das humanidades”, explica o pró-reitor de Extensão e Cultura da UFU é Florisvaldo Paulo Ribeiro Júnior.   O cinema estará aberto para toda a sociedade que já tem acesso à programação pelo link dedicado para reservas gratuitas de ingressos. “Sem falar das ações de extensão para colaborar na formação do público com um outro tipo de cinema, uma outra noção de estética, enfim, fundamental para todos nós” acrescenta o pró-reitor da ProexC/UFU.  Consulte aqui a programação e reserve gratuitamente seu ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/cinemadaufu Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 14/11/2025 ás 17:15

Sebrae leva jornalistas para conhecer ecossistema de inovação da UFU e o papel da FAU na viabilização dos projetos

Jornalistas de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro em sala de reuniões da reitoria conhecendo as ações da UFU no ecossistema de inovação Imagem: Milton Santos – Dirco UFU O grupo de jornalistas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro visitou a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) na última semana para conhecerem as ações do ecossistema de inovação da universidade. A ação fez parte do programa Agente Local de Inovação (ALI) do Sebrae, que busca conectar micro e pequenas empresas a ambientes inovadores. “Nosso desafio é fazer a inovação e o conhecimento da universidade servirem às pessoas. Não podemos deixar nossa produção apenas em sala de aula”, enfatizou o reitor.   A visita aconteceu nos principais núcleos institucionais e empresariais da cidade, foram necessários 3 dias (29 a 31/10), o encerramento ocorreu na UFU. “Planejamos essa visita de jornalistas com o objetivo de mostrar todo o trabalho que vem sendo feito pelo Sebrae em parceria com os diversos atores do ecossistema de inovação. Na prática é ajudar os jornalistas a divulgarem, principalmente para fora de Uberlândia. Sabemos de toda a potência do interior de Minas, foi o que mostramos ao longo desses 3 dias e agora na UFU. Agora, precisamos ajudar a levar esse conteúdo para todo o estado de Minas e também para o país” disse Vanessa Braga, assessora da Regional Sebrae Minas.  Na Reitoria, encerrando as agendas, eles foram recebidos pelo professor Carlos Henrique de Carvalho, que detalhou as estratégias da universidade para transferir conhecimento para a sociedade. “Nosso desafio é fazer a inovação e o conhecimento da universidade servirem às pessoas. Não podemos deixar nossa produção apenas em sala de aula”, enfatizou o reitor, enfatiza o reitor.   Os jornalistas conheceram a estrutura completa que apoia o empreendedorismo inovador na UFU, desde a geração de uma ideia até sua chegada ao mercado. O ecossistema inclui ambientes como incubadora de empresas, o Parque Tecnológico e o Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia da universidade (NIT), responsável pelo suporte a pesquisadores e registro de patentes.  Como exemplo de sucesso, foi apresentado o equipamento para o setor farmacêutico desenvolvido pelo laboratório FEMEC MAKER, da Faculdade de Engenharia Mecânica. A tecnologia, já transferida para a indústria, apresenta o mesmo desempenho de similar importado da França, gerando economia e fortalecendo a produção nacional.  O reitor também anunciou novidades que reforçam o compromisso da UFU com a inovação: a criação de dois Centros de Inovação e Empreendedorismo; um em Uberlândia e outro em Ituiutaba. E, a conquista de R$ 15 milhões da FINEP para a implantação do Centro de Transição Energética no Parque Tecnológico da universidade, no Campus Glória.  “Uberlândia vive um momento singular com a aproximação da prefeitura e de todos que compõem o ecossistema de inovação, recentemente recebemos da prefeitura por exemplo, 144 propostas de parceria para nossos pesquisadores apresentarem soluções, resolver problemas com inovação”, completa o reitor que ainda anunciou aos jornalistas a criação de dois centros de inovação e empreendedorismo, um aqui e outro na cidade de Ituiutaba. E, o repasse de R$ 15 milhões da FINEP para a criação do Centro de Transição energética no Parque Tecnológico da universidade.  “Eu considero importante sabermos dessa força da universidade no ecossistema com todo esse volume de inovação, ela é pulsante. O que levo de informação é que a universidade está em sintonia com os anseios da sociedade. A UFU consegue aproximar a academia do governo, da indústria e de todos os setores”, comentou Isabel Butcher, Portal Mobile Time RJ.  Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 05/11/2025 ás 17:15

Pesquisadores da UFU desenvolvem produto pioneiro para câncer de mama de difícil tratamento

Laboratório de Genética e Biotecnologia (GBio), do Instituto de Biotecnologia (Ibtec) da UFU, Campus Patos de Minas. Imagem: Thaise G. Araújo. A pesquisa aconteceu em parceria entre pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O resultado foi um produto inovador envolvendo nanotecnologia para combater o câncer de mama triplo negativo – um dos tipos mais agressivos da doença. Esses tumores acometem, principalmente, mulheres jovens e afrodescendentes. A combinação de compostos já foi patenteada e testada com resultados animadores em animais, mostrando eficácia no combate às células tumorais do triplo negativo. O projeto foi desenvolvido no Laboratório de Genética e Biotecnologia (GBio), do Instituto de Biotecnologia (Ibtec) da UFU, Campus Patos de Minas, em colaboração com o Instituto de Química, também da UFU e a UFJF. A pesquisa fez parte do doutorado da aluna Paula Marynella.  “A pesquisa é pioneira porque combina um composto desenvolvido pelo grupo de pesquisa com um medicamento já utilizado na clínica, com maior eficácia comprovada nos modelos já testados. Assim, essa combinação poderá superar a resistência dessas células aos regimes atualmente adotados, auxiliando no tratamento dessas pacientes”, explica a doutoranda. O câncer de mama triplo negativo é um desafio para a medicina, devido ao seu comportamento mais agressivo, com taxas de crescimento rápidas e maior probabilidade de metástase -principalmente para o cérebro e pulmões. A principal característica é a falta de três receptores-alvo mais comuns: estrogênio, progesterona e a proteína HER2 capazes de responderem aos tratamentos. Sem esses “alvos”, as terapias hormonais e os medicamentos anti-HER2, eficazes para outros tipos de câncer de mama, não funcionam. O projeto foi coordenado pela professora Thaise G. Araújo da Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Imunobiológicos e Biofármacos no Câncer (Remitribic, “A pesquisa em rede, em especial o trabalho da REMITRIBIC visa superar os desafios da oncologia. Diferentes pesquisadores, com linhas de pesquisas afins, colaboram diretamente e vem alcançando resultados animadores. Esse projeto em específico conta com a colaboração do Prof. Dr. Geovanni Dantas Cassali da UFMG, coordenador da REMITRIBIC”, acrescenta a coordenadora do projeto. Foram necessários 10 anos de pesquisa para se chegar aos resultados que animaram o grupo de trabalho das universidades e institutos de pesquisa envolvidos. O produto abre o caminho para novas alternativas terapêuticas contra um câncer que ainda é um dos maiores desafios da medicina. “O maior desafio reside em superar a complexidade do câncer de mama triplo-negativo, com um produto eficaz, seguro e que não esbarre na resistência desses tumores. O caminho ainda é longo, estamos ampliando os ensaios em novos modelos animais, mas acreditando no produto que desenvolvemos. Esperamos trazer mais boas notícias nos próximos anos”, disse a pesquisadora Thaise G. Araújo. De acordo com o Ministério da Saúde a estimativa de risco de câncer de mama é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. E, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o triplo-negativo representa de 15% a 20% deste total, com taxa de morte variando entre 30% e 40% em cinco anos. Estatísticas globais indicam que ele é mais frequente em mulheres de 40 a 50 anos de idade e em afrodescendentes. O desenvolvimento de um produto nacional é, portanto, uma notícia de enorme relevância para a saúde pública. “Nosso grupo trabalha no desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades da população, que sejam acessíveis e que coloque o nosso estado e nosso país no cenário de desenvolvimento científico e tecnológico. Estamos atentos às demandas sociais e comprometidos com ciência inovadora e de qualidade. Importante destacar o auxílio da FAPEMIG aos nossos projetos. Para esta pesquisa a FAPEMIG está financiando, além da REMITRIBIC, a pesquisadora Paula Marynella, com uma bolsa de pós-doutorado, sob minha supervisão”, destaca a pesquisadora coordenadora do projeto. Os recursos de projetos de pesquisa desenvolvidos pela UFU passam pela Fundação de Apoio Universitário (FAU) que é responsável pela gestão de projetos de pesquisa, ensino e extensão, garantindo inovação e desenvolvimento institucional. A FAU atende Instituições de Minas, Goiás e Mato Grosso, são 8 Instituições Federais de Ensino Superior, entre elas a UFU e o Hospital de Clínicas da UFU/EBSERH. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 31/10/2025 ás 11:13