Parceria entre UFU, CEMIG e FAU impulsiona agenda climática com novo centro de formação modular

Imagem ilustrativa em 3D do futuro espaço físico da Sala Verde CEFEC em fase de implantação em contêiners didáticos no Campus da UFU em Monte Carmelo fruto de emenda parlamentar. Imagem: Sala Verde CEFEC O campus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Monte Carmelo, está prestes a se consolidar como referência em educação climática em Minas Gerais. Trata-se da implementação da Sala Verde CEFEC (Centro de Formação em Educação Climática), projeto que posicionará a UFU como o primeiro espaço mineiro dedicado exclusivamente à formação estruturada nessa temática, com chancela do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa está sendo viabilizada com o suporte operacional da Fundação de Apoio Universitário (FAU), por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED). A estrutura será composta por estruturas modulares em contêineres customizados, concebidos para promover educação climática, integração científico-tecnológica e apoio às diretrizes da Agenda 2030 da ONU. O investimento, na ordem de quase R$ 270 mil, contempla a instalação de três módulos; um de 6 metros e dois de 12 metros.As estruturas serão adaptadas para o funcionamento da Sala Verde, com infraestrutura técnica e pedagógica adequada às atividades formativas e científicas. O projeto prevê a conclusão das obras até o final deste ano. A FAU será responsável pela operacionalização dos recursos provenientes do Ministério da Educação (MEC) e pela viabilização administrativa e financeira da estrutura. O CEFEC contribuirá diretamente para o fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental e para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O acompanhamento técnico dos dados ambientais coletados, em conexão estratégica com a CEMIG, ficará vinculado ao Instituto de Ciências Agrárias (ICIAG) da UFU. O projeto contará com participação multidisciplinar de estudantes, professores, servidores e comunidade externa, sob a coordenação dos professores Dr. Vicente Toledo Machado de Morais Junior e Dr. Luciano Cavalcante de Jesus França. O propósito central é colaborar para a redução de impactos ambientais e apoiar estratégias de adaptação às mudanças climáticas por meio da educação, da ciência aplicada e da formação qualificada. Paralelamente à implantação da Sala Verde CEFEC, um importante acordo de cooperação entre CEMIG, FAU e UFU prevê investimentos financeiros distribuídos ao longo de quatro anos para projetos de pesquisa científica voltados a tecnologias de ponta e temas estratégicos da agenda climática contemporânea. As atividades serão desenvolvidas em duas relevantes Unidades de Conservação privadas: a RPPN Galheiro, no município de Perdizes, e a RPPN Usina Coronel Domiciano, em Muriaé e terão toda uma conexão com a Sala Verde e suas oficinas. Entre os principais estudos previstos destacam-se o monitoramento ambiental por sensoriamento remoto e drones, a análise espacial de fragilidade ambiental, o zoneamento de risco de incêndios florestais e o mapeamento de estoques de carbono na vegetação e no solo. O projeto também contemplará o levantamento de espécies da flora raras, ameaçadas de extinção e imunes de corte, além da geração de mapas temáticos, bases de dados geoespaciais, relatórios técnicos e artigos científicos para publicação em revistas nacionais e internacionais. As ações estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, com ênfase no ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 13 (Ação Contra a Mudança do Clima), ODS 15 (Vida Terrestre) e ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Para as instituições envolvidas, o acordo reafirma o compromisso com a produção de conhecimento científico robusto, a formação de profissionais qualificados e a promoção de soluções sustentáveis fundamentadas em evidências. “O CEFEC nasce com uma vocação muito clara: transformar dados ambientais em formação qualificada e tomada de decisão baseada em evidências. O que vamos fazer na prática é articular educação climática, ciência aplicada e gestão territorial. O mais importante é que esses dados não ficarão restritos à academia. Eles irão alimentar relatórios técnicos, artigos científicos e materiais didáticos, conectando a produção de conhecimento ao cumprimento da Política Nacional de Educação Ambiental e aos ODS”, destaca o professor Luciano França. Para o professor Vicente Toledo Machado de Morais Junior o caráter inovador da proposta coloca a UFU em posição relevante no monitoramento da preservação ambiental. “Estamos estruturando um verdadeiro laboratório vivo de educação e monitoramento climático. A Sala Verde CEFEC não será apenas um espaço físico modular; ela funcionará como um hub de dados ambientais em tempo real. Teremos integração com coleta contínua de variáveis microclimáticas temperatura superficial por sensores e análises associadas à dinâmica da vegetação, fortalecendo a base científica para estratégias de adaptação climática no estado.” Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 05/03/2026 ás 15:14
Pesquisadores da UFU entregam quase mil sensores de alta tecnologia para a Petrobras e barateiam o custo do monitoramento de equipamentos

Coordenador do Laboratório de Mecânica de Estruturas (LMEst-UFU), professor Aldemir Cavallini Jr apresentando o sensor wireless usado para o monitoramento de equipamentos instalados em uma plataforma de exploração de gás e petróleo Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) comemoram uma marca histórica: a entrega de 750 sensores com inovação tecnológica de ponta para a Petrobras. A inovação foi desenvolvida no Laboratório de Mecânica de Estruturas (LMEst-UFU), o dispositivo custa apenas um terço do valor do principal concorrente e representa um salto na segurança e eficiência da exploração de petróleo e gás natural em águas profundas. O segredo tecnológico do sensor fabricado no LMEst–UFU está muito além do tamanho. Os pesquisadores conseguiram romper desafios técnicos e superar as expectativas do mercado. Com a patente registrada, a transferência de tecnologia foi realizada para a empresa Cromatek, fornecedora da Petrobras, consolidando o modelo de parceria entre universidade e indústria. “Todos saem ganhando. Estamos nesse projeto desde 2018 e, neste terceiro aditivo, conseguimos chegar a um padrão de eficiência que supera os sensores existentes no mercado. Além de oferecer maior segurança no monitoramento de ativos, o cliente, no caso da Petrobras, fica com todos os dados registrados pelo sensor”, explica o professor Aldemir Cavallini Jr, coordenador do LMEst-UFU. Na corrida petróleo e gás natural em águas cada vez mais profundas, o pequeno dispositivo veio como peça-chave para garantir segurança e economia. Ele permite uma exploração mais robusta em áreas de altíssimo risco de explosão, as chamadas “zonas zero”. O sensor faz a leitura da vibração dos equipamentos de exploração, suporta condições ambientais severas, como salinidade e altas temperaturas, três anos de operação com uma única pilha e ainda possui um software que armazena e analisa os dados coletados. “Foi um grande passo. O equipamento é resistente e eficiente, permitindo que a empresa use os dados coletados para monitorar diferentes equipamentos e preveja falhas. O modelo disponível no mercado não permitia que as informações ficassem disponíveis dessa forma”, completa o professor. O LMEst-UFUé parceiro de longa data da Petrobras. Além dos sensores de vibração, os pesquisadores se especializaram em desenvolver soluções para o setor de petróleo e gás natural com diferentes sensores. A agenda da inovação não para: agora em fevereiro, uma equipe de pesquisa parte para alto mar. O objetivo da missão é instalar e testar novos sensores, agora voltados para a medição de pressão, monitoramento de ruído e da velocidade e direção de ventos em plataformas. Na corrida por inovações, o LMEst-UFU conta hoje com mais de 60 pesquisadores que recebem bolsas pelos projetos desenvolvidos. São equipes multidisciplinares que somam expertises no desenvolvimento de softwares e algoritmos de alta eficiência para o monitoramento de ativos. São novas tecnologias capazes de auxiliar as equipes de manutenção na avaliação da condição estrutural de equipamentos.“Nossos sensores são fixados em dutos e enviam alertas para o computador em terra antes que falhas nos equipamentos possam ocorrer”, detalha o professor Aldemir Cavallini Jr. Os pesquisadores também comemoram a marca superada de 50 artigos publicados em revistas internacionais e as 5 patentes em conjunto com a petrolífera brasileira. O próximo desafio já está traçado: o LMEst-UFU busca se tornar uma Unidade da Empresa Brasileira de Inovação Industrial (Embrapii). Ocredenciamento permitirá ampliar a captação de projetos e o acesso a recursos não reembolsáveis, atraindo novos parceiros industriais. Todos os projetos foram viabilizados pela Fundação de Apoio Universitário que executa a administração financeira e compras tanto nacionais quanto de insumos de outros países. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/02/2026 ás 17:02
Novas parcerias fortalecem o trabalho do Centro de incubação da UFU

Nova estrutura do Ciaem fica no Bloco 5L e é destinada a atividades empreendedoras Imagem: Milton Santos/DIRCO O Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (CIAEM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com mais de 20 anos de atuação, atinge um marco inédito: a ocupação máxima de suas 13 vagas, para empresas residentes e não residentes. Apenas em 2025, sete novas empresas foram incubadas, atuando em setores como educação, manufatura aditiva, software e biocombustíveis. “O principal critério para aprovação no edital é a inovação. A diversidade dos setores das novas empresas mostra a vitalidade do nosso ecossistema”, destaca a pesquisadora e professora Michelle Carrijo, coordenadora acadêmica do CIAEM. A Fundação de Apoio Universitário (FAU) é uma das principais parceiras, contribuindo com a organização compartilhada de eventos, gestão financeira e atração de novos investimentos. Atualmente, o CIAEM se consolida como um dos principais centros de incubação de Uberlândia voltados exclusivamente para empresas intensivas em inovação. “Ficamos muito felizes com esse marco. Apoiar o desenvolvimento sustentável da economia local e fortalecer o ensino e a pesquisa são nossos principais objetivos. Há mais de três anos, a FAU tem criado ações para somar e fortalecer esse ecossistema, sendo a parceria com a sociedade a principal delas”, comenta o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli. As empresas aprovadas nos editais podem permanecer incubadas por até três anos. Nesse período, têm acesso a salas equipadas, espaços compartilhados, mentoria especializada e, principalmente, acesso aos laboratórios da UFU para pesquisas em parceria, pagando apenas uma taxa simbólica de incubação. “No ano passado, levamos as incubadas para eventos como; Uberlândia Summit e feira nacional do agronegócio em Uberlândia (FEMEC), onde elas puderam conhecer novas tecnologias, trocar experiências e apresentar seus produtos a potenciais clientes – oportunidades que talvez não tivessem fora da incubação”, relata Michelle. O ambiente do CIAEM é ideal para transformar pesquisa em negócio. Duas das empresas instaladas em 2025 foram aprovadas no edital “Cientista Empreendedor” da FAPEMIG, recurso que permitiu ao próprio pesquisador da UFU investir na criação de startups. “O apoio do CIAEM, para o cientista empreendedor, é fundamental por oferecer suporte institucional, técnico e de gestão, reduzindo as barreiras entre pesquisa e inovação. Esse suporte amplia o alcance social dos projetos, como os financiados pela FAPEMIG, e potencializa a contribuição da universidade para o desenvolvimento tecnológico e social”, completa Vinícius Lemes Jorge, pesquisador do Laprosolda, laboratório da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU. Com isso, o CIAEM vem fortalecendo uma trilha de sucesso para o ecossistema da inovação. A Biocerr, empresa de Monte Carmelo incubada no Centro, é um caso concreto. Ela atua com análises laboratoriais especializadas em bioinsumos para o agronegócio. “Dessa forma, a incubação no CIAEM não apenas viabilizou o início das atividades da Biocerr, como também acelerou sua inserção no mercado, fortaleceu a inovação tecnológica e consolidou um modelo sustentável de interação entre universidade, empresa e setor produtivo”, destaca Daniela Mendes, pesquisadora e sócia na Biocerr. Na economia, a incubação tem impacto positivo e é um fator crucial para superar estatísticas desafiadoras. De acordo com o Sebrae, 54% das empresas brasileiras fecham antes de completar cinco anos, muitas por falta de planejamento. No CIAEM, os empreendedores aprendem desde operações contábeis e financeiras básicas até o planejamento estratégico e a participação em redes nacionais. E, em 2024 o trabalho do Centro foi reconhecido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), que concedeu a certificação do Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimento nível 2. O Selo atesta a alta maturidade da incubadora em gestão e no apoio ao desenvolvimento de empresas inovadoras. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 12/02/2026 ás 15:22
Alunos da UFU transformam pesquisa em negócios para sustentabilidade ambiental para diversos setores da economia

Equipe do projeto “Empreendedorismo ambiental” em encerramento de atividade A ideia de tirar do papel as pesquisas desenvolvidas em sala de aula para oferecer soluções ambientais para o mercado surgiu da inquietação de um grupo de alunos ainda na graduação. Eles estão focados em empreender para sustentabilidade ambiental estão criando soluções ambientais viáveis para o mercado. A iniciativa, que começou na Faculdade de Engenharia Ambiental, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ela já reúne quase 50 alunos de cursos como Computação, Engenharia Civil e Agronomia. A proposta é ousada: elaborar projetos de baixo custo ainda na graduação para aplicação em diversos setores econômicos – da análise hídrica com robôs autônomos à certificação ambiental para eventos. “Nós temos pesquisas maravilhosas com potencial de mercado e ficam engavetadas, a proposta é dar nova identidade aos futuros profissionais, eles são despertados a enxergar meio ambiente em tudo e, como novo negócio para a sociedade e meio ambiente”, comenta Giulia Maronezzi, do curso de engenharia ambiental. O grupo já desenvolveu nove projetos focados em reduzir impactos ambientais com viabilidade econômica. Entre as soluções, destaca-se uma tecnologia para análise hídrica em grandes áreas: um robô autônomo que mede contaminantes e qualidade da água com a mesma eficácia de uma sonda comercial, onde a principal diferença está no custo. “Enquanto uma sonda comercial pode custar até R$ 30 mil, nossa tecnologia promete a mesma eficácia por apenas R$ 2.500”, explica Giulia. Outros projetos incluem um plano de gerenciamento de resíduos, desenvolvimento de tijolos a partir de plástico de carcaças de computadores e processos para certificação ambiental de eventos. Outro projeto envolve a economia circular com o desenvolvimento de tijolo a partir do plástico duro usado nas carcaças de computadores e, até processos para certificação ambiental de eventos de diversas modalidades. “Nós precisamos formar profissionais a enxergar meio ambiente em tudo e do conhecimento adquirido aqui na universidade propor ambientais com viabilidade econômica”, enfatiza Giulia. Agora, os alunos preparam a formalização da startup ProAmbitec, que futuramente pode integrar a incubadora de empresas da UFU e no Parque Tecnológico da universidade. O Grupo de Empreendedorismo Ambiental da UFU nasce com uma missão muito clara: transformar conhecimento científico em impacto real para a sociedade. “Nossos alunos têm desenvolvido projetos extraordinários em pesquisa e extensão, e entendemos que essas ideias não podem ficar restritas ao ambiente acadêmico, elas precisam chegar ao mundo, gerar soluções, promover desenvolvimento sustentável e beneficiar as pessoas. A constituição de uma spin-off acadêmica representa um passo decisivo nesse caminho. Por meio dela, os estudantes estão criando uma ponte entre universidade e mercado, permitindo que tecnologias, metodologias e inovações produzidas aqui ganhem escala, alcancem empresas, governos e comunidades, e contribuam efetivamente para os desafios ambientais do nosso tempo”, acrescenta Luciana Carvalho, professora e coordenadora do projeto. Além da constituição da spin-off acadêmica, o Grupo de Empreendedorismo Ambiental da UFU iniciará um projeto colaborativo com o CIAEM, o TecnoUFU e o Centro de Empreendedorismo e Inovação, com o objetivo de desenvolver um planejamento de sustentabilidade ambiental para esses ambientes. “A iniciativa prevê ações estratégicas voltadas à gestão inteligente de recursos, redução de impactos ambientais, boas práticas de uso dos espaços e estímulo à cultura sustentável no ecossistema de inovação da universidade. Trata-se de um esforço integrado que reforça o compromisso da UFU com a inovação responsável e com a construção de ambientes acadêmicos e empreendedores mais sustentáveis”, destaca a coordenadora. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 05/02/2026 ás 17:10
Projeto de extensão fortalece o ensino e transforma educação com apresentações de flauta doce em escolas públicas

Oficina de flauta doce do 5º Festival Bloco & Bisel Imagem: Joabe Romed Há 4 anos, o projeto de extensão “Bloco & Bisel” leva educação musical a alunos do ensino fundamental e médio de Uberlândia e região, usando a flauta doce, um instrumento democrático e de baixo custo. O projeto é desenvolvido com recursos captados junto à FAPEMIG, Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC), CNPq e editais da própria Universidade Federal de Uberlândia (UFU) são ao todo, cerca de R$ 230 mil em investimentos. “Com esses recursos, conseguimos comprar alguns equipamentos para pesquisa, executamos as atividades externas do projeto de extensão e garantimos bolsas, todo mundo fica envolvido”, destaca Paula Callegari, pesquisadora do Instituto de Arte da UFU e coordenadora do projeto de extensão. Desde 2022, professores, pesquisadores e alunos do Instituto de Artes da UFU percorrem escolas municipais e conservatórios promovendo imersão na flauta doce. São realizadas palestras, debates, oficinas e apresentações gratuitas. O objetivo do projeto de pesquisa e extensão é promover educação musical a crianças, jovens e professores da rede pública. “Esse instrumento aparentemente simples é o centro de um projeto que está movimentando a cena cultural e educacional da cidade e região”, comenta a coordenadora Paula Callegari. O projeto realiza cerca de 10 concertos por ano, especialmente preparados para o público infantojuvenil, envolvendo conservatórios de Uberlândia, Araguari, Ituiutaba e Uberaba, com impacto direto em mais de mil alunos por ano. “Não é só sobre música; é sobre transformação pela arte. O projeto proporciona encontros entre músicos, crianças e jovens, despertando o interesse pela música e pela cultura”, acrescenta a coordenadora e pesquisadora. O projeto ainda impacta positivamente os alunos do Grupo de Flauta Doce da UFU, que atuam como monitores nos concertos didáticos. Entre eles Carlos Lisboa, bolsista da iniciação científica que participa do projeto desde a pandemia. “Participar gera um nível de conhecimento muito além do imaginado. pesquisamos partituras em bibliotecas internacionais, lidamos com idiomas como inglês, italiano, latim e grego, e traduzimos textos de 1558, buscando preservar seu teor original. É desafiante e estimulante”, relata Carlos. Além de formar plateia, o Bloco & Bisel também capacita professores da rede pública, que saem das atividades com novas técnicas de ensino, repertório atualizado e mais segurança para atuação em sala de aula. “Nosso objetivo é mostrar que a flauta doce é um instrumento versátil, com um repertório riquíssimo. Queremos formar plateia, qualificar professores e consolidar a UFU como referência nacional nessa área”, reforça Paula Callegari Escolas interessadas em participar da programação do próximo ano podem entrar em contato com a coordenação pelo Instagram: @blocobisel. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 30/01/2026 ás 16:33
Nova economia sustentável: MBA da UFU terá foco em ESG para formação de líderes

Imagem: freepik O curso inovador tem como objetivo preparar profissionais para liderar a transformação de organizações rumo a modelos de negócio mais éticos, transparentes e ambientalmente responsáveis. A pós-graduação em Gestão da Sustentabilidade e ESG foi preparado por doutores e pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em parceria com a Fundação de Apoio Universitário (FAU) A especialização chega em um momento de acelerada valorização de critérios ambientais, sociais e de governança no mercado. O tema tem sido forte fator influenciador para a evidência de grandes marcas e com ele a necessidade de profissionais cada vez mais capacitados na área. A demanda por esse perfil de profissional nunca foi tão alta. De acordo com informações da empresa mundial de pesquisas para o mercado financeiro, a Bloomberg Intelligence, além dos fatores financeiros tradicionais, os critérios Ambiental, Social e Governança (ESG) estão sendo bastante considerados para valorização de investimentos. O mesmo relatório aponta que os ativos financeiros impulsionados por gestão em ESG representam um terço dos valores em todo o mundo. No Brasil, o Conselho de Valores à adoção de regras ESG podem atingir, este ano, US$ 53 trilhões, representando um terço de todos os ativos financeiros globais. No Brasil, a adoção de regras da Comissão de Valores Mobiliários, que tornaram obrigatória a divulgação de informações ESG reforçou a necessidade de profissionais cada vez mais especializados no assunto. Não dominar o assunto pode ser risco para o profissional se manter no mercado. “Empresas com práticas ESG bem-estruturadas não apenas reduzem riscos e impactos negativos, como também abrem novas oportunidades de negócio e acesso a mercados mais exigentes”, destaca o professor Antônio Sérgio Torres Penedo, coordenador da pós-graduação. O curso que está com inscrições abertas é voltado a gestores, empreendedores e profissionais de diferentes setores. Será na modalidade EAD e terá na grade os principais assuntos que o mercado exige para essa área de gestão. Por exemplo: governança corporativa e compliance ambiental, finanças verdes e investimentos de impacto. Na preparação e entendimento de relatórios a pós graduação ainda oferecerá conhecimento técnico sobre economia circular e gestão de cadeias sustentáveis, noções de IA aplicada à sustentabilidade e principalmente a mensuração e relatórios de indicadores ESG. “Nosso objetivo é formar líderes que saibam traduzir a sustentabilidade em resultados tangíveis, aliando performance econômica a impactos socioambientais positivos”, destaca o coordenador. O MBA combinará aulas síncronas e assíncronas, ministradas por professores doutores da UFU com experiência nas três dimensões da sustentabilidade. A FAU atuará como gestora administrativa e financeira do curso, assegurando agilidade nos processos seletivos via plataforma digital e suporte operacional a alunos e docentes. O projeto vai atender a demanda de setores como agronegócio, indústria e serviços que buscam profissionais qualificados para guiar sua transição para a economia de baixo carbono. Para mais informações e inscrição, acesse o link: https://cursos.fau.org.br/curso/mba-em-gestao-da-sustentabilidade-e-esg/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 16/01/2026 ás 16:27
FAU amplia atuação no ecossistema de inovação com setor de Fomento e Captação de Recursos

Fernanda Nappi, responsável pelo Setor de Fomento e Captação de Recursos da FAU. Imagem: Larissa Alcantara Franco A Fundação de Apoio Universitário (FAU) inicia 2026 com um passo estratégico para fortalecer o ecossistema de pesquisa e inovação: a criação do Setor de Fomento e Captação de Recursos. A nova área centralizará atividades de impacto direto na captação de recursos e apoio aos pesquisadores das instituições apoiadas, ampliando os serviços prestados pela FAU. A FAU atende a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e mais 6 Instituições Federais, dentre elas o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) e a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Além do Hospital de Clinicas da UFU/EBSERH. O novo setor será responsável por campanhas de estímulo à participação de pesquisadores em editais, suporte na elaboração e submissão de propostas, comunicação estratégica e pela organização de eventos que ampliem a conexão entre Fundação, agências de fomento, e pesquisadores, além da elaboração de um banco institucional de projetos. O objetivo é de fortalecer a competitividade das propostas e a relação da FAU com esses agentes. À frente do setor estará Fernanda Nappi, ela reúne experiência em laboratórios da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU na formatação de propostas, gestão de projetos e relacionamento com pesquisadores e agências de fomento. Entre as metas para este ano estão a realização de oficinas, a divulgação sistemática de editais e chamadas públicas, além da promoção de conferências online com instituições de fomento e Instituições federais de referência em aprovação e gestão de projetos. “A curto prazo esperamos ampliar a captação de recursos, isso significa mais financiamento para bolsas, pesquisas e infraestrutura e, do ponto de vista acadêmico e científico, significará o fortalecimento na formação de estudantes, da qualidade da pesquisa e estímulo à inovação e desenvolvimento tecnológico”, reforça Fernanda. As ações fazem parte do ciclo expansão que vem sendo implementado pela direção executiva da FAU em posicionamento de destaque nacional, com prêmios de gestão. No ano passado o aumento de novos projetos captados foi de mais de 11% (quase um por dia). Em 2025 os projetos também apresentaram maior complexidade gerando um acréscimo de mais de 30% em recursos captados. Atualmente a Fundação gerencia mais de 1200 projetos, que estão em andamento. “O setor oferece suporte técnico especializado a pesquisadores, em articulação com a Reitoria e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFU, acompanhando tendências de fomento e apoiando a elaboração de propostas. Essa iniciativa fortalece a atuação proativa da FAU e amplia a competitividade dos projetos, contribuindo para o desenvolvimento científico e institucional”, destaca o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)Publicado em 13/01/2026 ás 17:18
Ventos fortes, temperatura e chuvas fora da média: pesquisador da UFU participa de pesquisa nos Andes para monitorar mudanças climáticas

Expedição do Terrantar nos Andes. Arquivo pessoal professor Eduardo Senra Pesquisas sobre o comportamento térmico e hídrico dos solos das regiões frias da terra estão sendo realizadas em parceria entre a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). O grupo de pesquisadores, que inclui Eduardo Senra do Instituto de Ciências Agrárias da UFU, campus Monte Carmelo e coordenado pelos professores Carlos Schaefer e Márcio Francelino da UFV que estudam as áreas frias da Antártica e Região Andina desde 2003. São cerca de 30 pesquisadores de diversas universidades, com recursos FAPEMIG e CNPq. O pesquisador Eduardo Senra, integra uma rede de mais de 30 pesquisadores do projeto Terrantar e contam atualmente com cerca de 40 sítios de monitoramento dos solos na Antártica e na região Andina. O professor da UFU retornou de uma expedição no início deste mês, da montanha Auzangate, próximo à Cusco, no Peru, além de ter feito parte de uma expedição à Antártica no início do ano. O Terrantar também estuda as relações ecológicas, do ciclo do carbono e da hidrologia associada aos solos. “Tudo está conectado”, explica Eduardo Senra pesquisador do Instituto de Ciências Agrárias da UFU/Campus Monte Carmelo. Um dos focos da pesquisa é o permafrost, camada de solo permanentemente congelada por pelo menos dois anos consecutivos. Por ser sensível as variações climáticas e armazenar matéria orgânica, essa formação funciona como uma espécie de controle natural do clima. O monitoramento é crucial para avaliar o impacto ambiental do aquecimento do planeta. “Já observamos uma tendência de aquecimento comum a todos os ambientes, mas com taxas variadas, que pode chegar a quase dois graus em uma década. É um valor considerado alto para o período de 10 anos de trabalho”, destaca o pesquisador Eduardo Senra. Segundo o professor, considerando o espaço de tempo da pesquisa, os resultados obtidos até agora, embora apontem um aumento da temperatura, ainda não são suficientes para um prognóstico definitivo, mas apontam riscos consideráveis de interferências em outros ecossistemas do planeta. “A região da cabeceira andina da Bacia Amazônica é responsável por pelo menos 8% do balanço hídrico da bacia, e pelo o fluxo de sedimentos. Então, tem um papel muito importante para preencher e fertilizar as planícies fluviais do Amazonas; interfere na fauna, na flora e em toda a dinâmica fluvial naquele ambiente”, destaca Eduardo. O Cerrado do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba também podem sofrer com as mudanças que ocorrem nos Andes. “Nós somos conectados pelo ciclo hidrológico; boa parte das nossas chuvas são de origem amazônicas, a atmosfera conecta tudo. No futuro, mantido esse ritmo de aquecimento e esses desequilíbrios, afetará também a fisiologia da floresta”, alerta Eduardo Senra. A médio e longo prazos, os resultados das pesquisas podem contribuir com subsídios para políticas públicas mais eficientes, com localização estratégica de recursos focados na preservação ambiental, além de impactar positivamente na educação. “A divulgação das pesquisas para a sociedade e o trabalho em sala de aula desse conteúdo atualizado dá estímulos ao estudo, com uma visão disruptiva aplicável em qualquer área”, destaca o professor de solos e sistemas agroflorestais da UFU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 08/01/2026 ás 14:15
BioHq3 – Insetos, da coleção “Biologia em Quadrinhos” da UFU, recebe Menção Honrosa em prêmio nacional

João Agreli, Rosangela Dantas de Oliveira, organizadores do BioHq3, e Sertório de Amorim e Silva Neto, diretor da EDUFU, durante a entrega da Menção Honrosa, no 11º Prêmio ABEU, em São Paulo. Imagem: Arquivo ABEU O BioHq3: Insetos, o terceiro volume da coleção Biologia em Quadrinhos, recebeu Menção Honrosa na categoria Ciências da Vida. A premiação ocorreu durante o 11º Prêmio da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), no último dia 25 na cidade de São Paulo. A obra faz parte de uma coleção de livros de divulgação científica que tem como objetivo principal apresenta resultados de pesquisas na área de Biologia de forma mais lúdica, usando a linguagem as HQs. O Prêmio destacou o esforço da Editora da Universidade Federal de Uberlândia (EDUFU) em promover a divulgação científica de forma criativa e acessível. O BioHq3, publicado pela EDUFU, faz parte do projeto “Biologia em Quadrinhos”, organizado por João Agreli, Rosângela Dantas de Oliveira e Solange Cristina Augusto, que contou com o apoio da FAU em todas as edições. A Menção Honrosa da Associação Brasileira das Editoras Universitárias é um reconhecimento importante, atesta a qualidade científico-literária e eleva seu valor no cenário das publicações universitárias brasileiras. O livro apresenta 10 histórias em quadrinhos divulgam algumas das pesquisas desenvolvidas na UFU, abordando temas como a evolução dos insetos e os serviços ecossistêmicos prestados por esses seres, como o controle biológico e a polinização. O objetivo do projeto “Biologia em quadrinhos” é popularizar a Ciência e oferecer mais ferramentas de ensino para um público que vai da educação básica a professores e estudantes de artes. “O prêmio da ABEU (associação que reúne as editoras universitárias brasileiras) é um justo reconhecimento da grande qualidade das publicações da nossa Editora, que tem a FAU como uma importante parceira. Por outro lado, é uma vitrine importante para o trabalho realizado pelos professores e professores da UFU, os verdadeiros premiados na ocasião.”, destaca Sertório de Amorim e Silva Neto, diretor da editora da UFU. O BioHq3: Insetos contou também com o suporte da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP-UFU), da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Projeto Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “É importante destacar que a premiação celebra a capacidade da UFU não apenas na produção de conhecimento de excelência, mas também na inovação da forma de compartilhá-lo, contribuindo para um ensino de Ciências mais dinâmico e inclusivo”, destaca a pesquisadora e coordenadora Solange Cristina Augusto. O Prêmio da ABEU é um reconhecimento importante, que reconhece e valoriza os livros produzidos e editados pelas universidades, incentivando a qualificação das edições e a excelência do conhecimento veiculado. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/12/2025 ás 17:30
Delegado e técnicos da Receita Federal visitam instalações da usina termoquímica da UFU que transformará cigarros em energia elétrica

Equipe da Receita Federal com o professor Solidônio, em visita à Usina Termoquímica no Campus Gloria da UFU, em Uberlândia. A visita ocorreu na última quarta-feira (26/11) e fez parte do calendário de atividades da Receita Federal para iniciar o acordo de parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) no projeto da Usina Termoquímica, que está sendo construída no Campus Glória, em Uberlândia. Ela já foi apresentada ao superintendente da Receita Federal, e agora foi a vez do delegado, de técnicos e representantes de todos os setores envolvidos na fiscalização, apreensão e destino de cargas ilegais. A iniciativa irá consolidar uma parceria inédita no país: a destinação de cargas apreendidas de cigarros ilegais para geração de energia elétrica de forma sustentável. “A Receita Federal em Minas já tem parcerias para destino das cargas de cigarros apreendidos com uma empresa de outro estado, para produção de adubo, o que onera muito com a logística e transporte. Além disso, nem todos os derivados da caixa de cigarro são aproveitados. Então, para nós, é de grande interesse a parceria com a UFU e de forma indireta, a Receita Federal entra nesse ciclo de energia renovável”, acrescenta Luís Cláudio Martins Henriquez, Delegado da Receita Federal, Uberlândia. A usina deve ser concluída até o final do ano e iniciar as operações em 2026. Ela terá capacidade inicial de gerar energia elétrica equivalente ao consumo de até 800 casas populares, processando 300 quilos de cigarros por hora. O excedente poderá ser aproveitado pela Universidade ou integrado ao sistema de distribuição de energia elétrica do estado. “É muito bom vermos um produto que antes era destruído ser transformado em energia elétrica sem poluir o meio ambiente e, ainda, resolver o problema dos estoques de cigarro que lotam os depósitos da Receita Federal”, acrescenta Kênia Marina Guimarães Silva, chefe da Divisão de Programação e Logística da Receita Federal em Minas Gerais. O projeto soma investimentos do Governo de Minas, Fapemig, Finep e Embrapii com apoio dos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Os valores ultrapassam R$ 20 milhões, sob gestão da Fundação de Apoio Universitário (FAU), e incluem recursos para a instalação do Parque Tecnológico. “A usina, ao lado do Parque Tecnológico, poderá dar maior oportunidade para as empresas, também interessadas na rota do lixo, a se instalarem aqui e desenvolverem novos equipamentos ou tecnologias para máquinas térmicas, por exemplo. Estamos estudando outras possibilidades de resíduos; já existe demanda, inclusive de empresas fora do país, para iniciar tratativas com Parque Tecnológico para futuros testes aqui no laboratório, na área de tratamento de resíduos”, destaca o coordenador da usina. A usina posiciona a UFU e a FAU na vanguarda da transição energética, transformando um passivo ambiental e fiscal em solução inovadora, sustentável e com potencial de replicação em todo o país. Ela servirá como modelo para atender demandas futuras na rota da transição energética. “Estamos falando da geração de energia elétrica em regime de 24h, inclusive para Data Centers, a partir da gaseificação dos resíduos sólidos urbanos diariamente produzidos em nosso país”, completa Solidônio Carvalho. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 04/12/2025 ás 17:02