FAU recebe visita de analistas da FINEP e pesquisadores do Cintesp.br/UFU para fortalecimento de parcerias em projetos de inovação

Equipe de analistas da FINEP,e de pesquisadores do Cintesp.Br/UFU em vreunião na FAU com diretor executivo e analistas do setor de projetos. A visita dos analistas da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ocorreu (11/10). Ela fez parte da agenda dos analistas da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Eles acompanham presencialmente a execução dos projetos apoiados pela agência com o objetivo de colaborar e estreitar relacionamentos. A agenda foi acompanhada por uma equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Referência em Inovação Tecnológica Assistiva da UFU (Cintesp.Br/UFU), que atualmente desenvolve quatro projetos com recursos da financiadora. A FINEP está vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), uma das principais agências apoiadoras dos projetos da Universidade Federal de Uberlândia. Só com o Cintesp.Br/UFU a financiadora é parceira em 4 projetos, um deles para construção de um centro de referência em doenças raras e tecnologias assistivas. A comitiva foi recebida pelo diretor executivo da FAU, gerente e equipe do setor de projetos. Foi apresentada a infraestrutura, o crescimento e a atuação da fundação no apoio à pesquisa. “Nós não estamos aqui para identificar problemas, mas para viabilizar os projetos, conhecer as pessoas à frente deles, esclarecer dúvidas e sermos parceiros nessa construção. Nosso sucesso é o sucesso da instituição”, enfatizou Marcelo Alves Lopes, analista operacional da FINEP. Durante o encontro, foram destacados os índices de crescimento da FAU, sua abrangência e os prêmios nacionais em Boas Práticas de Gestão recebidos do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior (Confies) ao longo dos últimos três anos. “Fiquei impressionado com a estrutura da fundação, com pessoas interessadas, entusiasmadas e buscando esclarecer dúvidas. Esse é o primeiro passo para um projeto dar certo: ter pessoas envolvidas”, complementou o analista. O diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli, reforçou a importância do reconhecimento por parte de um dos principais parceiros da universidade. “A visita coroa um ciclo de amadurecimento da nossa gestão. Mostrar nossa capacidade operacional à FINEP fortalece a confiança e abre portas para novos investimentos”, afirmou. Dados do último relatório de gestão da FAU, referente ao ano passado, reforçam a capacidade da instituição: mais de mil projetos acompanhados em 2024, superando R$ 500 milhões em recursos geridos, com aprovação sem ressalvas em auditoria do Ministério Público do Estado. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/11/2025 ás 17:04
COP 30 – Parceria inédita da FAU com Embaixada da França apresenta primeiros resultados em painel na COP 30

A apresentação de um dos trabalhos que fazem parte da parceria da Fundação de Apoio Universitário (FAU) com a embaixada da França foi feita pela professora Rejane Magiag Loura, do Departamento de Tecnologia da EA-UFMG. Ela destacou os avanços e os resultados do projeto financiado pela Embaixada da França e gerido pela FAU. “Foi um debate bastante rico, onde podemos apresentar para diversos municípios brasileiros as atividades que estamos desenvolvendo, criando a possibilidade de interação e divulgação do projeto”, destacou a professora da UFMG Natália Aguiar coordenadora do projeto. Ela aconteceu na última quarta-feira (19/11), durante a COP 30 em Belém, no painel sobre Planos Locais de Ação Climática para Municípios de Pequeno e Médio Porte. “A participação da professora levando resultados de parcerias da fundação reforça a importância de fortalecer iniciativas que impulsionam políticas climáticas locais e ampliam o impacto das ações desenvolvidas com apoio da FAU”, comenta Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. O projeto, com duração de dez meses, será finalizado em abril de 2026 e executado em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD-MG) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O projeto, ao reunir dois atores centrais da resiliência climática no estado, permitirá que os municípios beneficiários selecionem as ações prioritárias de acordo com seu contexto. Com a competência em âmbito estadual da Semad, esse primeiro projeto tem potencial para abrir perspectivas para implementar o método em outros municípios mineiros, a fim de garantir que o máximo possível de cidades com planejamento climático”, destaca a conselheira técnica sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas da Semad, Bárbara Crepet. O objetivo do projeto é A FAU foi a fundação escolhida pela embaixada francesa para fazer a gestão dos recursos, 100.000 € (cem mil euros). Serão atendidos os municípios de: Monte Carmelo, Pará de Minas, Araxá, Raul Soares, Naque, Nova Serrana, Belo Oriente, Itamarandiba, Três Corações Taiobeiras, Congonhas e Varginha A parceria internacional, para este tipo de estudos, foi a primeira do gênero feita pelo setor de expansão implementado na FAU. Ela faz parte do planejamento estratégico que vem sendo desenvolvido para otimizar os serviços prestados e ampliar as parcerias entre a Fundação e Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). “Ele vem como apoio e ferramenta importante na estruturação da tramitação dos projetos de extensão das nossas instituições apoiadas, é para oferecer maior agilidade nos processos com atendimento específico em orientar os professores sobre o preenchimento de planilha Doa, os termos de aceite, dos pareceres dos projetos, fazendo isso de acordo com cada tipo de projeto vigente”, completa a coordenadora do setor, Nauara Cristina Gomes Vieira Viana. O projeto consiste em uma cooperação em ação climática para os municípios de Minas Gerais. O objetivo do projeto é acompanhar até dez municípios de Minas Gerais na elaboração de ¨Planos Municipais de Ação Climática (PLAC), em conformidade com as diretrizes da SEMAD-MG e a metodologia desenvolvida por pesquisadores da UFMG. Os técnicos municipais serão capacitados para elaborarem o Plano Municipal de Ação Climática. Ele terá as diretrizes os agentes públicos se adequarem e estarem preparados para mitigar os efeitos da crise climática nos seus territórios. As atividades do projeto acontecerão em duas etapas; a primeira conta com apoio da população, técnicos e demais atores que acompanham o ecossistema do município atendido, para fazer o diagnóstico sobre os problemas enfrentados para o melhor entendimento do que se passa. A segunda etapa, com a avaliação dos riscos climáticos, será definir as ações para enfrentamento e preparação de todos para o enfrentamento dos impactos ambientais de maneiras diferentes. As ações estão previstas par começarem em outubro com a realização de oficinas nas cidades atendidas. “É importante que a sociedade seja mobilizada, porque a crise climática não é algo que acontece isoladamente lá no Polo Norte. Vivemos esses efeitos, e precisamos falar sobre o que que se passa em cada território. Ele será um documento orientador para que o município conheça os problemas relacionados a crise climática nos seus territórios, para poder enfrenta-los”, completa a pesquisadora da UFMG, Natália Aguiar Mol, coordenadora do projeto. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 19/11/2025 ás 17:04
FAU abre a primeira unidade fora de Uberlândia

Moon Hub, Centro de Inovação – Uberaba/MG Imagem: divulgação rede social FAU. A abertura do escritório da Fundação de Apoio Universitário (FAU) na cidade de Uberaba faz parte do planejamento estratégico que vem sendo implementado ao longo dos dois últimos anos. A expansão consolida a ampliação dos serviços prestados às Instituições Federais de Ensino Superior e à sociedade e foi aprovada, por unanimidade pelo Conselho Curador da instituição na reunião de sexta-feira passada (14/11). A iniciativa da direção da FAU além de oferecer maior interação e agilidade no atendimento às instituições apoiadas em Uberaba também trará impacto positivo no atendimento aos pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia, responsável pela grande maioria do fluxo de projetos geridos pela Fundação. O escritório será instalado no Centro de Inovação Moon Hub, em Uberaba, e tem como objetivo aproximar, ainda mais, das duas instituições que apoia na cidade: a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), com uma unidade da EMBRAPII, voltada para soluções agroalimentares. “Esse novo espaço representa um passo estratégico importante para estarmos ainda mais próximos dos pesquisadores da UFTM e do IFTM, fortalecendo nossa atuação e apoio à ciência, à inovação e reforça nosso compromisso com o desenvolvimento regional”, destaca o diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli. Na cidade de Uberaba a FAU gerencia mais de 200 projetos para o IFTM e a UFTM, totalizando mais de R$ 52,8 milhões em recursos administrados pela fundação. “A proximidade é um fator chave que potencializa a eficiência e a eficácia da parceria entre a fundação de apoio e o IFTM, resultando em um melhor desempenho das atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação”, completa Marlúcio Anselmo Alves coordenador Polos IFTM. Com base nos projetos em execução e nas recentes aprovações por agências de fomento como FAPEMIG, FINEP e EMBRAPII, a projeção de receitas para os próximos dois anos é de aproximadamente R$ 2 milhões, indicando um crescimento sólido e a necessidade de uma presença da FAU mais forte na região. “Nós ficamos muito contentes e otimistas com essa notícia de um escritório da FAU em Uberaba. Nós completamos dois anos de parceria com a Fundação na gestão de projetos FINEP, projetos da Fapemig e de outras fontes de recursos. O apoio dela tem sido importante e, tem nos atendido de forma excelente. Essa parceria tem forte tendência em aumentar com presença desse escritório”, comenta Júlio Gonçalves Pro Reitor ProPP/UFTM. Espaço de convivência do Centro Inovação Uberaba Centro Inovação Uberaba Imagem: divulgação rede social FAU. O novo espaço, dentro do Centro de Inovação Moon Hub, representa a realização de um desejo antigo e um importante passo estratégico para a fundação, que estará mais próxima dos pesquisadores da Universidade e do Instituto Federais do Triângulo Mineiro. A FAU é credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para apoiar instituições federais de ensino superior e ainda é associada à Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior (CONFIES) e tem se destacado entre as fundações. Este ano, a Fundação conquistou o 4º lugar no Prêmio Boas Práticas de Gestão, somando quatro prêmios concedidos pelo Conselho. Entre os projetos, destaca-se o COÉ Coworking, criado na sede em Uberlândia para integrar o ecossistema de inovação da cidade e promover maior conexão entre pesquisa e empreendedorismo. Além disso, a FAU passou a ser signatária do Pacto pela Inovação, criado no município para fortalecer o desenvolvimento e a economia regionais. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/11/2025 ás 17:27
Cultura e arte: FAU participa da abertura da sala de cinema da UFU no Campus Santa Mônica

Exibição de estreia na sala de cinema UFU Imagem: Milton Santos – DIRCO/UFU A sala de cinema da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está localizada no bloco 3C, no Campus Santa Mônica. A abertura da agenda foi com direito a pipoca e um mergulho no conceito, plástica, formato, história e tudo mais que o cinema nacional pode oferecer para o fortalecimento da educação, celebrando a sétima arte como ferramenta de educação e cultura. A sessão de abertura celebrou a sétima arte com parte da história do cinema nacional retratada pelo filme sobre a vida de Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, um dos uberlandenses que se tornou ícone da cultura brasileira. Foi uma viagem no tempo por meio de depoimentos do próprio artista. A produção, composta por imagens de arquivo majoritariamente em preto e branco e depoimentos do próprio artista, conduziu o público em uma viagem no tempo. O espaço, com capacidade para 80 espectadores, ocupa o antigo auditório da Biblioteca Central. Ele foi inaugurado no final do ano passado e passou por adequações de acessibilidade, conforto e som, neste caso com um investimento de aproximadamente R$ 15 mil gerido pela FAU. “Agora a UFU tem uma sala dedicada exclusivamente à exibição de filmes. Vamos trabalhar com cinema nacional, regional, produção local e cinematografias mundiais, o que agrega muito ao conhecimento oferecido pela UFU”, destaca Wilmar Martins Jr. coordenador da sala. Temos muitas ações no âmbito do audiovisual, na história, no jornalismo, nas artes, se tornando uma ferramenta importante para a formação. “Ainda que não tenhamos o curso de cinema, o conteúdo exibido aqui trará mais oportunidade de conhecimento para várias unidades acadêmicas, especialmente das humanidades”, explica o pró-reitor de Extensão e Cultura da UFU é Florisvaldo Paulo Ribeiro Júnior. O cinema estará aberto para toda a sociedade que já tem acesso à programação pelo link dedicado para reservas gratuitas de ingressos. “Sem falar das ações de extensão para colaborar na formação do público com um outro tipo de cinema, uma outra noção de estética, enfim, fundamental para todos nós” acrescenta o pró-reitor da ProexC/UFU. Consulte aqui a programação e reserve gratuitamente seu ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/cinemadaufu Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 14/11/2025 ás 17:15
Sebrae leva jornalistas para conhecer ecossistema de inovação da UFU e o papel da FAU na viabilização dos projetos

Jornalistas de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro em sala de reuniões da reitoria conhecendo as ações da UFU no ecossistema de inovação Imagem: Milton Santos – Dirco UFU O grupo de jornalistas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro visitou a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) na última semana para conhecerem as ações do ecossistema de inovação da universidade. A ação fez parte do programa Agente Local de Inovação (ALI) do Sebrae, que busca conectar micro e pequenas empresas a ambientes inovadores. “Nosso desafio é fazer a inovação e o conhecimento da universidade servirem às pessoas. Não podemos deixar nossa produção apenas em sala de aula”, enfatizou o reitor. A visita aconteceu nos principais núcleos institucionais e empresariais da cidade, foram necessários 3 dias (29 a 31/10), o encerramento ocorreu na UFU. “Planejamos essa visita de jornalistas com o objetivo de mostrar todo o trabalho que vem sendo feito pelo Sebrae em parceria com os diversos atores do ecossistema de inovação. Na prática é ajudar os jornalistas a divulgarem, principalmente para fora de Uberlândia. Sabemos de toda a potência do interior de Minas, foi o que mostramos ao longo desses 3 dias e agora na UFU. Agora, precisamos ajudar a levar esse conteúdo para todo o estado de Minas e também para o país” disse Vanessa Braga, assessora da Regional Sebrae Minas. Na Reitoria, encerrando as agendas, eles foram recebidos pelo professor Carlos Henrique de Carvalho, que detalhou as estratégias da universidade para transferir conhecimento para a sociedade. “Nosso desafio é fazer a inovação e o conhecimento da universidade servirem às pessoas. Não podemos deixar nossa produção apenas em sala de aula”, enfatizou o reitor, enfatiza o reitor. Os jornalistas conheceram a estrutura completa que apoia o empreendedorismo inovador na UFU, desde a geração de uma ideia até sua chegada ao mercado. O ecossistema inclui ambientes como incubadora de empresas, o Parque Tecnológico e o Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia da universidade (NIT), responsável pelo suporte a pesquisadores e registro de patentes. Como exemplo de sucesso, foi apresentado o equipamento para o setor farmacêutico desenvolvido pelo laboratório FEMEC MAKER, da Faculdade de Engenharia Mecânica. A tecnologia, já transferida para a indústria, apresenta o mesmo desempenho de similar importado da França, gerando economia e fortalecendo a produção nacional. O reitor também anunciou novidades que reforçam o compromisso da UFU com a inovação: a criação de dois Centros de Inovação e Empreendedorismo; um em Uberlândia e outro em Ituiutaba. E, a conquista de R$ 15 milhões da FINEP para a implantação do Centro de Transição Energética no Parque Tecnológico da universidade, no Campus Glória. “Uberlândia vive um momento singular com a aproximação da prefeitura e de todos que compõem o ecossistema de inovação, recentemente recebemos da prefeitura por exemplo, 144 propostas de parceria para nossos pesquisadores apresentarem soluções, resolver problemas com inovação”, completa o reitor que ainda anunciou aos jornalistas a criação de dois centros de inovação e empreendedorismo, um aqui e outro na cidade de Ituiutaba. E, o repasse de R$ 15 milhões da FINEP para a criação do Centro de Transição energética no Parque Tecnológico da universidade. “Eu considero importante sabermos dessa força da universidade no ecossistema com todo esse volume de inovação, ela é pulsante. O que levo de informação é que a universidade está em sintonia com os anseios da sociedade. A UFU consegue aproximar a academia do governo, da indústria e de todos os setores”, comentou Isabel Butcher, Portal Mobile Time RJ. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 05/11/2025 ás 17:15
Pesquisadores da UFU desenvolvem produto pioneiro para câncer de mama de difícil tratamento

Laboratório de Genética e Biotecnologia (GBio), do Instituto de Biotecnologia (Ibtec) da UFU, Campus Patos de Minas. Imagem: Thaise G. Araújo. A pesquisa aconteceu em parceria entre pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O resultado foi um produto inovador envolvendo nanotecnologia para combater o câncer de mama triplo negativo – um dos tipos mais agressivos da doença. Esses tumores acometem, principalmente, mulheres jovens e afrodescendentes. A combinação de compostos já foi patenteada e testada com resultados animadores em animais, mostrando eficácia no combate às células tumorais do triplo negativo. O projeto foi desenvolvido no Laboratório de Genética e Biotecnologia (GBio), do Instituto de Biotecnologia (Ibtec) da UFU, Campus Patos de Minas, em colaboração com o Instituto de Química, também da UFU e a UFJF. A pesquisa fez parte do doutorado da aluna Paula Marynella. “A pesquisa é pioneira porque combina um composto desenvolvido pelo grupo de pesquisa com um medicamento já utilizado na clínica, com maior eficácia comprovada nos modelos já testados. Assim, essa combinação poderá superar a resistência dessas células aos regimes atualmente adotados, auxiliando no tratamento dessas pacientes”, explica a doutoranda. O câncer de mama triplo negativo é um desafio para a medicina, devido ao seu comportamento mais agressivo, com taxas de crescimento rápidas e maior probabilidade de metástase -principalmente para o cérebro e pulmões. A principal característica é a falta de três receptores-alvo mais comuns: estrogênio, progesterona e a proteína HER2 capazes de responderem aos tratamentos. Sem esses “alvos”, as terapias hormonais e os medicamentos anti-HER2, eficazes para outros tipos de câncer de mama, não funcionam. O projeto foi coordenado pela professora Thaise G. Araújo da Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Imunobiológicos e Biofármacos no Câncer (Remitribic, “A pesquisa em rede, em especial o trabalho da REMITRIBIC visa superar os desafios da oncologia. Diferentes pesquisadores, com linhas de pesquisas afins, colaboram diretamente e vem alcançando resultados animadores. Esse projeto em específico conta com a colaboração do Prof. Dr. Geovanni Dantas Cassali da UFMG, coordenador da REMITRIBIC”, acrescenta a coordenadora do projeto. Foram necessários 10 anos de pesquisa para se chegar aos resultados que animaram o grupo de trabalho das universidades e institutos de pesquisa envolvidos. O produto abre o caminho para novas alternativas terapêuticas contra um câncer que ainda é um dos maiores desafios da medicina. “O maior desafio reside em superar a complexidade do câncer de mama triplo-negativo, com um produto eficaz, seguro e que não esbarre na resistência desses tumores. O caminho ainda é longo, estamos ampliando os ensaios em novos modelos animais, mas acreditando no produto que desenvolvemos. Esperamos trazer mais boas notícias nos próximos anos”, disse a pesquisadora Thaise G. Araújo. De acordo com o Ministério da Saúde a estimativa de risco de câncer de mama é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. E, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o triplo-negativo representa de 15% a 20% deste total, com taxa de morte variando entre 30% e 40% em cinco anos. Estatísticas globais indicam que ele é mais frequente em mulheres de 40 a 50 anos de idade e em afrodescendentes. O desenvolvimento de um produto nacional é, portanto, uma notícia de enorme relevância para a saúde pública. “Nosso grupo trabalha no desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades da população, que sejam acessíveis e que coloque o nosso estado e nosso país no cenário de desenvolvimento científico e tecnológico. Estamos atentos às demandas sociais e comprometidos com ciência inovadora e de qualidade. Importante destacar o auxílio da FAPEMIG aos nossos projetos. Para esta pesquisa a FAPEMIG está financiando, além da REMITRIBIC, a pesquisadora Paula Marynella, com uma bolsa de pós-doutorado, sob minha supervisão”, destaca a pesquisadora coordenadora do projeto. Os recursos de projetos de pesquisa desenvolvidos pela UFU passam pela Fundação de Apoio Universitário (FAU) que é responsável pela gestão de projetos de pesquisa, ensino e extensão, garantindo inovação e desenvolvimento institucional. A FAU atende Instituições de Minas, Goiás e Mato Grosso, são 8 Instituições Federais de Ensino Superior, entre elas a UFU e o Hospital de Clínicas da UFU/EBSERH. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 31/10/2025 ás 11:13
FAU é destaque nacional e conquista prêmio de boas práticas de gestão

Premiação “Boas Práticas de Gestão” em Congresso Confies. Alexey Martins, Claudia Barbosa, Nauara Cristina, Profa. Sandramara Matias Chaves e Rafael Visibelli. Imagem: divulgação Confies A Fundação de Apoio Universitário (FAU) conquistou o 4º lugar no Prêmio Boas Práticas de Gestão durante o 8º Congresso Nacional do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior (Confies), realizado na semana passada (15 a 17/10), em Brasília. Este ano foram 39 projetos inscritos para a premiação, a conquista da FAU coloca a fundação em posição de destaque no país, especialmente por receber o Prêmio por 3 anos consecutivos. O reconhecimento destacou o projeto COÉ Coworking, iniciativa que integra o ecossistema de inovação da FAU e promove conexões entre pesquisa, empreendedorismo e desenvolvimento regional. “Esse é o quarto prêmio que a FAU recebe em três anos consecutivos, um reconhecimento que reforça nosso compromisso com a inovação, a gestão eficiente e o fortalecimento das instituições de ensino e pesquisa no Brasil”, disse Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. No ano passado a FAU conquistou o Prêmio em duas modalidades. O primeiro lugar com o “Programa de Saúde e Bem-Estar”, e o terceiro lugar com o de “Automação para otimização de processos bancários”. A premiação de “Boas Práticas em Gestão” ocorre em um período em que as fundações vêm se preparando para a reforma tributária, que será implementada em todo o país. As novas formas de gestão, com reconhecimento nacional, apontam para a busca por eficiência financeira e a ampliação dos serviços prestados aos pesquisadores, às instituições de ensino apoiadas e ao ecossistema regional e nacional. Nesse sentido, o tema principal do congresso deste ano foi “Inovações tecnológicas, sustentabilidade e sociedade”, incluindo a regulamentação da reforma tributária. O evento contou com a participação de mais de 500 inscritos, entre pesquisadores, gestores de fundações e parceiros de projetos de desenvolvimento tecnológico. Participaram do evento em Brasília o diretor executivo da FAU Rafael Visibelli, Alexey Martins, Claudia Barbosa e Nauara Cristina. Os temas debatidos interferem diretamente em toda a comunidade que participa das ações do ecossistema de inovação aberta no país. Esta foi considerada a maior edição do congresso, com a participação de fundações de todas as regiões brasileiras. “Cada nova edição do Prêmio de Boas Práticas mostra o crescimento da força e da criatividade das nossas Fundações de Apoio. Tivemos 39 projetos inscritos este ano, uma participação que ganha expressividade a cada ano, onde todos demonstraram excelência e o quanto o setor está comprometido com a inovação, a gestão eficiente e o engajamento com questões relacionadas ao desenvolvimento social”, disse Sandramara Matias Chaves, vice-presidente do Confies, ao site da Confederação, durante a cerimônia de premiação. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 21/10/2025 ás 09:58
Pesquisadores da UFU são premiados pela Sociedade Brasileira de Computação

Solenidade de premiação em Simpósio de Realidade Virtual e Aumentada (SVR) 2025. Presidente da Comissão do Prêmio CERV, Fátima L.S. Nunes USP, professores premiados: Edgard Lamounier e Alexandre Cardoso FEELT/UFU e coordenador CERV/SBC, Francisco Paulo Magalhães Simões UFPE. Imagem: Divulgação rede social. Os professores Alexandre Cardoso e Edgard Lamounier Jr., da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (FEELT/UFU), receberam o prêmio CERV Destaque em XR 2025, concedido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). A honraria é um reconhecimento pelas suas significativas contribuições à comunidade de Realidade Estendida (XR) do Brasil. A premiação ocorreu durante Symposium on Virtual and Augmented Reality – Simpósio de Realidade Virtual e Aumentada (SVR) 2025, referência para a América Latina, realizado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro, em Salvador (BA). Os pesquisadores integram o Grupo de Realidade Virtual Aumentada (GRVA) da FEELT/UFU, um coletivo formado por pesquisadores, alunos e empresas parceiras dedicado a projetos de inovação. No evento, os docentes apresentaram os mais recentes trabalhos desenvolvidos no laboratório, demonstrando o futuro da XR que está sendo construído na UFU. Dentre as inovações expostas, destacaram-se projetos de “Gêmeos Digitais”, e, dentre eles, alguns em parceria com a Eletrobras. Neste contexto, a tecnologia consiste na criação de réplicas digitais fiéis de subestações de energia elétrica, com o objetivo de prevenir falhas e reduzir custos de manutenção no sistema elétrico brasileiro. “Foi incrível poder mostrar nosso trabalho, trocar experiências e criar conexões entre academia e setor privado. Networking de altíssimo nível que nos inspira a continuar inovando cada vez mais”, comenta o professor e pesquisador Edgard Lamounier. Além do projeto, já em uso pela Eletrobras, os professores coordenam diversas pesquisas em colaboração da indústria e entidades, inclusive internacionais. “O Alexandre e o Edgard são pioneiros em Realidade Virtual e Aumentada no Brasil, E além de constituir fortes pilares da pesquisa de tais tecnologias, nas últimas décadas, eles também criaram, organizaram e participaram de inúmeras conferências, levando a Realidade Virtual e Aumentada a outros campos de conhecimento, como Educação, Saúde e Psicologia, contribuindo então também para a disseminação dessa área em outras áreas correlatas”, destacou, durante a solenidade, a presidente da Comissão do Prêmio CERV – Destaque em XR 2025, Fátima L.S. Nunes professora/USP. Durante a entrega dos prêmios ainda foi destacado o papel fundamental dos professores e pesquisadores da UFU na consolidação da pesquisa em Realidade Virtual e Aumentada no Brasil, com destaque para o trabalho do GRVA na formação de gerações de pesquisadores, fortalecendo a comunidade científica e apontando para novas formas de integrar ensino, pesquisa e extensão universitária no fortalecimento da economia nacional. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/10/2025 ás 14:10
Laboratórios da UFU recebem visita de representante da FINEP como ação de fortalecimento do ecossistema de inovação

Rodrigo Carvalho, da FINEP com pesquisadores do de Nanobiotecnologia Prof. Dr. Luiz Ricardo Goulart Filho. A visita do gerente regional da FINEP, Rodrigo Carvalho, à Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ocorreu no início do mês (01/10). O encontro, realizado a convite da Fundação de Apoio Universitário (FAU), ocorreu na ocasião para a participação de Carvalho no estande da Fundação no Uberlândia Summit 2025. Os encontros com pesquisadores começaram pelo Campus Umuarama, no Laboratório de Nanobiotecnologia Prof. Dr. Luiz Ricardo Goulart Filho, do Instituto de Biotecnologia. Rodrigo Carvalho estava em Uberlândia para participar do painel, no stand da Fundação durante o Uberlândia Summit. Antes do evento, ele reservou um tempo para conhecer projetos da UFU que já recebem recursos da FINEP e outros com potencial para futuros apoios. As visitas e reuniões foram acompanhadas pelo diretor de pesquisa da Universidade, professor Carlos Ueira. No Laboratório de Nanobiotecnologia, o gerente teve a oportunidade de conhecer diversas pesquisas, muitas delas em fase de captação de parcerias com empresas. Os projetos abrangem desde o desenvolvimento de biossensores para a identificação precoce de doenças – incluindo as infecciosas negligenciadas, como a tuberculose, e o câncer – até iniciativas voltadas para a agroindústria, outro setor de forte atuação das equipes do laboratório. Gerente da FINEP com pesquisadores em visita às instalações do Grupo de Pesquisa sobre Durabilidade e Análise Estrutural (DurAE) Em seguida, a comitiva seguiu para o Campus Santa Mônica, onde visitou o Grupo de Pesquisa sobre Durabilidade e Análise Estrutural (DurAE), localizado no prédio da Engenharia Civil. Foram apresentados projetos em parceria com a VALE S.A., focados em aprimorar a confiabilidade, os procedimentos de fabricação e a durabilidade dos dormentes que compõem as ferrovias da empresa. “A FINEP se solidariza no investimento com quem está fazendo a pesquisa. Ela financia o processo, que passa por várias tentativas e erros até chegar a um determinado tipo de resultado. Para ter acesso aos recursos, nós abrimos a competição por meio de chamada pública com editais específicos. Além dos editais, também temos as possibilidades de crédito com juros bem menores do mercado, por meio das subvenções”, explicou Rodrigo Carvalho. O coordenador do DurAE apresentou os diversos ambientes de testes em escala real, utilizados na aplicação de materiais e produtos para a construção civil. Alguns desses ambientes são únicos no Brasil, permitindo não apenas o desenvolvimento de novas pesquisas, mas também a prestação de serviços para o setor, como construtoras e indústrias. Esta foi a primeira vez que os laboratórios receberam a visita de um representante da FINEP, “A aproximação direta com a FINEP cria um ambiente favorável para que pesquisadores, estudantes e empreendedores compreendam de forma mais concreta as novas linhas de financiamento e programas vinculados à Nova Indústria Brasil”, destaca o diretor de pesquisa da UFU. Para Carlos Ueira, a interação permitirá também alinhar as capacidades científicas e tecnológicas da UFU às demandas reais do setor produtivo, gerando impacto econômico e social, fortalecendo a transferência de tecnologia, a inovação aberta e o empreendedorismo de base científica. “A presença da FINEP na UFU reforça o papel das universidades públicas como motores do desenvolvimento regional, capazes de transformar conhecimento em soluções concretas para os desafios da sociedade, além de consolidar a UFU como um polo de referência em inovação”, completa Carlos Ueira. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 15/10/2025 ás 14:36
FAU comemora participação no Uberlândia Summit com conexões e o fortalecimento da participação no ecossistema de inovação da região

A FAU levou ao Uberlândia Summit algumas das principais inovações tecnológicas desenvolvidas por pesquisadores das Instituições de Ensino Superior que apoia, além de novas parcerias com empresas nacionais. O evento reuniu, de acordo com a organização, cerca de 6 mil pessoas nos dias 1º e 2 de outubro, com painéis e pitches que envolveram pesquisadores, alunos e representantes do ecossistema de inovação. “Eventos como este dão à UFU a oportunidade de apresentar seus projetos em uma linguagem acessível, mostrando à sociedade – que patrocina essas pesquisas – qual o retorno das universidades”, destacou Antônio Carlos Santos, professor da Faculdade de Engenharia Civil da UFU. Nas discussões sobre as ações que estimulam e potencializam as parcerias, foram realizados dois painéis. “O nosso painel deixou claro o papel de cada ator do ecossistema de inovação e como um pode complementar o trabalho do outro. A conexão criada foi sensacional”, comentou Hamilton Charlo, coordenador de captação da Unidade Embrapii do IFTM de Uberaba. Participaram representantes da FINEP, Sebrae, TecnoUFU e da Prefeitura de Uberlândia, além das duas Unidades Embrapii da região: do IFTM de Uberaba, com foco em soluções alimentares para o agronegócio, e da FEMEC/UFU voltada para soluções de materiais para a indústria. “Conseguimos reunir os atores de ecossistema e mostrar a importância de todos trabalharem juntos para a inovação brasileira, especial atenção para a nossa região” disse Louriel Vilarinho coordenador geral Unidade Embrapii FEMEC UFU. Também foram apresentados os mecanismos utilizados pelas unidades de pesquisa para levar inovação, recursos acessíveis e projetos inovadores. “Mostramos que a inovação não é só para grandes empresas. Os recursos também chegam aos pequenos negócios, melhorando as condições empreendedoras da cidade e aproximando a universidade do mercado com novos produtos”, acrescenta Luísa Vidigal, analista técnica Sebrae Minas. O representante da FINEP, detalhou as oportunidades para parcerias com a instituição. “Falamos sobre os recursos não reembolsáveis via editais e linhas de crédito com juros entre 5% e 9% ao ano – valores abaixo do mercado – para apoiar projetos inovadores, quanto mais disruptivos melhor, temos o interesse de fazer esse tipo de financiamento”, explica Rodrigo Carvalho, gerente regional Sudeste da FINEP. Entre os projetos apresentados por alunos esteve o “Empreendedorismo Ambiental”, voltado para a formação de pessoas. O projeto envolve 9 pesquisas e busca acelerar novas ideias por meio de startups e patentes. “Estar no stand da FAU permitiu que mais pessoas conhecessem o potencial da universidade em formar pessoas com nível de pesquisadores para o mercado. E, ainda tivemos uma prospecção muito maior do que fazemos”, destacou Allan Britts, mestrando do Instituto de Ciências Agrárias da UFU. Esta foi a terceira participação consecutiva da FAU no Uberlândia Summit. “Há mais de 40 fazemos a ponte entre o conhecimento, inovação e desenvolvimento. Estar no Summit é reafirmar nosso compromisso com a academia, com Uberlândia e com o ecossistema de inovação”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 06/10/2025 ás 15:12