Primeiro lugar em Minas: UFU e FAU fomentam a educação que transforma conhecimento em inovação para a sociedade

Universidade Federal de Uberlândia Campus Santa Mônica Imagem: Milton Santos A Universidade Federal de Uberlândia reafirma a posição de destaque, no cenário mineiro, entre as universidades as instituições que mais depositam pedidos de propriedade industrial. A publicação foi feita recentemente (21/05) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A posição reafirma a excelência da Universidade em pesquisa e inovação junto às instituições e Institutos de pesquisa que mais depositam pedidos de Propriedade Intelectual. De acordo com o INPI, a UFU é o número 1 em Minas em depósitos de modelos de utilidade, e para programas de computador. Para registro de patentes de invenção, a UFU ficou em segundo lugar entre as universidades mineiras. “Os resultados demonstram o empenho de toda a comunidade acadêmica de nossa universidade. Temos pesquisadores e pesquisadoras comprometidos com a inovação buscando a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Destacamos também, nesse processo, a atuação estratégica das ações da UFU que vão desde a proteção da produção acadêmica até ações integradas com a sociedade na promoção de conexões para parcerias e o fortalecimento acadêmico e econômico”, destaca Thiago Paluma, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFU. Atualmente o portfólio da UFU soma mais de 830 registros no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), incluindo patentes, desenhos industriais e propriedades intelectuais demonstrando capacidade de transformar pesquisa em aplicação prática. “Hoje a universidade tem potencial para realizar a transferência dessa tecnologia, daquilo que é produzido aqui dentro pelos nossos pesquisadores. Para que elas se tornem, efetivamente inovação precisamos fazer essa transferência de conhecimento para a sociedade”, explica Luciana Carvalho, diretora de Inovação da UFU. Gráfico da classificação por “famílias de patentes” por domínio tecnológico. Fonte: Diretoria de Inovação e Transferência de Tecnologia A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós graduação (PROPP), em conjunto com a Fundação de Apoio Universitário (FAU) desenvolve um papel estratégico ao conectar a ciência às demandas da sociedade. “A gente fomenta a inovação e o empreendedorismo dentro da Universidade. E mais do que isso, essa inovação e esse empreendedorismo vão conectar o setor público, com setor produtivo”, acrescenta a diretora Luciana Carvalho. De acordo com a diretora de Inovação e Transferência de Tecnologia, a Universidade atua em dois eixos principais. Um para o fortalecimento empresas por meio do Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (CIAEM/UFU), voltado para startups, pequenas e médias empresas que precisam de orientações para se consolidarem no mercado. E, com a Agência Intelecto para a proteção intelectual e a transferência de tecnologia para os setores produtivos da sociedade. O outro eixo atua para conexão com as empresas realizada em parceria com a Fundação de Apoio Universitário (FAU). “Em dezembro do ano passado, fomos contemplados, em um incentivo da FAPEMIG para desenvolver um projeto de inovação, juntamente o Laboratório de Realidade Virtual Aumentada da UFU um classificador de grãos utilizando câmeras de alta definição com inteligência artificial embarcada, que inovador no mercado agroindustrial”, completa Dany Santos, CMEO Grider Tecnologia Engenharia e Automação. A Grinder está no mercado com uma carteira de mais de 800 empresas. Ela desenvolve projetos de inovação voltados à indústria 4.0, na automação e montagem mecânica industrial que vão de serviços elétricos de baixa e média tensão e tecnologia com foco em indústrias, fábricas de rações, unidades armazenadoras, estádios, aeroportos. “Então, essa relação multidisciplinar e direcionamento do projeto são de extrema relevância para que a gente consiga êxito no cumprimento dos cronogramas designados e na capacidade técnica de desenvolver um produto que vai ser algo inovador no mercado agroindustrial”, cita Dany Santos. No modelo de parceria público-privada, as empresas investem recursos financeiros nos projetos de PD&I onde a Universidade entra com o conhecimento da comunidade acadêmica e a infraestrutura dos laboratórios da UFU. “A FAU é essencial para viabilizar os projetos, tanto nos nossos ambientes promotores de inovação quanto nos ajudando a fazer as conexões com a sociedade, até ao apoio da organização orçamentária e financeira”, completa Luciana Carvalho. Na educação os investimentos em PD&I ainda têm impacto direto na formação dos alunos e professores. Os recursos são aplicados na modernização de laboratórios aumentando o envolvimento dos estudantes, desde a graduação nos projetos multidisciplinares, nos programas de Iniciação Científica (IC), mestrado, doutorado e pós-doutorado. E, ainda aproxima a comunidade acadêmica do ciclo do empreendedorismo do mercado econômico. “A Parceria Público Privado (PPP) é fundamental para engajar os estudantes de graduação e pós-graduação em pesquisas relevantes para a indústria nacional, assim reduzindo a dependência tecnológica estrangeira e formando recursos humanos de alto nível. As tecnologias desenvolvidas nas universidades e centros de pesquisa, também chamados de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), podem gerar novos negócios de base tecnológica com forte interação com mercado, desenvolvendo e retendo os talentos com foco no empreendedorismo e na inovação”, destaca Arthur Fiocchi, professor/pesquisador e coordenador do laboratório FEMEC MAKER/UFU. A UFU ainda participa do Pacto pela Inovação formado por setores econômicos e associações de classe de Uberlândia. Representantes da universidade participam de reuniões e discussões para o fortalecimento da economia por meio da inovação e prestação de serviços para a sociedade. Uma das ferramentas para facilitar essa interação foi a criação da vitrine tecnológica. O site oferece maior visibilidade às tecnologias desenvolvidas pelos pesquisadores. “Hoje, nós estamos consolidando um ambiente de conexão, um ambiente estratégico, onde nós vamos conectar a universidade, o setor produtivo e o setor público, e fortalecer o que a gente chama de modelo de hélice tríplice para que possamos promover um desenvolvimento econômico sustentável de Uberlândia e da região, completa Luciana Carvalho, diretora da diretoria de Pesquisa e Inovação da ProPP/UFU). As ações da PROPP/UFU se complementam com o Parque Tecnológico onde as empresas parceiras podem se instalar de forma física ou não, e terem acesso direto aos pesquisadores e infraestrutura dos laboratórios da UFU. “Com isso, as empresas têm a capacidade de inovar com PD&I e de ultrapassar a fronteira do conhecimento por meio das pesquisas. Nesse caminho a UFU vem se colocando cada vez mais de perto do ecossistema produtivo e ainda se posicionando no mapa da inovação
Gêmeos Digitais desenvolvidos por pesquisadores da UFU revolucionam a manutenção de subestações do Setor Elétrico Brasileiro

Alguns integrantes da equipe de novos projetos do laboratório de realidade aumentada da Faculdade de Engenharia Elétrica da UFU Imagine inspecionar uma subestação de energia elétrica, no coração da Amazônia, em seu ambiente de trabalho ou em um laboratório. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia UFU tornaram isto uma realidade. Por meio de tecnologias inovadoras e pioneiras, foram constituídas réplicas digitais fidedignas às subestações de Energia Elétrica; intitulados “Gêmeos Digitais”, que são capazes de prevenir falhas e reduzir custos de manutenção para o sistema elétrico brasileiro. As pesquisas já estão sendo aplicadas em duas estações de geração e distribuição da Eletronorte/Eletrobras como projeto de extensão. Com um time de mais de 30 pesquisadores da UFU da Eletrobras, em um intervalo de dois anos, este produto de Software foi viabilizado, em clara evidência de sucesso da parceria público-privada. O projeto aplica modelagem 3D realista integrada a sensores IoT com dados transmitidos por sensores. A solução veio da combinação de Realidade Aumentada (RA), Virtual (RV) e Inteligência Artificial para o monitoramento das estações de energia elétrica. A inovação de PD&I pode revolucionar a operação e manutenção do setor, os pesquisadores usaram a RA e RV à tecnologia de ‘Gêmeos Digitais’. De acordo com o Coordenador do Projeto, prof. Alexandre Cardoso, a inovação revolucionou o setor. “O perfil da engenharia mudou de forma acelerada, nos últimos anos pela associação da engenharia com a computação. Essa associação do ponto de vista da indústria demandou uma mudança muito grande de práticas, de engenharia de manutenção e de operação, no contexto da transformação digital”. O projeto consiste em associar as plantas reais das duas estações da Eletrobras Eletronorte que ficam nos estados de Rondônia e de São Paulo com plantas fiéis em modelo virtual, tecnologia conhecida como ‘Gêmeos Digitais’. Para concepção, as informações dos ambientes reais foram digitalizadas, considerando as estruturas, a localização de cada equipamento e a associação com sensores, para configurar os ‘Gêmeos Digitais’.” Os equipamentos das subestações são associados com práticas de Inteligência Artificial (IA), permitindo analisar riscos de pane ou problemas já existentes usando a identidade virtual para caminhar pela planta sem estar nas estações. Isso, além de facilitar processos de vistoria, incrementa agilidade e facilita o processo de manutenção”, explica o pesquisador. O projeto veio de um desafio da Eletrobras Eletronorte para melhorar a capacidade tecnológica nas duas estações mais remotas, a de Porto Velho e de Araraquara (SP). Elas fazem parte do sistema Eletrobras e têm juntas mais de mil kms de rede de geração e distribuição de energia elétrica. As empresas do setor elétrico brasileiro estão, de modo geral, investindo em digitalização. Isso inclui sensoriamento (IoT), análise de dados, automação e, mais recentemente, a exploração de tecnologias imersivas como AR/VR e ‘Gêmeos Digitais’. Os principais objetivos estão na segurança, operação e manutenção com ainda redução de riscos e custos para o setor. “Diante da alta criticidade dos ativos e do risco associado a falhas, que podem resultar em prejuízos financeiros significativos, é necessário adotar novas abordagens para garantir a continuidade e a confiabilidade do fornecimento de energia. Com o projeto, as equipes de operação e manutenção são capazes de conhecer e utilizar o ambiente virtual para se prepararem para os períodos de manutenção”, Destaca Lilian Ferreira Queiroz, diretora de gestão de ativos da transmissão Eletrobras A Eletronorte pertence ao Sistema Eletrobras, sendo responsável por gerar e fornecer energia elétrica a nove estados da Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A Eletrobras representa 37% do total de linhas de transmissão do Brasil. Muitos projetos inovadores no setor elétrico estão sendo financiados por meio de programas de PD&I regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), muitas vezes em parceria com universidades e institutos de pesquisa. “Os benefícios esperados incluem a redução significativa da indisponibilidade do sistema HVDC, evitando multas de perda de disponibilidade (PV), aumento da vida útil dos equipamentos, e a otimização dos processos de O&M”, completa a diretora Lilian Queiroz. O projeto de inovação desenvolvido pela FEELT já está no segundo aditivo da parceria Público-Privada. “A Universidade Federal de Uberlândia é essencial tanto nas discussões quanto no desenvolvimento do projeto de realidade virtual e aumentada para as instalações do sistema HVDC da Eletrobras Eletronorte que operam em ambientes restritos, com alta tensão e condições adversas, o que dificulta o acesso para manutenções regulares”, Destaca Lilian Ferreira Queiroz. diretora de gestão de ativos da transmissão Eletrobras. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 23/05/2025 ás 13:54
Parceria entre UFU e empresa especializada em Inteligência Artificial busca formar nova geração de criadores de IA

Inauguração dos Laboratórios Avançados de Estudos com a participação do reitor da Universidade Federal de Uberlândia, alunos do programa de extensão, representante da Prefeitura de Uberlândia e professores da FACOM. Imagem: Cássio Dias A parceria foi firmada por meio de um projeto de extensão intermediado pela Fundação de Apoio Universitário (FAU). O primeiro resultado foi a adequação de duas salas no prédio da Faculdade de Computação (FACOM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A Neo Space, empresa parceira do projeto, é especializada em IA e de referência nacional. Ela investiu nas adequações das salas que possibilitaram na criação de dois Laboratórios Avançados de Estudos (LAE) em Inteligência Artificial (IA). Os alunos participarão de desafios propostos pela empresa e conexão com os mercados nacional e internacional. “O espaço foi pensado não apenas para desenvolvimento de projetos com IA, o principal é oferecer ambiente de estímulo para os alunos da Universidade e estimular a troca de conhecimento e dessa interação surgirem novos talentos, novos projetos e, já percebemos essa mudança no comportamento”, destaca Ana Karolina Schultz, advogada da Neo Space. As aulas terão início neste sábado (17), na UFU. O projeto ainda vai atender estudantes do ensino médio da rede pública com idade entre 15 a 19 anos que vão se juntar a esse ambiente. As aulas iniciarão no próximo sábado (17), elas serão divididas em módulos presenciais realizadas na UFU com monitoramento de estagiários e professores da FACOM e colaboradores da Neo Space, com trabalhos avançados em desenvolvimento na empresa. Com isso, a UFU e a Neo Space começam a formar a próxima geração de criadores e especialistas em IA. As especializações capacitarão os alunos a entrarem em um mercado com déficit de mão de obra e cada vez mais exigente. A parceria, inédita no país, pretende fazer de Uberlândia o HUB de Inteligência Artificial mais avançado do Brasil. “O que nós vamos ensinar para os alunos da universidade e do ensino médio da rede pública é construir novas IAs, estamos falando de capacitar a criar novas tecnologias, ensinar a partir do zero a arquitetura de Inteligência Artificial para avançar em um poderoso mercado”, destaca o coordenador do projeto e pesquisador da UFU, o professor João Henrique de Souza Pereira. A iniciativa destaca a UFU no pequeno grupo de universidades que investem em inovação e tecnologias avançadas para alunos da rede pública. De acordo com o Artificial Intelligence Index Report 2024, elaborado pela Universidade de Stanford, dois terços dos países investem na educação em Ciência da Computação, em diferentes níveis de ensino. O Laboratório de Estudos Avançados (LAE), em parceria entre a FACOM/UFU e Neo Space, tem capacidade para desenvolvimento de estudos além do estado da arte na área de IA. “A formação de talentos é um dos grandes desafios para o desenvolvimento de ecossistemas de inovação no mundo, assim como a colaboração entre diferentes setores. Uberlândia está avançando de maneira sólida nesses dois aspectos, e programas como esses comprovam esse progresso”, destaca Ferdinando Kum, Líder de Comunidade/Voluntário no UberHub. A cidade de Uberlândia terá potencial para se tornar referência nacional em IA competindo com polos. De acordo com publicação da Microsoft em 2023 apontou que somente 12% dos candidatos às vagas de IA apresentaram qualificação especializada. “Queremos chegar no final do ano com os primeiros talentos que vão turbinar as empresas da região a serem cada vez mais competitivas no mercado mundial de tecnologia em IA, ou até mesmo criarem novas Startups da área e temos chance de sermos referência internacional e chegarmos a ser um Hub referência na criação em IA”, destaca o professor João Henrique da UFU, coordenador do projeto. Fortalecimento da extensão Momento de discussão de ideias entre alunos e professor da FACOM no Laboratório Avançado de Estudo. Imagem: Samuel Amorim Os novos Laboratórios Avançados de Estudos (LAE) ampliarão a capacidade de formação dos alunos criando ‘super jovens’ da IA: alunos de 12 a 19 anos, todos de escola pública, democratizando o acesso à educação tecnológica ao oferecer aprendizado avançado de programação e, agora, arquitetura Transformer de graça. Para o diretor de operações do UberHub Educação, a soma dos programas é de grande relevância para o fortalecimento do ecossistema de inovação. “Com os LAEs e a expertise da NeoSpace AI e da Facom/UFU, queremos oferecer uma formação de excelência que abra portas e crie oportunidades reais para alunos da rede pública se destacarem como criadores e inovadores em IA. O objetivo é formar uma nova geração de desenvolvedores com sólida base em IA, capazes de não apenas consumir, mas também de criar e inovar com as tecnologias que estão moldando o futuro”, destaca Walber Schwartz, Diretor de Operações do Instituto Uberhub Educação. O projeto de extensão para formação em IA se somará às atividades do UberHub Code, que já qualificou mais de 9 mil alunos de escolas públicas em programação. No final do ano os alunos formados pelos dois programas somarão conhecimento ampliando o alcance da capacidade de atender a carência do mercado incluindo o desenvolvimento de inteligência artificial. No Brasil ainda são poucas as instituições públicas de ensino superior que participam de parcerias para ampliar a capacidade de inovação e pesquisa bem como a ampliação de conteúdo para jovens do ensino médio da rede pública. “Essas iniciativas fortalecem significativamente o UberHub (Ecossistema de inovação de Uberlândia), que inclusive já é reconhecido como um dos melhores do Brasil. O Ecossistema forma talentos altamente qualificados, gerando oportunidades tanto em grandes empresas globais, como Google e Instagram, quanto em empresas locais, além de impulsionar o empreendedorismo regional com geração de empregos e inovação”, comenta Ferdinando. Para o coordenador do projeto essas ações integradas entre universidade e empresas alcançando novos talentos das escolas públicas poderá gerar resultados impactantes em áreas mundialmente destacadas. “Acreditamos que nessa velocidade e interação do ecossistema de inovação poderemos ter em 9 anos resultados extraordinários para resolver, no planeta, a pobreza, fome e doenças complexas como o câncer, destaca o professor da UFU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 15/05/2025 ás 15:35
FAU participa do Primeiro Fórum pela Inovação de Uberlândia

Fórum do Pacto pela Inovação realizado na ACIUB Imagem: Sérgio Gouvêa / Aciub Uma mesa redonda com os principais atores da economia de Uberlândia marcou o 1º Fórum do Pacto pela Inovação, realizado nesta quinta-feira (08), na Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (ACIUB). O evento reuniu as 25 entidades de classe, instituições de ensino e de pesquisa que compõe o Pacto pela Inovação, com a participação da Fundação de Apoio Universitário (FAU), formalizando a adesão da Fundação ao movimento. “A FAU tem orgulho de integrar o Pacto pela Inovação de Uberlândia, um movimento que conecta instituições comprometidas com o desenvolvimento e uma inovação de impacto”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. O Pacto pela Inovação faz parte da estratégia municipal para articular uma agenda comum, com foco em projetos de inovação que transformem a cidade por meio de ações inovadoras para a economia, a educação, sustentabilidade e inclusão social. “Hoje, celebramos um momento significativo na trajetória da inovação em Uberlândia. A adesão dos signatários ao Pacto pela Inovação reflete um forte compromisso com o desenvolvimento e a transformação da nossa cidade”, conclui Karyne Justes. Com 42 anos de atuação, a FAU gerencia projetos de pesquisa e extensão, desempenhando importante papel na articulação entre a sociedade, setor produtivo e as Instituições de Ensino Superior que apoia, entre elas a Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A Fundação já viabilizou mais de 8 mil projetos, envolvendo mais de R$ 10 bilhões captados por pesquisadores, com foco em inovação e empreendedorismo. “A participação da FAU no Pacto pela Inovação é de extrema relevância. Sua contribuição será essencial para a operacionalização e viabilização das iniciativas que surgirão a partir desse esforço coletivo. Com a união de competências e a troca de experiências, estou certa de que construiremos um futuro inovador e promissor para Uberlândia, comenta Karyne Juste, assessora de inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação e membro do petit comitê do UBERHU. Neste Primeiro Fórum, foram discutidas as principais dos setores econômicos da cidade, acumulados nos dois últimos anos. Os representantes de entidades de classe abordaram tendências emergentes, desafios e oportunidades para impulsionar a inovação e as parcerias público-privadas. “Foi uma satisfação para a ACIUB receber o 1º Fórum do Pacto pela Inovação, da qual somos signatários também. Além disso ficamos muito felizes com a chegada da FAU, que é essencial no ecossistema de inovação, principalmente com foco na transferência de tecnologia e ponte com a universidade. Somos mais de 25 organizações públicas, privadas e acadêmicas envolvidas neste movimento que busca tornar Uberlândia um modelo de inovação e empreendedorismo no mundo”, destaca Fábio Túlio Felippe, presidente da ACIUB. O momento vem no embalo do destaque de Uberlândia no cenário nacional, ano passado o município recebeu o prêmio de Melhor Comunidade de Startups do Brasil no Startup Awards. São mais de 500 empresas de tecnologia, 280 startups ativas e 120 eventos nas áreas de inovação, tecnologia e empreendedorismo. “O 1º Fórum representa uma virada de chave para a nossa cidade, pois inaugura um novo modelo de articulação, colaboração e realização coletiva. É inspirador ver universidades, empresas, setor público e sociedade civil construindo, juntos, os próximos passos de um ecossistema que já provou sua força”, completa o diretor da FAU. Para a assessora de inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação o Fórum o evento sinaliza um novo tempo par Uberlândia, “estou entusiasmada com o engajamento demonstrado por todos os envolvidos na manhã desta quinta-feira e acredito que o alinhamento de expectativas será o ponta pé para o novo tempo de crescimento da cidade”, completa a assessora. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 09/05/2025 ás 15:20
A gestão empresarial, responsável por decisões cada vez mais ágeis, tem transformado o perfil dos profissionais dentro das organizações

Foto ilustrativa/internet. A formação de novos líderes capazes de resolver problemas, concluir tarefas e criar estratégias tem sido a maior preocupação no ambiente corporativo. A gestão empresarial moderna vai além do conhecimento técnico: demanda líderes preparados para resolver problemas complexos, analisar dados com rigor científico e implementar práticas alinhadas a critérios ESG (Environmental, Social, Governance). De acordo com Ryan Roslansky, CEO do Linkedin, a busca por este perfil de profissionais registrou, em dois anos, um aumento de 40% na contratação no Brasil. Habilidades e competências que, no ambiente corporativo, podem fazer a diferença na hora de resolver problemas, concluir tarefas e de criar estratégias baseadas em dados. Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a Faculdade de Gestão e Negócios (FAGEN) já completou 20 edições presenciais do curso de pós-graduação (MBA). Até agora foram mais de 800 executivos formados em Gestão Empresarial, que hoje ocupam posição de destaque em empresas nacionais e internacionais. O principal objetivo do curso é capacitar o aluno a analisar o mercado de forma prática com metodologias e dados reais para tomadas de decisões cada vez mais ágeis e eficientes. A modalidade EAD surge como uma alternativa estratégica para quem busca flexibilidade sem abrir mão do rigor prático e acadêmico. O formato EAD tem sido preferido pelas organizações para oferecerem aos seus líderes o conhecimento de professores da UFU, além de tornar os conteúdos mais acessíveis para diversas regiões. “Ressalta-se que o curso tem um enfoque predominantemente prático, ou seja, visando a aplicação imediata nas organizações em que os alunos atuem”, disse Fernanda Maciel Peixoto Coordenadora do Curso. O MBA em Gestão Empresarial EAD da FAGEN tem como público-alvo profissionais de diversas áreas que atuem, ou desejem atuar, na gestão de organizações. “O curso oferecerá uma imersão na essência necessária para os gestores de empresas, tratando dos temas mais relevantes e atuais relacionados à gestão”, completa a coordenadora do Curso. Esta é a segunda vez do curso na modalidade EAD, ele já apresentou bons resultados no mercado de Uberlândia e região, possibilitando a formação de profissionais que buscavam se aperfeiçoar com novos conhecimentos relacionado à gestão das organizações.A amplitude das matérias possibilita a participação dos mais diferentes tipos de profissionais com distintas formações, mas que tenham como foco atuar na gestão de negócios, ou, atuar de forma empreendedora, buscando a criação de um novo negócio. “E eu posso dizer com todas as palavras que foi uma das melhores decisões da minha vida. Principalmente pela virada de chave que o curso me proporcionou. Algo que começou apenas como um norteador pra me auxiliar na gestão da minha empresa, despertou uma mudança completa também de carreira. Hoje trabalho como consultora empresarial de fisioterapeutas, tenho minha segunda empresa que cada dia cresce mais um pouco”, disse Carol Lima, fisioterapeuta e empresária, ex-aluna da primeira turma EAD. Além das aulas on line, estão programados fóruns de discussões e imersão na essência necessária para os gestores de empresas considerando as mudanças constantes no ambiente competitivo. Dentro do processo da gestão empresarial de planejar, organizar, coordenar e controlar os recursos de uma empresa, o objetivo é atingir o planejamento estratégico da empresa de forma eficiente e sustentável. O conteúdo considera temas recentes ou inovadores passando pelas áreas de finanças, marketing, gestão de pessoas, gestão de operações, logística e cadeia de suprimentos, planejamento estratégico e inteligência de mercado. O curso terá a duração de 1 ano e meio (360h/aulas), mais informações pelo site: https://cursos.fau.org.br/curso/gestao-empresarial/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 08/05/2025 ás 15:55
Com salários até 80% maiores o mercado de trabalho está cada vez mais seletivo por pessoas com segundo idioma no currículo

Aprender um novo idioma pode ser a chave para melhores oportunidades no mercado de trabalho. Em um mundo onde o conhecimento é cada vez mais valorizado, dominar um segundo idioma vai além de simplesmente falar outra língua. Além de ampliar as chances de contratação no mercado de trabalho, gera mais oportunidade de crescimento pessoal e vantagens internacionais e melhores contratos e remunerações. De acordo com pesquisa Catho, site de classificação de empregos, profissionais fluentes em inglês podem ter salários até 83% maiores em comparação àqueles que não dominam o idioma. O dado é ainda mais impactante quando consideramos que apenas 3% dos brasileiros no mercado de trabalho são realmente proficientes na língua mais demandada do mundo Outros idiomas também vêm ganhando colocações em cargos estratégicos nas grandes empresas. Para espanhol e francês, a diferença salarial chega a 30%, enquanto o conhecimento em Libras abre portas em áreas como educação, saúde e atendimento ao público. “O novo conhecimento que adquiri fazendo o curso de inglês, me fez sentir mais confiante em tentar ler e escrever sem tantas consultas e, com isso vem a autoconfiança em tentar me expressar, nem que seja com poucas palavras que já aprendi. Tenho mais vontade de aprender”, observa Priscila de Oliveira Silva, aluna ano passado do curso de inglês no CELIG. Um dos desafios para aprender um novo idioma está no acesso aos cursos, que geralmente são ofertados por escolas particulares. Em Rondonópolis o Centro de Línguas CELIG, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), uma das cinco Universidades Federais apoiadas pela Fundação de Apoio Universitário (FAU), decidiu implementar um projeto de extensão com maior abrangência de mercado, mais acessível e de faixa etária mais abrangente. O CELIG criou o projeto com o compromisso com a inclusão social. “Nós também oferecemos bolsas integrais para comunidades em situação de vulnerabilidade econômica”, completa Ana Paola S. Lima, coordenadora do CELIG. As aulas combinam a abordagem comunicativa focada em situações reais de uso da língua. Para o curso de inglês, o material de apoio oferecido por meio da plataforma digital Smart English. E, para crianças foi criado o módulo especial para alunos a partir de 7 anos, utilizando abordagens lúdicas e alfabetização bilíngue. “É a construção de sentido por meio das interações e sem o uso de tradução, uma vez que a perspectiva da abordagem é tornar o aprendizado mais interativo”, disse a coordenadora. Os cursos são presenciais e abrangem os idiomas de: inglês, francês e espanhol. Outra particularidade, que está além do mercado de trabalho, é a de oferecer conhecimento de redação específica para candidatos ao ENEM e, ainda aulas para quem deseja aprender Libras com a oportunidade de ter capacitação profissional e o fomento ao empreendedorismo. O curso é isento de mensalidades, o aluno paga somente uma taxa para a matrícula, as aulas são presenciais. “Minha decisão para fazer o curso no CELIG tem dois motivos; o primeiro porque eu sempre tive vontade de aprender outra língua e querendo ou não o inglês, ele é a língua universal, o outro motivo foi por questões profissionais. Eu trabalho em uma multinacional, nossos acessos todos são em inglês e querendo ou não é um diferencial para a empresa. E, também eu sei da necessidade, que é a importância que é o inglês, hoje em dia é fundamental para o crescimento pessoal”, acrescenta Priscila, analista sênior. O projeto está sob a coordenação da UFR, para que o curso possa ser ofertado à sociedade a gestão financeira acontece por meio da parceria com a FAU, a Fundação é uma organização de direitos privados se fins lucrativos. Há mais de 40 anos atua na gestão de projetos de pesquisa, ensino e extensão, garantindo inovação e desenvolvimento institucional. As aulas de idiomas no Centro de Línguas CELIG, da Universidade Federal de Rondonópolis, acontecem uma vez por semana, saiba mais em www.ufr.edu.br/cursos/celig Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 29/04/2025 ás 09:51
Pesquisadores do Laboratório de Nanobiotecnologia da UFU buscam parcerias para concluir pesquisas de diagnóstico precoce de câncer

Equipe de pesquisadores de algumas linhas de pesquisa e inovação, do Laboratório de Nanobiotecnologia, em reunião de trabalho. Imagem: banco de dados do laboratório Os pesquisadores do Laboratório de Nanobiotecnologia Prof. Dr. Luiz Ricardo Goulart Filho da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), buscam alcançar mais uma posição de referência em testes rápidos para identificação de doenças infecciosas negligenciadas e também em câncer. As pesquisas dessa área haviam sido desaceleradas durante a pandemia quando a equipe precisou integrar à Rede Estadual de Laboratórios Públicos de Minas Gerais (RELSP), dedicando-se a diagnósticos e registros de casos positivos de COVID-19 com resultados em 24 horas. “Adaptamos nossa estrutura com apoio do Hospital de Clínicas e de alunos voluntários. Foi um trabalho intenso até a vacinação em massa”, relembra Luciana Machado Bastos, coordenadora do laboratório, especializado em doenças negligenciadas e câncer. Retomados os trabalhos, na área de doenças infecciosas, como tuberculose e na triagem de câncer, os cientistas já comemoram novos resultados. Eles desenvolveram um método para detectar, com exames de sangue, células tumorais circulantes de dois tipos mais comuns de câncer: o de mama e o de próstata. O grande salto da pesquisa é permitir realizar diagnóstico precoce, antes mesmo que a doença seja identificada por exames de imagem ou biópsias. “No caso do câncer, busca-se marcadores sanguíneos que permitam triagem acessível na rede básica de saúde”, explica Bastos. Os trabalhos, em câncer de próstata e mama no laboratório, são coordenados pelas pesquisadoras, Vívian Alonso Goulart e Yara Paiva Maia. Agora, o principal objetivo com o novo teste é viabilizar o custo para atender populações das regiões com pouca infraestrutura. O novo exame funcionaria como classificação dos pacientes, com o resultado positivo ele é encaminhando precocemente para novos exames e atendimento especializado, o que aumenta as chances de cura e reduz custos do tratamento. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que até o final do ano serão registrados 73.610 novos casos de câncer de mama, com uma taxa de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres, e que a doença cause 18 mil mortes. E, dados do Observatório de Oncologia revelam que, quando diagnosticado no primeiro estágio, o tratamento custa em média R$11,3 mil, o valor salta para R$ 55 mil no estágio três. Agora, o desafio dos cientistas do Laboratório de Nanobiotecnologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é encontrar parceiros na iniciativa privada para adquirir novos equipamentos, finalizar o processo e transferir a tecnologia para dar acesso à toda população. “Então, isso mostra que há mercado. Esperamos que a indústria se interesse, especialmente para fornecimento ao SUS”, conclui a coordenadora do laboratório. A próxima fase das pesquisas é ampliar o número de testes em parceria com a iniciativa privada e transferir a tecnologia para atender a sociedade. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 24/04/2025 ás 11:09
O ‘superpoder’ por trás de uma das carreiras mais promissoras da atualidade

A ciência de dados aplicada já está por todos os lugares e começa a reconfigurar o mercado de trabalho se tornando ferramenta indispensável no planejamento estratégico das empresas. Usar dados estatísticos ou informações levantadas sobre comportamentos tem apresentado resultados cada vez mais eficazes, maior concorrência no mercado de trabalho e transformação de carreiras. “Essas habilidades que eu aprendi, na ciência de dados aplicada e, os conceitos novos, não só me ajudaram a resolver problemas de forma mais eficiente, mas também a colaborar com a minha equipe de forma mais estratégica e, propor mais soluções inovadoras, com técnicas diferentes do que são usados hoje no mercado”, destaca disse Filipe Vilela, ex-aluno da primeira turma de pós-graduação em Ciência de Dados Aplicada, realizada pela a Faculdade de Computação (FACOM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Segundo o relatório Future of Jobs 2023 do Fórum Econômico Mundial, divulgado no início deste ano, profissionais com o perfil do Filipe, capacitados em ciência de dados aplicada, estão entre os oito mais demandados globalmente. A previsão é que essa procura cresça 41% até 2030. Da agricultura ao setor de finanças, passando pelas políticas públicas, todos buscam aumentar a rentabilidade e eficiência por meio da análise de dados. Para atender a essa demanda, a FACOM elaborou mais um curso de pós-graduação em ciência de dados aplicada na modalidade presencial. A pós combina fundamentos teóricos e práticos, desde a preparação de dados até modelagem com técnicas estatísticas e computacionais. “Nós entendemos que o curso irá capacitar profissionais com conhecimentos em Ciência de Dados e técnicas relacionadas aplicáveis em situações práticas em diversos tipos de organizações. Serão cobertos conceitos básicos que permitirão o profissional aplicar seu conhecimento em problemas reais”, explica o coordenador do curso, professor Marcelo K. Albertini. Filipe Vilela é engenheiro de dados, para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ele escolheu a segurança pública em Uberlândia, e aplicou o conhecimento adquirido no curso para analisar alguns índices de criminalidade entre os anos de 2014 a 2024. Na análise, ele identificou roubos como tipo de crime mais frequente no centro da cidade e em bairros próximos a área central, na maioria praticados à noite. O tipo de crime fica mais violento em bairros mais periféricos onde homicídios aparecem com maior frequência e com pico de ocorrência pela madrugada. “O uso de dados de criminalidade no Brasil tem se tornado cada vez mais essencial para entender padrões e promover políticas públicas eficazes. Eu vi a importância de utilizar, de ser útil em projeto real, como o estudo da violência em Uberlândia”, acrescenta Filipe. Para o engenheiro de dados, o curso ofereceu entendimento das diversas áreas de dados da tecnologia para aplicação, principalmente, no trabalho em equipe. A pós graduação se especializando proporcionou agregar mais conhecimento à função que já exerce na empresa. “Foi um curso amplo que me fez entender mais como os dados podem ser usados, como podem ser tratados, abriu-se um leque de conhecimento e de informação”, completa Filipe aluno da última turma de pós graduação. Para mais informações acesse o site: https://cursos.fau.org.br/curso/ciencia-de-dados-aplicada-a/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/04/2025 ás 14:42
Erros em licitações de obras públicas custam milhões: FAU cria curso para capacitação técnica e eficiência

A Fundação de Apoio Universitário (FAU) está lançando seu primeiro curso voltado exclusivamente ao setor de licitações públicas, com foco específico em obras e serviços de engenharia civil. Esta é uma proposta inédita e busca reduzir falhas que geram prejuízos milionários aos cofres públicos De acordo com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), cerca de 40% das licitações de obras apresentam algum tipo de falha. Em dezembro de 2024, o TCE-MG analisou 615 editais de 300 municípios mineiros e constatou que quase todos exigiram correções, totalizando mais de R$ 655 milhões em licitações. A auditoria também revelou que, com o uso de inteligência artificial, foram evitados cerca de R$ 20 milhões em gastos públicos irregulares apenas nos últimos 18 meses. A análise foi feita pelo novo robô implementado pelo TEC, o Apolo (Analisador de Planilhas Orçamentárias de Licitações de Obras). Entre os problemas mais frequentes estão editais com vícios — como falta de clareza e restrições à competitividade —, projetos básicos incompatíveis com a execução, e falhas na fiscalização, que resultam em obras paralisadas ou abandonadas. Para enfrentar esse cenário, o curso combinará fundamentos teóricos e práticos, com simulações reais nos sistemas Compras.gov (ComprasNet) e, no Sistema de Cadastro de Fornecedores (SICAF). O conteúdo será ministrado pelos especialistas Paulo Reis, engenheiro civil e advogado, e Saulo David, especialista em licitações e contratos. O curso responde à escassez de formações especializadas na região, especialmente voltadas a profissionais envolvidos em processos licitatórios, fiscalização e gestão de contratos de obras públicas. O objetivo principal é reduzir os riscos e falhas que, segundo os Tribunais de Contas, ainda são comuns e custam milhões aos cofres públicos. Com essa iniciativa, a FAU reafirma seu compromisso com a qualificação técnica e a eficiência da gestão pública. “O curso foi pensado para oferecer uma formação prática e aplicada, alinhada às diretrizes legais e aos desafios reais enfrentados pelos gestores públicos”, afirma Juliana Gough, gerente de compras da FAU e idealizadora do projeto. A capacitação será realizada em formato híbrido, com um módulo presencial na sede da FAU e outro online, proporcionando maior flexibilidade e abrangência para os participantes. Além disso, os participantes terão acesso a módulos gravados para revisão, materiais atualizados e conteúdos complementares, facilitando a aplicação imediata dos conhecimentos no cotidiano administrativo. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 10/04/2025 ás 11:40
Sabor de inovação, projeto ‘Da Semente à Xícara’ tem classificação de “Projetos Inovadores” pela Fapemig

Em Uberlândia, evento de 40 anos da Fapemig Foto: Marco Cavalcanti O projeto “Da Semente à Xícara”, descobriu a fórmula para inovar além do sabor. Com sede no Campus de Patos de Minas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ele leva os resultados da ciência aplicada na lavoura para uma nova forma de divulgação. Junto com outros 12 projetos, foi eleito como um dos “Projetos Inspiradores” financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O grupo de pesquisa e extensão do projeto reúne professores, técnicos, pesquisadores e estudantes de diversas áreas do conhecimento, unindo biotecnologia, engenharia de alimentos, ciência da computação e engenharia eletrônica e de telecomunicações. De xícara em xícara, eles levam para feiras, congressos nacionais e internacionais o sabor inovador que a pesquisa proporciona. Com a parceria do projeto de extensão os pesquisadores melhoraram a classificação dos cafés da região. “A parceria com a UFU surgiu de uma necessidade. Naquela época (2019, início da parceria), falava-se muito em fermentação de café, mas não havia um protocolo claro de como fazer isso da maneira correta”, explica Daniel Bruxel, produtor de café especial e parceiro do projeto. A seleção de ‘Projetos Inspiradores’ faz parte das ações da Fapemig para comemorar os 40 anos da Fundação como forma de estimular novas formatações de projetos de pesquisa. O projeto reuniu 10 cafeicultores da região de Patos de Minas e, com recursos da Fapemig e gestão financeira da FAU, “A proposta do projeto ‘Da Semente à Xícara’, que resultou no café Porandu, foi uma proposta inovadora e topamos. Esse é um dos papeis da FAU, além do apoio na gestão financeira, nós ainda adquirimos, compramos, os cafés resultado da pesquisa e, o recurso é investido pelos pesquisadores em ações de promoção da ciência em feiras e eventos até fora do Brasil, acrescenta Rafael Visibelli diretor executivo da FAU. Coordenado pelo professor Matheus Gomes, o grupo vem conquistando espaço cada vez maior. A equipe aplicou Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) para monitorar a fermentação do café em tempo real, permitindo maior controle sobre variáveis ambientais e bioquímicas durante o processo. “Essas tecnologias possibilitam que os produtores tomem decisões mais precisas e baseadas em dados, melhorando a eficiência produtiva, a rastreabilidade e reduzindo perdas na cadeia produtiva”, destaca o pesquisador Matheus, coordenador do projeto. Com o novo processo, tem sido possível alcançar um sabor superior e maior visibilidade para os cafés desenvolvidos com base em pesquisa e inovação. O resultado já coloca os produtores parceiros em novos mercados. “É um privilégio ter equipe multidisciplinar da Universidade dentro de nossa propriedade, agrega muito nos processos”, destaca Fernando Naimeg, produtor de cafés especiais, parceiro do projeto, já na quarta safra. O projeto inclui a compilação de dados, oferecendo aos produtores uma nova visão dos resultados obtidos e maior segurança na tomada de decisões. “Temos condições de saber e escolher qual processo utilizar. O conhecimento é muito importante; você acaba economizando tempo. Temos tido uma repetitividade no perfil sensorial dos cafés, e esse é nosso foco: produzir cafés com padrão e cada vez mais especiais”, completa Naimeg. A apresentação do projeto aconteceu durante as atividades de comemoração dos 40 anos da Fapemig no último dia 13, na UFU. A solenidade contou com a presença do presidente da Fundação, professor Carlos Arruda e todo o staff de inovação da Universidade e Fapemig e da UFU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 04/04/2025 ás 17:20