Programa gratuito de formação de desenvolvedores de software, apoiado pela FAU, inicia as atividades do ano com número recorde de alunos

O programa de formação de desenvolvedores de software do Instituto Uberhub de Uberlândia foi considerado um dos 3 melhores do Brasil voltados para educação em tecnologia, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Consolidado com quase 9 mil alunos matriculados ao longo dos 3 ciclos anuais, o programa conta com a FAU entre as 16 instituições apoiadoras para atender jovens de escolas públicas a partir de 13 anos de idade. “A FAU é uma importante parceira do Uberhub Code tanto na área de gestão dos projetos que temos em parceria com a UFU, quanto agora com a infraestrutura do seu excelente coworking, o COÉ, o que facilita bastante a operacionalização dos ciclos e todas as ações que desenvolvemos com os jovens, e acreditamos que esta parceria tem tudo para crescer e se fortalecer gerando alto valor para a sociedade”, destaca o diretor de operações do UberHub Code, Walber Schwartz. A abertura do ciclo ocorreu no último sábado (8), em um dos auditórios da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) também apoiadora do Uberhub Code. Logo após, os alunos se dirigiram às salas de aula na Faculdade de computação da UFU e na Faculdade Anhanguera parceiras do programa. A estrutura do conteúdo é baseada no curso de ensino superior de ciência da computação e informação, com metodologias consagradas mundialmente com o objetivo de preparar os alunos de acordo com o que as empresas precisam. “Eu estou ouvindo tudo que esse curso vai oferecer de conhecimento para o meu filho e já vejo muitas oportunidades de carreira pra ele, com o mais importante; fazendo o que ele gosta”, comentou Luana Aparecida Silva, mãe de Lourenzzo, de 13 anos. Ela contou que o filho é um apaixonado por jogos eletrônicos de estratégia. Lourenzzo é um dos mais de 600 alunos inscritos para este primeiro ciclo do programa. O conteúdo do curso se baseia nas metodologias do curso introdutório de CS50 de Harvard à Ciência da Computação e da Unicamp além de métodos de resolução de problemas usados em campeonatos nacionais e internacionais. “O Programa do Uberhub Code vai muito além de ensinar computação e programação. Esse curso oferece ao aluno a possibilidade de conhecer novos marcados e novos mundos não só na área da tecnologia, mas também em outros setores como o de logística e tudo por trás de um software de gestão”, ressalta Ferdinando Kun, líder de comunidade de Inovação em Uberlândia. O programa teve início em 2018 e vem superando metas a cada novo ciclo, o objetivo é formar 21 mil jovens em lógica de programação até o ano de 2029. O curso é realizado pelo Instituto UberHub Educação, totalmente gratuito e focado na formação de desenvolvedores de software. Já são mais de 8 mil alunos matriculados. No ano passado, mais de 500 jovens que passaram pelo curso se destacaram em competições de programação e 22 foram medalhistas em olimpíadas nacionais e internacionais. A cada ano, são realizados 3 ciclos de aulas que acontecem aos sábados, durante um mês. Os alunos aprendem a desenvolver a criatividade, pensamento crítico e habilidades analíticas. Muitos se tornam monitores remunerados, outros ingressam no mercado de trabalho, ou fundam startups. Há, inclusive, ex-alunos que foram trabalhar no Google, Facebook e Instagram. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 28/03/2025 ás 15:22
UFU e Embrapii entregam inovação para indústria gaúcha de envase de vacinas, substituindo importação

Diretores sócios da Teksul e o pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia comemorando em frente a indústria, na cidade de Canela/RS, a entrega do projeto de inovação. Imagem: rede social Um projeto de parceria público-privada, desenvolvido na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com o apoio da Embrapii, resultou em um processo inovador para uma pequena indústria gaúcha fabricante de equipamentos para envase de fármacos. A necessidade impulsionou a ideia e, em menos de quatro anos, a parceria entre indústria e universidade, com o suporte financeiro do Programa da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Sebrae, permitiram que pesquisadores desenvolvessem processos de fabricação de alta precisão, abrangendo toda a cadeia produtiva da bomba de envase asséptica de fármacos, incluindo vacinas. Os novos processos foram entregues, no dia (20/02), à indústria Teksul da cidade de Canela (RS). “Essa parceria com a Embrapii, desenvolveu soluções inovadoras para a indústria de envase de fármacos no Rio Grande do Sul, reduzindo a dependência de importações. O projeto resulta em maior autonomia tecnológica para o setor, fortalecendo a produção nacional e impulsionando a competitividade da indústria brasileira”, salienta o reitor da UFU, Prof. Carlos Henrique de Carvalho. A inovação tecnológica foi coordenada pelo pesquisador da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEMEC) e coordenador do laboratório FEMEC Maker da UFU, Prof. Arthur Alves Fiocchi. O desafio da indústria era obter um produto nacional que oferecesse a eficiência e segurança de uso do equipamento importado para o setor de envase de vacinas. “Era preciso fabricar uma peça que, para vocês entenderem melhor, funciona como o pistão que se movimenta dentro do cilindro do motor do carro, um êmbolo dentro de uma camisa. Esse êmbolo sobe e desce no interior da camisa da bomba, e o medicamento é dosado e envasado dessa forma. No entanto, esse movimento relativo ocorre milhares de vezes por dia e não pode liberar fragmentos dentro do medicamento, sendo necessários sofisticados processos de fabricação que não encontramos na indústria nacional”, explica André Pereira de Freitas, diretor sócio da Teksul. A indústria precisava que o equipamento tivesse compatibilidade de movimento e encaixe para o envase de vacinas com segurança do similar europeu. O investimento total foi cerca de R$600 mil, com a Teksul participando com 10 % e o restante de recurso não reembolsável foi investido pela Embrapii e Sebrae, por meio do programa de apoio à indústria nacional. “É importante que todos conheçam essas formas de parcerias para inovação da indústria nacional, porque tenho certeza de que todas elas têm necessidade de inovação. Com a Embrapii, essas oportunidades se concretizam e o pesquisador pode se envolver com a sociedade”, completa o coordenador do projeto. Os resultados representam um avanço tecnológico e estratégico para o setor farmacêutico brasileiro. “Precisávamos encontrar alguém, em nossas Universidades, para desenvolvermos essas tecnologias no Brasil. Foi então que encontramos o Prof. Arthur, da UFU, especialista em usinagem de ultraprecisão”, completa o industrial. O projeto foi concluído em três anos e meio, da concepção da ideia até a linha de fabricação. Nem todas as características podem ser divulgadas para preservar as tecnologias inovadoras, que estão em processo de registro de patente em nome dos pesquisadores, da indústria e da Universidade. “Nossas universidades têm muita coisa boa sendo desenvolvida para atender a indústria nacional. Unimos força e todo mundo cresce, no caso da Teksul, a parceria a coloca como líder de mercado”, disse o pesquisador coordenador do projeto. “A parceria entre a Teksul e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), viabilizada pelo modelo ágil e eficiente da Embrapii, é um exemplo do que a inovação pode fazer pelo setor produtivo brasileiro. Estamos falando de um produto que não só substitui uma tecnologia importada, mas que coloca o Brasil em posição de destaque no desenvolvimento de soluções para a indústria farmacêutica”, acrescenta o diretor de Operações da Embrapii, Marcelo Prim. Com os novos processos e tecnologias, a indústria já começa a ampliar as instalações, podendo contratar mais colaboradores. A Teksul é especializada na fabricação de máquinas e equipamentos para laboratórios farmacêuticos. O projeto envolveu mais de 30 pessoas da universidade e de terceiros, além de quase 50 colaboradores da indústria gaúcha. “Inovação não é coisa só de europeu, é de brasileiro também”, completa André, diretor sócio da indústria. A Embrapii atende a indústria brasileira por meio de quase 100 Unidades instaladas por todo o país. “Na Embrapii, já apoiamos mais de três mil projetos de inovação, envolvendo mais de duas mil parceiras em todo o país. São mais de R$ 5,8 bilhões investidos em inovação, sempre com foco na geração de valor para a indústria nacional”, completa o diretor de operações. O fortalecimento do ecossistema de inovação ainda passa por um outro agente; o das Fundações de Apoio, no caso dos projetos da UFU, a atuação da FAU se aplica na efetivação da parceria público-privado. “Faz-se necessário o papel de um gestor financeiro que, nas universidades federais, é feito por meio de uma fundação. Então, embora várias fundações sirvam à UFU, destaco a Fundação de Apoio Universitário, a FAU, como parceira. E, além de legalmente necessária, trabalhando nesse ecossistema ela ainda faz a gestão financeira e a prestação de contas para o pesquisador, sendo um elo entre a universidade e a sociedade”, acrescenta o pesquisador Arthur Fiocchi. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 13/03/2025 ás 17:00
Projeto “Fala Mestres!” promove valorização da cultura afro-brasileira e indígena em Uberaba

Evento de lançamento do projeto Fala mestres Foto: Márcio Mattos Machado (estudante UFTM) Raízes indígenas, cultura afro-brasileira, congada, capoeira, religiões de matriz africana – com suas culinárias, artesanatos, inter-relações e práticas agrícolas, religiosas e culturais – serão alguns dos temas levados para discussão com a sociedade. A programação do encontro de culturas terá início no dia 9, a partir das 8h30, no Centro Educacional da UFTM, na sala Porta Laranja, em Uberaba. O lançamento do Projeto “Fala Mestres!” objetiva a formação de diálogos interculturais para a valorização da cultura afro-brasileira e indígena presente em Uberaba e região. As atividades acontecerão em formato de rodas de conversa. O primeiro tema será “A Congada e a Cultura Afro-Brasileira”. A atividade é promovida pelo curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O projeto busca integrar ensino, pesquisa e extensão, conectando a universidade e o conhecimento de pesquisadores e professores com alunos, estabelecendo parcerias com mestres e mestras dos saberes populares de Uberaba. Estarão envolvidos nas ações, ao longo do ano, representantes da capoeira, da congada, de religiões de matriz africana e de povos indígenas. “Esses encontros visam não apenas preservar e difundir essas tradições, mas também promover a formação de professores, estudantes da Educação Básica e do Ensino Superior, além da comunidade em geral”, destaca José Henrique Singolano Néspoli, coordenador do projeto. As atividades têm como objetivo fortalecer a pluralidade étnico-cultural e fomentar uma postura ética antirracista. O projeto de educação e cultura será executado ao longo deste ano, de forma a estimular a sociedade a se encontrar e falar sobre a diversidade cultural. Para isso, serão realizadas oficinas e rodas de conversa com mestres e mestras dos saberes populares nas escolas e universidades de Uberaba/MG. “O Programa Fala, Mestres! desloca os mestres e mestras da posição de objeto para a universidade, para um contexto em que fala quem salvaguarda saberes ancestrais fundamentais na formação de qualquer cidadão. Tornou-se uma metodologia própria a partir da convivência entre esses coletivos, uma proposta intercultural e descolonizante”, destaca Prof. Dr. Danilo Seithi Kato, idealizador do projeto. O “Fala Mestres!” terá a contribuição do Programa de Extensão Escola de Formação Itinerante e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Interculturalidade na Educação em Ciências (GEPIC). Ele soma esforços e conhecimentos de uma rede colaborativa que envolve ações extensionistas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), integrando ainda disciplinas como “Interculturalidade e educação popular: saberes afro-ameríndios decoloniais”, do Programa de Pós-graduação em Educação, e “Relações Étnico-Raciais e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”, do curso de Licenciatura em Educação do Campo. “Ao levar para as instituições de ensino debates sobre interculturalidade e decolonialidade, o projeto contribui para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a valorização da diversidade”, destaca o coordenador. A expectativa com as atividades do projeto é fortalecer o diálogo entre a academia e os saberes tradicionais. “Um dos pilares do projeto é o de promover uma educação que reconheça e celebre as raízes afro-brasileiras e indígenas como pilares fundamentais da identidade cultural brasileira, ele está apenas no começo, com pouco mais de um mês, a FAU tem contribuído na gestão financeira, e na divulgação das atividades um apoio que contribui para que ele possa chegar à população”, completa o professor Néspoli, coordenador do projeto. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 07/03/2025 ás 15:25
Liderança e gestão de negócio e a corrida do novo profissional corporativo

Encarar as rápidas mudanças no mercado de trabalho, impulsionadas por uma avalanche de informações e novas ferramentas, tornou-se um dos maiores desafios no mundo dos negócios. Desde a pandemia, a educação continuada tem sido uma das principais aliadas para os profissionais que buscam aprimorarem o conhecimento e se manterem relevantes no mercado de trabalho. De acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o ensino à distância (EAD) tem se destacado como uma ferramenta fundamental para os colaboradores de empresas públicas ou privadas que buscam aperfeiçoamento e atualização constantes, exigências cada vez mais presentes nos ambientes de trabalho. Em 2019, das quase 16.500 vagas ofertadas no nível superior, cerca de 10.400 foram na modalidade (EAD). Outra demanda crescente do mercado de trabalho é a formação de líderes capazes de compreender os negócios de forma sustentável. “Não se trata apenas de uma nova era, mas de um novo mundo. Nesse contexto, as universidades terão um papel ainda mais crucial do que no passado. No entanto, será necessário reestruturá-las, com foco na formação de lideranças com visão global”, acrescenta Hélio Mendes, consultor nas áreas empresarial e política, autor de ‘Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa’. Para atender a essa necessidade de mercado, a Faculdade de administração, ciências contábeis, engenharia da produção e serviço social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), abriu o segundo módulo do curso de pós-graduação em liderança e gestão de negócio no formato EAD. O curso visa preparar líderes para a gestão de negócios e aprimorar as habilidades na elaboração de planos estratégicos que fortaleçam a posição das empresas no cenário global, como foco nas estratégias de gestão organizacional. O projeto do curso aborda fatores pessoais (internos), interpessoais (relacionamento), fatores de gestão (finanças, marketing, gestão de pessoas, comportamento organizacional e logística) e fatores sistêmicos (econômicos, sociais, políticos e ambientais) buscando a formação organizacional e autogestão. “Como resultado espera se capacitar especialistas em Liderança e Gestão de negócios, contribuindo, assim, tanto para a empregabilidade dos formandos, quanto para que as organizações tenham uma gestão mais eficaz”, completa o professor Denilson A. Leite Freire e coordenador do curso da UFU. O curso é destinado a profissionais com nível superior em qualquer área do conhecimento, com que buscam desenvolver competências de liderança e de gestão de negócios. Todos os professores do curso possuem doutorados e pesquisas nas suas áreas de conhecimento. Mais informações: https://cursos.fau.org.br/curso/mba-em-lideranca-e-gestao-de-negocio-ead-turma-ii/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 21/02/2025 ás 10:35
Insetos foram o tema do terceiro número do livro BioHQ publicado pela editora da UFU

Apresentação do terceiro número do livro BioHQ no auditório da FAU O que é bom merece continuidade. A terceira edição do projeto BioHQ, publicado pela editora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), apresenta histórias sobre a relação entre sustentabilidade, biodiversidade e insetos sob uma nova perspectiva. O volume reúne pesquisas científicas da área de Entomologia em formato de histórias em quadrinhos, buscando estabelecer um diálogo mais direto entre a produção acadêmica e a sociedade, com um olhar especial para os espaços educacionais do ensino básico. São dez histórias com abordagens variadas, proporcionando uma leitura informativa e divertida. O BioHQ conduz o leitor a uma viagem que começa pela evolução dos insetos passa por suas interações ecológicas com o ecossistema, abordando desde a polinização até o controle biológico e a importância desses animais para o avanço das pesquisas científicas. Nesse mundo curioso e surpreendente, as histórias contam com um personagem inesperado no elenco: há um ácaro no meio dos insetos. A presença desse aracnídeo em uma das histórias teve como objetivo mostrar a importância de algumas espécies de ácaros predadores no controle biológico de pragas. Com o apoio financeiro da Fundação de Apoio Universitário (FAU), o volume foi editado pela Editora da Universidade Federal de Uberlândia (EDUFU) e contou com também com o suporte da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP-UFU), da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Projeto Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). O projeto BioHQ desafia a criatividade dos participantes ao propor a combinação de estudos científicos da área de Biologia com a linguagem envolvente das HQs. “A FAU tem um compromisso sólido com a educação, a ciência e a inovação. Apoiar o BioHQ foi uma forma de fortalecer a divulgação científica e tornar o conhecimento acadêmico mais acessível à sociedade, aproximando a pesquisa da comunidade, especialmente dos jovens estudantes, despertando o interesse pela ciência de maneira criativa e envolvente”, destaca Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. A proposta do projeto BioHQ é oferecer conhecimento científico de forma instigante e lúdica para públicos de todas as idades. O terceiro número da coleção foi apresentado no XXIX Congresso Brasileiro de Entomologia e o XIII Congresso Latino-Americano de Entomologia, eventos de uma área do conhecimento que tem como foco de estudo os insetos e sua interatividade com o ambiente, incluindo os seres humanos. O projeto, que conta com a participação de professores, estudantes e egressos da UFU e de outras instituições públicas de ensino superior, teve início em 2019 e chega a seu terceiro número, sempre com organização e coordenação dos professores João Agreli, do Instituto de Artes, Solange Cristina Augusto, do Instituto de Biologia, ambos da UFU, e Rosângela Dantas de Oliveira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “A primeira e a última história não têm texto e abordam a questão do tempo. Não foi algo premeditado, foi uma coincidência”, disse Rosângela Dantas de Oliveira, da Unifesp. A professora ainda destacou a participação da pesquisadora Rute Brito que atuou em duas histórias e com papeis diferentes em cada uma delas; em uma ela é quadrinista e na outra, colaborou como pesquisadora. “Penso que Solange e João jamais terão a dimensão da honra que foi para mim redigir esse prefácio. Como admiradora da coletânea e jornalista há tantos anos, eu parecia uma menina que acabara de ganhar um presente. E é isso mesmo! Um presente!”, comenta Renata Neiva, jornalista doutora em Educação pela Faculdade de Educação da UFU, autora do prefácio da revista. Com a proposta de apresentar a obra ao público externo à academia, os idealizadores iniciam agora uma jornada de lançamento para a sociedade, com agenda diversificada que vai de espaços públicos a bares voltados ao apoio cultural. Nesse novo momento, uma apresentação ocorreu no auditório da FAU, com a presença de alunos, professores e pesquisadores de Artes, Biologia e representantes da sociedade. “Gostaríamos de divulgar mais nas escolas do ensino básico e continuar com novas edições. Histórias não faltam”, conclui a professora Solange Cristina Augusto, do Instituto de Biologia. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 14/02/2025 ás 10:09
UFU lança pós pioneira na área do direito abordando os avanços tecnológicos e o fortalecimento do empreendedorismo

Em um mercado jurídico cada vez mais competitivo e impulsionado pela tecnologia, a qualificação profissional se torna essencial. Com um advogado para cada 164 habitantes no Brasil (dados da OAB Nacional, 2022), destacar-se exige uma combinação de conhecimento jurídico e visão de futuro. Quem sai na frente busca destaque nesse universo; da ciência jurídica alinhada à inovação tecnológica. O mais recente curso de pós-graduação aberto pela Faculdade de Direito “Prof. Jacy de Assis” é composto por professores doutores e especialistas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que têm grande conhecimento prático e de mercado no assunto. O tema foi escolhido atendendo à demanda atual do mercado; em tempos de “Quarta revolução industrial”, são inúmeras as ferramentas novas que surgem, detalhes jurídicos que são publicados e discutidos em Tribunais, diariamente citados para novos argumentos processuais. “A crescente complexidade das relações interempresariais e pessoais demanda um nível mais sofisticado de entendimento dos institutos jurídicos. Isso gera uma necessidade urgente de profissionais do direito que sejam capazes de oferecer consultoria especializada a empresas públicas e privadas, ajudando a adaptar e aplicar normas jurídicas às novas realidades tecnológicas”, completa o coordenador do curso professor e doutor, Ricardo Pleti, da Faculdade de Direito da UFU. Um dos objetivos do curso é capacitar o aluno a entender a relação entre o Direito e sua ligação com as inovações tecnológicas, bem como seus impactos no mundo moderno. Outro ponto do curso, bastante demandado, foi oferecer a ferramentas que busquem dominar as estratégias de proteção jurídica para inovações como softwares, aplicativos e inteligência artificial, garantindo a exclusividade e o valor diferenciado do trabalho. “cada vez mais necessário determinar sua incidência às situações jurídicas ou negócios específicos. É preciso harmonizar as normas positivas e as regras institucionais com a situação atual de extrema exposição ao universo virtual”, destaca o coordenador do curso. O curso vai além do conhecimento técnico, desenvolvendo soft skills essenciais para advogados. Com disciplinas como Branding, Marketing Jurídico e Legal Design, Neurodireito, Argumentação Jurídica e Oratória, os alunos aprenderão a fortalecer sua marca, aplicar técnicas inovadoras de comunicação, utilizar a neurociência para a tomada de decisões e aprimorar a persuasão e a comunicação jurídica. Essa abordagem torna a formação mais completa e alinhada às exigências do mercado. O curso conta com o apoio da FAU, presente nos projetos de apoio ao ensino, à inovação e ao desenvolvimento econômico, cultural e social das Instituições Federais de Ensino Superior apoiadas. “Nós buscamos sempre sermos referência nacional, e o alto nível da qualidade e conteúdo dos cursos oferecidos pelas nossas instituições apoiadas, aqui em específico a UFU, contribuem para essa nossa classificação”, diz Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. As vagas são limitadas, e o curso de pós-graduação “direito, Tecnologia e Empreendedorismo” terá a duração de um ano e meio, totalizando 380 (trezentos e oitenta) horas/aulas e será oferecido remotamente, de forma online, com os professores da Universidade. Mais informações pelo site: https://cursos.fau.org.br/curso/direito-tecnologia-e-empreendedorismo/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 30/01/2025 às 08:40
Pesquisadores do Laboratório de Nanobiotecnologia da UFU comemoram os avanços de pesquisas realizadas em rede

Pesquisadores no desenvolvimento de alguns dos 12 projetos em andamento no Laboratório de Nanobiotecnologia Prof. Dr. Luiz Ricardo Goulart Filho, da UFU O balanço dos resultados alcançados em pesquisas com focos nas áreas de saúde animal, humana e meio ambiente faz parte da prestação de contas dos últimos 7 anos. Um importante marco foi o credenciamento do laboratório (Nanos), liderado pelo professor Luiz Ricardo Goulart Filho, como Sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanotecnologia (INCT TeraNano) em 2017, beneficiando 101 projetos de pesquisa. O credenciamento como sede da Rede INCT TeraNano impulsionou as pesquisas por meio de mais recursos, colaboração de outras Instituições Federais de Ensino Superior e, principalmente, fortaleceu as pesquisas com foco em terapia e diagnóstico a partir de moléculas, em escala nanométrica (1 milímetro dividido em 1 milhão de vezes). Com o trabalho em rede, as pesquisas deram um salto em maturidade e em quantidade, resultando em 161 pedidos de patentes, sendo pelo menos a metade com solicitação direta dos pesquisadores do laboratório. São patentes para novos medicamentos e terapias no tratamento de diversas doenças, como por exemplo, diferentes tipos de câncer, doenças respiratórias, além de soluções para os setores veterinário, agrícola e ambiental. O laboratório, incluindo todos os pesquisadores e professores associados, se destaca pela intensa produção científica, com média de 100 publicações anuais, tais como; artigos, teses e dissertações. “Nosso ambiente de pesquisa exclusivo, aliado ao perfil empreendedor do professor Luiz Ricardo Goulart Filho, que buscava recursos e parcerias em todo o mundo, impulsionou nosso trabalho e atraiu o interesse da iniciativa privada, gerando resultados expressivos”, explica Luciana Machado Bastos, coordenadora do laboratório. A coordenadora ainda destacou a participação do pesquisador Carlos Ueira Vieira assumiu a coordenação do INCT TeraNano proporcionando a continuidade dos projetos de parceria iniciados pelo prof. Luiz Ricardo Goulart Filho, falecido na pandemia. Uma das linhas de pesquisa com pedido de patente requerido. De 2017 até o ano passado a rede, encabelada pelo laboratório soma 161 pedidos de patentes e quase 2 mil artigos publicados O INCT TeraNano da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realiza pesquisas em rede com 20 universidades universidades e centros de pesquisa federais e estaduais das regiões Norte, Nordeste e Sudeste e parcerias com hospitais e empresas nacionais e multinacionais na área de saúde animal e humana. No combate ao câncer, por exemplo, um dos objetivos é substituir a biópsia por um procedimento único de diagnóstico e tratamento. “Nós podemos usar sangue ou saliva de pacientes para identificar o estágio da doença, auxiliando os médicos na escolha do tratamento mais eficaz”, afirma a pesquisadora biomédica Emília Rezende Vaz. Segundo ela, a principal característica das pesquisas é a personalização dos tratamentos, aumentando as chances de cura e diminuindo os riscos de rejeição. Na área animal o laboratório já possui protótipos de medicamentos patenteados para uso veterinário e busca parcerias, com a iniciativa privada, para transferir a tecnologia ao mercado. Além disso, tratamentos inovadores para câncer estão em fase de testes em animais e também aguardam investimentos para avançar. O mesmo ocorre com as pesquisas nas áreas ambiental e agrícola, com foco no controle de pragas e identificação de contaminantes, no para o agro, como por exemplo, um eletrodo, à base de grafeno. O dispositivo faz parte de plataforma diagnóstica desenvolvida para identificação de doenças por meio de marcadores específicos indicados pelo mercado, ou indústria parceira. ”A evolução do laboratório também impactou nossos processos de compra, com o apoio da FAU, conseguimos importar equipamentos e insumos, sendo pioneiros neste tipo de aquisição e evoluindo junto com nossa principal parceira”, destaca Luciana Bastos. Mário Machado, pesquisador químico mostrando eletrodo, à base de grafeno. Dispositivo faz parte de plataforma diagnóstica desenvolvida para identificação de doenças por meio de marcadores específicos. Em 2022 o laboratório ampliou a capacidade de pesquisa com a construção de um anexo aumentando quase 200 metros quadrados e novos equipamentos. A coordenação do laboratório se prepara para um novo desafio: conseguir aprovar o INCT Nano Inova Saúde, concorrendo ao nível de referência nacional na área da saúde. As pesquisas serão fortalecidas de forma integrada, considerando os 3 pilares preconizados pela ONU e Ministério da Saúde: saúde humana, animal, vegetal e ambiental. A nova perspectiva inclui integrar pesquisas das diferentes áreas e expandir a rede para universidades das regiões Sul e Centro-Oeste, além de laboratórios da Europa e dos Estados Unidos. “Com até 35 instituições trabalhando em rede no desenvolvimento de terapias e diagnósticos em nanoescala, vamos ampliar nossos resultados e atrair novos parceiros da iniciativa privada, mantendo o espírito visionário e inovador do professor Luiz Goulart, que transformou um pequeno laboratório em um centro de referência quatro vezes maior em espaço e equipamentos”, conclui Luciana Bastos. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 20/01/2025 às 15:54
Pós-graduação da UFU vai atender profissionais para fortalecer o setor da educação

Foto: arquivo DIRCO/UFU – Milton Santos A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) acaba de abrir inscrições para a formação da primeira turma de pós, em gestão escolar. O Curso de Especialização em Gestão Escolar será coordenado pela Faculdade de Gestão de Negócios (Fagen), contará com um corpo de docente formado por mestres e doutores. O curso é fruto de um convênio entre UFU e CAPES/UAB, e integrado ao Programa Nacional de Formação em Administração Pública (PNAP) e não terá pagamento de mensalidade pelos os alunos. “Com esta pós, nós estaremos ampliando o número de beneficiários da formação superior gratuita e de qualidade, cumprindo, assim, sua missão e colaborando com o desenvolvimento da sociedade brasileira”, completa Antônio Sérgio Torres Penedo, coordenador da pós. A pós-graduação visa apoiar o trabalho do gestor escolar, peça-chave na administração e organização das instituições de ensino. O curso abordará desde a tomada de decisões sobre o funcionamento geral da escola – nos níveis administrativo e pedagógico – até a gestão de pessoas. “O objetivo é fornecer ferramentas estratégicas para otimizar os processos de gestão escolar e potencializar os projetos pedagógicos e atividades da escola”, acrescenta Antônio Penedo. O principal objetivo é ajudar a administração pública nos processos de qualificação e renovação dos quadros da oferecendo capacitação e preparação para o setor da educação. O público-alvo são profissionais da educação, como diretores, gestores, líderes de departamentos e consultores educacionais, que desejam aprimorar sua liderança e capacidade de tomar decisões estratégicas e eficazes. Desde a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) o setor da educação vem se transformando e um dos desafios é implementar as atualizações na gestão escolar. O curso abordará a integração entre os diferentes setores da escola para otimizar os processos pedagógicos e a implementação de novas tecnologias. A grade curricular da pós-graduação foi pensada para atender às necessidades de gestores com uma visão abrangente das ações administrativas e políticas governamentais na área da educação, capacitando-os para atuar em todas as esferas da administração pública nacional, regional e local. O formato do curso é a distância (EAD), com ferramentas como artigos, casos reais, aulas síncronas e assíncronas, além de atividades práticas para análise e desenvolvimento. O corpo docente para o curso é formado por professores doutores da UFU, a pós será no formato EAD, não tendo atividades presenciais. O término previsto do curso é dezembro de 2025. Os candidatos serão selecionados por meio de edital, com todos os detalhes disponíveis no edital. https://cursos.fau.org.br/wp-content/uploads/2024/12/SEI_5930821_Edital_5.pdf Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 16/01/2025 às 13:42
FAU obtém aprovação de contas sem ressalvas pelo Ministério Público: transparência e excelência consolidam conquista

A aprovação das contas da Fundação de Apoio Universitário (FAU) teve um marco histórico, pela primeira vez, a aprovação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi sem ressalvas, registrando um marco histórico para a Fundação. A aprovação, referente aos exercícios de 2022 e 2023, representa uma conquista inédita e um grande feito para a Fundação, demonstrando seu compromisso inabalável com a responsabilidade, a ética e a transparência. Os anos analisados foram considerados desafiadores pela direção e pela gestora do setor de contabilidade, pois o serviço contábil diário foi associado à implementação de metodologias inovadoras do meio corporativo. A FAU, uma organização de direito privado sem fins lucrativos, tem os trabalhos acompanhados permanentemente pelo Ministério Público (MP), por meio da sexta Promotoria de Justiça, em Uberlândia, bem como avalia a forma de gestão da Fundação. Em dezembro do ano passado, a FAU completou 42 anos, e, em toda a sua história, esta é a primeira vez que a prestações de contas é aprovada pelo MPMG sem ressalvas. O Centro de apoio operacional do Ministério Público avalia a conformidade das informações presentes nas prestações de contas e analisa a documentação contábil enviadas anualmente. De acordo com a gerente de contabilidade, Maria Faria, o objetivo da gestão tem sido fortalecer as ações de eficiência e transparência, incluindo a metodologia de compliance e a gestão de pessoas com foco em qualidade de vida e saúde mental. “A gestão atual é focada em apoiar integralmente todas as áreas em suas decisões, amparando-as e apoiando na melhoria de processos”, disse Maria Faria. Nos últimos dois anos, a Fundação investiu também na implantação de programas de integridade, em novos mecanismos de automação de processos e aumentou a frequência de auditorias externas, com o intuito de garantir maior precisão nas informações prestadas. A aprovação de contas sem ressalvas comprova o sucesso do esforço da fundação em dar maior transparência aos resultados de sua gestão. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 10/01/2025 às 14:15
Governo de Minas apresenta Pacote de editais no valor de R$ 43 milhões para pesquisadores da UFU

Subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Lucas Mendes, Lucas Mendes em apresentação, na FAU, do Pacote de Empreendedorismo Tecnológico para as Universidades, para pesquisadores da UFU. A apresentação do “Pacote de Empreendedorismo Tecnológico para as Universidades mineiras”, uma parceria entre Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e o Governo do Estado, destinará R$ 43 milhões para incentivar o desenvolvimento tecnológico e a formação de jovens pesquisadores empreendedores com recursos não-reembolsáveis. A verba foi dividida em 3 categorias de editais. O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lucas Mendes está percorrendo o estado levando as novas medidas. Em Uberlândia o detalhamento dos editais foi feito, ontem (11), no auditório da Fundação de Apoio Universitário (FAU), aos pesquisadores e coordenadores de laboratórios da UFU, pelo subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Lucas Mendes. O pacote, de acordo com o subsecretário, representa um avanço pela qualidade técnica: “essa é uma chamada inovadora e relevante para a sociedade e para as universidades, ela vem para atender normas abrangentes e tem um teor inédito no país. Esse Pacote vem para reduzir custos de produtos genuinamente mineiros para atender também ao mercado externo”, disse o subsecretário Lucas Mendes. Os três editais visam completar o ciclo do desenvolvimento tecnológico, com foco na inovação e no empreendedorismo, buscando impactar a educação e a economia mineira. O Pacote contempla o Projeto Vivência Universitária em Empreendedorismo e Inovação (Vuei) com R$ 13 milhões, em uma nova versão. Os outros dois editais vão contemplar os projetos: Cientista Empreendedor com o aporte de R$ 10 milhões e Laboratórios Certificadores com R$ 20 milhões para projetos de estruturação, adequação e manutenção de laboratórios capazes de certificar e acreditar produtos, serviços ou processos. O lançamento de editais pela Fapemig com foco em inovação e na geração de tecnologias pela aplicação da filosofia da Tríplice Hélice, ou seja, o trabalho e financiamento conjunto entre empresas, governo e universidades, é um importante marco para o desenvolvimento mineiro”, disse Louriel Vilarinho pesquisador e coordenador da Unidade Embrapii FEMEC UFU. As propostas devem ser submetidas pelo Sistema Everest, da FAPEMIG, após a aprovação, os recursos relativos aos custos de cada projeto são liberados em contas para gestão financeira da FAU. Nos 42 anos de Fundação já são mais de 8 mil projetos gerenciados somando mais de R$ 10 bilhões. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 12/12/2024 às 17:00