A gestão empresarial, responsável por decisões cada vez mais ágeis, tem transformado o perfil dos profissionais dentro das organizações

Foto ilustrativa/internet. A formação de novos líderes capazes de resolver problemas, concluir tarefas e criar estratégias tem sido a maior preocupação no ambiente corporativo. A gestão empresarial moderna vai além do conhecimento técnico: demanda líderes preparados para resolver problemas complexos, analisar dados com rigor científico e implementar práticas alinhadas a critérios ESG (Environmental, Social, Governance). De acordo com Ryan Roslansky, CEO do Linkedin, a busca por este perfil de profissionais registrou, em dois anos, um aumento de 40% na contratação no Brasil. Habilidades e competências que, no ambiente corporativo, podem fazer a diferença na hora de resolver problemas, concluir tarefas e de criar estratégias baseadas em dados. Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a Faculdade de Gestão e Negócios (FAGEN) já completou 20 edições presenciais do curso de pós-graduação (MBA). Até agora foram mais de 800 executivos formados em Gestão Empresarial, que hoje ocupam posição de destaque em empresas nacionais e internacionais. O principal objetivo do curso é capacitar o aluno a analisar o mercado de forma prática com metodologias e dados reais para tomadas de decisões cada vez mais ágeis e eficientes. A modalidade EAD surge como uma alternativa estratégica para quem busca flexibilidade sem abrir mão do rigor prático e acadêmico. O formato EAD tem sido preferido pelas organizações para oferecerem aos seus líderes o conhecimento de professores da UFU, além de tornar os conteúdos mais acessíveis para diversas regiões. “Ressalta-se que o curso tem um enfoque predominantemente prático, ou seja, visando a aplicação imediata nas organizações em que os alunos atuem”, disse Fernanda Maciel Peixoto Coordenadora do Curso. O MBA em Gestão Empresarial EAD da FAGEN tem como público-alvo profissionais de diversas áreas que atuem, ou desejem atuar, na gestão de organizações. “O curso oferecerá uma imersão na essência necessária para os gestores de empresas, tratando dos temas mais relevantes e atuais relacionados à gestão”, completa a coordenadora do Curso. Esta é a segunda vez do curso na modalidade EAD, ele já apresentou bons resultados no mercado de Uberlândia e região, possibilitando a formação de profissionais que buscavam se aperfeiçoar com novos conhecimentos relacionado à gestão das organizações.A amplitude das matérias possibilita a participação dos mais diferentes tipos de profissionais com distintas formações, mas que tenham como foco atuar na gestão de negócios, ou, atuar de forma empreendedora, buscando a criação de um novo negócio. “E eu posso dizer com todas as palavras que foi uma das melhores decisões da minha vida. Principalmente pela virada de chave que o curso me proporcionou. Algo que começou apenas como um norteador pra me auxiliar na gestão da minha empresa, despertou uma mudança completa também de carreira. Hoje trabalho como consultora empresarial de fisioterapeutas, tenho minha segunda empresa que cada dia cresce mais um pouco”, disse Carol Lima, fisioterapeuta e empresária, ex-aluna da primeira turma EAD. Além das aulas on line, estão programados fóruns de discussões e imersão na essência necessária para os gestores de empresas considerando as mudanças constantes no ambiente competitivo. Dentro do processo da gestão empresarial de planejar, organizar, coordenar e controlar os recursos de uma empresa, o objetivo é atingir o planejamento estratégico da empresa de forma eficiente e sustentável. O conteúdo considera temas recentes ou inovadores passando pelas áreas de finanças, marketing, gestão de pessoas, gestão de operações, logística e cadeia de suprimentos, planejamento estratégico e inteligência de mercado. O curso terá a duração de 1 ano e meio (360h/aulas), mais informações pelo site: https://cursos.fau.org.br/curso/gestao-empresarial/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 08/05/2025 ás 15:55
Com salários até 80% maiores o mercado de trabalho está cada vez mais seletivo por pessoas com segundo idioma no currículo

Aprender um novo idioma pode ser a chave para melhores oportunidades no mercado de trabalho. Em um mundo onde o conhecimento é cada vez mais valorizado, dominar um segundo idioma vai além de simplesmente falar outra língua. Além de ampliar as chances de contratação no mercado de trabalho, gera mais oportunidade de crescimento pessoal e vantagens internacionais e melhores contratos e remunerações. De acordo com pesquisa Catho, site de classificação de empregos, profissionais fluentes em inglês podem ter salários até 83% maiores em comparação àqueles que não dominam o idioma. O dado é ainda mais impactante quando consideramos que apenas 3% dos brasileiros no mercado de trabalho são realmente proficientes na língua mais demandada do mundo Outros idiomas também vêm ganhando colocações em cargos estratégicos nas grandes empresas. Para espanhol e francês, a diferença salarial chega a 30%, enquanto o conhecimento em Libras abre portas em áreas como educação, saúde e atendimento ao público. “O novo conhecimento que adquiri fazendo o curso de inglês, me fez sentir mais confiante em tentar ler e escrever sem tantas consultas e, com isso vem a autoconfiança em tentar me expressar, nem que seja com poucas palavras que já aprendi. Tenho mais vontade de aprender”, observa Priscila de Oliveira Silva, aluna ano passado do curso de inglês no CELIG. Um dos desafios para aprender um novo idioma está no acesso aos cursos, que geralmente são ofertados por escolas particulares. Em Rondonópolis o Centro de Línguas CELIG, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), uma das cinco Universidades Federais apoiadas pela Fundação de Apoio Universitário (FAU), decidiu implementar um projeto de extensão com maior abrangência de mercado, mais acessível e de faixa etária mais abrangente. O CELIG criou o projeto com o compromisso com a inclusão social. “Nós também oferecemos bolsas integrais para comunidades em situação de vulnerabilidade econômica”, completa Ana Paola S. Lima, coordenadora do CELIG. As aulas combinam a abordagem comunicativa focada em situações reais de uso da língua. Para o curso de inglês, o material de apoio oferecido por meio da plataforma digital Smart English. E, para crianças foi criado o módulo especial para alunos a partir de 7 anos, utilizando abordagens lúdicas e alfabetização bilíngue. “É a construção de sentido por meio das interações e sem o uso de tradução, uma vez que a perspectiva da abordagem é tornar o aprendizado mais interativo”, disse a coordenadora. Os cursos são presenciais e abrangem os idiomas de: inglês, francês e espanhol. Outra particularidade, que está além do mercado de trabalho, é a de oferecer conhecimento de redação específica para candidatos ao ENEM e, ainda aulas para quem deseja aprender Libras com a oportunidade de ter capacitação profissional e o fomento ao empreendedorismo. O curso é isento de mensalidades, o aluno paga somente uma taxa para a matrícula, as aulas são presenciais. “Minha decisão para fazer o curso no CELIG tem dois motivos; o primeiro porque eu sempre tive vontade de aprender outra língua e querendo ou não o inglês, ele é a língua universal, o outro motivo foi por questões profissionais. Eu trabalho em uma multinacional, nossos acessos todos são em inglês e querendo ou não é um diferencial para a empresa. E, também eu sei da necessidade, que é a importância que é o inglês, hoje em dia é fundamental para o crescimento pessoal”, acrescenta Priscila, analista sênior. O projeto está sob a coordenação da UFR, para que o curso possa ser ofertado à sociedade a gestão financeira acontece por meio da parceria com a FAU, a Fundação é uma organização de direitos privados se fins lucrativos. Há mais de 40 anos atua na gestão de projetos de pesquisa, ensino e extensão, garantindo inovação e desenvolvimento institucional. As aulas de idiomas no Centro de Línguas CELIG, da Universidade Federal de Rondonópolis, acontecem uma vez por semana, saiba mais em www.ufr.edu.br/cursos/celig Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 29/04/2025 ás 09:51
Pesquisadores do Laboratório de Nanobiotecnologia da UFU buscam parcerias para concluir pesquisas de diagnóstico precoce de câncer

Equipe de pesquisadores de algumas linhas de pesquisa e inovação, do Laboratório de Nanobiotecnologia, em reunião de trabalho. Imagem: banco de dados do laboratório Os pesquisadores do Laboratório de Nanobiotecnologia Prof. Dr. Luiz Ricardo Goulart Filho da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), buscam alcançar mais uma posição de referência em testes rápidos para identificação de doenças infecciosas negligenciadas e também em câncer. As pesquisas dessa área haviam sido desaceleradas durante a pandemia quando a equipe precisou integrar à Rede Estadual de Laboratórios Públicos de Minas Gerais (RELSP), dedicando-se a diagnósticos e registros de casos positivos de COVID-19 com resultados em 24 horas. “Adaptamos nossa estrutura com apoio do Hospital de Clínicas e de alunos voluntários. Foi um trabalho intenso até a vacinação em massa”, relembra Luciana Machado Bastos, coordenadora do laboratório, especializado em doenças negligenciadas e câncer. Retomados os trabalhos, na área de doenças infecciosas, como tuberculose e na triagem de câncer, os cientistas já comemoram novos resultados. Eles desenvolveram um método para detectar, com exames de sangue, células tumorais circulantes de dois tipos mais comuns de câncer: o de mama e o de próstata. O grande salto da pesquisa é permitir realizar diagnóstico precoce, antes mesmo que a doença seja identificada por exames de imagem ou biópsias. “No caso do câncer, busca-se marcadores sanguíneos que permitam triagem acessível na rede básica de saúde”, explica Bastos. Os trabalhos, em câncer de próstata e mama no laboratório, são coordenados pelas pesquisadoras, Vívian Alonso Goulart e Yara Paiva Maia. Agora, o principal objetivo com o novo teste é viabilizar o custo para atender populações das regiões com pouca infraestrutura. O novo exame funcionaria como classificação dos pacientes, com o resultado positivo ele é encaminhando precocemente para novos exames e atendimento especializado, o que aumenta as chances de cura e reduz custos do tratamento. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que até o final do ano serão registrados 73.610 novos casos de câncer de mama, com uma taxa de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres, e que a doença cause 18 mil mortes. E, dados do Observatório de Oncologia revelam que, quando diagnosticado no primeiro estágio, o tratamento custa em média R$11,3 mil, o valor salta para R$ 55 mil no estágio três. Agora, o desafio dos cientistas do Laboratório de Nanobiotecnologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é encontrar parceiros na iniciativa privada para adquirir novos equipamentos, finalizar o processo e transferir a tecnologia para dar acesso à toda população. “Então, isso mostra que há mercado. Esperamos que a indústria se interesse, especialmente para fornecimento ao SUS”, conclui a coordenadora do laboratório. A próxima fase das pesquisas é ampliar o número de testes em parceria com a iniciativa privada e transferir a tecnologia para atender a sociedade. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 24/04/2025 ás 11:09
O ‘superpoder’ por trás de uma das carreiras mais promissoras da atualidade

A ciência de dados aplicada já está por todos os lugares e começa a reconfigurar o mercado de trabalho se tornando ferramenta indispensável no planejamento estratégico das empresas. Usar dados estatísticos ou informações levantadas sobre comportamentos tem apresentado resultados cada vez mais eficazes, maior concorrência no mercado de trabalho e transformação de carreiras. “Essas habilidades que eu aprendi, na ciência de dados aplicada e, os conceitos novos, não só me ajudaram a resolver problemas de forma mais eficiente, mas também a colaborar com a minha equipe de forma mais estratégica e, propor mais soluções inovadoras, com técnicas diferentes do que são usados hoje no mercado”, destaca disse Filipe Vilela, ex-aluno da primeira turma de pós-graduação em Ciência de Dados Aplicada, realizada pela a Faculdade de Computação (FACOM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Segundo o relatório Future of Jobs 2023 do Fórum Econômico Mundial, divulgado no início deste ano, profissionais com o perfil do Filipe, capacitados em ciência de dados aplicada, estão entre os oito mais demandados globalmente. A previsão é que essa procura cresça 41% até 2030. Da agricultura ao setor de finanças, passando pelas políticas públicas, todos buscam aumentar a rentabilidade e eficiência por meio da análise de dados. Para atender a essa demanda, a FACOM elaborou mais um curso de pós-graduação em ciência de dados aplicada na modalidade presencial. A pós combina fundamentos teóricos e práticos, desde a preparação de dados até modelagem com técnicas estatísticas e computacionais. “Nós entendemos que o curso irá capacitar profissionais com conhecimentos em Ciência de Dados e técnicas relacionadas aplicáveis em situações práticas em diversos tipos de organizações. Serão cobertos conceitos básicos que permitirão o profissional aplicar seu conhecimento em problemas reais”, explica o coordenador do curso, professor Marcelo K. Albertini. Filipe Vilela é engenheiro de dados, para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ele escolheu a segurança pública em Uberlândia, e aplicou o conhecimento adquirido no curso para analisar alguns índices de criminalidade entre os anos de 2014 a 2024. Na análise, ele identificou roubos como tipo de crime mais frequente no centro da cidade e em bairros próximos a área central, na maioria praticados à noite. O tipo de crime fica mais violento em bairros mais periféricos onde homicídios aparecem com maior frequência e com pico de ocorrência pela madrugada. “O uso de dados de criminalidade no Brasil tem se tornado cada vez mais essencial para entender padrões e promover políticas públicas eficazes. Eu vi a importância de utilizar, de ser útil em projeto real, como o estudo da violência em Uberlândia”, acrescenta Filipe. Para o engenheiro de dados, o curso ofereceu entendimento das diversas áreas de dados da tecnologia para aplicação, principalmente, no trabalho em equipe. A pós graduação se especializando proporcionou agregar mais conhecimento à função que já exerce na empresa. “Foi um curso amplo que me fez entender mais como os dados podem ser usados, como podem ser tratados, abriu-se um leque de conhecimento e de informação”, completa Filipe aluno da última turma de pós graduação. Para mais informações acesse o site: https://cursos.fau.org.br/curso/ciencia-de-dados-aplicada-a/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 17/04/2025 ás 14:42
Erros em licitações de obras públicas custam milhões: FAU cria curso para capacitação técnica e eficiência

A Fundação de Apoio Universitário (FAU) está lançando seu primeiro curso voltado exclusivamente ao setor de licitações públicas, com foco específico em obras e serviços de engenharia civil. Esta é uma proposta inédita e busca reduzir falhas que geram prejuízos milionários aos cofres públicos De acordo com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), cerca de 40% das licitações de obras apresentam algum tipo de falha. Em dezembro de 2024, o TCE-MG analisou 615 editais de 300 municípios mineiros e constatou que quase todos exigiram correções, totalizando mais de R$ 655 milhões em licitações. A auditoria também revelou que, com o uso de inteligência artificial, foram evitados cerca de R$ 20 milhões em gastos públicos irregulares apenas nos últimos 18 meses. A análise foi feita pelo novo robô implementado pelo TEC, o Apolo (Analisador de Planilhas Orçamentárias de Licitações de Obras). Entre os problemas mais frequentes estão editais com vícios — como falta de clareza e restrições à competitividade —, projetos básicos incompatíveis com a execução, e falhas na fiscalização, que resultam em obras paralisadas ou abandonadas. Para enfrentar esse cenário, o curso combinará fundamentos teóricos e práticos, com simulações reais nos sistemas Compras.gov (ComprasNet) e, no Sistema de Cadastro de Fornecedores (SICAF). O conteúdo será ministrado pelos especialistas Paulo Reis, engenheiro civil e advogado, e Saulo David, especialista em licitações e contratos. O curso responde à escassez de formações especializadas na região, especialmente voltadas a profissionais envolvidos em processos licitatórios, fiscalização e gestão de contratos de obras públicas. O objetivo principal é reduzir os riscos e falhas que, segundo os Tribunais de Contas, ainda são comuns e custam milhões aos cofres públicos. Com essa iniciativa, a FAU reafirma seu compromisso com a qualificação técnica e a eficiência da gestão pública. “O curso foi pensado para oferecer uma formação prática e aplicada, alinhada às diretrizes legais e aos desafios reais enfrentados pelos gestores públicos”, afirma Juliana Gough, gerente de compras da FAU e idealizadora do projeto. A capacitação será realizada em formato híbrido, com um módulo presencial na sede da FAU e outro online, proporcionando maior flexibilidade e abrangência para os participantes. Além disso, os participantes terão acesso a módulos gravados para revisão, materiais atualizados e conteúdos complementares, facilitando a aplicação imediata dos conhecimentos no cotidiano administrativo. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 10/04/2025 ás 11:40
Sabor de inovação, projeto ‘Da Semente à Xícara’ tem classificação de “Projetos Inovadores” pela Fapemig

Em Uberlândia, evento de 40 anos da Fapemig Foto: Marco Cavalcanti O projeto “Da Semente à Xícara”, descobriu a fórmula para inovar além do sabor. Com sede no Campus de Patos de Minas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ele leva os resultados da ciência aplicada na lavoura para uma nova forma de divulgação. Junto com outros 12 projetos, foi eleito como um dos “Projetos Inspiradores” financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O grupo de pesquisa e extensão do projeto reúne professores, técnicos, pesquisadores e estudantes de diversas áreas do conhecimento, unindo biotecnologia, engenharia de alimentos, ciência da computação e engenharia eletrônica e de telecomunicações. De xícara em xícara, eles levam para feiras, congressos nacionais e internacionais o sabor inovador que a pesquisa proporciona. Com a parceria do projeto de extensão os pesquisadores melhoraram a classificação dos cafés da região. “A parceria com a UFU surgiu de uma necessidade. Naquela época (2019, início da parceria), falava-se muito em fermentação de café, mas não havia um protocolo claro de como fazer isso da maneira correta”, explica Daniel Bruxel, produtor de café especial e parceiro do projeto. A seleção de ‘Projetos Inspiradores’ faz parte das ações da Fapemig para comemorar os 40 anos da Fundação como forma de estimular novas formatações de projetos de pesquisa. O projeto reuniu 10 cafeicultores da região de Patos de Minas e, com recursos da Fapemig e gestão financeira da FAU, “A proposta do projeto ‘Da Semente à Xícara’, que resultou no café Porandu, foi uma proposta inovadora e topamos. Esse é um dos papeis da FAU, além do apoio na gestão financeira, nós ainda adquirimos, compramos, os cafés resultado da pesquisa e, o recurso é investido pelos pesquisadores em ações de promoção da ciência em feiras e eventos até fora do Brasil, acrescenta Rafael Visibelli diretor executivo da FAU. Coordenado pelo professor Matheus Gomes, o grupo vem conquistando espaço cada vez maior. A equipe aplicou Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) para monitorar a fermentação do café em tempo real, permitindo maior controle sobre variáveis ambientais e bioquímicas durante o processo. “Essas tecnologias possibilitam que os produtores tomem decisões mais precisas e baseadas em dados, melhorando a eficiência produtiva, a rastreabilidade e reduzindo perdas na cadeia produtiva”, destaca o pesquisador Matheus, coordenador do projeto. Com o novo processo, tem sido possível alcançar um sabor superior e maior visibilidade para os cafés desenvolvidos com base em pesquisa e inovação. O resultado já coloca os produtores parceiros em novos mercados. “É um privilégio ter equipe multidisciplinar da Universidade dentro de nossa propriedade, agrega muito nos processos”, destaca Fernando Naimeg, produtor de cafés especiais, parceiro do projeto, já na quarta safra. O projeto inclui a compilação de dados, oferecendo aos produtores uma nova visão dos resultados obtidos e maior segurança na tomada de decisões. “Temos condições de saber e escolher qual processo utilizar. O conhecimento é muito importante; você acaba economizando tempo. Temos tido uma repetitividade no perfil sensorial dos cafés, e esse é nosso foco: produzir cafés com padrão e cada vez mais especiais”, completa Naimeg. A apresentação do projeto aconteceu durante as atividades de comemoração dos 40 anos da Fapemig no último dia 13, na UFU. A solenidade contou com a presença do presidente da Fundação, professor Carlos Arruda e todo o staff de inovação da Universidade e Fapemig e da UFU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 04/04/2025 ás 17:20
Programa gratuito de formação de desenvolvedores de software, apoiado pela FAU, inicia as atividades do ano com número recorde de alunos

O programa de formação de desenvolvedores de software do Instituto Uberhub de Uberlândia foi considerado um dos 3 melhores do Brasil voltados para educação em tecnologia, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Consolidado com quase 9 mil alunos matriculados ao longo dos 3 ciclos anuais, o programa conta com a FAU entre as 16 instituições apoiadoras para atender jovens de escolas públicas a partir de 13 anos de idade. “A FAU é uma importante parceira do Uberhub Code tanto na área de gestão dos projetos que temos em parceria com a UFU, quanto agora com a infraestrutura do seu excelente coworking, o COÉ, o que facilita bastante a operacionalização dos ciclos e todas as ações que desenvolvemos com os jovens, e acreditamos que esta parceria tem tudo para crescer e se fortalecer gerando alto valor para a sociedade”, destaca o diretor de operações do UberHub Code, Walber Schwartz. A abertura do ciclo ocorreu no último sábado (8), em um dos auditórios da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) também apoiadora do Uberhub Code. Logo após, os alunos se dirigiram às salas de aula na Faculdade de computação da UFU e na Faculdade Anhanguera parceiras do programa. A estrutura do conteúdo é baseada no curso de ensino superior de ciência da computação e informação, com metodologias consagradas mundialmente com o objetivo de preparar os alunos de acordo com o que as empresas precisam. “Eu estou ouvindo tudo que esse curso vai oferecer de conhecimento para o meu filho e já vejo muitas oportunidades de carreira pra ele, com o mais importante; fazendo o que ele gosta”, comentou Luana Aparecida Silva, mãe de Lourenzzo, de 13 anos. Ela contou que o filho é um apaixonado por jogos eletrônicos de estratégia. Lourenzzo é um dos mais de 600 alunos inscritos para este primeiro ciclo do programa. O conteúdo do curso se baseia nas metodologias do curso introdutório de CS50 de Harvard à Ciência da Computação e da Unicamp além de métodos de resolução de problemas usados em campeonatos nacionais e internacionais. “O Programa do Uberhub Code vai muito além de ensinar computação e programação. Esse curso oferece ao aluno a possibilidade de conhecer novos marcados e novos mundos não só na área da tecnologia, mas também em outros setores como o de logística e tudo por trás de um software de gestão”, ressalta Ferdinando Kun, líder de comunidade de Inovação em Uberlândia. O programa teve início em 2018 e vem superando metas a cada novo ciclo, o objetivo é formar 21 mil jovens em lógica de programação até o ano de 2029. O curso é realizado pelo Instituto UberHub Educação, totalmente gratuito e focado na formação de desenvolvedores de software. Já são mais de 8 mil alunos matriculados. No ano passado, mais de 500 jovens que passaram pelo curso se destacaram em competições de programação e 22 foram medalhistas em olimpíadas nacionais e internacionais. A cada ano, são realizados 3 ciclos de aulas que acontecem aos sábados, durante um mês. Os alunos aprendem a desenvolver a criatividade, pensamento crítico e habilidades analíticas. Muitos se tornam monitores remunerados, outros ingressam no mercado de trabalho, ou fundam startups. Há, inclusive, ex-alunos que foram trabalhar no Google, Facebook e Instagram. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 28/03/2025 ás 15:22
UFU e Embrapii entregam inovação para indústria gaúcha de envase de vacinas, substituindo importação

Diretores sócios da Teksul e o pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia comemorando em frente a indústria, na cidade de Canela/RS, a entrega do projeto de inovação. Imagem: rede social Um projeto de parceria público-privada, desenvolvido na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com o apoio da Embrapii, resultou em um processo inovador para uma pequena indústria gaúcha fabricante de equipamentos para envase de fármacos. A necessidade impulsionou a ideia e, em menos de quatro anos, a parceria entre indústria e universidade, com o suporte financeiro do Programa da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Sebrae, permitiram que pesquisadores desenvolvessem processos de fabricação de alta precisão, abrangendo toda a cadeia produtiva da bomba de envase asséptica de fármacos, incluindo vacinas. Os novos processos foram entregues, no dia (20/02), à indústria Teksul da cidade de Canela (RS). “Essa parceria com a Embrapii, desenvolveu soluções inovadoras para a indústria de envase de fármacos no Rio Grande do Sul, reduzindo a dependência de importações. O projeto resulta em maior autonomia tecnológica para o setor, fortalecendo a produção nacional e impulsionando a competitividade da indústria brasileira”, salienta o reitor da UFU, Prof. Carlos Henrique de Carvalho. A inovação tecnológica foi coordenada pelo pesquisador da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEMEC) e coordenador do laboratório FEMEC Maker da UFU, Prof. Arthur Alves Fiocchi. O desafio da indústria era obter um produto nacional que oferecesse a eficiência e segurança de uso do equipamento importado para o setor de envase de vacinas. “Era preciso fabricar uma peça que, para vocês entenderem melhor, funciona como o pistão que se movimenta dentro do cilindro do motor do carro, um êmbolo dentro de uma camisa. Esse êmbolo sobe e desce no interior da camisa da bomba, e o medicamento é dosado e envasado dessa forma. No entanto, esse movimento relativo ocorre milhares de vezes por dia e não pode liberar fragmentos dentro do medicamento, sendo necessários sofisticados processos de fabricação que não encontramos na indústria nacional”, explica André Pereira de Freitas, diretor sócio da Teksul. A indústria precisava que o equipamento tivesse compatibilidade de movimento e encaixe para o envase de vacinas com segurança do similar europeu. O investimento total foi cerca de R$600 mil, com a Teksul participando com 10 % e o restante de recurso não reembolsável foi investido pela Embrapii e Sebrae, por meio do programa de apoio à indústria nacional. “É importante que todos conheçam essas formas de parcerias para inovação da indústria nacional, porque tenho certeza de que todas elas têm necessidade de inovação. Com a Embrapii, essas oportunidades se concretizam e o pesquisador pode se envolver com a sociedade”, completa o coordenador do projeto. Os resultados representam um avanço tecnológico e estratégico para o setor farmacêutico brasileiro. “Precisávamos encontrar alguém, em nossas Universidades, para desenvolvermos essas tecnologias no Brasil. Foi então que encontramos o Prof. Arthur, da UFU, especialista em usinagem de ultraprecisão”, completa o industrial. O projeto foi concluído em três anos e meio, da concepção da ideia até a linha de fabricação. Nem todas as características podem ser divulgadas para preservar as tecnologias inovadoras, que estão em processo de registro de patente em nome dos pesquisadores, da indústria e da Universidade. “Nossas universidades têm muita coisa boa sendo desenvolvida para atender a indústria nacional. Unimos força e todo mundo cresce, no caso da Teksul, a parceria a coloca como líder de mercado”, disse o pesquisador coordenador do projeto. “A parceria entre a Teksul e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), viabilizada pelo modelo ágil e eficiente da Embrapii, é um exemplo do que a inovação pode fazer pelo setor produtivo brasileiro. Estamos falando de um produto que não só substitui uma tecnologia importada, mas que coloca o Brasil em posição de destaque no desenvolvimento de soluções para a indústria farmacêutica”, acrescenta o diretor de Operações da Embrapii, Marcelo Prim. Com os novos processos e tecnologias, a indústria já começa a ampliar as instalações, podendo contratar mais colaboradores. A Teksul é especializada na fabricação de máquinas e equipamentos para laboratórios farmacêuticos. O projeto envolveu mais de 30 pessoas da universidade e de terceiros, além de quase 50 colaboradores da indústria gaúcha. “Inovação não é coisa só de europeu, é de brasileiro também”, completa André, diretor sócio da indústria. A Embrapii atende a indústria brasileira por meio de quase 100 Unidades instaladas por todo o país. “Na Embrapii, já apoiamos mais de três mil projetos de inovação, envolvendo mais de duas mil parceiras em todo o país. São mais de R$ 5,8 bilhões investidos em inovação, sempre com foco na geração de valor para a indústria nacional”, completa o diretor de operações. O fortalecimento do ecossistema de inovação ainda passa por um outro agente; o das Fundações de Apoio, no caso dos projetos da UFU, a atuação da FAU se aplica na efetivação da parceria público-privado. “Faz-se necessário o papel de um gestor financeiro que, nas universidades federais, é feito por meio de uma fundação. Então, embora várias fundações sirvam à UFU, destaco a Fundação de Apoio Universitário, a FAU, como parceira. E, além de legalmente necessária, trabalhando nesse ecossistema ela ainda faz a gestão financeira e a prestação de contas para o pesquisador, sendo um elo entre a universidade e a sociedade”, acrescenta o pesquisador Arthur Fiocchi. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 13/03/2025 ás 17:00
Projeto “Fala Mestres!” promove valorização da cultura afro-brasileira e indígena em Uberaba

Evento de lançamento do projeto Fala mestres Foto: Márcio Mattos Machado (estudante UFTM) Raízes indígenas, cultura afro-brasileira, congada, capoeira, religiões de matriz africana – com suas culinárias, artesanatos, inter-relações e práticas agrícolas, religiosas e culturais – serão alguns dos temas levados para discussão com a sociedade. A programação do encontro de culturas terá início no dia 9, a partir das 8h30, no Centro Educacional da UFTM, na sala Porta Laranja, em Uberaba. O lançamento do Projeto “Fala Mestres!” objetiva a formação de diálogos interculturais para a valorização da cultura afro-brasileira e indígena presente em Uberaba e região. As atividades acontecerão em formato de rodas de conversa. O primeiro tema será “A Congada e a Cultura Afro-Brasileira”. A atividade é promovida pelo curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O projeto busca integrar ensino, pesquisa e extensão, conectando a universidade e o conhecimento de pesquisadores e professores com alunos, estabelecendo parcerias com mestres e mestras dos saberes populares de Uberaba. Estarão envolvidos nas ações, ao longo do ano, representantes da capoeira, da congada, de religiões de matriz africana e de povos indígenas. “Esses encontros visam não apenas preservar e difundir essas tradições, mas também promover a formação de professores, estudantes da Educação Básica e do Ensino Superior, além da comunidade em geral”, destaca José Henrique Singolano Néspoli, coordenador do projeto. As atividades têm como objetivo fortalecer a pluralidade étnico-cultural e fomentar uma postura ética antirracista. O projeto de educação e cultura será executado ao longo deste ano, de forma a estimular a sociedade a se encontrar e falar sobre a diversidade cultural. Para isso, serão realizadas oficinas e rodas de conversa com mestres e mestras dos saberes populares nas escolas e universidades de Uberaba/MG. “O Programa Fala, Mestres! desloca os mestres e mestras da posição de objeto para a universidade, para um contexto em que fala quem salvaguarda saberes ancestrais fundamentais na formação de qualquer cidadão. Tornou-se uma metodologia própria a partir da convivência entre esses coletivos, uma proposta intercultural e descolonizante”, destaca Prof. Dr. Danilo Seithi Kato, idealizador do projeto. O “Fala Mestres!” terá a contribuição do Programa de Extensão Escola de Formação Itinerante e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Interculturalidade na Educação em Ciências (GEPIC). Ele soma esforços e conhecimentos de uma rede colaborativa que envolve ações extensionistas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), integrando ainda disciplinas como “Interculturalidade e educação popular: saberes afro-ameríndios decoloniais”, do Programa de Pós-graduação em Educação, e “Relações Étnico-Raciais e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”, do curso de Licenciatura em Educação do Campo. “Ao levar para as instituições de ensino debates sobre interculturalidade e decolonialidade, o projeto contribui para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a valorização da diversidade”, destaca o coordenador. A expectativa com as atividades do projeto é fortalecer o diálogo entre a academia e os saberes tradicionais. “Um dos pilares do projeto é o de promover uma educação que reconheça e celebre as raízes afro-brasileiras e indígenas como pilares fundamentais da identidade cultural brasileira, ele está apenas no começo, com pouco mais de um mês, a FAU tem contribuído na gestão financeira, e na divulgação das atividades um apoio que contribui para que ele possa chegar à população”, completa o professor Néspoli, coordenador do projeto. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 07/03/2025 ás 15:25
Liderança e gestão de negócio e a corrida do novo profissional corporativo

Encarar as rápidas mudanças no mercado de trabalho, impulsionadas por uma avalanche de informações e novas ferramentas, tornou-se um dos maiores desafios no mundo dos negócios. Desde a pandemia, a educação continuada tem sido uma das principais aliadas para os profissionais que buscam aprimorarem o conhecimento e se manterem relevantes no mercado de trabalho. De acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o ensino à distância (EAD) tem se destacado como uma ferramenta fundamental para os colaboradores de empresas públicas ou privadas que buscam aperfeiçoamento e atualização constantes, exigências cada vez mais presentes nos ambientes de trabalho. Em 2019, das quase 16.500 vagas ofertadas no nível superior, cerca de 10.400 foram na modalidade (EAD). Outra demanda crescente do mercado de trabalho é a formação de líderes capazes de compreender os negócios de forma sustentável. “Não se trata apenas de uma nova era, mas de um novo mundo. Nesse contexto, as universidades terão um papel ainda mais crucial do que no passado. No entanto, será necessário reestruturá-las, com foco na formação de lideranças com visão global”, acrescenta Hélio Mendes, consultor nas áreas empresarial e política, autor de ‘Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa’. Para atender a essa necessidade de mercado, a Faculdade de administração, ciências contábeis, engenharia da produção e serviço social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), abriu o segundo módulo do curso de pós-graduação em liderança e gestão de negócio no formato EAD. O curso visa preparar líderes para a gestão de negócios e aprimorar as habilidades na elaboração de planos estratégicos que fortaleçam a posição das empresas no cenário global, como foco nas estratégias de gestão organizacional. O projeto do curso aborda fatores pessoais (internos), interpessoais (relacionamento), fatores de gestão (finanças, marketing, gestão de pessoas, comportamento organizacional e logística) e fatores sistêmicos (econômicos, sociais, políticos e ambientais) buscando a formação organizacional e autogestão. “Como resultado espera se capacitar especialistas em Liderança e Gestão de negócios, contribuindo, assim, tanto para a empregabilidade dos formandos, quanto para que as organizações tenham uma gestão mais eficaz”, completa o professor Denilson A. Leite Freire e coordenador do curso da UFU. O curso é destinado a profissionais com nível superior em qualquer área do conhecimento, com que buscam desenvolver competências de liderança e de gestão de negócios. Todos os professores do curso possuem doutorados e pesquisas nas suas áreas de conhecimento. Mais informações: https://cursos.fau.org.br/curso/mba-em-lideranca-e-gestao-de-negocio-ead-turma-ii/ Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 21/02/2025 ás 10:35