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Carreira transformada: programa da UFU completa 4 anos formando jovens para o mercado de tecnologia

Foto: Espaço 4.0 Laboratório na Universidade Federal de Uberlândia

O Programa “Espaço 4.0”, criado pela Faculdade de Gestão e Negócios (FAGEN) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi desenvolvido para conectar jovens entre 15 e 29 anos de idade ao mercado de trabalho. A viabilização das ações passa pelo apoio do setor de expansão de projetos da Fundação de Apoio Universitário (FAU) para a gestão financeira do Programa.

Desenvolvido pela FAGEN/UFU, com apoio da Pró-reitora de Extensão e Cultura (ProexC), FAU e parcerias de empresas e instituições de apoio ao mercado, o programa atende áreas estratégicas de TI, Inovação e Indústria 4.0. O Espaço 4.0 foi criado para, entre outras atividades, realizar palestras, oficinas, cursos e outras modalidades de formação para criar um ambiente maker (de desenvolvimento prático). “Este formato nos permite oferecer várias modalidades de transferência de conhecimento para a Indústria 4.0. Temos encontrado muitos parceiros para divulgar essa troca com a comunidade – aspecto fundamental da extensão universitária”, destaca a coordenadora do Programa, professora Vérica Freitas.

Dentre as atividades realizadas, o Espaço 4.0 oferece módulos alinhados às demandas de formação profissional, incluindo temas como Planejamento e Gerenciamento de Projetos, Modelagem Matemática para Negócios, Governança de TI, Data Analytics Aplicado a Negócios, Gestão de Pessoas e Carreiras na Era Digital, Manufatura Aditiva (Impressão 3D), Robótica e Análise de Dados.

Nesses quatro anos, o Espaço 4.0 formou uma média de 110 alunos por ano e impactou mais de mil pessoas com as diversas ações. As aulas acontecem no Campus Santa Mônica, são gratuitas e oferecidas usualmente entre fevereiro e novembro. “Temos um laboratório, que é um espaço maker. Além disso, utilizamos outros espaços e salas no Campus da UFU para ofertarmos as ações. Precisamos criar esse movimento para atrair pessoas para a universidade”, enfatiza a coordenadora.

Após quatro anos de atuação e mais de 50 ações desenvolvidas, o Programa fortalece a ponte entre academia e empresas. “Planejamos novas estratégias para ampliar o atendimento à comunidade, mantendo o Programa e atraindo mais parceiros pelas avaliações positivas recebidas”, conclui Vérica Freitas.

A área atendida é justamente a que mais demanda mão de obra especializada: empresas brasileiras de tecnologia enfrentam um déficit de 800 mil profissionais, segundo a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Os dados apontam prejuízos de R$ 125 bilhões/ano pela falta de mão de obra qualificada – contexto que torna iniciativas como o Espaço 4.0 alternativas emergenciais para o mercado.

Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)
Publicado em 26/08/2025 ás 17:27

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