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Protagonismo e Legado: Como a trajetória da FAU reescreve o futuro da instituição

Prof. Ataulfo Marques Martins da Costa, reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pelo período de 1980 a 1988.
Foto: Milton Santos

A iniciativa de criação de uma instituição para apoio universitário nasceu de professores da Universidade Federal de Uberlândia para viabilizar a gestão de projetos. Agora, a Fundação de Apoio Universitário (FAU) caminha para meio século de existência, aprimorando a excelência na prestação de serviços a cada novo setor.

Neste novo tempo, a Fundação marca seu legado com o lançamento do Memorial. O objetivo vai muito além do resgate histórico: trata-se de um espelho de um ecossistema que se tornou a espinha dorsal do desenvolvimento científico e tecnológico para além das fronteiras de Minas Gerais. Nessa linha do tempo, o Memorial revisita as mais de quatro décadas de atuação e o salto de modernização vivido atualmente pela instituição.

O Memorial apresenta uma trajetória marcada pelo pioneirismo, resiliência e construção estratégica de parcerias que somam oito instituições apoiadas em Minas, Goiás e Mato Grosso. Em Minas, além da Universidade Federal de Uberlândia, Instituto Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a Fundação Ezequiel Dias e o Hospital Universitário HC/UFU.  Em Goiás, com a Universidade Federal de Jataí e em Mato Grosso com a Universidade Federal de Rondonópolis. “Esse alcance só é possível porque a fundação não se contentou em ser apenas uma administradora de recursos, mas tornou-se um hub de inteligência e gestão”, ressalta Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU.

A história da FAU caminha lado a lado com a evolução da pesquisa aplicada no Brasil. Enfrenta os desafios aprimorando sua gestão, desde o cenário de escassos registros digitalizados a assumir protagonismo atual. As mudanças implementadas vieram para fortalecer a relação entre a academia e o setor produtivo. Tudo isso sem romper a essência de uma Fundação de direito privado, sem fins lucrativos, que busca a eficiência constante associada à serviços a novas ferramentas para sustentabilidade financeira.

O projeto, ao consolidar essa memória, permite reconhecer o papel de lideranças como Salma Nasser, primeira diretora executiva da Fundação. E, sucessivos gestores que, desde 1982 aceitaram o desafio de construir uma Fundação de altíssima complexidade e impacto nacional. 

A expertise acumulada ao longo de décadas, documentada no Memorial, revela como a FAU transformou a gestão de projetos em seu maior diferencial competitivo. A confiança gerada e aprovada anualmente por auditorias externas garantem a credibilidade necessária para gerir parcerias entre as instituições apoiadas e empresas nacionais. 

Essa autoridade institucional é fruto de uma experiência que o Memorial documenta com clareza. São mais de quatro décadas atuando como a “ponte” essencial entre o rigor científico dos laboratórios e a agilidade exigida pelo mercado. 

Outra ferramenta fortalecida ao longo dessa trajetória é a capacidade de traduzir a ciência em soluções práticas para a sociedade, DNA que a Fundação carrega desde a sua origem.

A função de um memorial pode ser comparada à de uma bússola. Ao percorrer estas páginas, é possível reconhecer os diferentes desafios enfrentados pela FAU ao longo de sua trajetória, sem que sua missão institucional jamais perdesse o rumo. Cada gestão cumpriu um papel essencial nessa construção: no passado, o grande desafio era estruturar a Fundação; hoje, é expandir sua atuação, ampliando seu impacto e fortalecendo sua capacidade de responder às demandas da universidade e da sociedade.

É justamente nesse ponto que passado e futuro se encontram. O novo Estatuto da FAU, aprovado pelo Conselho Curador em 16 de abril deste ano e registrado em cartório em junho, representa esse novo ciclo institucional. Mais do que uma atualização normativa, ele fortalece a governança, amplia as possibilidades de atuação da Fundação e estabelece as bases para uma instituição ainda mais conectada à inovação, à ciência, à educação e ao desenvolvimento do país.

Nesse sentido, o Memorial revela quem a FAU é; o novo Estatuto aponta o caminho para onde ela pode chegar. “Ao fortalecer nossa governança, consolidamos a estrutura construída ao longo de mais de quatro décadas e honramos o legado de todos que contribuíram para essa história. Assim, preparamos a FAU para continuar conectando conhecimento, inovação e impacto para a sociedade nas próximas décadas”, destaca o diretor executivo, Rafael Visibelli.

O Memorial da FAU não é um convite ao saudosismo. É a demonstração de que a Fundação reúne experiência, credibilidade e visão de futuro para continuar fortalecendo a conexão entre universidade e sociedade, transformando conhecimento em desenvolvimento e expandindo sua atuação em benefício da ciência, da inovação e do interesse público.

Faça este passeio pela história da FAU:
https://online.fliphtml5.com/faufundacao/MEMORIAL-FAU-FLIP-Wq51/#p=1 

Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)
Publicado em 17/07/2026 ás 17h43

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