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Sisconec.TA 2026 eleva patamar da UFU e consolida a Rede Nacional de Tecnologia Assistiva e conecta inovação em todo o país

Sisconec.TA, Abertura do evento em Uberlândia

Imagem: Milton Santos / Dirco UFU

O Sisconec.TA 2026, realizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em parceria com a FUTEL/Prefeitura Municipal de Uberlândia e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresentou resultados diretos para a sociedade e direcionou novas ações para consolidação das pesquisas e transferência de tecnologia para pessoas com deficiência, pessoas com doenças raras e mobilidade reduzida.

Durante dois dias, 20 e 21 de março, o evento reuniu 27 projetos da rede SiSAssistiva, além de projetos de empresas, startups e associações. Foi o primeiro grande encontro para a promoção das inovações realizações de negócios. Em um mesmo ambiente estiveram; pesquisadores, indústrias, startups, associações, pessoas com deficiência, atletas e o poder público, consolidando Uberlândia como referência para fortalecimento das políticas de inovação e inclusão social no Brasil. “Esse evento superou as expectativas, as tecnologias inovadoras apresentadas aqui, para a sociedade não ficaram simplesmente como mostra. Realizamos 25 oficinas, apresentamos resultados diretos para a população, e estamos integrando e articulando isso em todo o Brasil. E, o mais importante, participaram do evento os principais atores, que são as pessoas com deficiência”, disse Cleudmar Araújo, coordenador da Rede SisLab.

Para fomentar as discussões a SEDES/MCTI trouxe as equipes de pesquisadores integrantes da rede assistiva, que compõem mais de 100 laboratórios do Brasil que atuam com TA, convidou startups, empresas e associações para a divulgação e discussão de novas ações para popularização das tecnologias. Estimam-se que foram apresentadas no evento mais de 100 inovações em T.A. O prefeito Paulo Sérgio, falou da vocação como “Cidade Inteligente”. “Nossa adesão ao programa Novo Viver Sem Limite, sendo Uberlândia o primeiro município de Minas Gerais a fazê-lo, reafirma nosso compromisso em apoiar o Cintesp.Br e a infraestrutura da cidade, como a Arena Sabiazinho e o Parque do Sabiá que continuarão a serem estruturados com tecnologias inovadoras desenvolvidas localmente, unindo esporte, lazer, vida diária, saúde, educação e mobilidade”, disse o prefeito na abertura do evento.

O evento reuniu ainda, de maneira inédita para tratar do atendimento às pessoas com deficiência, organizações institucionais como a Associação de Municípios do Vale do Paranaíba, (AMVAP) que integra 24 municípios, a Fiemg regional, o Sesi e o Sebrae. Tivemos a oportunidade de vivenciar, na prática, como a tecnologia, a pesquisa e a inovação contribuem de forma significativa para o avanço e a melhoria da qualidade de vida das pessoas, especialmente por meio das tecnologias assistivas”, salientou Nauara Cristina, do setor de expansão da Fundação de Apoio Universitário (FAU).

No palco principal, foram realizados diversos painéis com técnicos de 4 Ministérios do Governo Federal, da administração municipal, da academia, de associações e sociedade. O evento deixou de ser apenas uma exposição de tecnologias para se tornar um fórum de pactuação política e social. “A tecnologia assistiva não deve ser um luxo, mas um direito acessível. Com esse evento, Uberlândia torna-se um farol para o Brasil ao unir academia, governo e indústria em prol da autonomia das pessoas com deficiência”, destacou Inácio Arruda, Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES) do MCTI.

Ainda, no evento, foi lançado o site da Rede SisAssistiva com o mapa de toda a rede, (https://sisassistiva.org). “Isso tudo só foi alcançado com o descontingenciamento do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT). Com isso, foram aportados R$ 70 milhões para os projetos do SisAssistiva, além de R$ 11 milhões para implantação do Polo Nacional de Inovação e Manufatura Avançada de Produtos Assistivos (POLO.TA), lançado no evento, tem o objetivo de integrar diversos programas do governo federal na área de TA, como por exemplo, a rede Sisassistiva e os CAPTAS que são programas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “O polo nasce com um desafio, a certificação. Por isso, o Inmetro, a ABNT e Anvisa estão acompanhando esse processo. Hoje, mais de 80% das tecnologias assistivas não têm a certificação, e o Polo terá ainda um laboratório certificador vinculado ao Inmetro”, explica a diretora Sônia Costa, diretora da Diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva SEDES/MCTI.

Para fortalecer ainda mais estas ações, o evento serviu para consolidar o Cintesp.Br/UFU na UFU, em parceria com o MCTI e CNPq, um investimento da ordem de R$ 3,5 milhões.  Ainda temos a praça da ciência que é a ‘cereja do bolo’, onde toda a sociedade irá interagir, crianças vão poder realmente curtir com aprendizado e ver o que é a ciência e a tecnologia de forma lúdica”, destaca Sônia Costa, Diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI.

O tema central do evento foi a transformação da tecnologia assistiva; de pesquisa realizada em um campo de estudo isolado para um pilar de desenvolvimento econômico e humano e transformar ciência e produtos ao alcance da sociedade, que é a missão do SiSLAB/SEDES/MCTI laboratório integrador, sediado na UFU, e que faz a articulação de toda a rede. O reitor da (UFU) destacou o orgulho acadêmico de ver a Engenharia Mecânica e outras áreas da universidade produzindo soluções reais. “A colaboração com o setor público e privado é fundamental para que a pesquisa brasileira tenha impacto global, como uma janela para exportar o conhecimento gerado na UFU”, disse o reitor professor Carlos Henrique de Carvalho”.

No final do evento os coordenadores dos laboratórios da Rede SisAssistiva se reuniram para encaminharem estratégias junto ao MCTI e a FINEP para a consolidação e sustentabilidade da Rede de laboratórios. “Agora eles, os coordenadores vão trabalhar para viabilizar uma associação para permitir ampliar os serviços, os apoios. Vamos buscar a institucionalização por meio de decreto ou como um projeto de lei, especialmente agora que temos o apoio da Comissão da Pessoa de deficiência na câmara dos Deputados”, conclui a diretora Sônia Costa. “O evento foi muito mais do que uma entrega do plano de trabalho. Ele mostrou resultados efetivos, hoje a rede sai daqui mais unida, mais forte, consolidada não só internamente, mas também externamente”, completa o coordenador da Rede, pesquisador da UFU, Cleudmar Araújo.

Durante os dois dias de evento mais de 900 pessoas tiveram oportunidade de conhecerem e discutires sobre tecnologia assistiva e formas de atender efetivamente a sociedade, transformando ciência em produto. .Para a FAU, o sucesso do evento Sisconec.T.A e a futura construção do Polo T.A evidenciam o papel estratégico de uma gestão eficiente em projetos de alta complexidade. Nosso compromisso é estruturar processos, garantir conformidade e oferecer suporte administrativo qualificado, permitindo que os pesquisadores da UFU se dediquem integralmente à pesquisa e a ciência”, disse Nauara Cristina.

Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)
Publicado em 27/03/2026 ás 07:03

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