UFU se destaca em publicações científicas e tecnológicas em Minas Gerais

Foto: instagram FAPEMIG. A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) foi a que mais recebeu recursos para publicação científica e tecnológica pela FAPEMIG ; em segundo lugar está a UFMG. O ano de 2023 foi um dos mais produtivos em Minas Gerais, no que se refere a publicação científica, com os recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa em Minas Gerais (FAPEMIG). A UFU teve 13 projetos aprovados, no total de R$ 2,110 milhões, sob gestão da Fundação de Apoio Universitário (FAU), para periódicos das mais diversas áreas do conhecimento. Os recursos serão liberados para produção e divulgação no biênio 2024/25. A chamada pública do Programa de Apoio a Publicações Científicas e Tecnológicas liberou para os projetos e ações de divulgação o total de R$ 7.453.367,87. Ao todo, foram apresentadas 80 propostas pelas Instituições de Ensino Superior do estado, sendo que 21 projetos não se enquadraram às normas da Chamada Pública da Fapemig e 12 foram indeferidas. A UFU apresenta mais de 40 revistas voltadas à promoção da ciência e do ensino (disponíveis em: https://seer.ufu.br). É por meio da publicação científica que as Universidades, por exemplo, conquistam melhor pontuação junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a sociedade tem acesso ao conteúdo produzido pelos pesquisadores. Nesta chamada pública, os projetos aprovados da UFU foram da área de humanas e sociais com publicações voltadas para linguística, cultura, geografia, história, economia, filosofia, educação e política e internacionalização. Contratação de bolsistas fortalecerá os projetos e a divulgação científica Desta vez os recursos ainda possibilitarão aos coordenadores e autores dos projetos investirem mais na estrutura do banco de dados: “nessa versão da chamada pública, nós tivemos um avanço, desta vez haverá a possibilidade de contratação de bolsistas para ajudarem com as pesquisas e editoração. Os recursos para pessoal vão seguir parâmetros de acordo com a classificação da revista, ou meio de publicação”, acrescenta o professor Guilherme Fromm, da revista Domínios de Lingu@gem, um dos projetos da UFU que foram aprovados. A contratação de bolsista é algo novo dentro do processo da Chamada Pública da Fapemig, para apoio à divulgação científica realizada pelas revistas universitárias. Para o projeto, a revista recebeu verba para um bolsista. A “Domínios de Lingu@gem” faz parte do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL/UFU); “as bolsas também vieram com valores maiores, seguirão o mesmo valor da tabela Capes”, completa Guilherme Fromm. O projeto aprovado, no caso do prof. Guilherme, contemplará a revista hospedada em (https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem) que já vai para o 18º volume e trata da Linguística Teórica e da Linguística Aplicada, apresentando fluxo contínuo de recepção e publicação de artigos de conteúdo aberto, sem custo para os autores realizarem as publicações. “Não cobramos para publicar; o objetivo das publicações da UFU é difundir mais o conhecimento e com acesso livre; esse edital, que possibilita a contratação de bolsistas vai ajudar bastante na editoração e na avaliação de mais textos, ampliando o nível das publicações. Com os resultados deste Edital FAPEMIG, todos ganham: alunos, pesquisadores, universidades e a sociedade em geral, com mais fontes para pesquisa”, completa o professor. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/12/2023 às 15:12
Compartilhar experiências na gestão em saúde para melhor entender o problema e otimizar as soluções

Foto: banco de imagens Mais de 80% da população brasileira, tem o SUS como referência de atendimento à saúde. Inteligência artificial, inovação tecnológica, atualização de Leis e as expectativas da população, atualmente, tem sido temas de grande interferência no cotidiano e qualidade do atendimento às pessoas. Na área de saúde a urgência é sempre maior, e criar cursos de gestão tem sido desafio para envolver o máximo de inovação envolvendo mais áreas do conhecimento formando uma rede multidisciplinar. Com este cenário, o principal objetivo do Curso de Especialização em Gestão e Saúde Coletiva está em ampliar a capacidade de encontrar soluções de problemas e implantação de serviços cada vez mais eficientes. “Quando pensamos o conteúdo do curso a ideia foi capacitar os profissionais da rede de saúde na atualização dos conteúdos teóricos, portarias, fluxos e novos indicadores do Ministério da Saúde”, assim como agregar conhecimento para os futuros profissionais que almejam trabalhar no serviço público, explica a professora Jaqueline Vilela Bulgareli coordenadora do curso de pós gestão em saúde da UFU. O curso de pós graduação oferecido pela FAU, foi elaborado por professores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e outras universidades parceiras. Ele traz a experiência de projetos já bem sucedidos. Um deles é o que leva a residência e extensão dos cursos de enfermagem, medicina, nutrição e odontologia para municípios da região e promove a troca de conhecimento entre gestores da rede municipal e graduandos no estágio final de formação. Uma das referências da pós em gestão e saúde coletiva é o curso realizado pela Unicamp, finalizado o ano passado, onde o foco associa atualização do Sistema de Saúde com a capacidade de planejar a gestão. As disciplinas abordam questões que envolvem as especializações da rede básica, serviços ambulatoriais, centros de diagnósticos e ambiente hospitalar considerando ainda a capacidade tecnológica. Com a experiência de projetos passados, um dos principais objetivos da pós é a atualização do conhecimento com uma visão ampliada, de como funciona o sistema de saúde. “O reconhecimento, pelos alunos, de que o SUS é gigante, que é a maior política pública já executada nesse país, que de fato necessita muito de recursos, que a atenção primária à saúde é de fato de suma importância na resolutividade e que ela é sim, complexa e necessita recursos financeiros, humanos e tecnológicos são conhecimentos significativos para a gestão”, disse a professora da Faculdade de Odontologia da Unicamp Luciane Miranda Guerra uma das idealizadoras do curso de pós graduação de gestão em saúde. O curso será no formato EAD e serão realizados fóruns para abordar problemas do cenário atual e estimular a troca de experiências. “Isso enriquece muito, essas discussões aproximam mais o professor e ampliam o conhecimento”, completa a coordenadora da pós e professora da UFU, Jaqueline Vilela Bulgareli. Outra novidade está na elaboração de um conteúdo teórico com indicação de artigos, conteúdo com as novas políticas, portarias e regras de repasses de recursos. Todas as aulas serão gravadas para disponibilizar aos alunos. “Após o primeiro ano do curso já teremos conteúdo significativo para no final da pós chegarmos a um ebook que será disponibilizado para o aluno”, conclui Jaqueline Vilela Bulgareli. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 20/12/2023 às 15:16
Central de línguas da UFU pode chegar à marca de mil alunos

Foto por: Cristiane de Paula Criada por iniciativa de professores da UFU, a Central de Línguas (Celin) é uma das referências nacionais. A marca de mil alunos deve ser batida com a abertura da segunda rodada de matrículas para os cursos de inglês, espanhol, francês e alemão. O programa da Central de Línguas (Celin) da UFU já é referência no sistema de extensão. Os níveis vão do nível básico ao avançado com carga horária de 60 horas/aula, além dos alunos da graduação, que fazem para atividade complementar, o programa é aberto para a comunidade externa que representa a maioria dos alunos matriculados, as inscrições podem ser feitas pelo site ou presencial. Dona Regina Célia Martins quando soube da abertura de novas vagas preferiu ir até à Celin, na sala 205 do bloco 1G pra se matricular. Ela já foi aluna de francês de 2017 a 2019, teve que interromper o curso por conta de um atropelamento. “Não gosto de deixar nada inacabado, eu já participava do projeto da UFU, “Amigo do Idoso”, não gosto de ficar parada e os cursos da UFU nos dão motivação, gosto de me sentir pra cima”, completa dona Regina. Ela representa quase 10% dos alunos dos cursos, mas também existem vagas para crianças e jovens. A Central de Línguas (CELIN) é um órgão complementar do Instituto de Letras e Linguística (ILEEL) da Universidade, ele foi criado como extensão do curso de letras envolvendo os alunos de graduação com suporte dos professores e doutores dos 5 cursos de línguas da UFU. Em 57 anos de criação os cursos só tiveram uma pequena pausa no primeiro semestre de 2020, foi adaptado para o período de pandemia e logo voltou com as aulas presenciais. Elas acontecem 2 vezes por semana, a partir das 17h ou nas manhãs de sábados. Agora, com a segunda chamada para matrículas, o número de inscritos pode passar de mil, somando os matriculados desde 1976, marco para os professores. “Além dos estudantes da comunidade externa nós tivemos muitos alunos de referência de nossa universidade, como por exemplo o nosso reitor. Os alunos da UFU fazem nos cursos para seguirem entrar nos programas de bolsas em outros países”, completa Rosângela Resende, coordenadora geral da Celin. As inscrições podem ser feitas pelo site na área do aluno. https://www.ileel.ufu.br/celin/login/page-login.php), após realizar o cadastro. Caso o aluno já tenha algum conhecimento sobre o idioma ele poderá fazer o teste de nivelamento antes de realizar a matrícula. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 12/12/2023 às 14:12
Agentes de inovação de Uberlândia unem ações entre ACIUB e FAU para a promoção da inovação aberta

Foto por: Júlia Coelho – Deu Match Tecnológico na FAU – Encontro realizado pelas ICTIs de Uberlândia. Um dos primeiros passos será facilitar a conexão entre indústria e pesquisadores Deu match tecnológico na FAU e agora? Este foi o tema do encontro que aconteceu no final da tarde do dia (07) no auditório da Fundação de Apoio Universitário (FAU). Foi um evento onde houve troca de experiências, de ideias de como fazer inovação aberta, discussões sobre linhas de fomento a fundo perdido e contribuições para novas atividades em 2024. O encontro foi uma realização dos agentes do ecossistema de inovação tecnológica das Instituições de Ciência Tecnologia e Inovação de Uberlândia. Eles conseguiram reunir para um bate papo empresários, professores, cientistas, representantes do UberHub e a comunidade em geral pra falarem de inovação aberta. “Todos nós queremos a mesma coisa, o crescimento de nosso país, mas andamos separados”, disse o empresário Paulo Romes, diretor presidente da Junco Indústria e Comercio Ltda. A reunião teve a característica de uma roda de conversa para tentar quebrar protocolos e estimular pesquisadores e empresários a desabafarem e se descobrirem para fecharem parcerias de inovação tecnológica aberta no município de Uberlândia. “Nós vimos que pouco conseguimos nos comunicar com a sociedade, temos muito a oferecer e precisamos criar canais direto com os empresários, para somar ao desenvolvimento tecnológico, podemos criar novos mecanismos para isso acontecer de forma mais direta e ágil, como um sumário de tecnologias”, disse Alexandre Marletta, pesquisador do laboratório de física da UFU. Antes de abrir a palavra para a sociedade foi apresentado o balanço das atividades desenvolvidas este ano, em Uberlândia, das vertentes do ecossistema entre elas a das ICTIs. “Se considerarmos que 85% das atividades programadas foram realizadas e somos um grupo de voluntários o nosso balanço foi muito bom. Eu acho que esse tipo de evento mostra que as lideranças estão disponíveis e interessadas em realmente traçar projetos em parceria completa a agente de inovação karyne. O encontro encerrou com um desafio lançado pelo diretor da FAU, que estendeu o apoio ao movimento, somando forças à ACIUB para facilitar a conexão e a divulgação das necessidades dos empresários de inovação tecnológica aberta e dos pesquisadores em ter campo para desenvolverem projetos em parceria. “Temos que apoiar esses atores, estamos aqui para isso e estimular essa conexão faz parte de nossas ações. Pro ano que vem já estamos preparando a produção de nosso PodCast exatamente com esse foco e abrimos possibilidades de trabalhar juntamente com a ACIUB”, disse Rafael Visibelli, diretor da FAU. Do outro lado, o diretor de inovação da ACIUB, Bruno Gregório já indicou as próximas ações; alinhar a parceria para gerar conteúdo e estimular a comunicação entre ICTIs e sociedade, e ainda criar agenda de visitas aos laboratórios que oferecem inovação tecnológica em Uberlândia. “Nós queremos encher auditórios seja aqui, na ACIUB ou nas ICTIs para discutirmos mais e estabelecermos conexão para um ecossistema de inovação aberta cada vez mais forte, completa o Bruno Gregório. De acordo com Karyne Juste, agente local de inovação do ecossistema, o objetivo é colaborar para propor uma forma de governança, ainda mais estruturada, para o ecossistema onde as principais lideranças juntas possam definir os projetos e objetivos para evolução de um ecossistema maduro por meio de definições de estratégias e de indicadores. “Então, acho que para 2024 dá para a gente dar um passo bem grande em relação à governança, a gente pode conectar esses atores e pensar em projetos maiores. As faculdades particulares podem ser parceiras tanto de PD&I como também podem prestar serviços para empresas, como por exemplo, de consultorias, treinamentos e programas com startups então, podemos considerar tudo isso para nossa agenda do próximo ano”, disse Karyne Justes. “Esse movimento tem que continuar, tem que crescer, porque foi um marco no relacionamento das universidades com as empresas”, completa o diretor da FAU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 08/12/2023 às 08:21
FAU é a primeira fundação credenciada pela UFU a receber o prêmio Boas Práticas

Diretor da FAU, Rafael Visibelli recebendo Prêmio Boas Práticas de Gestão das Fundações de Apoio”Foto A.I – Confies De 29 projetos avaliados, a FAU ficou entre as cinco melhores do Brasil. O “Prêmio Boas Práticas de Gestão das Fundações de Apoio” foi entregue nesta quinta-feira (30), em solenidade realizada em Brasília, durante o 6º Congresso do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (CONFIES). Nesta quinta edição o Prêmio destaca os melhores projetos científicos e tecnológicos gerenciados em 2022. O projeto premiado foi destacado por sua inovação ao ser implementado para aprimorar a gestão do atendimento. O novo sistema cria campos de descrição para registrar as demandas e organizar, de forma cronológica, a comunicação entre os analistas da FAU e os coordenadores de projetos universitários. “Nós recorremos à tecnologia para viabilizar um modelo de atendimento mais eficiente e produtivo. O novo sistema ajuda a identificar os problemas para traçarmos estratégias e otimizar a implantação de novos processos”, destaca Crisley Faria Almeida, gerente de projetos da FAU. Atualmente são mais de 1500 projetos em execução, a adoção de um novo processo de comunicação foi necessária para corresponder à demanda. Com autonomia administrativa, financeira e patrimonial a FAU atua como ponte entre as Instituições de Ciência Tecnologia e Inovação públicas e o setor privado, viabilizando a transferência de tecnologia. “Sermos uma das vencedoras na 5ª edição do Prêmio Boas Práticas de Gestão das Fundações de Apoio, é importante para validar um trabalho que foi bastante planejado pela FAU, viabilizando uma melhor organização da rotina e dos fluxos internos, para melhor atendermos os nossos coordenadores e usuários. Estamos muito felizes por esta premiação”, completa Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU Além da UFU, a FAU atende 5 outras instituições de ensino superior, Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal de Jataí (UFJ), Universidade Federal De Rondonópolis (UFR), Universidade Federal de Catalão (UFCAT), além o hospital de clínicas UFU/EBSERH, o maior da rede de 42 hospitais públicos da EBSERH. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU)Publicado em 01/12/2023 às 16:38
FAU se junta ao grupo das ICTIs da região no Uberlândia Summit

Foto: Luciana Santos Pesquisa na roda de negócios e captação de projetos em parceria público-privada com a indústria nacional O Uberlândia Summit foi considerado o maior evento com foco em conexão entre quem desenvolve pesquisas e projetos de Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e quem busca inovar para se fortalecer no mercado, empresas de um lado e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs) faça outro. O momento de interação foi criado por voluntários da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e de universidades particulares que formaram o grupo das ICTIs de Uberlândia e região, voltado às Soluções Tecnológicas e Empreendedorismo (STE). O que chamou a atenção foi a participação, não apenas de pesquisadores e professores, como também de alunos de pós graduação da UFU que apresentaram projetos, prontos para irem pro mercado. “Foi muito bom também o evento sobre a perspectiva de colocar alunos de pesquisa e pesquisadores em um mesmo cenário. Ficamos diante de possíveis compradores, possíveis incentivadores em transformar as ideias, a pesquisa em negócios de sucesso”, comentou Thiago Quirino, aluno da pós-graduação da faculdade de engenharia mecânica da UFU. O professor da Universidade Federal de Uberlândia e pesquisador da Unidade Embrapii FEMEC UFU, Arthur Fiocchi apresentou um projeto de sucesso em parceria com uma indústria e fez palestra sobre o cenário nacional em inovação tecnológica e as linhas de fomento com recursos desburocratizados e a fundo perdido para parcerias público-privada. “A repercussão de nossa participação no evento foi muito boa, ocorreu um momento de networking. Após as apresentações empresas e startups da cidade nos procuraram, discutimos parcerias, dentro das competências, e saímos do evento com aproximação para iniciar projetos de pesquisa no início de 2024”, acrescenta o pesquisador Arthur Fiocchi. De acordo com o professor da UFU, o evento ainda proporcionou maior integração de outras unidades acadêmicas da UFU e até mesmo de Universidades do estado de São Paulo, que que se interessou para somar às parcerias com projetos de PD&I”. Foto por: Cristiane de Paula Foram feitas 15 apresentações de Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação públicas e privadas (ICTI) além de palestras sobre organizações que apoiam a pesquisas, com recursos a fundo perdido e com linhas desburocratizadas. “Foi muito gratificante encontrar com colegas de diferentes faculdades, principalmente da UFU, que foi a participante mais forte. O evento quebrou paradigmas, do medo que existe, de dificuldade que comunicação da indústria com a escola, abriu portas para empresas e escolas se mostrarem”, completa Mauro Paipa, coordenador da Faculdade Anhanguera Uberlândia No final dos pitchs de inovação foi realizada uma roda de conversa com representantes dos setores que são envolvidos no fomento de PD&I em parceria público-privada e com captadores de projetos para desenvolvimento de inovação. Durante uma hora e meia eles apresentaram caminhos jurídicos para captação de recursos, casos de sucesso e iniciativa de empresas que captam projetos. Lívia Tizzo, do setor de inovação digital da Braskem destacou a importância de fomentar a inovação aberta, especialmente entre startups e grandes empresas e ICTs para o desenvolvimento de grandes empresas. “A gente acredita muito nesse movimento e a gente vai estar sempre envolvido nisso dentro da nossa estratégia. Esse tipo de relação acelera muito os resultados desejados acerca do mundo da inovação”, completa Lívia Tizzo. Para o diretor de inovação da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (ACIUB), Bruno Gregório, não faltam demandas para PD&I, o maior desafio está em conectar a iniciativa privada com iniciativa pública, universidades e os centros de pesquisa para desenvolverem projetos de inovação. “Nós estamos começando a ter esse resultado, eu acho que usar todas as inovações, com a governança com o trabalho que nós estamos executando em conjunto, nós vamos ter um potencial gigante pela frente”, e o Uberlândia Summit conseguiu juntar as ICTIs, as startups, as entidades que promovem inovação”, disse o diretor de inovação da ACIUB. A roda de conversa teve também a participação da Fundação de Apoio Universitário (FAU), instituição criada legalmente há 40 anos para realizar a gestão financeira dos contratos de parceria entre ICTIs públicas, empresas e prestações de serviços. O diretor da FAU, Rafael Visibelli, destacou a evolução da quantidade e complexidade dos contratos firmados nos últimos dez anos. “Ao longo desse tempo, houve uma transformação significativa e as fundações não só abordam as suas responsabilidades na parte burocrática, mas agora também a gente desempenha um papel muito importante, mais ativo, na proposição de parcerias, na divulgação científica, na transparência, na transferência de tecnologia e no desenvolvimento de estratégias para a ciência, tecnologia e inovação no país. Elas são vitais para esse cenário, no avanço e na aplicação prática do conhecimento científico para toda a comunidade e para o progresso científico e tecnológico e para a economia do Brasil”, completa o diretor da FAU. Entre as organizações que apoiam as parcerias público-privada com Universidades e ICTIs o coordenador da Unidade Embrapii FEMEC UFU apresentou as modalidades de aporte financeiro a fundo perdido e os setores atendidos. O coordenador, Louriel Vilarinho, destacou a troca de experiências e oportunidade de conhecer melhor e mais de perto as necessidades de PD&I das indústrias de Uberlândia e região. “Mesmo não sendo possível estabelecer parcerias num primeiro momento, as empresas foram direcionadas para contato mais alinhado dentro da rede Embrapii e aguardo ansioso os próximos eventos, para todo Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, sul de Goiás, Leste do Mato Grosso e Oeste Paulista”, conclui o coordenador da Unidade Embrapii FEMEC UFU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 27/11/2023 às 15:28
‘Da Semente à Xícara’, projeto apoiado pela FAU transforma a cafeicultura no cerrado

Secagem de café safra 2023 Foto: Líbia Diniz Santos Projeto pioneiro une tecnologia com sabedoria tradicional para elevar o patamar do café especial brasileiro. O projeto “Da Semente à Xícara” representa um marco na integração da pesquisa científica com a prática agrícola. A iniciativa se destaca pelo uso de métodos de pós-colheita de café, sequenciamento de DNA, ciência de dados e Internet das Coisas (IoT). O resultado da inovação gerou a marca Porandu que foi entregue, mês passado em Brasília ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em forma de 10mil “drips coffe”. A ação teve parceria com a DB State Coffee e Expocaccer, “vimos uma oportunidade de unir a tradição cafeicultora de Minas Gerais com as inovações que emergem das nossas universidades. A criação do Café Porandu é uma materialização dessa sinergia, e o envolvimento da FAU assegurou que os frutos dessa pesquisa chegassem ao mercado”, completou Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. O apoio da Fundação facilitou a interação entre o conhecimento acadêmico e as práticas tradicionais de cultivo de café especial. Matheus Gomes na entrega de drip coffees no MCTI Foto: Divulgação MCTI O objetivo do projeto foi ajudar os produtores de cafés especiais a aumentarem a qualidade da produção e realçar sabores a diferenciais desejados em cafés específicos. O projeto foi desenvolvido no Campus Patos de Minas da UFU, teve incentivo com recursos da FAPEMIG, FAPESP, CNPq e CAPES e a gestão financeira e apoio da Fundação de Apoio Universitário (FAU). “A contribuição da FAU transcendeu o aspecto financeiro, funcionando como uma ponte entre os pesquisadores e os cafeicultores locais e no desenvolvimento do Café Porandu de um novo produto que leva ciência na xícara”, completou Matheus Gomes, pesquisador do projeto “Da Semente à Xícara”. Com a conexão estabelecida os pesquisadores reuniram alunos de pós-graduação e de doutorado foram pro campo. O primeiro trabalho foi selecionar, na região de Patos de Minas, os lotes dos melhores pés de café e implementando inovação tecnológica. Em seguida, os pesquisadores acompanharam os processos de pós colheita para definir o manejo e a tecnologia para melhorar a nota dos lotes. O resultado foi um salto de 84 para 88 pontos na classificação da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA) em uma escala até 100 pontos. Os cafés, de 4 tipos de sabores, já foram registrados como cafés especiais e colocados no mercado. “Nós consideramos importante o apoio da FAU ela reconhece a importância do sistema de inovação por meio de um ecossistema favorável, que não apenas contribuiu para a criação do projeto como administração financeira e de posicionamento no mercado”, completa o pesquisador Matheus. O processo de desenvolvimento da inovação tecnológica acontece por meio da coleta de dados e das análises em tempo real. Com o conhecimento detalhado do processo de melhoramento foi possível entender melhor e otimizar os fatores que influenciam a qualidade do café, desde o solo e clima até os processos pós-colheita que envolve a fermentação a secagem e o armazenamento. “O que buscamos não é apenas a excelência em cafés especiais, mas também o auxílio contínuo aos produtores rurais para tomarem decisões corretas para a melhoria da qualidade de seus cafés”, explicou a professora Líbia Diniz Santos, coordenadora do projeto. Um dos diferenciais do projeto foi ir além da pesquisa com o envolvimento com o produtor, o que foi chamado de “transcendeu a técnica” pós colheita. A redefinição de padrões de qualidade aplicadas nos processos, fortaleceu os laços entre a academia, os produtores e o mercado dando maior garantia de sustentabilidade ao e fortalecendo o mercado para os cafés especiais. “Um dos resultados palpáveis do projeto foi o lançamento do Café Porandu, um produto que simboliza a união da ciência com a paixão pela cafeicultura. Os recursos obtidos com a venda do Café Porandu são reinvestidos em pesquisa, promovendo um ciclo virtuoso de inovação e desenvolvimento”, acrescenta Matheus. O Café Porandu foi o resultado dos 4 anos de pesquisas, esse volume foi dividido em “drips coffes” que são ofertados em feiras dos setores tecnológicos, do agro e culturais para degustação do público, o objetivo é ampliar o gosto popular e conquistar o reconhecimento do produto pela qualidade do café especial do cerrado mineiro. “Essa iniciativa mudou nossa forma de cultivar café. O acesso a tecnologias e técnicas avançadas era algo distante para nós, produtores. Agora, podemos competir em pé de igualdade com grandes nomes do mercado, produzindo um café que nos enche de orgulho”, comentou um dos cafeicultores participantes do projeto. A próxima etapa de trabalho dos pesquisadores e cafeicultores da região de Patos de Minas é consolidar o que foi e criar um Centro Regional de Incentivo à Inovação Tecnológica para o café na região de Patos de Minas. “Estamos apenas no começo, com o apoio contínuo de instituições como a FAU, o próximo passo é consolidar um centro de inovação aqui, transformando a região em um referencial de excelência e inovação. É uma jornada empolgante que trará benefícios duradouros para todos os envolvidos.” Reforça Matheus. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 20/11/2023 às 14:50
Premiação de projetos da UFU mostra a força das atividades em PD&I desde a educação de base

Diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli na entrega Prêmios no SIstema de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação da UFU. Foto: Marco Cavalcanti – Dirco/UFU O Prêmio destaca trabalhos realizados por alunos, professores e pesquisadores dos 7 Campus da Universidade Federal de Uberlândia. As pesquisas foram selecionadas, por uma comissão mista multidisciplinar, com apoio da diretoria de comunicação da UFU. Dividida em 8 categorias a premiação tem como objetivo apresentar para a sociedade o que é produzido na UFU desde o ensino básico à pós-graduação, de todas as linhas do conhecimento, com projetos de desenvolvimento tecnológico inovadores e patenteados. “É o retorno do investimento dos recursos públicos para a população e todos têm vínculo com um ou mais dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da (ODS) da ONU, é a nossa responsabilidade”, acrescenta Valder Steffen Júnior, reitor da UFU. Foram ao todo 26 alunos, professores e pesquisadores premiados, os trabalhos chamaram a atenção pela abordagem de questões do cotidiano, temas questionadores e voltados para sustentabilidade e para saúde pública. “Na categoria inovação, os prêmios foram o reconhecimento pelo trabalho dos pesquisadores que tiveram valor quantitativo de trabalhos divulgados em inovação e aptos para entregar produtos para beneficiar a sociedade, é o nosso retorno pelo que é investido em nossa Universidade”, destaca Thiago Paluma, diretor de inovação e transferência de tecnologia da UFU. O diretor executivo da FAU, Rafael Visibelli e a gerente de projetos, Crisley Faria Almeida participaram da solenidade entregando os prêmios das categorias iniciação científica, ensino médio e tecnológica. A Fundação de Apoio Universitário (FAU) atua, com equipes especializadas de profissionais, na gestão financeira dos projetos de Parceria Público Privada (PPP) para o desenvolvimento de pesquisa, ensino, extensão e inovação. “A Fapemig é uma das fundações de amparo à pesquisa com mais recursos anunciados para o próximo ano, e a FAU cumpre o papel dela de ajudar a universidade, ajudar nas pesquisas, gerindo com transparência os recursos das pesquisas”, completa o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação Carlos Henrique de Carvalho. Dos trabalhos e pesquisadores premiados: Na categoria em iniciação científica do ensino básico – “Doença de Chagas no município de Uberlândia (MG): análise descritiva da situação epidemiológica da doença e levantamento da fauna triatomínea”. – “Estudo sobre o efeito Seebeck na produção de energia de forma sustentável”. – “A construção do imaginário de independência brasileira por meio dos textos literários da era de transição do Brasil”. Todos da Escola de Educação Básica (ESEBA). Na categoria em iniciação científica do ensino médio e profissionalizante os temas premiados foram: – “Discursividades sobre coaching e o sujeito na/da contemporaneidade”. – “Ação do hipoclorito de sódio e de antioxidante em explantes de pequizeiro para o cultivo in vitro”. – “Dispositivo eletro analítico Impresso em 3D micro fluídico baseado em fio de algodão para análise de paracetamol em formulações farmacêuticas”. Na categoria iniciação científica e tecnológica os temas premiados foram: – “História e literatura nos tempos do cólera: a reinvenção das identidades latino-americanas na década de 1980 no romance de Gabriel García Márquez”. – “Análise da influência de diferentes técnicas de polimerização de placas oclusais em resina acrílica termo polimerizadas submetidas ao envelhecimento mecânico e corrosivo”. – “Equações hipsométricas para teste de procedência e progênie de Tachigali Vulgaris no norte do Brasil”. Na categoria Dissertações os trabalhos premiados foram: – “Integração entre APO e BIM: Investigação no suporte à decisão projetual de apartamentos”. – “Índices de vegetação para predição da taxa de crescimento e colheita em alface”. – “Desenvolvimento de métodos eletroanalíticos utilizando sensor eletroquímico fabricado por impressão 3D para a determinação de antioxidantes em biocombustíveis”. Na categoria Teses, os trabalhos premiados foram: – “Agronegócio globalizado e uso do território no contexto de financeirização: o Grupo Cosan e o setor sucroenergético brasileiro”. – “Desenvolvimento de plataformas biotecnológicas para a biópsia líquida do câncer de mama utilizando células tumorais circulantes e saliva”. – “Simulação computacional aplicada à sistemas 2D: tri cloretos de metais de transição em grafeno e funcionalização de eletrenos”. O Prêmio Destaque Pós-Doutoral os trabalhos premiados foram: – “Um estudo a respeito da disciplina de estágio curricular supervisionado nos Cursos de Graduação em Ciências Contábeis no Brasil, à luz da Teoria Experiencial de Aprendizagem”. – “Avaliação de possíveis alvos terapêuticos para o tratamento alternativo da toxoplasmose congênita”. – “Desenvolvimento de sensores eletroquímicos com emprego de eletrodos obtidos por impressão 3D para a detecção seletiva de drogas ilícitas em fluidos biológicos”. O Sistema de Pesquisa, Inovação e pós-graduação também premiou os pesquisadores que registraram o maior número de patentes(13 concedidas), para o professor e pesquisador Cleudmar Amaral de Araújo, da faculdade de engenharia mecânica, para a professora e pesquisadora, Aline Teixeira Souza e Silva do curso de design pelo maior número de registro de desenho industrial concedidos(5 registros) e para os pesquisadores Gustavo Brito de Lima, Luiz Carlos Gomes de Freitas e Vitor Fonseca Barbosa da faculdade de engenharia elétrica pelo número de programas de computador registrados. E na categoria Prêmio de Pesquisa os trabalhos premiados foram para: Rodrigo Sanches Peres do Instituto de Psicologia, Veridiana de Melo Rodrigues Ávila do Instituto de Biotecnologia e para Marcos Antônio de Souza Barrozo da Faculdade de Engenharia Química. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 09/11/2023 às 15:02
Fundações de Apoio poderão ter novas regras de atuação

Foto: Agência Câmara de Notícias A proposta de alteração da “Lei das Fundações” foi entregue a presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, da Câmara dos deputados, deputada federal Luisa Canziani. O texto apresenta alterações que buscam atualizar procedimentos para atualizar às necessidades atuais, aponta caminhos para agilizar os processos tomando como base, especialmente, os entraves encontrados durante a pandemia. A Lei que dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio disciplina as relações para realização de convênios e contratos entre as instituições federais de ensino superior (IFES) e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações. A proposta do CONFIES vem às vésperas da atual Lei completar 30 anos, o principal objetivo para as modificações é acompanhar a tecnologia de comunicação e transmissão de dados, modernizar e desburocratizar o sistema. Na prática, as fundações trabalham na gestão dos projetos como cronogramas, compras e financeiro, deixando o pesquisador mais disponível para a pesquisa e desenvolvimento de inovação. A Fundação de Apoio Universitário (FAU), por exemplo, em 40 anos de existência, tem mais de 5 mil projetos administrados envolvendo mais de R$ 10 milhões de recursos gerenciados. Com autonomia administrativa, financeira e patrimonial a FAU atua como ponte entre a pesquisa e o desenvolvimento para os setores público e privado. Viabilizando as parcerias a Fundação atua como elo na transferência de tecnologia. O impacto positivo dos investimentos de PD&I com projetos público-privado no Brasil envolverá todas as 98 Fundações de Apoio credenciadas no CONFIES – Conselho Nacional das Fundações de Apoio as Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica. Elas integram o Sistema Nacional de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do País. E foram criadas para dar: dar apoio a projetos de pesquisa, ensino, extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico, de interesse das instituições federais de ensino superior (IFEs) e também das instituições de pesquisa. “Um novo Marco Legal das Fundações de Apoio deverá facilitar o trabalho do sistema de pesquisa e de inovação de todas as instituições de ciência e tecnologia do País”, disse Queiroz o presidente do Confies, Antônio Fernando Queiroz ao entregar o anteprojeto na Câmara Federal. O anteprojeto apresenta 34 artigos que são considerados um novo tempo para as fundações. Eles sugerem modificações para fortalecer o desenvolvimento científico e tecnológico, como por exemplo, o artigo que recomenda alienação dos produtos e serviços gerados pelas IFES e ICT´s de forma que os rendimentos potenciais possam ser reinvestidos no incentivo a pesquisa e inovação. Outros pontos sugeridos pelo anteprojeto abordam as “regras de aquisições de bens e serviços” propondo maior flexibilização das chamadas podendo repercutir na ampliação de valores para compras e ainda na melhor definição quanto a incidência de impostos sobre bolsas vinculadas aos projetos de ensino e pesquisa. Para o Conselho do Confies, a atualização da Lei dará agilidade à pesquisa das entidades, considerando que a desburocratização representará um novo estímulo à inovação. A Proposta para as modificações à Lei das Fundações de Apoio ainda fortalecerá a relação favorecendo diretamente na gestão administrativa e financeira durante a execução dos projetos de PD&I no país. Marianna Magalhães, membro do Colégio de Procuradores do Confies, também destaca a limitação de atuação das Fundações como uma das considerações importantes para a atualização da Lei está, “ela, (a Lei), apresenta regras de compras ultrapassadas, que interferem diretamente na agilidade do serviço que prestamos, além de ser uma norma descaracterizada, que sofreu muitas alterações”, disse Marianna Magalhães, membro do Colégio de Procuradores do Confies, em entrevista dada ao site do Confies. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 31/10/2023 às 16:11
FAU conquista classificação máxima em gestão

Setor de análise de projetos da FAU Este ano foi marcado pelas superações de metas e de classificações, comprovando o caminho de consolidação dos serviços prestados. Só em 2023 já são mais de 1500 projetos em execução, geridos pela FAU. Pela a avaliação recebida dentro dos critérios estabelecidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemig,) a Fundação de Apoio Universitário (FAU) atingiu o nível máximo de credenciamento. A classificação, alcançada pela FAU, colocou a fundação entre as principais do estado e com referência nacional. Das 20 fundações de Minas Gerais registradas na FAPEMIG, somente duas alcançaram a classificação de destaque. Além da classificação da Fapemig, a FAU se destaca na classificação nacional, realizada pelo Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (CONFIES). A pesquisa anual chamada de “Quem Somos”, reúne as 99 filiadas no Brasil e a FAU foi classificada no grupo C, que vai de A à C, sendo o Grupo C o que comporta as maiores fundações de apoio do País. Essa classificação é reservada exclusivamente para fundações de apoio com notável capacidade de gestão. Para conseguir a nota máxima a fundação precisa demonstrar comprometimento com a implementação de programa de integridade. São constantes processos para melhorar a infraestrutura e com capacitação permanente de profissionais desde acompanhamento a assinatura de contratos até a administração financeira dos projetos e licitações internacionais. “É a nossa missão servir bem, apoiar o pesquisador e as Instituições federais de ensino superior para o desenvolvimento do que essas instituições fazem de melhor; oferecer para a sociedade o conhecimento e a inovação para fortalecer a economia do país”, completa Rafael Visibelli Justino, diretor executivo da FAU. Criada há 40 anos, por iniciativa de servidores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a FAU surgiu da necessidade de ter uma equipe especializada de profissionais para gerenciar projetos de Parceria Público Privada (PPP) para o desenvolvimento de pesquisa, ensino, extensão e inovação. Atualmente a FAU atende a UFU e outras 5 outras instituições de ensino superior, Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal de Jataí (UFJ), Universidade Federal De Rondonópolis (UFR), Universidade Federal de Catalão (UFCAT), além o hospital de clínicas UFU/EBSERH, o maior da rede de 42 hospitais públicos da EBSERH. Os analistas do setor de projetos acompanham todas as etapas do contrato a partir da assinatura, gestão financeira, jurídica, processos de compra para licitações nacionais ou internacionais. “Somos pesquisadores em engenharia e não administradores de formação, cuidar de todas essas etapas não permitiria tempo para as atividades de pesquisa” disse Rogério Sales Gonçalves, pesquisador do laboratório de Automação e Robótica (LAR), da UFU. A gestão competente das regras dá a garantia do bom uso dos recursos públicos e fortalece as relações entre os setores público e privado. As classificações conquistadas pela FAU mantêm as parcerias cada vez mais sólidas para oferecer à sociedade serviços de ensino, pesquisa, extensão e inovação científica e tecnológica. “Administrar um projeto envolve processos complexos e rígidos entre quem vai executar um serviço e quem contrata a instituição pública de ensino. Quando uma das partes é uma instituição federal de ensino superior (IFES) os critérios nessa parceria envolvem relações legais com maior nível de complexidade e processos, regulamentados por Lei”, completa Visibelli. Em 40 anos de existência o número de contratos de projetos administrados pela FAU passa de 5 mil, mil deles em execução. “A consolidação da FAU entre as maiores e mais conceituadas fundações de apoio universitário nos impõe em constante processo de inovação, um deles é otimizar o atendimento aos nossos parceiros. Este volume de projetos em execução é sem precedentes e desafiador para todos nós e por isso, constantemente estamos com novas ferramentas de atendimento e processos”, complementa Rafael Visibelli, diretor executivo da FAU. Por: Cristiane de Paula (jornalista FAU) Publicado em 30/10/2023 às 15:23